Actions

Work Header

Et coetera

Summary:

Ensurdecedor era o pensamento da queda; que, para ele, o pesar no coração era consequência da própria estupidez. Há tanto tempo, a pressão produziu uma carga severa e medonha de pensamentos, que ia brutalmente o sujar para atacar seus princípios e bondade — que, uma vez, Sunday crê-se em ser imensurável e genuíno; que, de certo modo, Aquele fazia parecer que cada mera existência poderia ser aquecida em suas asas e afeição etérea, sem se importar com sua perversão natural e humana. Mas, o temor e inocência não foram o bastante para ofuscar sua visão, nem o calar; portanto, por que que com ele era o completo oposto?

Notes:

saindo do meu hiato de quase 2 anos. é a primeira vez que eu escrevo com esse jogo! desculpa se o personagem ficou meio oc... não terminei penacony ainda. queria escrever algo sobre o suni para comemorar uma data muito importante! o meu aniversário. eu não revisei, não vou traduzir pro inglês também. sou preguiçoso. enfim, boa leitura a todos.

Work Text:

O homem nunca pressupõe-se que estaria abaixo desse luar. Havendo mais questões do que respostas, o ser benévolo tolerou uma repreensão enervante sobre uma lua crescente; uma emboscada mascarada como metáfora incoerente, que sua única intenção era causar uma lesão mental. O fascínio pelo o que tem e o que terá, fez o pobre anjo prender-se numa curiosidade poderosa e temerária: ‘turvar sua consciência ou crer que essa era a sinceridade que tanto buscava?’

Um dourado resplandecente possuía uma junção, apaixonadamente, nas marés azuis pastéis; que era alvo em tons pretos de uma lembrança tão remota de histórias, que são repletas de uma humanidade invejável à todos os servidores de Deus; e que há séculos martelava na cabeça do Anjo.

Apesar dos relatos que escutou na sua adolescência — acontecimento esse que o próprio Sunday não sabia como rotular — e, que, de acordo com a criação Dele; atualmente, isso não passava de contos bobos que os pais levavam como uma história de ninar. Tudo isso para que suas crianças cresçam mais fortes, criativas e bondosas. Mas, ele nunca esqueceu quando o primeiro toque de amor puro roçou-se nas pétalas azuis; de uma época carente de rosas carmesim, o seu criador abençoou as futuras produções. Era uma bela história que aos poucos se desvaneceu em seus pensamentos.

O seu rosto parecia parcialmente aéreo. Para quem o conhecia bem, sabia que o homem estava fora de conexão com esse mundo blasfemo, que ele caiu com suas asas doentes de culpa e, agora, incapacitadas de voar; preso no próprio passado, lamentando o que perdeu. E, o que restou para o seu amante foi se preocupar nesse cenário. A criatura, que tanto era chamada de ‘coisa’, entendia suas dores e a sensação de pesar no coração; daquela vontade de reviver o antes para tornar o agora em um futuro novo.

A Morte encostou um dedo na pele suave do homem, que era tão cortante pela temperatura baixa do ambiente, que o assustou. Mors sempre o via como aquelas pinturas caprichosas, aquelas que expressam emoções nunca ditas, que os seres humanos tanto amavam pendurar em suas paredes e contemplar seus minúsculos detalhes. Sunday era uma riqueza da humanidade, uma que ele ia valorizar em toda sua existência; expondo seu amor em papéis obsoletos, que atenciosamente, fazia as deploráveis asinhas abanar como uma resposta ao entusiasmo de ser amado; compor uma sinfonia exclusiva para ele, onde Mors aprendeu que cantar nunca será o seu talento mais predominante; provocar sempre que tem uma oportunidade à sua frente, ou somente, amar cada pedaço que podia alcançar dele em uma de suas noites. No fim, tudo valia a pena quando o assunto era Sunny e o doce amor que Mors nutria por ele.

Sunday sempre que era lembrado dessa afeição mútua, acreditava que o futuro novo que buscava no paraíso, era o sonho que ele desesperadamente não queria; pois, o que ele queria e têm eram os bons abraços e carícias da pessoa que ele menos esperou entrar na sua vida, e que lhe deu a esperança de um novo amanhã.