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Quero contar como encontrei o amor da minha vida em meio a uma perseguição a um assassino que mudou a minha vida.
Era inverno ainda, o que para mim parece que foi a vida toda, eu particularmente não gosto de inverno. E por isso que estou todo agasalhado e com um bom copo de café quente nas mãos. Pena que não posso estar na minha casa, porque meu filho resolveu que ele eu deveria hoje, na minha folga sair pra pegar o livro que ele comprou. O que me leva a pensar que já faz muito tempo que eu não leio um bom livro.
_ Até parece que eu tenho tempo pra isso. - disse baixinho. - Vamos terminar logo com isso.
Sai do conforto quentinho do meu carro e me dirigi a livraria Riviera, era de fachada rosa bem claro com o letreiro com o nome verde escuro, na vitrine tinha alguns livros. Respirando fundo abri a porta, um som de sino soou anunciando minha entrada. O que fez a ruiva olhar que estava no balcão olhar pra mim.
_ Bom dia, em que posso ajudar. - me perguntou com sua voz suave e delicada, o que combinava com a imagem que ela estava fazendo.
_ Bom dia, eu vim buscar um livro que meu filho comprou. - respondi indo em direção ao balcão.
_ Qual o nome dele? - me perguntou indo pro computador.
_ Lisander Cardoso.
Ela digitou e segundos depois ela respondeu.
_ Sim, ele comprou a trilogia do senhor dos aneis. Ele gosta muito de ler, às vezes ele vem e senta aí na poltrona do fica lendo. - disse gentilmente. - Só um momento que eu vou pegar os livros.
_ Obrigada. - terminando de beber o café.
Ela se afastou e foi em um armário e pegou um pacote, depois voltou pro balcão, colocou os livros dentro de uma sacola e me entregou.
_ Obrigada e volte sempre. - me disse com um sorriso gentil, e não aqueles falsos que a maioria das pessoas dão. Respondi com aceno de cabeça e fui embora.
***
Ao chegar em casa encontrei meu filho na sala assistindo tv, era seriado que eu nunca me lembro o nome.
_ Cheguei.
_ Trouxe os livros? - perguntou pulando do sofá parecendo que tinha ganho na loteria.
_ Eu cheguei bem, obrigado por perguntar.
_ Desculpa pai. - disse meio tímido e sem graça. Eu sorri pra ele.
_ Está tudo bem, aqui. - entreguei a sacola a ele.
_ O correio passou a pouco instante, eu peguei a correspondência que está em cima da mesinha de centro. - disse enquanto ia ao sofá onde ele estava sentado antes.
_ Obrigado.
Eu vou até lá pegar as cartas. São contas, ah uma carta do meu irmão. Deixei ela separada. E uma carta que não tinha remetente.
_ você já jantou? - perguntei enquanto abria a carta, dentro tinha um papel quadrado, como um cartão. O dizeres eram:
“ Olá Rodrigo, como vai?
Eu espero que bem, estou escrevendo para dizer que você é o felizardo, o escolhi a dedo para me encontrar, eu preciso parar, estou entediado, mas sozinho eu não consigo, preciso da sua ajuda e de uma pessoa que estou decidindo quem será. Em breve entrarei em contato.
De: Camaleão. “
Que merda é essa? Olhei novamente dentro do envelope para ver se tinha alguma coisa, quando vi algo no chão, ao pegar percebi que era um camaleão pequeno que brinquedo. Olhando para ele percebi uma coisa.."
_ Filho, você disse que o carteiro entregou as cartas?
_ Sim. - Respondeu sem levantar os olhos do livro. Engoli em seco antes de falar novamente.
_ Ele entregou nas suas mãos? - perguntei , esperando ardentemente que não, que esse homem não chegou perto do meu filho.
_ Sim.
Fechei os meus olhos e suspirei.
