Chapter Text
Vermelho.
Tudo ao redor era vermelho, do tipo mais escuro que Draco já tinha visto. Ele não reconheceu onde estava, talvez fosse uma floresta ou uma vila bruxa antiga, tudo era vermelho demais para ele conseguir entender. Mesmo tudo sendo um breu, ele conseguiu escutar gritos de pavor, vindo de diferentes direções, um mais terrível que o outro.
Alguém deve ter esparrado nele, sendo jogado diretamente no chão molhado de vermelho - ele não queria pensar o que era aquele liquido - cobrindo completamente o seu corpo. Céus, ele não se lembrava de nada, absolutamente nada. Onde ele estava? Por quê tudo era vermelho? Por quê todo mundo estava gritado? O seu nome era mesmo Draco?
Ele não sabia o que fazer. Mas sabia que algo terrível iria acontecer se ele não se mexesse, a sensação que algo maligno estava chegando, uma coisa que provavelmente o mataria. Ele tentou se levantar mas a multidão o esmagava, pisadas fortes em suas pernas. O desespero estava chegando também, lagrimas escorriam pelo o seu rosto, o peito subia e descia de forma desconexa. Ele sentia como se espinhos furassem seus pulmões
Não vai dar pra fugir, eu vou morrer aqui.
- Draco? Está tudo bem campeão? - A voz ela vinha de um local distante, como se fosse de outro mundo. - Vamos, acorde. Você está apenas tendo um pesadelo.
De repente tudo ao redor de Draco começou a desaparecer, lentamente. O sangue em seu corpo aos poucos foi se desgrudando do seu corpo, os gritos cessaram, o peso em seu peito quase não podia ser mais sentindo. Mas antes de tudo desaparecer por completo, Draco pode ver o que talvez fosse uma pessoa, ou algo parecido. A coisa o olhava profundamente, e depois de um tempo apontou uma das suas garras em uma direção do breu, seguindo o braço da criatura Draco pode ver algo se formando no horizonte.
Mas antes de se completar, tudo sumiu de uma vez. Seu mente parecia ter sido expulsa do local onde estava. Então o aperto no seu peito desapareceu completamente, ele se levantou de uma vez do local macio em que estava deitado, seu quarto.
Está tudo bem, foi só um sonho, somente isso. Eles não podem me alcançar aqui.
- Herdeiro Malfoy você está bem? - Aquela voz, ela que o tirou do pesadelo. - Se precisar eu posso chamar o Professor Snape pra você.
Dexter Byron, o mestiço que foi designado para cuidar dos primeiristas da Sonserina. Era basicamente um irmão mais velho para os meninos que dividiam o quarto com ele, comunicando quando alguém ficava doente, garantindo que todos estavam nas camas nos horários corretos e ajudando sempre que necessário.
Draco ainda não havia se recuperado do pesadelo, ele era tão real. Dexter pareceu adivinhar que o loiro não estava em condições de falar, ele sentiu algo gelado passando pela a sua testa.
- Hazz, vá chamar Snape - o mais velho falou, enquanto limpava o rosto suado de Draco.
- N-não, não chame ele. Foi só um pesadelo, já estou bom - Dexter não parecia ter se convencido. O Herdeiro Potter ainda estava parado na porta olhado Draco com um rosto que ele não conseguiu entender, a outra pessoa no quarto era Zabini que não tinha acordado. - É serio, não precisa o incomodar com algo tão fútil.
Para provar seu ponto, Draco afastou o pano molhado do seu rosto e caminhou em direção ao banheiro.
- Então crianças, de acordo com o currículo feito pelo o Ministério, no primeiro mês de vocês aqui em Hogwarts devo ensina-los somente a parte teórica da magia e como expandir seus núcleos. - o Sr. Flitwick começou o seu discurso assim que entrou na sala de aula. Seu pai, Lucios Malfoy, falou que mesmo o homem sendo um meio-duente, ou seja, um impuro. o homem era totalmente responsável e eficiente para educar, sendo ate mesmo um renomado duelista.
- Depois iremos começar a trabalhar feitiços básicos, como Lumus e alahomora. - O homem sacudiu sua varinha, e o quadro começou a ser preenchido sozinho. - Como muitos de vocês são nascidos entre os trouxas, irei explica-los alguns princípios básicos sobre a magia que todos os bruxos devem saber.
Quando a aula chegou ao fim, Draco chegou a uma pequena conclusão; o professor mesmo sendo um meio-duente era realmente eficiente e tinha dado a melhor aula da semana inteira. As outras aulas eram até que interessantes, porções eram um desafio, Snape realmente não facilitava muito, mas até que explicava bem. Agora o campo minado acontecia de verdade nas aulas de transfigurações, uma das poucas aulas que a Sonserina compartilhava com a Grifinoria, bastava alguém falar uma coisinha errada que uma briga explodia.
- Ora, sua cabeça de peixe azedo, seus pais não te ensinaram o conceito de educação? - Uma menina ruiva do outro lado da sala com as bochechas vermelhas de pura raiva gritou.
- Meus pais me ensinaram a dar educação a somente quem merece, é você não é uma delas - A Herdeira Park falou calmamente do outro lado da sala. - E quem é você para gritar comigo?
- Pera ai, que eu vou te mostrar quem eu sou rapidinho - Draco viu a menina ruiva se levantando da cadeira, esticando as mangas e caminhando na direção da Herdeira Park. - Tá com medo agora, Park?
Quando ela estava preste a se levantar até a menina ruiva. A professora McGonagall explodiu as portas da sala.
- Será que eu não posso deixar vocês sozinhos por um minuto que arranjam confusão? - ela olhou para a sala inteira com desprezo, com os olhos felinos passando por todos os seus alunos - E vocês da grifinoria, deveriam ter parado a colega de vocês.
- Mas foi ela que começou, falando mal do meu irmão - A menina ruiva tentou debater com a Professora.
- Eu sei tudo o que acontece na minha sala, senhorita Longbottom. E não quero saber quem começou. Tanto a grifinoria, quando a Sonserina iram perder trinta pontos - Ela arrumou a postura e se virou para começar a aula. - E mais uma coisa, se isso acontecer novamente irei começar a distribuir detenções.
Infelizmente, a ameaça de não surgiu muito efeito, visto que as próximas aulas continuavam a ser um campo minado. Mas transfiguração pelo menos tinha McGonagall para apaziguar, o negocio tendia a ficar ainda mais feio nas outras aulas compartilhadas entre essas casas.
Herbologia não era tão complicado, por causa da habilidade de Draco em porções, e a professora o lembrava um vovozinha de livros infantis, ela era bem gentil. E também tinha a biologia magica, uma matéria bem fascinante e com uma boa professora.
Os únicos professorem que não sabiam explicar nada com nada, eram o de devesa contra artes das trevas, Draco realmente ficou decepcionado, seu pai tinha falado muito bem do Sr. Quirrell, e Historia do Mundo Mágico, alguém realmente achava que um professor fantasma morto a sabe se lá quanto tempo poderia dar aula?
Hogwarts também tinha diversos problemas, a falta de mais matérias magicas por exemplo, mas tinham algumas maravilhas que até mesmo um Malfoy tem que admitir como a biblioteca. Não tinha dado nem mesmo um mês que as aulas tinham começado, mas Draco já estava totalmente viciado em ler a vasta coleção de livros, provavelmente uma das mais completas da Inglaterra.
Era bem comum, Draco estar soterrado de livros dos mais variados assuntos em uma das mesas mais escondidas.
- Pensei que tinha sido bem claro da última vez. - Quando o Malfoy olhou pra cima, seu padrinho o observa com uma cara nada bonita. Draco pode estar evitando essa conversa a semana toda.
Como ele me achou aqui?
- Sev, eu achava que você não pisava em lugares que nos meros alunos frequentamos - A expressão do homem mais velho só piorou.
- Sem piadinhas, Draco Elijah Malfoy - Seu padrinho, puxou um das cadeiras da mesa e se sentou junto ao garotinho - O assunto que conversamos é de extrema importância, seus pais estão preocupados você está aqui a quase um mês e ainda não fez nenhum um amigo. E não me venha com um papinho de que você não precisa de ninguém e que é melhor sozinho. - Snape observa ao rosto do menino, preso aos livros.
- Eu já tenho um amigo, o meu querido Luan - Draco tentou debater com o seu padrinho.
- Seu primo não poderá vim à Hogwarts até o próximo ano. Você que mesmo ficar sozinho até o próximo ano? - Severus sabia que a resposta é não, ele sempre conseguiu ler o rostinho do seu afilhado. - Até mesmo um Malfoy precisa de amigos.
- Eu sei, e só que... - Draco olhou pro seu padrinho, completamente perdido.
- Eu sei que é difícil fazer amigos, principalmente quando a gente se afasta do nada de todo o ciclo de amigos de infancia planejada a dedo para você pelos seus pais e eu. - Snape apertou um pouco sua expressão.
Malfoy nem se deu o trabalho de responder.
- O que acontece quando colocamos dez gramas de escama de cobra headfire junto com a pedra lunar triturada? - Draco procura em um dos livros da biblioteca a parte que cita a escama de cobra como ingrediente de porções.
Severos o analisa por um minuto inteiro, incrédulo com a visível mudança de assunto. Por fim, ele decide apenas responder a duvida do seu afilhado.
- Explodiria é claro, são ingredientes muito diferentes entre si com propriedades únicos.
- Mas se eu adicionar um outro ingrediente que equilibre as duas reações, eu poderia criar algo completamente novo, né?
- Bem, em teoria parece simples entretanto, dificilmente, você acharia um ingrediente como esse - Snape passou analisar o livro de anotações de Draco - Um ingrediente só não bastaria, agora outra mistura de ingredientes poderia chegar em algum lugar. Por que você quer saber sobre isso?
Snape o olhou com aquele expressão engraçada que sempre fazia quando estava desconfiado.
- Assunto meu - Draco deu-lhe seu melhor sorriso.
- Assunto meu, assunto meu. - Snape fez questão de dar uma leve pancada em sua cabeça com uma das folhas avulsas da mesa - Olhe o respeito moleque. - Severus o olhou com uma expressão de afeto - Faça amigos, de preferencia os sonserinos. E vá comer alguma coisa, mais um pouco e eu verei suas costela por cima da roupa.
- Eu já tomei café da manha.
- Mas não almoçou, se Narcissa descobrir que você anda pulando as refeições.
- Tudo bem, estou indo. - Juntando uma boa quantidade de livros para levar para sua comunal. - Feliz?
- Só quando o grupinho Potter se formar junto com os gêmeos Wesley
Draco não sabia ao certo como ele se sentia em relação as aulas de voo.
O primeiro ponto negativo foi que a Sonserina foi escalada junto com Grifinoria. Quem era o responsável pela a montagem dos horários? Sinceramente eles não aprendiam que não dava certo colocar as duas casas juntas. Draco já estava prevendo a briga que ia dar.
O segundo ponto negativo era que a professora era conhecida por ser um pouco maluca e irresponsável, principalmente quando o assunto era quadribol. E o terceiro ponto seria a falta de qualidade das vassouras, aquilo iria fazer o corpo do Draco pinicar tudo. Além do controle poder facilmente ser perdido.
- Vamos, o que é que estão esperando? - A professora veio caminhando como se fosse tirar o pai da forca, analisando atentamente cada rosto presente. - Mais um Wesley? Espero que a grifinoria não tenha mais nenhum um Charlie, foram tempos sombrios para o Quadribol. - Ela olhou no fundo dos olhos do Wesley - Estiquem a mão em direção a vassoura e gritem bem firme SUBA - Ela disse a ultima palavra bem forte e alto, fazendo Draco dar um mini pulinho.
Vários levantes foram ouvidos até finalmente todos estarem sentados. O inicio da aula foi bem tranquilo, alguns alunos tinham mais dificuldades que outros, outros já tinham mais pratica e se divertiam voando mais alto. Draco tinha que admitir, voar era incrível, ele tinha evitado as vassouras por muito tempo durante sua vida.
O problema realmente iniciou quando a vassoura da ruiva Longbottom começou a dar problema era quase como se alguém a estivesse enfeitiçado, fazendo ela ir pra frente e para trás até coligir contra uma das paredes do castelo. Draco viu quando o Longbottom macho, gritou e foi correndo até a irmã.
Isso deve ter doido.
- Todas as vassouras no chão, agora. - A professora se aproximou da menina ruiva e ajudou a se levantar. - Vamos querida, se eu pegar qualquer um de vocês no ar, enquanto eu estiver fora, serão expulsos antes mesmo de dizer quadribol.
Draco ainda estava no ar, quando a professora saiu do campo principal. O menino estava virando sua vassoura para descer até o chão. Quando ele sentiu sua vassoura dar um puxão muito forte para trás, tão forte que teria feito ele ir em direção ao chão se não tivesse segurado bem. E depois para frente.
Draco pode ter gritado um pouco alto, pois todos viraram para ele quando a vassoura deu outro puxão subindo para cima. O Malfoy tentou segurar a vassoura do melhor jeito que pode, mas nada adiantou. Quando mais o objeto subia, mais difícil ficava de segurar.
- Pare, pare seu objeto estupido - Draco podia sentir as lagrimas descendo em sua bochecha - Pelo o amor de Merlin, p-pare - Ele conseguia sentir o vento gélido contra suas bochechas.
Até que, a vassoura deu o ultimo puxão, mais brutal que os outros.
E então ele caiu.
Sentindo o vento gelado contra a suas costas, cada vez mais perto do chão. Ele ia mesmo morrer assim? Numa maldita aula de voo? Se ele soubesse que ia morrer desse jeito, teria falado pra sua mãe que o vestido dela no baile de outono era horrível, e que marrom não era sua cor- agora ela não teria ninguém para a avisa-la. Pelo menos ele não morreu coberto de sangue como no seu sonho, isso sim seria desesperador.
Ele já podia sentir até mesmo chão, para onde ele iria? Ele esperava que pelo menos fosse pra um lugar onde fosse rico também. Será que ele iria para onde Merlin e os grandes mestres bruxos estavam? ou ele iria para onde todos os trouxas e inferiores iriam?
O chão estava perto.
Será que alguém além de Sev e seus pais vão ao meu velório?
Draco já tinha aceitado que iria morrer, quando algo no final da queda o segurou fortemente.
- Draco, você está bem? - O Malfoy abriu os olhos para ver quem o havia segurado, claro que era ele, Potter. Intrometido como sempre.
- Meu nome é Herdeiro Malfoy para você, e se puder me soltar. - O loiro observou o rosto de Harry Potter, em vez de raivoso como ele imaginava o menino o olhava com um certo divertimento.
A vassoura do Herdeiro Potter começou a descer bem lentamente.
- Claro como você quiser, Dray.
- Então, para mim só falta o dever de Poções e Transfiguração, - Draco tentava equilibrar sua bolsa, livros e o caderno de anotações na mão. -Droga, o fantasma passou uma redação também, então eu não vou conseguir terminar aquele livro hoje.
O Malfoy já tinha superado, pelo menos em partes, todo o drama que tinha acontecido na aula de voo, sendo até mesmo obrigado a passar na enfermaria da escola.
- Dray, espera.
Claro que Potter tinha que aparecer do nada e acabar com a paz do momento.
O garoto parecia ter uma obsessão em seguir Draco por toda a escola. Draco olhou para onde a voz vinha, vendo o grupinho de Potter deitados em um canto na parede, uns em cima dos outros, rindo e conversando. O menino de cabelos escuros se levantava do colo de Petrovna, todos tinham se virado para o loiro. Um olhar em particular parecia queimar enquanto olhava Malfoy.
Draco decidiu só encarar Zabini com o mesmo ódio.
- Já disse, é Herdeiro Malfoy pra você Herdeiro Potter - O moreno continuou a andar em direção de Draco, dando um tchauzinho para os amigos. - Em que posso ajuda-lo?
O Potter apenas fez um sinal que eles deveriam continuar caminhando.
- E eu já disse que não precisa de tanta formalidade comigo, Dray. - Ele entregou uma sorriso maroto. - Por que você está sempre carregando muitas coisas? Vem, deixa eu te ajudar. - Falou enquanto puxava a maioria dos livros e a bolsa pra ele.
Tão intrometido.
- Ei, eu não precisava de ajuda, Herdeiro Potter. - Na verdade ele precisava sim, faltava muito para chegar na comunal e os livros estavam ficado cada vez mais difícil de equilibrar.
O sorriso do Potter apenas cresceu ainda mais.
- Claro que não. Então, eu queria saber como você está, sabe? Aquela queda poderia ter sido muito feia.
- Como eu já disse nas outras vezes que você perguntou, eu estou ótimo, Herdeiro Potter, melhor impossível. - O Potter fez uma cara de tedio, era obvio que Draco estava mentido.
- Se você diz, enfim, não era só sobre isso que eu queria falar com você. - O moreno parecia avaliar o que disser - Mione descobriu que foi a Herdeira Park junto com o Herdeiro Smith lá da lufa-lufa que colocaram um feitiço na vassoura que você usou.
Aquilo atingiu Draco como um soco no estomago, aquela informação realmente doeu.
Em sua mente começou a passar todas as lembranças com Pansy. Ela era sua melhor amiga desde de quando tinham quatro anos, qual é, a garota literalmente sempre corria até Draco quando algum pavão estava sendo mal, ela adorava pentear o cabelo de Draco, chegava até mesmo a enfeita-lo com presilhas, ela o ensinou a fazer tranças bruxas e a cozinhar bolo de morangos com torta melaço.
E agora ela tentou mata-lo.
Os escudos do pequeno Malfoy caíram por um segundo, sua feição fraquejou.
- Blaise, me disse uma vez que vocês já foram melhores amigos antes de vim pra Hogwarts. - Potter lançou um olhar de compaixão vendo como Draco ficou abalado com a noticia. - Eu sinto muito, de verdade. Olha, se quiser eu posso ir com você falar com Snape.
- O que? - Esse, sem duvidas, era o pior planos de todos os Malfoys jamais deixaram passar isso, e Snape jamais deixaria de contar uma coisa desses para eles. - Escuta bem, Potter, você não vai contar nada pra ele, escutou? Isso pode causar uma guerra entre nossas famílias.
- E você vai deixar ela se safar? - O rosto de Potter mudou, mostrando o qual bravo ele estava. - Ela tentou te matar. E A herdeira Park é uma pessoa terrível.
- Eu não estou defendendo ela, ok? E só que... - Ele não queria que algo ruim acontece com ela, a punição por algo assim não seria apenas uma detenção. - Só deixa isso quieto, já passou mesmo.
- Eu não vou deixar isso quieto. - Potter parou de caminhar, apertando a alça da bolsa de Draco com força. - Ela poderia ter te matado, Dray.
- Mas não matou, estou vivo.
Potter claramente não iria deixar isso passar.
- Tudo bem, se você não vai resolver isso, eu vou - Nada que Draco pudesse falar convenceria Potter a deixar esse assunto pra lá.
Ele ia debater o assunto com o Herdeiro moreno, mas uma voz ecoou pelo o ambiente. Ela era melodiosa e bem bonita. Era a coisa mais linda que Draco já tinha escutado na vida inteira, acompanhada por um ritmo que ele jamais tinha escutado algo igual.
- Está escutando isso? - O loiro indagou ao moreno, enquanto parava de andar.
Potter parou de falar sobre a Pansy, e olhou ao redor do ambiente.
- É musica trouxa, deve ter alguém escutando por perto - Potter voltou a andar com as coisas de Draco - Agora, podemos voltar ao que interessa? O que a gente vai fazer com a Park e o Smith? Você não pode deixar eles se livrarem assim.
Musica trouxa. Seu pai, como um bom defensor do tradicionalismo puro sangue, jamais tinha deixado ele escutar algo do tipo, Draco nunca nem chegou perto de nada que houvesse sido fabricado por trouxas. Draco quis seguir a canção, ela era realmente bonita. Mas se ele fizesse isso é seus pais descobrissem eles iriam ficar furiosos, mas se não fizesse ele talvez nunca mais teria a oportunidade de presenciar aquilo de novo.
Então ele tomou sua decisão.
- Eu tenho que ir, Herdeiro Potter - O Malfoy já ia começar a andar em direção a voz quando, a mão de Potter segurou seu braço.
- Espere, sua bolsa - Potter sacudiu a bolsa e os livros do loiro.
- Já tinha me esquecido - Em vez de pegar todas as suas coisas, ele pegou apenas a bolsa, e entregou os livros restantes na sua mão para Potter - Você pode ser um bom menino e levar essas coisas pra mim? Pode deixar em cima da minha cama. - Draco finalizou com um sorriso bonito.
Potter paralisou por um minuto inteiro, analisando o que Draco tinha dito.
- P-posso sim.
dragão
A musica era realmente muito linda.
Quanto mais se aproximava do local, mais alto a voz ecoa pelo o ambiente. Em um corredor abandonado do segundo andar da ala oeste, era lá de onde a musica vinha. Ele se aproximou da sala de onde a musica trouxa vinha.
- Sunny, You smiled at me and really eased the pain.
Ele abriu um pouco a porta azul escuro, vendo um garoto com o rosto enterrado e uns livros que Draco nuca tinha visto nada do tipo, eles eram tão coloridos e finos. O garoto cantarolava bem baixinho a musica, o menino tinha cabelos bem pretos e com bochechas grandes, ele também parecia ser bem mais alto que Draco.
- The dark days are gone and the bright days are here - A voz do menino não era tão boa quando o da cantora da musica, mas Draco achou ela bem fofinha. Observando a sala tinha um monte de embalagens do que pareciam ser doces só que eram muito diferentes do que Draco já tinha visto. - Desculpe? Posso te ajudar em alguma coisa?
O pequeno Malfoy nem tinha percebido que o garoto de cabelos escuros estava olhado para ele.
- O que está tocando? - Draco viu que a musica vinha de um negócio pequeno preto.
- Nossa, eu não tinha ideia que estava tão alto - O garoto deu um pequeno sorriso, se aproximando da caixa preta e apertando uns botons. - É uma musica chamada Sunny, de uma grupo musical boney M - A voz da cantora ficou muito mais baixa.
- É uma musica muito boa.
- É sim, meu pai que me apresentou - O menino tinha um olhar distante, quando falou sobre seu pai. - Eu pensava que puros sangues como você odiavam essas coisas trouxas.
Era verdade, seu pai provavelmente ficaria muito desapontado se soubesse que ele tinha se metido com coisas trouxas. Draco ainda se lembrava da última vez que seu pai ficou desapontado, sentindo calafrios terríveis pela a pele. A coisa correta era sair pela aquela porta, e nunca mais ver o menino e sua musicas exóticas.
Mas, aquele garoto o lembrava ele mesmo, triste e solitário. Draco fingiu não ter visto o rosto vermelho do menino de cabelos escuros, como se tivesse passado o dia todo chorando, ele também fingiu não ver as mãos do bochechudo tremendo muito. Sua tia nunca o perdoaria se abandonasse alguém chorando.
- Tem razão eles não gostam - Draco se sentiu à vontade o suficiente pra entrar na sala e sentar no chão perto da caixa preta. - Eu acho que nunca vi livros tão coloridos como esse, são sobre o que?
- Eles se chamam Historinhas em quadrinho, ou HQ. Como o próprio nome diz eles contam historias em quadrinhos desenhados, o meus favoritos são sobre super heróis - O rosto do garoto pareceu um pouco confuso por um minuto - Eu acho que os bruxos não sabem o que são super heróis, certo, eles são pessoas que tem super poderes e usam eles pra salvar o mundo de vilões que querem destruir tudo. O meu favorito é , logicamente, o Superman ele é incrível. Desculpa, estou falando demais - Draco viu a expressão do menino perdendo ó brilho.
- Relaxa, eu já estou acostumado com pessoas que falam muito - Malfoy pensou no seu querido primo. - Mas por que esses vilões querem acabar com o mundo? Eles também vivem nele, né?
- Bom, cada vilão tem seu motivo, alguns são pelo o poder outros porque alguém que eles amam morreu e então eles querem destruir o mundo - O rosto do menino brilhavam como o sol, ele parecia amar falar sobre esses assuntos. - Eu amo quando eles inovam e colocam um motivo novo, sabe?
- Eu acho que sim.
O menino pareceu analisar Draco por um minuto inteiro.
- Você me lembra um das minhas vilãs favoritas, a Cruella - Ele começou a procurar entre os montes de livretos. - Olha, ela é igualzinha a você - Mostrando a capa do livro.
Então Draco a viu.
Ele nunca tinha visto alguém com o mesmo cabelo que ele, o mesmo defeito que ele. Metade branco e Metade Preto. Até o mesmo tom de pele que o seu, ela também parecia ser vestir muito bem pela a capa do livro. Parecia ser um pouco maluca, principalmente, o sorriso dela. Mas mesmo assim, ela era incrível.
- Eu posso ver? - Sua voz saiu bem baixinha.
O menino entregou o livro na mão do Malfoy. O design era bem bonito, e a Cruella era incrível.
- Eu acho que você gostou dela - Ele abriu um sorriso bem grande. - Só não esquece que ela é uma vilã.
- O que ela fez pra ser uma vilã? - Draco perguntou bem confuso, ele só tinha lido uma pequena parte, e a Cruella nem mesmo tinha aparecido, só uma tal de Estella. - Ela é maravilhosa, olha só essa roupa.
O menino começou a ri demais.
- Céus, eu nem sei o seu nome - Draco tirou os olhos do livro, analisando o menino - O meu nome é Draco Elijah Black Malfoy, sou da Sonserina - Ele estendeu a mão em direção ao menino.
- Que nome grande - um assobiou ecoou pelo o ambiente - Anthony Killian Goldstein, sou da corvinal, e uma prazer conhece-lo - Ele apertou a mão do Draco forte.
Draconis Elijah Lucios Black Malfoy
Eu estou totalmente desgostosa. Você sofre um acidente em uma vassoura em pleno ar, e não comunica para o seus pais imediatamente, eu tive que saber por Severus e uma semana depois do ocorrido. Você achou mesmo que ele não iria falar disso com a gente? E o pior de tudo, coagiu o pobre homem adiar o fato das pessoas que mais te amam.
Eu estou sofrendo tentando conter seu pai e sua tia, eles estão quase colocando fogo nessa escola. Seria bem útil, se você mandasse uma carta explicando essa situação. E também falar o nome de quem fez algo tão terrível com o meu pobre dragão. Estou esperando ansiosamente uma resposta sua.
Avise se você não estiver muito bem, ou se precisar de algo. Todo mundo estar com muitas saudades.
Atenciosamente, Narcissa Black Malfoy - a mais linda de todas.
Obs: Seu castigo pela o omissão, está marcado para o natal.
obs²: Estou com muitas saudades primo, não vejo a hora do natal chegar. E não deixe os pnukins te pegar, papai disse que eles são malignos e embaraçam a mente.
