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Em uma ilha, isolada e distante de tudo é todos existi uma mansão. Ninguém sabe muito sobre ela, dizem que, nobres vivem nessa mansão. Uma casa de sombras ao pés de alguns pequenos vilarejos, rodeando esse pedaço de terra, perto da costa do território britânico. Em uma época onde a eletricidade estava começando a caminhar, e o carvão era a principal fonte de energia, essa era foi conhecida como a Primeira revolução industrial.
Os segredos dessa mansão nunca foram descobertos por nem um humano de fora, ninguém nunca viu a verdade por trás dos nobres "maravilhosos" que moravam além dos trilhos de trem.
Mas a essa história não começou dentro dos aposentos do velho casarão.
Em uma vila, ao redor da ilha. As Minas de Carvão, onde a muitos anos atrás o carvão mineral era retirado e vendido para o exterior, e usado pelo trem que vinha das montanhas. Existia uma "classe", os Órfãos Soldos. Crianças que viviam sozinhas nas ruas empoeiradas do Vilarejo, elas nunca poderiam ir para mansão, não recebiam alfabetização se soubessem falar já seria o suficiente. Além do baixo interesse dos shadows na Minas de Carvão.
Os passos de uma criança podiam ser ouvidos ecoando na chuva. Uma Menina, com cabelos curtos como de uma garoto e cor de caramelo, e olhos determinados. Uma roupa bege amarrotada, um avental que parecia largo em seu pequeno corpinho, botas sujas com lama e meias amareladas, e por ultimo sua característica mais notável uma bela pele oliva branca.
A garganta da menina estava entupida pelo catarro que escorria do seu nariz. Ela segurou com mais força a embalagem que tinha em seus pequenos braços e apertou o passo. Ela corria até uma pequena casa em cima de uma colina.
"A encomenda da Sra Anna vai molhar!" A Jovem cobriu a encomenda mais um pouco, seus pulmões fazendo um último esforço até chegar na varanda da casa, Ela molhou o piso todo quando subiu na varanda. Se aproximando da porta a menina puxou uma corda tocando um pequeno sino em cima de uma das tábuas soltas do teto.
Um minuto se passou, e depois outro e outro. A Menina aproveitou do atraso da senhora da casa para puxar o ar para os seus pulmões. Os passos lentos e o som de uma bengala batendo no chão dentro da casa deram o aviso para a garotinha ajeitar sua coluna e se posicionar corretamente. Os passos param em frente a porta e o som do molho de chaves da dona do casebre ficaram claros, com um guinchar agudo a porta se abriu. Revelando uma velha de bengala e cabelos grisalhos, olhor sevaro, toca de lá e roupas relativamente chiques para uma humilde aldeia.
"O que quer aqui carniça?" A senhora perguntou com um tom bravo, seu olhar fulminante fes os corpo da criança tremer com calafrios. As tábuas rangeram em quanto a menina estendia cuidadosamente as mãos gordinhas até a senhora.
"O Sr Nicol de mirrorside pediu para entregar a senhora." A menina abaixou a cabeça com medo de ver os olhos da velha senhora. A idosa arquiou a sombrancelha e pegou o pacote, seu olhar de nojo era visível. A menininha engoliu seco esperando pelas palavras rudes da velha. O pacote foi aberto, não, rasgado a senhora pegou o conteúdo e o analisou por alguns segundos. Um som de choro foi ouvido, a criança levantou a cabeça a viu a velha chorar segurando uma "medalha" nas mãos.
As "medalhas" dos falecidos soldados, a criança conhecia bem. Mesmo estando no território britânico, a ilha de fuligem recebi muitos imigrantes. Seja francês, italiano ou português, nos últimos dois anos muitas dessas tem chegado para os imigrantes italianos. Principalmente para aqueles que tinha parentes no exército. A Guerra de independência italiana como foi chamada teve seu término no ano anterior, e somente agora puderam avisar as famílias distentes que seus parentes estão mortos.
A menina esperou a idosa se recompor e estendeu as mãos "Senhora meu pagamento pela entrega porfa..."
O som da bengala batendo fez a menina abaixar as mãos segurar seu avental. Ela olhou pra idosa assusta.
"Cala a boca verme inútil, meu neto morreu e você está falando seu lixo" ela esbravejou.
"Minha senhora eu entendo mas..." a garota foi parada por um tapa no rosto. A idosa olhava com fúria pra criança. A velha empurrou a criança no piso molhado bateu com a bengala nas suas pernas. A pequena não aguentou segurar as lágrimas e lacrimejou em quanto tentava se proteger se enrolando como um tatu. Seu corpinho sentindo a madeira a machucar como uma navalia. Sua pele começou a arder e seu corpo a esquentar, até a velha parar quando achou que já era o suficiente.
A menina ficou deitada no chão molhado, em quanto a velha fechava a porta e jogava um centavo no chão. A Criança continuou a chorar até seu corpo parar de arder, seu respiração estava fraca, seus olhos ardiam. Sua garganta já entupida estava agora dificultando o ar de ir pros pulmões. Seus pés estavam cheios de bolhas e suas roupas encharcadas, o cabelo cheio de nós e sangue saindo de um corte na perna. Era uma situação verdadeiramente deplorável, "Porque eu tenho que passar por isso?" Pensou.
Ela se levantou e pegou a moeda, a chuva diminuiu, e tentou se manter de pé. Suas pernas ardiam tanto, ela queria cair denovo. "Porquê?" Susurrou em quanto uma última lágrima fugiu pelo seu rostinho. Cambaleando pelo vilarejo, ela continuou até um pequeno beco. Alguns ratos passaram correndo pelos seus pés em quanto ela adentrava o canto escuro. Ela viu vários olhos, várias crianças acoadas, machucadas. Algumas com a "tosse de sangue" outras com feridas por todo o corpo. O beco cheirava a lixo e sangue. Eles não se conheciam mas eram inteligentes os suficiente para se esconderem juntos. Como gatos assustados, algum até comiam ratos.
Ela se deitou no chão gelado e molhado do beco, com algumas das gotas fracas de chuva caindo sobre sua pele. Seus olhos fecharam e ela deixou o cansaço do dia tomar sua visão. Órfão não são gente, são a escória o lixo que pode morrer da pior forma possível. Era isso que os adultos diziam pelomenos, ela nunca conheceu um diferente.
Na manhã do dia seguinte ela acordou, seus cabelos já formando nos quase irreversíveis. As crianças ao redor do beco estavam saindo conforme o sol se levantava. Era o horário era entre 5 a 6 de manha, a fumaça de fuligem que pairava por toda a vila entrou em suas narinas. Ela se levantou, as pernas ainda bambas e os olhos cansados, ela caminho para fora do beco. Os machucados na sua perna estavam maiores, ela nunca quis tanto lavá-los. "Porquê? O que eu fiz pra merecer sentir essa dor" ela chorou, mesmo sendo uma órfão guerreira a menina só tinha 8 anos ou talvez 7? A criança nem se quer lembrava.
Caminhando pela vila, a garota viu um homem chegar, ele parecia importante. Cabelos brancos, olhos arregalados como um peixe morto, corpo alto e um palito amarelo com detalhes pretos. Acompanhando ele tinha um outro homem e uma mulher, ambos totalmente diferentes, os cabelos da mulher eram brancos com mechas ruivas? A menina olhou confusa tentando entender o tom dos cabelos. O homem no entanto tinha cabelos preto e lisos e pele morena.
Ela os olhou por cerca de 3 minutos em uma distância considerável, percebendo que eram os nobres da casa dos Shadows. Eles eram estranhos mesmo quando uma brisa de fuligem passou por eles, seus narizes nem fungaram, seria costume? Ou eles só eram estranhos, ela não queria saber. Ela foi até a estação de trem direto para Mirrorside, a cidade mais próxima da casa dos Shadows e talvez a mais bonita. Ela se sentou em um dos bancos do trem e viu a paisagem passar, parando de cidade em cidade até chegar e Mirrorside. Se levantando o acento confortável do trem a garotinha cambaleou até a porta de saida.
A Fuligem entrou nos seus pulmões assim que ela saiu, a menina tuciu sentindo seu peito dor a cada tremor do seu corpo, em quanto continuava seu caminho até vila adentro. Os cidadãos sorriam em quanto levavam seus filhos pra escola, as crianças pulavam alegres os pássaros piavam. Crianças chamavam suas mães e eram respondidas com vozes doçes de mulheres de meia idade. Ela continuou a andar, passando pela fábrica de roupas. Várias mulheres entravam no lugar para iniciar mais um expediente ardo, algumas lojas começavam a abrir, mais um dia.
Passando por toda a alegria da manhã a garotinha entrou na "Floresta proibida". Diziam as lendas que lá viviam seres que roubavam os rostos da pessoa, clássica lenda folclórica de vilarejo. Adentrando a mata a menina parou na frente de um pequeno lago, ela enfiou as pernas na água e deixou lavar sua pernas e alma. Ela amava esse lugar, assim que sentiu suas pernas mais limpas. Levantou-se do rio e se aproximou de uma árvore, ela bateu na árvore para ter certeza e depois pegou os 4 centavos que tinha conseguido no dia anterior e os enfiou em buraco na árvore. Um pequeno sorriso surgiu quando ela ouviu o som de metal batendo em metal. Aquela árvore era seu esconderijo, seu cofre seguro.
Ela continuou seu caminho, parando novamente no lago, lavando seu rosto, braços e molhando os cabelos. Assim que terminou seu "banho" diário, ela foi mais adentro na mata. Antes parar e ouvir um burburinho a sua frente. A Criança subiu na árvore mais próxima usando toda a força que tinha, vendo uma visão privilegiada da queles que conversavam. Ninguém nunca entrava na mata além dela, então que estava lá agora? Seus olhos se arregalaram assim que viu duas figuras pretas, totalmente pretas, sombras. Elas conversavam visivelmente extressadas.
"Onde aquele Morph foi?" A mulher esbravejou, ela parecia ter asas de borboletas nas costa, ao ficar irritada sua língua gigante apareceu. A menina tremeu de medo.
"O que era aquilo?" Pensou "Será que são as criaturas que roubam rostos?" Ela sentiu um arrepiou. O seu corpo queria correr mas seu cérebro dizia pra ficar e ela só queria chorar.
"Sophia vamos, ele vai morrer se não imitar um rato ou uma cobra por aí. E uma cobra de fuligem não dará grandes problemas." O homem disse seuas roupas verdes e seu óculos caro enltencendo a sua riqueza e estatos. Ela notou fuligem saindo da cabeça de ambas, a da mulher vazava como uma explosão em quanto a do homem sai reta pra cima.
A mulher, Sophia saiu pisando forte e o homem a seguiu atrás também visivelmente irritado. A menina não sabia quanto tempo passou, 2 ou 10 minutos talvez até 30. Ela finalmente desceu a árvore e respirou desesperada, seu corpo todo tremendo e o medo invadindo até o último espaço do seu interior. "O que era aquilo?" Ela caiu no chão apoiando a cabeça na árvore, sua respiração estava alta e ofegante.
"Nel nome del Padre dello Spirito Santo, amen." A menininha susurrou em seu idioma nativo em quanto fazia o símbolo da cruz. Sua mãos estavam frias e ela estava a um passo de desmaiar, seus olhos fecharam e ela suspirou fortemente. Ela mal ouviu os passos suaves que se aproximavam dela.
