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Era tudo confuso, tudo tão estranho, tudo tão sem nexo que sua mente não formulava o que acontecia direito. Eles venceram, daquela batalha saíram vitoriosos. Eles conseguiram, ele conseguiu... Sair vivo... E ele não sabia o porquê daquilo.
Virou sua cabeça pro lado, ainda perdido, vendo a imagem de um ocultista loiro tratando de seus ferimentos que adquiriu naquela luta, com tantos hematomas que se via inteiramente roxo ali, sangrando e ainda com dor por todo o corpo e dor onde Dante, enfaixava ferimentos em seu ombro. Mas aquilo não importava tanto, apenas queria saber de algo e unicamente.
— Pra onde? — perguntou enquanto o olhava sem muita emoção nos olhos, ao mesmo tempo que tinha muita neles. Isso também era estranho.
Dante por sua vez, não respondeu de primeira, apenas terminava de enfaixar aquela atadura ao redor de Joui para dar melhor estabilidade a ele. E quando terminou, suspirou e o olhou.
— Pra onde o que?... — usou um tom cansado, exausto da recente batalha que tiveram enquanto olhava confuso para Joui de certa forma.
— Derrubamos Kian...pra onde agora? — específica, numa tentativa de evitar a dor que sentia em todo o corpo e em sua mente. Até mesmo pensar doía…
—... Acho... Que é agora que descansamos? — essa pergunta foi mais para si mesmo, parando por um momento e pensando. Nem ele sabia exatamente o que viria a seguir, ou sabia? Era muito confuso aquilo, talvez ainda estivesse entorpecido pelo finalmente fim daquela luta — faz... Tanto tempo não faz? — suspirou abaixando a cabeça, pensativo sobre tudo e toda a história que ainda não veio a acabar ainda. Entretanto, naquele momento eles precisam de ao menos um dia de descanso após tudo aquilo, com isso só formulou uma resposta simples para Joui, o olhando sério e cansado — vá pra casa... Já fez muito, então tem que ir pra casa e descansar…
—... Casa...? — essa palavra soou estranha para si — ainda tenho uma casa?...- perguntou olhando para o sol que estava alto no coliseu — ... eu... quero ir com o Kian até a cela para garantir que não fuja
— Acho que tem... — o olhou em dúvida, pensando ainda mais e sentindo que deveria falar algo. Mas tinha tal direito? — bem... Nós vamos voltar hoje... E é melhor falar com o senhor Veríssimo... Para... Redefinir as coisas…
— Ah, vou fazer isso...— suspirou e se ajeitou naquele chão, olhando pras próprias mãos com uma dúvida que nasceu em sua cabeça, uma que o fez ter mais de um milhão de pensamentos naquele segundo, indo olhar para Dante com uma dúvida nos olhos tão opacos — ... Dante... A Erin... por que ela não veio?...
Dante naquele momento, ficou em silêncio, olhando para o chão de terra e pensativo. Bem pensativo, isso antes de se levantar e olhar para Joui sem dizer muito.
— Descanse... Você merece... — diz num tom baixo antes de se afastar e ir para outro membro da equipe para curar, deixando Joui ali, com sua dúvida e sem uma resposta para o que queria saber, entretanto, também deixando que a mente do jovem guerreiro, formule qualquer possibilidade...
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[exatas 24 horas depois]
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Frio... Aquele lugar era estranhamente frio e muito estranho, mesmo tendo trabalhado lá a muito tempo e por muito tempo, era estranho estar lá de novo, ou só era estranho ele tá vivo? Não sabia, até a presença dele ali na base era estranha.
Naquele momento olhava para o teto sem sentir nada, bem, apenas o cansaço, a falta de algo e o frio. Ele odiava o frio, odiava aquela falta infinita, odiava estar cansado e não fazer nada, mas odiava mais o frio.
— Droga...tô parecendo você Kaiser... — deu um curto riso nasal, com o pensamento agora no amigo que não estava mais lá. Amigo não... Irmão... Kaiser não acredito que você se foi... Ele pensou com a imagem do mais velho em sua mente — só não vou virar chaminé…
— Que bom, fumar vicia — diz a voz tão conhecida por Joui, atrás da grade daquela cela onde descansava. Joui mudou seu olhar lentamente pro dono daquela voz, vendo Arthur olhar para ele atrás das grades... Depois dessa pareceu um prisioneiro.
— Ah?... Oi Arthur — saiu como um suspiro, olhando pro velho amigo sem qualquer brilho nos olhos, assim como ele — o que foi?
— Oi... — suspira também, olhando com aquele olhar vazio e sem brilho algum, como se fosse apático, mas olhando mais para eles, Joui pode ver empatia no olhar de Arthur.
Arthur já foi entrando na cela, sem dizer nada do percurso da cela até ir se sentar no pé da cama onde Joui estava deitado, sendo seguido pelo olhar do mesmo —... Então... Como você está?...
— Bem... Dormir bastante — disse tentando dar um sorriso para o amigo — e você, conseguiu descansar?
— Consegui dormir bem... — ficou olhando pro chão por um momento — vim te ver…
— Por que cara? Já tá tarde, deveria ir descansar na sua casa — fala agora voltando a olhar para o teto, ainda pensativo ainda.
— Eu sei, mas sabe... Eu tô morando praticamente aqui por causa das missões, sabe? — se virou pra ele, o olhando um pouco mais e cerrando os olhos — é... Você tá parecendo um saco com essa barbinha
— Tô parecendo o… Thiago — riu um pouco, mudando seu pensamento para o grande e velho Thiago Fritz, hoje finado. A saudade era eterna — não mora mais com a Ivete?
— Moro, só que ando trabalhando muito e essas coisas — deu um riso nasal, também lembrando de Thiago, sentindo a saudades vindo — o Senhor Veríssimo não vai me dar uma missão tão cedo agora, muito menos pra você viu — alerta sorrindo um pouco mais.
— É eu sei, infelizmente vou ter que ficar um pouco parado — diz tentando fazer um pouco de graça, mas apenas indo olhar pro anão — ...e a missão ainda não acabou, Kian ainda tá vivo, temos que ir atrás da relíquia de sangue.
— Infelizmente, mas o que podemos fazer é torcer pra que tudo isso acabe logo né...? — pergunta novamente com aquele olhar cansado para o amigo antes de deitar a cabeça no colchão — queria dormir até tarde de novo…
— Vou fazer isso com essas mini férias que vamos ter... Se vamos ter — fala com a dúvida na voz, mas dando de ombros e tentando relaxar na cama — aproveite e o tempo que temos agora…
— Curto, mas aproveito — riu um pouco e olhou pra baixo, para seu braço onde tinha uma tatuagem nova, pequena de dois gatos abraçados. Agora ele ficou em silêncio, olhando para aquela tatuagem totalmente pensativo, numa dúvida que ele buscava incessantemente pela resposta segura e correta.
Joui nota isso já que o ambiente ficou mais estranho com aquele silêncio, e sentia em Arthur que algo a mais queria ser dito, mas por que ele não falava?
— O que foi? — chama a atenção dele — eu te conheço, tem algo que queira falar? — pergunta com um olhar bem sério pra ele.
— Hm? ah, não é nada ... — diz apenas olhando sua tatuagem. Tinha algo ali sim, mas ele parecia estar se decidindo se falava ou não.
— Arthur, você se lembra do Carniçal? — perguntou olhando para cima se lembrando de algo.
— Hm, como não lembrar... — diz num riso nasal.
— E quando vimos nossa primeira relíquia? — perguntou agora olhando para a tatuagem após seguir o olhar dele — fofo.
— Eu também lembro... foi traumático... — diz com várias lembranças vindo e indo.
— E quando lutamos contra o viajante? Ou melhor, contra o escutado — disse enquanto o olhava.
— Nem me lembre do viajante e desse bixo... — se arrepiou um pouco — você... Lembra deles?... — os pensamentos dele tinham haver com um deles, da família... mas qual?
— Claro que sim Arthur, lembro cada momento com eles... — agora o encarava sério — então, por que está escondendo alguma coisa de mim?
— Escondendo... Como assim? — pergunta evitando de olhar, já sabendo até onde isso iria, e ficando talvez aliviado com aquilo, já que uma hora teria que falar, Joui tinha que saber.
— Me conta cara, o que foi? — perguntou novamente, olhando sério pro amigo sentindo algo de errado naquele silêncio — o que tá acontecendo? Por que está escondendo algo de mim?
— ... Eu deveria, mas não acho que estou no direito disso — diz agora se virando pra ele — você lembra deles?... da Força D...?
— Sim, por quê?..- perguntou olhando pro amigo confuso, pensando muito sobre até uma luz se acender em sua mente — Erin…
— Sim Joui, a Erin... — suspiro fundo e pesado, de alívio pelo amigo finalmente ter entendido.
— A Erin... O que aconteceu com ela?! — pergunto já começando a suar frio, se levantando bruscamente na cama, já com a pose de sério desestabilizada.
— Joui, calma — fala numa voz grossa e direta, se levantando e o olhando — Ela tá bem, e tá viva, mas você precisa ir vê-la... — suspira pesadamente, com outro pensamento em mente ainda — e precisa de você... que esteja com ela…
Bem, Joui não respondeu após isso, apenas permanecia com um olhar confuso onde olhava para Arthur que mantinha o mesmo olhar. Ele tinha que ir vê-la, pra saber o que estava realmente acontecendo. Com isso, Joui só levantou da cama, pegando a Shinokage que estava do seu lado da cama, se levantando e indo até um canto.
— Ela está na casa do avô... — diz olhando para a parede, sabendo o que ia fazer — Joui…
— Sabe uma coisa legal na shinokage — disse enquanto cortava o ar e abrindo um portal de sombras ali — o que foi?
—... Pense bem no que falará pra ela... Ela passou e tá passando por muita coisa... — diz sorrindo um pouco e olha pro amigo — esteja lá pra ela, Joui... principalmente que está aqui…
Joui apenas ouviu, mas não respondeu, só entrou no portal e seguiu para onde a ruiva estava, deixando Arthur, que ficou lá, apenas vendo o amigo entrar no portal, bem pensativo.
— Que fique tudo bem... — desejou se levantando e estalando as costas — depois eu passo lá…
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A casa seguia o estilo americano com a tinta e até mesmo o estilo que foi construído só que com um grande portão digno de uma casa qualquer do Brasil que não o deixava entrar.
— Vamos nessa né... — respira fundo e fica olhando pro portão, ainda confuso e nervoso, batendo a mão no bolso e vendo se tinha a chave ainda. Não tinha, que beleza…
Bufou pesadamente e olhou pro céu, vendo a lua em cima de si tão brilhosa que o fez lembrar do motivo de estar ali, com a lembrança daquele sorriso, que por um momento aqueceu seu coração. Torceu para ele ainda existir.
— Vamo lá, Joui... — fala pra si num suspiro — você precisa ver ela, ela precisa de você... Você jurou estar sempre com ela... — fala como um mantra que o lembrava daquela promessa que fez a mesma no começo deles. No começo quando a chamava de sua…
Ok Joui, foco, aperte a campainha que você ficou olhando por 10 minutos pensando se apartava ou não. Esse pensamento veio como um divertidamente ansioso que estava em seu ouvido bem agitado, praticamente implorando para ele apertar... Mas o que ele falaria?
Mas quando viu, tinha acabado de apertar a campainha.
— Porra — fala ao notar isso, agora gastando seus neurônios para pensar no que falar, seria direto e falaria quem era? Brincaria um pouco? Chamaria ela lá pra baixo pra que conversassem? Não, pera, tava frio, e não queria que sua amada passasse frio, frio e Erin não combina na mesma frase... Então pediria para entrar????
— Alô, quem é? — uma voz cansada fala após alguns minutos de paranóia por parte de Joui, que naquele momento teve seu coração pulsando rapidamente e talvez travando ao ouvir a voz daquela mulher na qual foi e é apaixonado, ficando em silêncio, já que ele quem travou — oi??? Sacanagem que fizeram isso logo essa hora-
— Erin... — suspira a interrompendo, com muito esforço falando algo, saindo daquele transe nervoso — oi Erin…
O silêncio se instalou ali, ela ainda estava na linha, mas em silêncio, um longo silêncio que só foi quebrado com a porta sendo destrancada. Ok, ela o reconheceu e quer que ele entre, isso é bom, um bom sinal, um ótimo sinal. Com isso, ele seguiu para dentro daquele terreno, onde pôde ver o jardim, onde a gata ficava para tomar seu banho de sol, uma pequena fonte para decoração feita pelo próprio Benjamin, era bem bonitinha, combinava com o ambiente. Mas bem, agora pode ver o que era um pouco carregado de nostalgia. A casa.
A casa era a mesma... Tintura branca, só que retocada, tudo estava retocado, mas pode ver mais plantas ali na decoração e pode ver a espreguiçadeira na varanda, onde uma gatinha bem conhecida por si dormia que só pode ver ao chegar ali. Oi Marielle…
— Oi Mary... — suspira baixo vendo a gata, claramente mais velha do que quando a conheceu — 7 aninhos né Mary? — com esse pensamento, suspirou e começou a andar em direção a porta, onde teve um arrepio forte por todo aquele curto caminho, por algum motivo, sentindo cheiro de pólvora. Ela estava ali... Do outro lado daquela porta…
— Erin... — chama do seu lado da porta, chamando por ela — Você está aí... né?...— pergunta do outro lado daquela porta, do seu lado, olhando para a porta de madeira escura com uma janela de vidraça bem decorada, que só dava pra saber que a luz do corredor estava ligada, mas não via a cabeleira laranja de sua amada.
Esperou, ansioso e ao mesmo tempo calmo, o que era uma mistura estranha pra quem estava indo ver a namorada após 1 ano quase, se é que ele podia a chamar assim ainda.
— Amor... — também não sabia se podia a chamar assim, deveria continuar a chamar pelo nome, ou talvez pelo sobrenome, não sabia se seriam ainda íntimos a esse ponto mais. Torcia pra que sim e entendia se não... — sou eu... Abre a porta por favor... — pediu baixo, quase em súplica pra ela, encostando a mão na porta, imaginando ela ali do outro lado, agora pensando no quanto ela mudou.
Imaginou ela com o cabelo maior, talvez com uma trança única que combinaria com ela assim como o seu típico rabo de cavalo, no qual ele amava desfazer para brincar com ela, talvez ela tenha raspado de lado também, lembrou naquele momento que a ruiva dizia ter a vontade de ter o cabelo raspado do lado, o que em sua mente ficaria muito descolado, ela era e é descolada, pra sempre seria…
— Já vai... — a voz cansada e fina de Parker soou de lá dentro, interrompendo os pensamentos dele como aquela música que a muito tempo não se ouve e causa uma nostalgia, que dominava sua mente com aquele aquecer no coração e a alegria. Mas junto disso, o som da porta sendo destrancada onde parecia demorar por fechaduras, mas aquilo era o de menos, até porque sua mente estava a milhão se preparando para enfim, ver sua amada Erin Parker
Seu coração palpitava, cada vez mais rápido enquanto esperava aqueles segundos passarem para ela abrir a porta e quando a porta é destrancada, um segundo virou um minuto quando ela foi aberta, para revelar a própria Erin Parker na sua frente, com uma face mais madura, olhos cansados, olheiras ainda mais aparentes, e olhos arregalados ao vê-lo, mas seu cabelo... Estava maior do que era de costume, parando no meio do tronco ou barriga, não sabia, até porque ele olhava pra ela de cima, por continuar sendo mais alto. Nada ela disse de começo, apenas o olhou com seus olhos verdes opacos e sem aquele brilho que tanto amava, até mesmo quando ela acordava naquele horário, o que ela odiava quando acontecia
— Modorimashita — disse em japonês sem nem perceber, ainda a olhando minuciosamente, o que a fez se arrepiar.
— ... Impossível... — saiu de sua boca com os olhos trêmulos e boca meio aberta — Joui…
— Como vai... — disse a olhando — Erin... — e nada ela diz, apenas fica olhando para ele com aquele olhar de choque como se estivesse vendo um fantasma na sua frente. Talvez ela tenha pensado que ele estava morto — eu... Posso entrar?...— perguntou olhando nos olhos da ruiva, tentando achar algo para que o favorecesse ali.
Erin, por sua vez, nada disse, apenas abriu mais a porta e deu espaço pra ele passar, ainda perplexa pela visita repentina do seu... Amado…
— Certo... — suspira, entrando na casa de cabeça baixa, evitando de olhar qualquer detalhe.
O silêncio era horrível, perturbador na verdade, Erin fecha a porta assim que Joui entra assim, seguindo pra sala quando a ruiva passou por ele e seguiu para onde era o cômodo. Ok Joui, se prepare que a conversa vem.
Bem, nada disseram quando entraram e pararam em pé no meio do centro, com Erin ainda de costas pra ele. Parecia pensativa, e Joui não sabia o que fazer ali, perante ela em específico, ele não consegue sequer imaginar todas as dificuldades que ela passou após sua ida... Bem... Sabia da morte de Fernando... E ainda tinha Luciano que teve seu corpo tomado pelo Kian... Ela não lidou com tudo isso sozinha... Né?... Tipo... Cadê o Benjamin? Ele está sempre com ela nos momentos mais difíceis, nesse um ano ele deve ter ficado com ela... Um ano…
— Um ano já... — suspira como uma auto confirmação, mas falando mais pra ruiva, olhando seu cabelo que estava na sua frente. Estava lindo…
— Psé... um ano... — suspirou também, andando mais pra frente dele sem o olhar, apenas indo uma poltrona, se sentando ali agora de frente pra ele, que não sabia o que realmente falar, apenas falava coisas mais simples ali.
— Fez o que... Nesse tempo? — perguntou agora ficando nervoso, ainda mais com o olhar dela sobre si, como se esperasse algo dele que ele ainda não sabia.
— Umas coisas aqui e ali... E novas responsabilidades — diz agora o olhando séria, bem séria — senta…
— Certo... — disse a obedecendo e se sentando no sofá, mas um pouco perto dela, que o seguiu com um olhar inexpressivo.
— Então... o que andou fazendo? — ela também está nervosa, repetiu a pergunta dele, além de que seus olhos tremiam um pouco e viu isso quando olhou nos olhos dela. Ela queria fazer algo.
— Fiquei na seita... E levei uma surra pro Kian e arranquei um dos braços do Gal — disse se lembrando dos eventos após a pergunta, mas sentindo uma leve dor de cabeça com isso — é... Aconteceu bastante coisa nesse tempo…
— Arrancou o braço do Gal?... — pergunta com um olhar mais interessado, e Joui pode sentir ela segurar um pouco o riso, ou talvez seja impressão, pois queria muito encontrar a alegria dela, que talvez já não exista... — legal... Queria ter visto…
— Você gostaria... Mas ele saiu vivo... — nessa última parte ele bufa de frustração, abaixando o torço e encostando os cotovelos nos joelhos — pelo menos o fiz provar do próprio veneno — disse voltando a olhar para a ruiva, dando um sorrisinho de canto que ela notou, pois desviou o olhar rapidamente. Se fosse antes, ela daria um riso nasal e reviraria os olhos e o chamaria de besta ou gracinha. Me chama assim de novo amor...
— Fazendo ele sofrer, tá perfeito, queria eu fazer isso... — ainda olhava pro lado e pareceu forçar uma risada, e só agora notou o clima pesado ali. Ok, ele estava jogando um papo furado de certa forma, já que até agora, não sabe nada do que aconteceu com ela, não sabe como ela tá exatamente, basicamente ele falando e ela respondendo. E aquilo não podia continuar assim.
Com esses pensamentos se formulando, o silêncio se instalou ali, deixando Erin olhando para um canto e Joui pensativo, bastante pensativo. Por um momento a olhou e analisou, mãos entrelaçadas se apertando, respiração funda e olhos distantes. Ela estava pensativa e esperando alguma coisa... É Joui, você quem vai e deve agir, logicamente né.
— Então... — suspira e se ajeita ali, retomando postura ereta e olha pra frente, acabando por encarar a TV de tela plana que refletia seu reflexo de uma certa forma, fazendo olhar pra uma subespécie de sua imagem, o fazendo gastar mais da pouca energia que tinha para pensar no que falar para ela, sem querer estendendo o silêncio que chegava a ser perturbador ali entre eles e... Porra Joui! É claro que você sabe o que falar, mas não sabe como falar! Mas que se foda, pois esse momento é critico e-
— Joui, por favor fale algo... — sua voz sai baixa e quase desesperada ali, com Erin ainda olhando para um canto mas lutando para não o olhar — preciso que fale algo, então por favor, seja lá o que esteja na sua cabeça, fale agora ou vá embora…
Ok, isso foi duro, mas ele tinha que levar em conta que eram 1 da manhã e aquele silêncio todo parecia levar para algo em vão, e Joui não podia levar sua ida até lá em vão.
Mas agora o silêncio voltou, acompanhado do desconforto entre os dois, junto do nervosismo de Joui que reformulava tudo o que tinha que falar, ou o que tentaria falar, era tudo tão confuso.
— Ok, isso não vai nos levar a nada... — ela se levanta e suspira, agora o olhando cansada e segurando algo em si — Joui, se você veio aqui apenas para ficarmos nesse silêncio, sem nada pra dizer, deveria ter dado meia vol-
— Yurushi... — fala no automático enquanto escutava, agora deixando que tudo escapasse mesmo com o receio de alguma coisa está errada e acabar falando algo que não deveria.
— Que? — tombou a cabeça pro lado, o olhando sem sequer entender o que ele disse, apenas agora se sentando novamente, esperando que ele realmente começasse a falar.
— Perdão... — suspira, traduzindo o que falou — eu... Realmente não sei o que falar de fato pois não quero falar nada de errado pra você, mas o que eu deveria exatamente falar? Como eu voltei? Foi por causa do Diabo que me fez fazer um massacre nos escriptas! — começava a falar alto, olhando pro teto e em seguida pra Erin que estava quase chocada — eu... Descobri da morte do Kaiser, que era um irmão pra mim, ele era meu irmão e eu perdi ele! Eu tive uma briga horrível com o Arthur e acho que eu adquiri uma síndrome de protagonismo que quase custou minha vida! Quase custou minha vida, mas que porra!
— Joui, não-
— Eu fiz um massacre contra os Escriptas por culpa do diabo, eu decapitei a merda do Anfitrião que era pai do Thiago-sensei, eu quase morri de tanto apanhar do Kian se o Arthur não tivesse chegado antes eu nem taria mais aqui... — ofegou, agora parando para respirar e olhando para Erin que tinha a mão na boca chocada com tudo o que ouviu, ou achava isso, pois até agora ela estava com os olhos arregalados e perdidos. Talvez ele tenha levado o automático muito ao pé da letra, mas ao menos estava falando algo, e tinha mais a falar com isso — quando eu perguntei de você depois de descobrir sobre o Kaiser... Arthur não quis me falar e eu só pude pensar o pior... — nesse momento ele se levanta, ainda a olhando com um olhar com um misto de emoções. Confusão, cansaço, tristeza e saudade. Ele estava confuso sobre toda aquela situação, cansado de tudo o que passou até ali, triste pois não estava lá para sua equipe quando mais precisavam e saudades pois apenas queria matar a saudades de todos, a saudade de seus irmãos, amigos e sua amada, que se encontrava na sua frente viva, mas tão abalada por diversas coisas que ocorreram com ela nesse tempo todo de sua ausência.
Erin até então ficou em silêncio, ficando com os olhos fechados, com uma expressão de dor enquanto algo passava por sua mente, esse algo sendo tudo o que ela passou nesses tempos.
— Eu quase morri... — começou após um exato 1 minuto, ainda do mesmo jeito. E apenas essa afirmação fez Joui arregalar os olhos.
— Como...? — pergunta incrédulo sobre tal fato.
— Eu enlouqueci... Ou quase, ai eu quase morri tentando me matar junto do Gal... Ele me deu uma boa cicatriz quando me apunhalou... — ri sem humor sentindo um mar de emoção vindo — ai... O Lu foi levado por aquele cara... Teve seu corpo tomado por ele e quando o Fernando foi finalmente libertado, o Kian usa o corpo da pessoa que ele mais amou para matá-lo... o Kaiser também se foi... Aí depois de tudo isso fui levada pra uma clínica psiquiátrica para me tratar e... — estremeceu, quase falando algo que sequer sabia se seria bem vinda para o nipônico a sua frente que estava tão acabado quanto ela, então optou por deixar em branco por enquanto —... Sabe meu avô?... Ele morreu também... Sem nenhum sinal que isso aconteceria ele se foi... — e o primeiro soluço veio, com Erin tampando a boca e segurando mais as lágrimas que queriam vir — Eu sei... Que você só queria proteger a gente…
— Erin... — não se conteve e foi até ela, levando uma mão até o braço e outra para o rosto dela — me perdoa meu amor... Eu... Eu deveria estar com vocês todos, eu deveria estar com você e-
— Não Joui, você fez o que podia e tá tudo bem, você... Só queria proteger a todos nós... — diz o olhando com compreensão nos olhos, com sua empatia por todos ainda intacta ali, e isso fez os olhos de Joui brilharem por um momento em pensar que ainda existia algum resquício de sua Erin ali — você se sacrificou por nós todos e isso foi um ato de coragem, pois você só queria nos proteger, não sabia o que viria a acontecer... Não é sua culpa meu amor... — e isso fez o coração machucado de Joui se aquecer.
— Eu ainda sou o seu amor?... — pergunta besta, com mais uma vez aquele brilho aparecendo e agora fazendo um carinho cuidadoso no rosto molhado de lágrimas daquela linda mulher que tanto sentia saudades, secando algumas com cuidado e carinho, aquele carinho que tanto queria a dar.
— Nunca deixou de ser meu amor Joui... — riu pouco com aquela pergunta enquanto mais lágrimas vinham, apreciando aquele carinho que tanto sentiu saudades e precisava — mas e eu? Ainda sou o seu amor?... — pergunta besta com o direito de um sorriso besta dela, mesmo misturado com um peso enorme dentro de si.
— Nunca deixou de ser e sempre será o meu amor... — riu fraco, devolvendo o sorriso pra ela enquanto arriscava a abraçar a menor, torcendo pra ser bem aceito, o que aconteceu para o seu alívio, com força e muita saudade vindo dela, mas também com ela molhando sua roupa com suas lágrimas — meu amor... Não chora... — pediu chorando também, dando um beijo na cabeça dela começando um carinho em seu cabelo.
— Desculpa... Eu senti tanto a sua falta... — chorou e fungou apertando ele ainda mais naquele abraço — eu te amo tanto Joui... Foi tão difícil lidar com tudo praticamente só, eu não tinha mais ninguém pra me ajudar depois que meu avô morreu... — chorava e chorava enquanto apertava as vestes dele, perdendo a força pra ficar em pé.
— Ei ei, calma... — diz a segurando pela cintura e a olhando — agora eu tô aqui... Não vai mais ficar sozinha e eu não vou mais para lugar nenhum sem você comigo Erin... Você não vai mais estar sozinha amor... — e terminou a frase com um beijo na testa dela, onde a abraçou mais e ainda a segurando, a levou para o sofá, se sentando e deitando,a deitando em cima dele como quando faziam isso após o almoço e apenas queriam dormir até receber alguma missão em seus dias de folga. Aquilo foi nostálgico.
Erin nada disse, apenas continuou chorando e chorando junto a ele naquele abraço, onde desabaram juntos todo o peso que estava guardado em seus peitos. Ficaram os dois ali abraçados, dando carinho um pro outro que tanto precisavam.
Agora, minutos depois, pararam de chorar e agora só estavam aproveitando a presença um do outro, com joui ainda fazendo um cafuné no cabelo de Erin, que está tão macio quanto antes ao ver do jovem guerreiro, que recebia o deslizar dos dedos da menor em sua bochecha onde havia sua cicatriz tão marcante. Mas tinha algo que ele queria saber…
— Como estamos?... — perguntou sem parar o carinho que fazia nela.
— Como assim...? — não entende a pergunta, apenas focava em relaxar um pouco enquanto recebia o cafuné.
— A nossa situação?... — específica beijando a cabeça dela — e agora? Pois tudo o que você decretar, será feito ok? Apenas quero que fique bem…
— ... muita coisa aconteceu nesse tempo que você não esteve aqui... bem... uma coisa... — suspira e o olha nos olhos, se deitando melhor nele — Joui... Ainda me ama como me dizia que amava?
— Claro que sim Erin... Nunca vou deixar de te amar — disse, devolvendo o olhar nos olhos dela, fazendo um carinho em suas bochechas.
— Joui... o que aconteceu é real e dura pra uma vida inteira... — fala um pouco mais séria, respirando fundo como se estivesse se preparando pra contar que a maior bomba já feita na terra estava prestes a cair bem em cima deles — eu te amo, assim como antes e ainda mais hoje... Te amei a cada segundo mesmo longe... Da gente…
—... Quando você diz "da gente", você quer dizer do grupo?... — perguntou confuso pra ruiva, ainda não entendendo o que ela quis dizer.
— Não só do grupo Joui... — suspira e se prepara para a bomba — Joui eu- — e derrepente, um chorinho agudo se foi ouvido da sala e Erin automaticamente ficou em alerta levantando bruscamente de cima de Joui — puta que pariu... — suspira se colocando de pé e rapidamente indo sair da sala.
— Erin?! O que foi e quem tá chorando?... — confuso por aquele momento ter acabado em questão de segundos, se levanta também e logo vai a seguir, apenas parando quando ela parou na entrada da sala. Outro chorinho foi ouvido.
— Ai meu deus, Joui, só vem — e logo voltou a correr até as escadas, subindo e indo para provavelmente um quarto, indo até quem chorava, que por algum motivo, fez seu coração se apertar.
Com isso, Joui seguiu a ruiva não sabendo o que fazer, meio nervoso com a situação que sequer sabia o que acontecia exatamente, já subindo as escadas e aproveitando para ver os quadros, que talvez lhe contariam tudo. Bem, esses quadros consistiam em, Erin criança fazendo um castelinho de lama, a seguida disso é ela se formando no ensino médio, os avós dela juntos, o que foi fofo e triste sabendo do que aconteceu com eles, tinha até uma moldura do falecido casal se casando. Queria um dia estar assim com Erin... Entretanto, a moldura seguinte o deixou bem... Chocado para dizer o mínimo. Essa era ela de barriga... Ela… Grávida…
— Oh merda... — suspira pesadamente olhando pra foto meio assustado antes de se virar para o fim da escadaria, vendo o corredor escuro e uma luz vindo de algum quarto onde se ouvia a voz de Erin falando mansa com alguém, então Joui lentamente, já sabendo o que acontecia, seguiu pro corredor e seguiu a voz de sua amada, para ver a cena a seguir.
Simplesmente... Erin segurando um recém nascido... Um bebê com cabelo preto... Como o seu... Esse bebê soltava gritinhos agudos enquanto a ruiva fazia carinho nele e o ninava, tentando o acalmar, e ao mesmo tempo, estava perto de um berço, olhando para o que tinha dentro dele que também chorava.
— Shhh, tá tudo bem, tá tudo bem, meu amor, mamãe já tá aqui... — dizia sorrindo, tanto para o bebê que a agarrava querendo mais contato materno, e tanto para o outro bebê que estava no berço recebendo o carinho de Erin.
Simplesmente um belo caos?
— Erin...? — chama olhando a cena, não sabendo o que fazer além de olhar ao redor e acabando por ver um berçário bem arrumadinho, com tema de dinossauro e a cor predominante sendo o verde. tinha tudo lá, armários para as coisas do bebê, o berço, uma área para trocar frauda, uma tv na parede, uma poltrona perto do berço e até o chão tinha carpete, mais um tapete bem acolchoado... Era tudo lindo…
— Joui... — chama assim que o ouviu chamando, olhando pra ele com uma ansiedade e alegria ali no meio, já que tinha um sorrisinho — por favor... Entra... — pediu quase que em súplica na voz. Mas o choro dos bebês ainda era ouvido, o mais alto sendo o do bebê que estava no colo de Erin, que ainda estava coberto por seu cobertorzinho do homem aranha.
Joui nada disse, só se aproximou da ruiva olhando pro bebê no colo dela e logo olhando para o outro bebê no berço, não sabendo o que falar exatamente, mas tendo um brilho nos olhos que exalavam admiração pelos pequenos seres.
Olhando mais agora, ele pode ver mais detalhes nos bebês além do cabelo preto, como os olhinhos puxados deles.
—... Eles são a sua cara né?... — deu um riso nasal enquanto segurava o bebê em seus braços, ninando ele e o outro bebê ainda. Nesse momento, o bebê em seu colo se vira para olhar para Joui, acabando por estranhar de primeira, mas adquirindo um olhar curioso para o maior à sua frente — você... quer segurar ele?... — pergunta agora olhando para Joui esperançosa, chamando ele com sua mão, já que o bebê no berço já havia se acalmado… Ao menos um pouco.
— E-eu po-posso?... — perguntou olhando pro bebê, encantado com ele, também bem nervoso mas querendo muito, muito segurar o bebê.
— Claro que pode, Joui… — ela suspira e diz enfim — são seus filhos... — Ao falar isso, foi como se estivesse ouvindo mais uma das várias verdades cruéis do conhecimento, mas essas... Eram verdades acolhedoras e calorosas. Pensou nisso enquanto se aproximava, dando alguns passos a mais para poder, com o máximo de cuidado possível, pegar seu bebê… Seu filho...
— O-oi… Oi… — gaguejou baixo, já com o bebê no colo, tremendo que nem vara verde, não sabendo muito bem o que fazer — como você tá, ein? Você está bem? Se sente bem?... — perguntava as primeiras coisas que vieram na sua cabeça para a criança. E o bebê, confuso como estava, apenas olhando para Joui curioso, como se ele fosse uma novidade esplêndida, dava pra ver isso pelo brilho nos olhinhos dele, que agora, olhando mais de perto, viu a íris verde dele.
Com isso, a criança fez um barulhinho de bebê para ele, aproximando suas mãozinhas até o rosto de Joui, querendo mais contato, acabando tocando na cicatriz de seu pai.
— Gostou da cicatriz? — perguntou abrindo um sorriso, se aproximando mais do rosto do bebê, que fez mais um barulhinho.
O bebê apenas passou sua mãozinha na cicatriz, acariciando de seu jeitinho, ainda aprendendo a mexer seus dedos que tocavam o rosto de seu pai. A criança sorri um pouco com isso, banguela ainda, parecendo reconhecê-lo como seu pai.
— Acho que gostou, não é amigão? — riu para criança, fazendo carinho no rostinho dele, no rostinho tão parecido com o seu quando tinha tão pouca idade.
— Peter... — Erin, com um sorrisinho meigo no rosto olhando a cena totalmente emocionada, fala de repente — o nome dele é Peter…
— Eaí Peter Parker, gosta do homem aranha? — perguntou beijando a cabeça do bebê naquele instante, simplesmente apaixonado por seu filho, querendo naquele mesmo segundo compensar toda a sua ausência.
Peter riu com isso e ficou tocando no rosto do pai, ainda curioso, e só agora Joui notou que seu filho vestia um macacão do homem aranha por debaixo daquele cobertorzinho.
— Você é o homem aranha amigão? — perguntou sorrindo, dando um abracinho na criança de modo genuíno.
— O maior deles... — diz rindo emocionada com a cena, mas logo se virando para o berço, onde o segundo bebê estava, olhando pros dois adultos e pro irmão confusa — e essa é a Sakura… — falou pegando a bebê no colo, para a alegria da menininha que logo se agarrou a mãe, que decidiu se sentar na poltrona ali perto enquanto admirava a cena de Peter e Joui, esse que agora olhava para Erin e Sakura, principalmente para Sakura, se aproximando delas e ficando de joelhos, tomando o máximo de cuidado com peter em seus braços.
— Sakura? — ele sorri, olhando para a pequena bebê nos braços de Erin, a olhando admirado — ela é linda… — disse ele sorrindo para a bebê enquanto fazia carinho nos ralos cabelos de Peter — eles são lindos…
Erin sorria besta com cada reação de Joui para com os filhos.
Peter, sentindo a falta de um carinho a mais, tenta pegar na mão de Joui, ou no dedão, usando sua mão minúscula enquanto olhava pros lados e dando um gritinho ao ver Erin, tentando ir até ela com a pouca força que tinha. Claramente pedindo o acalento da ruiva.
— Ei, ei, o que foi filho? — pergunta dando seu dedo para o filho, deixando ele o pegar à vontade enquanto ia olhar para sua amada — ele cansou de mim? — pergunta com um pequeno ar de tristeza. Erin apenas dá uma risadinha.
— Claro que não querido — sorri pra ele, secando algumas lágrimas que vinham — é fome, por isso ele acordou — diz terminando de secar uma lágrima e erguendo os braços para seu amado — eu cuido disso... Dá ele aqui…
— E a Sakura? — perguntou enquanto fazia carinho no seu bebê, aproximando ele de Erin para que ela pudesse pegar Peter.
— Ué, você vai segurar, ela também é sua filha... — explica rindo um pouco para ele e dando a menininha pro Jouki enquanto pegava seu filho — logo dou ele pra vc fazê-lo dormir, pode ser? Ai eu faço ela dormir também.
— Posso fazer os dois dormirem? — pediu sorrindo, olhando para ela e depois pros bebês, olhando mais Sakura que agora experimentava o calor de seu colo e ele o peso dela. Sakura tinha um olhar confuso para ele, algo do tipo, “ como assim não estou no colo da minha mamãe?... Ah, mas até que o seu presta” . Joui solta uma risada sincera.
— Vem aqui meu amor... — diz referente ao seu filho, posicionando ele direito antes de abaixar a blusa e dar o peito para ele, que logo abocanhou e começou a mamar com fome — gulosinho demais para alguém do seu tamanho — brinca ela com graça, fazendo carinho no bebê.
— Essa parte ele puxou de mim...— disse tentando fazer graça, olhando para a cena completamente encantado, levando sua mão para segurar a da amada enquanto também deixava sua filha tocar seu rosto, rindo quando dava tapinhas leves no seu rosto e fazia barulhinhos.
— Besta... — deu um riso nasal enquanto fazia carinho na cabeça do filho, mas aí, ela se vira para Joui — então... como você tá...?
— Ah, eu tô me recuperando — respondeu olhando um pouco para Erin assim que ela fala mais diretamente com ele.
— De repouso? Que milagre é esse que Joui Jouki está de repouso? — fez sua graça para ele, o que o fez soltar um riso nasal.
— Verissimo não deixou a equipe continuar a missão sem descansar um pouco — disse dando uma risada junto dela, isso revirando os olhos.
— Depois dessa eu ligo pra ele agradecendo — ri pra ele voltando a olhar para seu filho, que soltou o peito e deu um arroto pequeno — fofo — diz se vestindo e beijando a cabeça do filho — hoje seu pai vai te botar pra dormir amor...— fala sorrindo, o levando para Joui o pegar, enquanto ela mesma ia pegar Sakura, fazendo a troca com cuidado.
— Papai pode te colocar pra dormir? — perguntou olhando para o filho e o pegando no colo ainda sorrindo igual um besta que era e estava naquele momento único, alternando seu olhar para Erin também que já alimentava a pequena menininha deles.
Outro arroto da criança. Isso foi um sim.
— Concordo plenamente — riu se levantando e logo começando a niná-lo. E assim passou a tentar ninar seu filho de alguma forma, balançando ele consigo enquanto ele o olhava, deixando que o pequeno tivesse mais contato com o seu calor.
Ficou assim por alguns minutos, com Peter rindo vez ou outra para fazer graça com o pai enquanto lutava contra o sono, mas o inevitável veio. Peter veio a dormir, com sua carinha no peito do pai, quase babando de tão relaxado que estava ali naquele carinho. Logo foi a vez de Sakura, que parecia fazer bico para seu pai e irmão que estavam já tão próximos.
— Tão pouca idade e já fazendo bico? — brincou Joui indo até Erin que riu quase alto, mas logo se conteve para não acordar o filho mais novo. Joui se aproximava para pegar Sakura.
— Ela aparentemente tem ciúmes do irmão — responde entregando Sakura para Joui, que a todo tempo, sorria anda como um grande idiota babão para a filha.
— Ela é a mais velha? — pergunta ele começando a ninar a bebê, que olhava fixamente para ele com seus olhinhos verdes.
— Sim, 4 minutos mais velha — falou ela agora encostando a cabeça em sua mão, apenas mantendo o olhar no amado e em sua filha.
Após isso, ficou apenas observando Joui mexendo com Sakura, tentando fazer ela dormir, mesmo que parecesse que a teimosia da menina estivesse a fazendo resistir, ou tentar ao menos. Sakura havia acabado de se alimentar e estava conhecendo o calor de seu pai, que a ninava no maior amor do mundo, amor esse que ainda estava conhecendo. Estava confortável, para todos daquele quarto com temática de dinossauro.
Logo o inevitável aconteceu, em meio ao silêncio a bocejos infantis e barulhinhos de Sakura, a mesma finalmente veio a dormir, levando mais tempo para isso acontecer do que com seu irmão.
— Boa noite meu bem...— disse beijando a cabeça da filha e a deitando no seu berço, beijando também a cabeça de seu filho que estava totalmente apagado. Deixando os dois adormecidos, ficando eles esticados no berço, dormindo tranquilamente com cobertores da Hello Kitty e do homem aranha — eles são tão lindinhos — sorria olhando para seus bebês adormecidos. Ele dá uma leve risada — eles parecem uma mistura perfeita nossa.
— Ah, para, eles são a sua cara — falou ela se levantando e indo até o berço, ficando ao lado de Joui — fiquei revoltada com isso — riu olhando para seu amado com admiração — mas eu amei…
— Amou é? — se vira para ela, sorrindo e se virando para ela — bem… Eles tem seus olhos, sua risada… — aproximando a mão do rosto dela, que esperou um carinho, mas ganhou um peteleco no nariz, o que a faz rir em nostalgia. Eles, quando ainda namoravam, viviam nessa brincadeira — seu nariz — ele riu também, olhando Erin rir enquanto sentia suas bochechas esquentarem. Linda… Pensa ele sobre Erin.
— Mas todo o resto é seu, Joui — ela diz colocando a ponta dos dedos em seu nariz, olhando para ele de forma mais meiga — do formato dos olhos, até o cabelo… E a fome.
— Em minha defesa é fase de crescimento — falou ele jogando as mãos para cima. Erin apenas riu mais.
— Joui, você já tem 24 anos — o lembrou acabando com sua defesa.
— Ok, ok, você tem um ponto — falou ele abaixando os braços e suspirando ainda rindo.
— Eu tenho ótimos pontos — falou ela quase exibidinha, mas logo abaixando um pouco a cabeça — senti saudade... — diz num suspiro. Nessa hora, Joui apenas a olha, sabendo bem a conversa que aconteceria. Ela olha para os bebês — eles me lembram muito você... Quase supriu a saudade… — riu continuando a brincar, tentando descontrair aquele momento
— Quase? — pergunta para Erin, engolindo em seco e arriscando a levar uma mão até a de Erin. Ela não o afastou.
— 1 ano Joui... Foi 1 ano sentindo sua falta e pensando que vc nunca mais ia voltar... — suspirou voltando ao olhar cansado e meio deprimido, o que Joui não gostou de ver, então apenas segurou mais a mão de Erin.
— Erin... Olha pra mim... — pede com sua outra mão no queixo dela, a fazendo olhar pra si — eu… Eu mal consigo imaginar como foi pra você passar por tudo isso, isso dói um pouco em mim, pois eu juro Erin, eu queria estar com você a cada segundo, te ajudando quando… Precisasse de mim, te abraçando, te confortando… E principalmente te dando o apoio que eu não pude dar por causa da minha ausência, mas eu te juro Erin, de todo o meu coração, que mais do que nunca eu vou estar presente, dando meu máximo pra vocês… — e ele, após falar tudo isso, suspira e faz um carinho no rosto dela, ela fecha os olhos e assim, deu um beijo na testa dela.
— Joui… — suspira e aperta a mão dele — como eu vou ter certeza dessa vez?.... — perguntou agora o olhando com tristeza, sem o brilho dos seus olhos — eu vi você ir... eu vi 1 ano se passar e nada de vc... Me vi esperando nossos filhos sem você…
— Eu sei, eu sei... — suspira e se aproxima para a abraçar e deitar sua cabeça na dela — mas agora eu estou aqui e tudo isso não vai mais se repetir meu amor — novamente começou um carinho no cabelo dela, sentindo a mesma lentamente começar a retribuir o abraço e encostar o rosto no ombro dele. Ela ia começar a chorar.
— Prometa... — pede apertando ele em meio ao abraço — me prometa que não vai embora de novo…
— Eu prometo meu amor — beijou a cabeça dela e começou a levá-los até a poltrona — nunca mais deixarei minha família... e nunca mais te deixarei... — e se sentou na poltrona e a sentou no seu colo, abraçando mais ela.
— Nossa família... — sentiu uma pontada no coração, estremecendo e novamente uma lágrima cair, o que a fez apertar novamente a roupa dele na tentativa de se conter.
— Nossa família... — e mais uma vez beijou a cabeça dela — pode chorar meu amor, eu estou aqui para você agora e nunca mais sairei do seu lado — disse sorrindo pra ela, abraçando seu corpo com carinho.
— Porra Joui... — soluçou sentindo um tsunami vir, de lágrimas — eu senti tanto a sua falta... — agora chorou afogando o rosto no pescoço dele enquanto despejava mais uma vez o restante de tudo o que guardou ali em todo aquele tempo.
— Tá tudo bem meu amor, estou aqui — disse abraçando o corpo da amada com carinho — vem, vamos deitar, tá bom? — se levanta junto a ela no colo, a levando até um outro quarto que conhecia mais. Erin nada disse, apenas aceitou enquanto se deixava ser levada até onde seria seu quarto, esse que havia mudado consideravelmente, o que antes tinha cor, estava um pouco opaco com a retirada dos colecionáveis e das artes que ali tinha da ruiva — mudou um pouco... — disse olhando para o quarto e indo até a cama da mesma, a deitando ali.
— É... Dizem que o quarto de alguém reflete a pessoa... — diz deitada, mas o segurando pela camisa — deita comigo... por favor…
— Claro que sim… — sorri levemente, se deitando ao lado dela e beijando sua cabeça — vai ficar tudo bem.
— Eu sei... Mas ainda sim... Acho que não quero pensar muito nisso… — fungou e o olha com os olhos cansados e simplesmente indo abraçar Joui, que apenas deixou — eu só quero matar toda a saudade…
— E vamos matar toda a nossa saudade, meu amor — a olha com um sorriso enquanto acariciava seu rosto.
— É o que eu quero... — suspira fazendo carinho no rosto dele também, admirando-o um pouco enquanto notava cada mudança de sua aparência. Joui nota isso e sente novamente suas bochechas ficarem quentes.
— O que foi? — pergunta meio sem graça para a ruiva, que notando isso, apenas sorri e ri um pouco.
— Desculpe! — dizia entre o riso — é que você tá tão lindo... Mudou, mas ficou ainda mais lindo que antes… — disse ela sorrindo para ele
— Oh, bem… Você ficou muito linda também — disse sorrindo para a amada, alternando seu olhar para um canto qualquer do quarto e para ela — ficou mais linda neste último ano... Acho incrível como consegue ficar cada dia mais linda…
— Ah lá vai ele começar a puxar meu saco! — ri ficando corada no processo, escondendo metade do rosto no travesseiro, e Joui a olha totalmente.
— Mas é verdade! Você está linda demais, tanto que nem meu coração aguentou — ri junto, abraçando mais a cintura dela com um braço enquanto deitava de costas na cama, ainda olhando para ela com um sorriso — não importa quanto tempo passe, você é a mais linda para mim...
— Bobão... — ri besta com aquilo, enquanto agora, adquiria novamente um brilho nos olhos — bem... Só não mais lindo que você... a barbinha caiu bem... — levou sua mão lentamente até o rosto dele e acariciou o maxilar dele — seu cabelo cresceu... Ficou mais charmoso... — ri olhando para cada detalhe do rosto dele, voltando a olhar nos olhos dele.
— Fiquei parecido com… O meu pai — ele pensa em como falar primeiramente, mas logo, vindo a imagem de Thiago da sua mente, suspira e simplesmente no conforto do momento, chama ele assim — e quando eu digo meu pai, eu digo o Thiago-sensei — ele já explica para ela.
— Bem, pelas fotos que você me mostrou, julgo que sim — ri retribuindo o carinho no nariz dele, mas não parando o carinho no rosto dele. — mas não muda o fato de que você está ainda mais lindo meu amor... — diz acariciando mais o rosto dele, olhando no fundo dos olhos dele — é bom ter você de novo... — diz enquanto ia se aproximando para deitar a cabeça no peito dele, ainda o olhando com aquele brilho que faltava em seus olhos.
— Fiquei preocupado com você quando não te vi com a equipe — disse beijando a cabeça da amada, agora acariciando o braço dela enquanto se deixava relaxar ali.
— Não podia ir... Eles precisam de mim... — diz apenas aproveitando o carinho — e não consigo ficar longe deles também…
— Ainda bem que não foi... — suspira agora tendo memórias de tudo o que aconteceu, acabando por apertar Erin em seu abraço — foi muito… Intenso, perdemos os dragões e toda a família Leone.
— Soube disso... Arthur me falou quando passou aqui... — suspira também, beijando o rosto dele — ele é padrinho da Sakura e do Peter, sabia? Ele me ajudou bastante o quanto pode…
— Quando ele passou aqui? — perguntou confuso para Erin, mas logo suspirando e sorrindo — que bom, tenho que agradecer a ele depois, pelo menos você não ficou totalmente sozinha.
— Depois da missão de vocês, o que me faz pensar do porquê ele não me falou da sua volta — pensou um pouco sobre ficando meio pensativa, mas dando de ombros — ele e o Dante foram os que mais me apoiaram, do jeito que eles podiam, também tinha a Ivete e também a Marcela.
— Hm, faz mais sentido — suspira beijando mais uma vez a testa dela.
— Mas… Como se sente agora? Com tudo isso? — pergunta a ele enquanto passava a mão por seu peito.
— Ah… — e ele para, pensa, e relembra cada cena do que viveu até aquele momento, sentindo algo forte em si. algo misto — eu… Me sinto mal por tudo… Me sinto cansado… Sinto que de certa forma eu falhei mas… Era para ser assim não é? — parecia que ele estava falando com ele mesmo, mas logo ele suspira e olha para sua amada que o olhava com total atenção — mas agora… Eu estou com vocês... Minha família... — e ele sorri, agora indo olhar pro teto por um momento, vendo que ainda havia estrelas coladas lá, tornando aquele momento mais aconchegante — e eu estou feliz também… Por termos conseguido e agora eu estou com vocês — ele diz isso enquanto acaricia a cintura de Erin, que relaxa em seu toque. Ele sorri mais ainda, tendo uma coisa em mente. Aí ele se vira para poder falar no ouvido dela — e sabe uma coisa nova?... — pergunta baixo no ouvido de sua amada, a fazendo se arrepiar um pouco, o que o fez sorrir mais pelo efeito que ainda causava nela, logo se aproximando mais e com os lábios no lóbulo dela, sussurrando bem baixo pra ela — Watashi wa mada anata o totemo aishiteimasu.
Ele sabia bem que Erin não entenderia nada, ou achava isso. Pois ela sorri, e abraça ele pelo pescoço e se aproxima do ouvido dele.
— Watashi mo anata o aishiteimasu — ela sussurra para ele e logo se afasta para rir alto, mas tampando a boca para que o barulho que fazia não chegasse no quarto dos bebês do quarto ao lado, mas não deixando de ir um pouco mais.
— Você… — e ele se calou, agora sim, realmente ficando corado quando se deu conta do que acabou de acontecer.
— É, digamos que depois que eu fui afastada da ordem por conta da gravidez, eu meio que tive certo tempinho livre — falou ela sorrindo, dando algumas risadinhas — Duolingo ensina bem inclusiv- — e ela nem pode terminar de falar, pois Joui tira o braço debaixo dela e segura seu rosto com as duas mãos e a faz olhar diretamente para ele — Joui???
— Você é o amor da minha vida — ele diz antes de simplesmente terminar aquela frase com um beijo, o qual a ruiva genuinamente não esperava, por esse motivo ela sequer reagiu.
Quando Joui se afastou, notando a falta de reação de Erin, apenas se sentiu ansioso. Ai caralho, ai caralho, ai caralho, ai caralho, ai caralho! Pensava ele em pânico sobre a situação.
— Go-gomen’nasai! Ai droga, desculpa Erin! Eu… Ai droga… — e ele se afastou mais dela, o que a fez acordar para a realidade e puxá-lo de volta, chamando sua atenção e o deixando confuso. Ela sorri para ele.
— Joui! Calma! Tá tudo bem, eu… Eu só não esperava isso — diz a Parker rindo um pouco — calma, tá tudo bem, vem, aqui — diz puxando ele para se sentar de novo na cama, já que os dois haviam levantado nesse evento.
— Tem certeza? Não se sentiu desconfortável? — pergunta ele receoso ainda, e vendo isso, Erin apenas riu e balançou a cabeça negativamente.
— Está tudo bem Joui, eu gostei — falou ela se aproximando dele, mas acabando por dar uma risadinha logo depois — mas… Uau, ficou tão orgulhoso de mim que me deu logo um beijo, que gracinha, ein — e ela provoca ele, jogando seu charme ao piscar claramente sugestiva, o que deixou Joui sem reação, porém não surpreso.
— E-erin! — exclama ele vermelho, tampando o rosto com uma mão, ação essa que apenas fez Erin rir, tirando a pose que ela havia tomado para brincar um pouco com seu amado.
— Olha que fofo! Ainda consigo te deixar vermelho como antes! — riu ela indo abraçar o maior, que apenas deixou e bufou um pouco.
— Você é impossível Erin... — falou o nipônico suspirando, mas sorrindo em seguida e dando uma risadinha.
— Sou muito possível Joui, você me conhece — olhou para ele rindo ainda, mas parando aos poucos, levando suas mãos até o rosto dele onde fez carinho nele, ainda sorria com graça com aquilo — ei, Joui… — chama ele em um sussurro, chamando a atenção dele.
— Hm? — olha para ela curioso, voltando a rodear a cintura dela com seu braço.
— Senti sua falta — disse ela, não parando com o carinho no rosto dele, tendo a mão dele encostando na sua, fazendo carinho nela enquanto ele demonstrava o quanto gostava daquilo. Seu sorriso e seu olhar direcionado a ela sempre diziam tudo.
—... Estou aqui agora — ele diz com sua voz grave, aproximando mais seus rostos que já estavam próximos. Ele encosta sua testa na dela, olhando no fundo dos seus olhos verdes, que já tinham um pouco de seu costumeiro brilho — Erin... Eu amo você... Eu amo vocês... — e assim, ele beija a testa dela e volta a olhar em seus olhos, ela sorri mais para ele, e se aproxima dele, abraçando seu pescoço.
— A gente também te ama — e por fim, juntou os lábios dos dois de forma mais leve que conseguia, um beijo delicado e sincero que, agora sem mais surpresas, apenas cumplicidade de um sentimento recíproco.
Os dois se amam, isso basta.
Joui abraça mais Erin, indo lentamente para cima dela e ela apenas deixando, como se fosse um momento de 1 ano atrás quando eram dois idiotas apaixonados. Talvez ainda fossem, mas os dois mudaram e era fato, mas mesmo mudando, uma coisa era certa.
Joui estaria ali por Erin, estaria ali por seus filhos, estaria ali para sua família, os amando e protegendo do possível e do impossível. Joui estava de volta.
Joui estava feliz.
Estava em casa.
Fim
;)
