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Bom dia... (Jourin)

Summary:

Joui e Erin já estão juntos há pelo menos 2 anos, a esse ponto já moram juntos e tem sua rotina como casal em dias úteis da semana.

Como seria acordar com eles?

 

Ordem Paranormal | Jourin/Joerin | AU

Notes:

3° história que eu posto hoje nessa plataforma, olhe que benção.

Novamente, deixando claro que se você não gosta do shipp, é só não ler, mas isso fica a sua escolha também.

Agora, essa fanfic é algo mais conforto mesmo sobre a dinâmica de um casal saudável, casal esse principal que é Jourin, ou Joui e Erin. Por ser conforto, pode-se ler depois de ver alguma coisa de tragédia para poder se confortar e pensar "ao menos aqui eles estão bem", eles estão, mesmo que em fanfic.

Agora, fique a vontade lendo caro leitor, bjs :3

Work Text:

O despertador do celular já anuncia o horário de uma maneira lindamente gritante, os dois despertadores que estavam juntos na missão de quem acordaria seu respectivo dono primeiro. O de Joui sempre ganhava, recebendo a grande mão do asiático que pegava o celular e desligava aquele som infernal que escutaria na manhã de amanhã, mas não pensaria isso naquele bendito horário quando sua mente questionava o por que de ter sempre que acordar tão cedo apenas para trabalhar... Pensar nisso o dava sono e ele já dormiu o que tinha pra dormir.

Eram 05:00 da manhã e o sol sequer dava indícios de nascer, assim como sua namorada que estava do outro lado da cama muito bem adormecida ao som do despertador dela que ainda gritava na falha tentativa de acordá-la. Bem, esse trabalho era para Joui, que logo desligou aquele alarme e se aproximou mais da menor que estava de costas para si, apenas ressoando em um sono muito bem profundo. Quase teve dó de ter que acordá-la, poderia muito bem deixar ela dormir um pouco mais, já que a mesma no dia anterior teve que estudar o dobro do que normalmente estudava para as avaliações que teria na faculdade na próxima semana, e com certeza ela também gostaria de dormir um pouco mais, porém odiaria ter que correr com sua rotina para chegar no horário no mínimo no campus. E foi pensando nisso que Joui decidiu seguir com o plano deles, passeando sua mão no braço da de sardas e aproximando o rosto do dela, beijando a bochecha dela e logo falando no seu ouvido.

— Erin, querida, hora de acordar... — diz com sua voz mais grave que o normal que era, o que era normal toda manhã. Sentiu sede, assim como a sentiu se virar para si ainda muito sonolenta, de olhos fechados com seu semblante suave e cansado — bom dia... — pronunciou indo beijar a testa da ruiva, que se ajeitou para virar o corpo todo na direção dele, gesticulando um pouco até conseguir falar.

— Bom dia... — suspirou cansada, levando uma mão até o rosto dele, acariciando sua bochecha com seu polegar.

— Acorde, vou fazer nosso café ok? — diz colocando sua mão por cima da dela, dando um beijo em sua palma enquanto levantava seu corpo, se espreguiçando um pouco. Pode ouvir um "uhum" preguiçoso de Erin que coçava os olhos e se virava para pegar o celular, ela começaria a ver o seu plano do dia para já ter a noção de como seria o seu dia, quando desse 7:10  da manhã e já estivesse no campus, sairia de lá 12:30 para ir direto pro estágio e de lá, só chegaria em casa umas 18:30, isso em 4 dias da semana, aquele era o segundo.

Joui suspirou, entre o orgulho e preocupação, orgulho pela dedicação e empenho que a amada tinha para com seus estudos e preocupação com a saúde dela, na área mental onde era algo mais sensível dela, pois mesmo sabendo que ela poderia chegar com alguma novidade ou algo para contar sobre o que aconteceu no dia, ele tinha a total consciência de que a carga horária poderia ser pesada, até demais para ela.

Suspirou e se levantou da cama pensante com esses pensamentos, se dirigindo até o banheiro do quarto, mas dando uma olhada em Erin que olhava algo desinteressante no celular, apertando os olhos incomodados com a baixa claridade do aparelho. Quando acendeu a luz do banheiro e um feixe quase bateu perto de seu rosto, a mulher apertou mais o rosto incomodada. Deu uma risadinha vendo aquilo, achava fofo esse detalhe nela. 

Enfim, mas um começo de manhã normal.

Eventualmente, Erin saiu da cama ainda bem perdidinha, ainda acordando, estava coçando os olhos quando foi até a pia ao som do chuveiro ligado, onde Joui se encontrava já tomando seu banho, já o finalizando provavelmente. Erin apenas seguiu com o seu controle automático ligado no momento, ligando a torneira para lavar o rosto com água, para ver se acordava mais, o que ajudava um pouco, mas não totalmente. Logo que fez isso, apenas pegou uma toalha pequena pendurada ao lado e secou seu rosto, ao som do chuveiro desligando, virando um pouco pra trás, pode ver seu amado amarrando sua toalha na cintura e secando seu corpo com uma outra. Ela confessa, gostava de ficar olhando para o namorado, assim ela podia ver detalhes que já conhecia nele, conhecer outros que ainda não notou e ver os que apareceram de repente por algum acontecimento do dia, além do fato inegável de que, seu namorado é um homem lindo, então não tem como não admirar de qualquer forma, mas somente ela pode o ver dessa forma e de perto, dessa forma tão íntima deles. 

Mal notou que ele mesmo até já havia notado seus olhos sobre ele, se fosse no começo do relacionamento, se sentiria tímido, demasiado envergonhado, porém já com 2 anos de namoro e morando juntos a alguns meses, quase 6, já não se incomodava tanto com essas coisas com ela, que basicamente o mostrou que entre apenas eles dois, esses assuntos poderiam ser abordados no tempo em que cada um se sentisse confortável e de uma maneira mais leve, e realmente foi. O asiático não pode deixar de dar um pequeno sorriso de canto quanto a atitude da ruiva.

— Finalmente acordou? — perguntou, tirando ela daquele transe, fazendo ela levar um leve sustinho por sua atenção ser chamada tão de repente. Notando um pouco de provocação na fala do maior, a mesma deu o mesmo sorriso e se virou para pendurar a toalha no gancho ao lado.

— Não tinha como não acordar... — murmurou em resposta, ouvindo a voz grave de Joui soar em um leve riso, olhando de canto ele passar por ela, vendo ele a olhar de volta pra ele. Agora foi a vez dela rir, eram 5 e pouca da manhã ainda.

Mais alguns minutos se passaram, Joui já havia se trocado e acabou de deixar a roupa de sua amada separada na cama, que foi dominada pelos seus filhos de quatro patas que dormiam tranquilamente na cama do casal, Marielle, a mais velha e rabugenta, porém um amor quando se acostuma com pessoas novas, e Tristan, o mais novo e agitado, origem do nome sendo fruto de uma aposta que a ruiva teve com os amigos, como consequência, o felino parece que adotou a personalidade do amigo com quem Erin fez a aposta. Como diria Dante: “Deus é pai e Tristan monteiro o diabo encarnado”.

Risos a parte, saiu do quarto e foi descendo as escadas para ir até a cozinha fazer o café dele e de sua namorada, chegando lá, pegando um avental azul claro com os detalhes em branco, logo indo pegar os ingredientes para fazer o café da manhã. Pães na chapa, queijo, manteiga, café e o bolo de laranja que achou na geladeira, decorou a mesa com isso e modéstia a parte, a mesa ficou linda, ele caprichou de verdade.

Retirando o avental que até então usava, pode sentir o abraço de Erin rodeando sua cintura e ela encostar a cabeça em suas costas, virou para trás, pendurando o avental no gancho e a olhou como quem perguntava o que há com a pessoa, mas com ternura.

— O cheiro tá incrível... — falou a menor que olhou para ele no momento — tá lindo, se eu não tivesse com fome agora, teria dó de comer tudo — e nessa hora Joui soltou uma risada um pouco mais alta que as dadas anteriormente, se virando para a ruiva e a abraçando com um braço por um momento.

— Arigato anoto... — falou em sua língua natal, abaixando o rosto um pouco para se afogar no cabelo da mulher, aproveitando um pouco do seu perfume — vamos comer então, hm? — murmura finalizando aquele carinho com um beijo no topo de sua cabeça, coisa que fazia a Parker dar um sorriso caloroso quando recebia tal forma de carinho.

— Sim sim... — suspirou levando sua mão até a dele, a segurando e logo os levando para a mesa onde estava o café deles, se sentaram ali e logo após um "itadakimasu", começaram a comer finalmente.

Aqueles minutos foram preenchidos com um silêncio tranquilo no ambiente, com apenas os dois comendo e vez ou outra dando uma troca de olhares e sorrisos, como se estivessem se comunicando por eles. Era reconfortante e aconchegante aquilo.

Mais minutos se passaram e no momento, Joui lavava a louça enquanto Erin escovava os dentes e pegava sua bolsa para seguir até a faculdade, que infelizmente era longe de onde morava, mas pelo menos estava acabando e logo estaria livre de certa forma. Falando nela, que estava no andar de cima saindo do banheiro após sua higiene bucal, a ruiva foi até o armário e pegou sua bolsa já com os livros e materiais que usaria no dia, com ela em mãos, se direcionou até a cama para dar um afago em seus preciosos gatinhos, beijando a cabeça dos dois enquanto os mesmos seguiam dormindo e acariciando eles nas partes do corpo deles que os felinos permitiam e gostavam, Marielle preferindo a cabeça e Tristan suas costas. Sorriu para eles e se permitiu admirar um pouco da visão que tinha dos dois, já vendo um pouco de pelo no lençol, coisa que ela já não ligava mais tanto, já que aquilo fazia parte de amar incondicionalmente seus filhos felinos.

No andar de baixo, Joui terminava de lavar a pouca louça e ia preparar a marmita de sua amada, pois não gostava de pensar nela tendo que gastar dinheiro com comida na rua ou até se contentando com besteira quando tinha comida em casa, isso ele não gostava, pois mesmo sabendo que a garota era muito bem responsável, as vezes se negligenciava um pouco na visão dele. Na noite anterior havia preparado uma porção de macarrão de legumes ao molho branco para ela levar nesse dia, fazendo também um suco de goiaba já posto na garrafa térmica dela.

Quando terminou tudo, novamente, sentiu o abraço da namorada o rodear com carinho e sua cabeça ser encostada em suas costas, mas sentindo agora ela distribuir alguns beijos por sua coluna. Suspirou, pois era praticamente hora em que ela saía, então era meio que hora da despedida.

— O que vai querer pro jantar?... — perguntou se virando para Erin, rodeando um braço na cintura dela e com sua outra mão, a usou para acariciar o rosto macio dela. Ela sorriu, mostrando suas covinhas, as quais Joui julgava como um charme inegável dela.

— Ainda estou meio desligada amor, não sei decidir isso no momento — falou colocando sua mão sobre a dele que estava em seu rosto, beijando sua palma — te mando mensagem falando…

— Se você lembrar — brincou sorrindo junto com ela, se aproximando para beijar sua testa — se cuida, tome cuidado na rua e não confie em estranhos…

— Sim sim, pode deixar... — riu um pouco mais com a fala dele, mesmo que soasse como uma brincadeira, sabe que ele se preocupa bastante com ela — vou tomar cuidado, mande mensagem quando eu chegar, e disso eu vou lembrar okay? — fez um pouco de graça agora sendo ela acariciar o rosto dele.

— Ah, disso eu sei amor... — riu junto a ela, agora dando um abraço forte que foi retribuído na mesma força — watashi wa anata o aishiteru Darin... — sussurrou no ouvido dela enquanto acariciava seu cabelo.

— I love you too my sweetie... — respondeu beijando sua bochecha ao mesmo tempo que fazia um cafunezinho na nuca do nipônico.

Após aquela pequena despedida, a mulher pegou a marmita feita pelo namorado, agradecendo a ele como sempre, já que, ela nunca o pediu para fazer isso, mas ele sempre fazia questão de fazê-las para ela não acabar se contentando com besteiras da rua. Riu com isso dizendo que sabia bem se controlar contra os prazeres da vida. Bem, Joui sabia muito bem disso, falou isso com um riso nasal.

Agora na porta principal da casa, o casal se despedia outra vez, de uma forma mais física, selando um beijo enquanto se abraçavam novamente. Erin se pendurando mais no pescoço de Joui enquanto o mesmo segurava ela pelo tronco.

— Se algo acontecer me liga... — falou enquanto finalizavam aquele beijo em alguns selinhos — e não esquece dos seus remédios...

— Você também viu? Me liga qualquer coisa e não esqueça dos seus também... — deu um último selinho nele antes de se afastar, mas com uma mão em sua bochecha, fazendo um carinho nele com seu polegar — tchau meu amor, a gente se vê mais tarde…

— Tchau meu amor... — suspirou aproveitando o carinho, logo ouvindo o som da chave dela abrindo a porta e sentindo a falta da mão dela em sua bochecha, assistindo ela sorrir pra ele e passar pela porta, saindo da casa o deixando apenas observar ela se afastando mais e mais.

Assim que ela virou a esquina, Joui suspirou e logo foi fechar a porta, ainda não era horário dele e tinha que verificar sua bolsa.

Bem, apenas mais um começo de um dia.

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Já era 18:55.

Joui já se encontrava em casa já a um tempo, estava na sala após terminar de fazer o jantar, meio que parando quase que naquele momento para enfim descansar finalmente. Assistia algum programa aleatório da TV com Marielle em seu colo, recebendo um carinho de Joui enquanto Tristan estava em formato de pão na mesinha de centro antes de dar um pulo e correr da sala. Erin chegou.

Joui não se levantou de imediato, continuou a ver o programa a sua frente enquanto já escutava à porta da casa ser aberta e a voz de sua amada ser direcionada ao gato Tristan de forma carinhosa, porém, notando bem o tom cansado da mulher. Logo após ouvir a voz de Erin, Marielle também se levantou para receber sua dona, mas indo de maneira mais calma até ela, bem ao contrário do gato mais novo. Bem, agora chegou a vez de Joui se levantar e ir de encontro com a namorada, que ainda estava no hall de entrada, guardando seu tênis enquanto fazia um carinho na gata mais velha que acabara de chegar até ela.

A ruiva estava sentada no chão com a gata branca e cinza nos braços, dando um afago na felina que apenas cedia esse contato nessas horas onde não via sua dona por um grande período de tempo, mesmo que já acostumados com essa rotina da mãe. Joui parou no meio do corredor para analisar melhor o estado da mulher, notando o corpo mais mole, porém ainda tenso, ainda não havia tirado sua bolsa dos ombros e sabia bem do chumbinho que Parker carregava diariamente. Só com isso, não tardou mais e se aproximou novamente dela e ajoelhou-se ao seu lado, já chamando a atenção dela que olhou para ele e deu um sorriso cansado ao mesmo tempo que ele já se prontificou em retirar a bolsa dela.

— Oi meu amor... — suspirou parecendo relaxar um pouco mais após o ato do amado, que deixou a bolsa em cima do móvel que ali estava perto e voltou sua atenção a ela com um abraço e um beijo na curva de seu pescoço.

— Vai tomar banho e relaxar... Você precisa... — falou durante o abraço e logo após o beijo, sentindo ela se encostar nele — fiz o jantar que falou, a gente pode ir pra cama mais cedo se quiser... — falou em seu tom preocupado.

— Tudo bem... — aceitou, fechando os olhos por um momento — eu tô bem, mas preciso disso... — diz levando uma mão para a cabeça do amado, fazendo um carinho nele enquanto o ouvia murmurar coisas as quais nem ela e nem ele entenderiam em palavras exatas, mas sabia que era ele expressando seus pensamentos de sua forma. Riu um pouco revirando seus olhos e se virou para beijar o rosto dele — é sério, eu tô bem, na medida do possível…

— Mesmo assim fico preocupado com você... — suspirou se levantando, dando sua mão para ela pegar e levantar — sei que precisa estudar, fico orgulhoso em ver sua dedicação, apenas acho que você deixa isso tomar muito de si e que... Tá te afetando... — murmurou no final olhando para o chão no momento, olhando um pouco Erin que suspirou e balançou a cabeça, levando sua mão pro rosto dele e se aproximando para encostar um pouco do rosto em seu peito.

— Eu exagero e exijo um pouco mais de mim, eu sei, hoje eu pensei um pouco nisso e anotei para falar com o Fábio com isso — diz fazendo um leve carinho no rosto dele — você tá certo, já tenho muita bagagem e ainda coloco demais para mim…

— Não é um problema estudar, só... — é interrompido pela mão de Erin que foi parar na sua boca, olhando para ela não entendendo e a vendo rir um pouco de sua reação. Parecia que ela falava um "cale essa boquinha linda meu amor?"

— Sei que não é problema estudar meu bem, é essencial, mas problema mesmo é quando eu deixo de comer ainda mais quando já tive um quadro de anorexia nervosa... — falou baixo, mas audível para ele, tirando a mão de sua boca e dando um abraço fraco nele devido ao cansaço — vou trabalhar nisso, prometo...

—... Tudo bem... Sei que vai... — e retribuiu o abraço encostando a cabeça na dela, fazendo um carinho em suas costas — mas agora, só quero saber se a senhorita vai ir tomar banho ou ficar com a mesma roupa que veio da rua? — quebrou o clima com um pouco de humor, o que a fez soltar um riso nasal, dando um aperto no abraço que dava nele.

— Já tô indo, já tô indo — revirou seus olhos se soltando dele ainda com um sorriso leve no rosto, parecendo agora mais relaxada na visão de Joui que a seguiu com os olhos, a vendo subir as escadas para seguir até o quarto deles e tomar seu tão merecido banho.

Joui respira fundo e passa a mão na cara. Aquela conversa foi boa até, ainda conversariam mais sobre e ele poderia elaborar um pouco disso indo pôr a mesa para o jantar. E foi isso que foi fazer, já tendo em mente o tempo que a ruiva demorava no banho quando chegava do estágio, foi aí que viu que poderia muito bem preparar a massa para fazer bolinhos de chuva.

Uma pequena quebra de tempo depois, Erin já estava a caminho de se sentar na cadeira, avistando uma mesa com o jantar, que era exatamente o que havia pedido a Joui, um risoto primaveira lindo e cheiroso que gritava aos prantos para ela o comer.

— Tô quase com ciúmes vendo você olhar para um risoto desse jeito — a voz do namorado chama a sua atenção, a fazendo olhar para ele, ela riu com graça ao vê-lo com aquele avental, o qual achava fofo quando ele vestia ele. O mesmo vendo isso revirou seus olhos ainda com um sorriso e cruzou os braços voltando a olhar pra ela — o que achou? Parece até que estudei gastronomia pra fazer isso de tão lindo que tá — brincou já indo chegar perto da ruiva.

— Humilde da sua parte meu amor — brincou junto indo se sentar à mesa — e não precisa ficar com ciúmes quando sabe que no final sempre vou ter olhos para você e você sabe muito bem disso — dizia com um sorriso quase provocador para ele, só o olhando e esperando sentar-se junto a ela. Joui até então deu um riso nasal e foi de avental mesmo se sentar ao lado de sua namorada.

— Sei sei, apenas não estou acostumado a dividir — continuou aproximando-se do rosto da mulher e beijou sua bochecha — agora, vamos comer, quero que avalie esse risoto o qual foi minha primeira vez fazendo — diz enquanto se afastava para o seu lugar.

— Certo, certo, mas saiba que eu tenho total certeza de que está ótimo — falou confiante para ele enquanto se ajeitava na cadeira junto a ele, juntando suas mãos — Itadakimasu! — falou alto e um pouco alegre.

— Itadakimasu —  falou ao mesmo tempo que ela, olhando-a com um brilho a mais nos olhos enquanto suspirava, sentindo um aquecer em seu peito ao vê-la pegar seu garfo e logo ir comendo seu risoto, fazendo uma expressão maravilhada que só o fez sorrir mais, tendo a leve impressão que viu sair estrelinhas da ruiva.

— Eu falei! Tô sempre certa! Eu disse que estava ótimo! Não, ótimo é pouco, está simplesmente divino! —  falava enquanto comia mais da comida, aparentando, transparecendo e estando muito bem alegre, algo que contagiou Joui que já se encontrava comendo sua comida. Realmente, errada ela não estava.

Joui ri ainda de boca cheia enquanto ainda admirava sua companheira comer sua comida com gosto, já começando a ouvir um pouco de como foi o dia dela, o que fazia parte sempre da rotina que eles mantinham. Ouviu ela falar sobre algumas matérias da faculdade, a ouviu falar de alguma história que ouviu de suas amigas da faculdade, sobre como parecia que ela e os alunos estavam sendo perseguidos por um professor em específico e logo depois o assunto se mudou para o estágio, que aparentemente naquele dia, nada demais havia acontecido, apenas um tubo de gás quase explodiu no subterrâneo, mas nada demais, segundo sua ruiva que ainda completou dizendo que nem pode ver direito pois estava ajudando na análise de alguns projetos nos andares acima. Mentalmente Joui agradeceu aos deuses por manterem sua namorada longe de tal perigo que a atraía tanto. Mas logo se deixou rir com a fala dela, logo dizendo que, ainda bem que ela estava longe.

— Ahh, mas não ia acontecer nada demais comigo, já que tudo o que foi preciso fazer lá foi diminuir a pressão do tubo e ficar de vigilância para qualquer outra alteração, aí enquanto isso um grupo iria ver os outros tubos e outro seria designado para averiguar o possível motivo para tal alteração nesse tubo, o que eu... —  e começou a falar e a falar sem parar da sua teoria do que poderia ter desencadeado na quase explosão de gás de seu estágio, e nada Joui poderia fazer, pois primeiro, adorava ouvir sua amada falando das coisas que ela tinha conhecimento e ele não, era como se ela quem estivesse a ensinando sobre, mesmo que de qualquer forma, não fosse aprender nada e muito menos entender. Apenas gostava de a ouvir, já que, o que ela tinha de doida, ela tinha de inteligência pra caralho. 

Enfim, a conversa logo se seguiu, já que Erin não fica falando sozinha o tempo todo. Voltou a terminar se falar de como foi o estágio e sobre a sua grande aventura de voltar para casa em horário de pico, como mais uma grande guerreira moradora de São Paulo, falando sobre como viu um cara fantasiado de porco cantando What Was I Made For da Billie Eilish ou uma rodinha de MPB, segundo ela, duas cenas bonitinhas.

Logo após o fim do jantar, foram os dois retirar a mesa, agora sendo a vez de Erin usar o avental e ir direto para a louça, por pura insistência dela pois Joui insistia nela ir descansar.

— Eu já descansei bem Joui, tá tudo bem, você já fez muito hoje e eu também não posso ficar sem fazer nada nessa casa — falou enquanto caminhava até a pia e já pegava a esponja. Praticamente deu as costas para as objeções do amado.

— Mas você já faz muito nessa casa meu amor, até demais... — suspirou derrotado para ela, balançando a cabeça negativamente quanto a atitude da mulher que agora seguia lavando a louça, se encostando na bancada e apenas a olhando — eu peno para lembrar um dia em que eu vi a senhorita parando quieta no seu canto — cruzou os braços ao falar, podendo muito bem ver ela revirando seus belos olhos verdes.

— Tá bem que vendo agora eu no meu canto bem quieta, apenas estou lavando a louça da nossa casa do nosso jantar — falou em um tom que Joui intitularia como, nariz em pé, o qual Erin usava vez ou outra em alguma zoação. E nessa hora foi a vez dele revirar os olhos, e ele notou que eles reviram muito os olhos, se forçar um pouco mais, dá pra ver o cérebro. Riu pensando nisso e se desencostando da bancada para ir até ela.

— Aí depois eu que sou a louca, olha ai o doido rindo sozinho — caçoou um pouco dele ainda com sua atenção voltada a louça, lavando uma panela, sequer notando a presença de seu amado se aproximando atrás dela.

— Culpa sua, sua insanidade tá passando pra mim — riu atrás dela, rodeando sua cintura em um abraço o qual Erin não esperava, já tomando um susto por ser pega desprevenida.

— Olha! Vou te mostrar minha insanidade daqui a pouco! — falou após o susto, entre a birra e o bom humor, se rendendo mais ao segundo enquanto sentia Joui abraçar mais ela e afogar um pouco o rosto no cabelo dela.

— E isso é pra ser ruim? — pergunta apenas brincando, deixando isso bem claro e Erin bem que captou isso, pois apenas riu e sentiu seu rosto apenas se esquentar.

— Meia noite eu te conto se é ou não — respondeu minimamente para ele, agora o ouvindo rir de uma maneira mais abafada por estar com o rosto no seu cabelo, não a soltando do abraço e apenas ficando em silêncio, o qual, apreciaram bem.

Agora, após algumas horinhas que foram preenchidas por carinhos no sofá e alguns episódios Friends, junto com Tristan que decidiu que iria ficar entre o casal por pura birra. Bem, aproveitaram do jeito deles, o que quer dizer que Tristan falhou na missão de separá-los, pois Joui entrou na birra e se agarrou a cintura de sua amada e assim ficou sem ninguém o impedir, até ganhou um cafuné nessa brincadeira. Mas bem, no momento agora, Erin já estava no quarto que era iluminado pela luz do abajur ao seu lado enquanto ela lia um pouco de um livro da faculdade, estudando um pouco antes de ir dormir, o quarto também era bem iluminado pela luz do banheiro, onde Joui se encontrava enxaguando sua boca após escovar seus dentes, secou seu rosto e guardou sua escova antes de fechar o pequeno armário a sua frente e ir desligando a luz do banheiro para seguir até o quarto, já olhando Erin que continuava lendo bem cansadinha para aquele tijolo de papel. Eram 21:36 ainda, podiam ou dormir cedo, ou conversar. Foi até a cama, se deitando e cobrindo suas pernas com o cobertor e se deitou de lado em direção a ruiva, que não estava tão concentrada na sua leitura, pois parecia dar graças a deus por ele ter chegado só pela cara que fez e a velocidade que fechou o livro e o apagou a luz daquele abajur, se virou para o namorado que sorria e foi de encontro até ele, coberta até o ombro encostando seu rosto no peito do amado, abraçando seu tronco.

— Joui, pensei numa coisa... — começou sem olhar pra ele, apenas sentindo a mão dele ir de encontro com seu cabelo e começar um cafuné. Joui teve suposições.

— Quer fazer mais uma tatuagem? — pergunta arqueando a sobrancelha sem parar o carinho. Joui, ao contrário de Erin, não era o maior fã de tatuagens ou piercings, mas não negaria que amava as que a namorada tinha e o piercing que ela tinha no umbigo, dava um charme inegável nela, eram seu fraco aqueles detalhes nela.

— Também... — a conhecia tão bem — pensei em raspar o cabelo nas laterais, acha que combinaria comigo? — agora sim o olhou com um brilho a mais nos olhos, realmente querendo a opinião dele para o assunto.

— Hm, com certeza, seria bem a sua cara e te deixaria muito descolada — falou com sinceridade, aproximando-se da testa dela para dar um beijo na região, sentindo ela ficar mais animada com a ideia que teve.

— Vou marcar amanhã já então! Tava já a um tempo pensando nisso — diz enquanto sentia a outra mão de Joui ir a procura da sua própria, entrelaçando seus dedos.

— Minha namorada vai ficar linda demais, disso eu sei e tenho certeza... — fala com os lábios na testa da menor, fechando um pouco os olhos. Pode a ouvir rir com sua graça e fazer carinho na sua mão, aproximando ela para a beijar.

— Obrigada meu amor... — diz antes de beijar a mão do asiático — por agora e por tudo, obrigada... — suspirou levantando a cabeça pra ele com um sorriso sincero e singelo no rosto — não poderia haver ninguém como você nesse mundo... Nunca me senti tão segura…

— Sabe que tudo o que eu faço por você, é pensando em você querida — deu um riso nasal e a puxou para mais perto de si — eu amo você Erin, quero dar a você minha melhor versão e minha verdadeira versão, falei isso no pier, lembra? 

— Claro que eu lembro, não tem como esquecer — riu ao lembrar, abraçando mais ele de volta —  seja a sua pior ou melhor versão, eu amo você como um todo querido... — declarou sentindo o asiático se abaixando mais para ficar a altura de seu rosto, podendo ver melhor seus olhos que brilharam naquele momento enquanto ele dava aquele sorriso dele, se não estivesse escuro, diria que ele estava corado, provavelmente ele estava.

— Quero nós dois vivendo juntos para todo o sempre... —  aproximou seus rostos, falando um pouco mais baixo como quem conta um segredo — seja nessa, na próxima ou na próxima... Quero ser seu e que seja minha…

— Parece que tá me pedindo em casamento... — falou baixo também no mesmo tom, bem divertida e alegre com a situação, sentindo-se como se estivessem finalmente dividindo o mesmo quarto. Ele riu com a comparação, até porque é verdade, ele sabe que é.

— Ainda não, mas um dia, esse dia chegará... — e roubou um selinho da mais baixa que riu um pouco alto após isso, e no embalo, riu junto — sério Erin, eu amo você... Amo demais… 

— Eu também amo você querido... Amo, amo e simplesmente amo... — e agora foi a vez dela de roubar um selinho dele e o fazer rir e ela ir no embalo dele, mas logo veio a se aconchegar no carinho dele e relaxar mais seu corpo. Hora de dormir — boa noite meu amor…

— Boa noite, minha querida... — responde num suspiro, já fechando seus olhos para enfim, finalizar aquele dia do jeito que mais gostava para começar o próximo do mesmo jeito. Junto a Erin, e para sempre queria e seria assim. 



Fim :)