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Ela... (Bearin)

Summary:

Não queria que fosse complicado pra você menina
Não quero que queira me esquecer
Você sabe que eu te espero quanto tempo for...

 

Ordem Paranormal | AU | Bearin

Notes:

OI DE NOVO, tô terminando de postar as minhas fanfics de ordem, logo tô postando as de Naruto.

Bem, essa aqui é uma Bearin, outro shipp que eu amo de coração e fico triste que não tenha tanto delas quanto eu acho que elas mereçam, tipo, olhe pra elas, são fofas juntas mesmo não se falando tanto, elas são lindas, me lembram o outono.

De toda forma, aqui é mais sobre conflitos entre relacionamentos, essa história tem 3 cap, sendo o ultimo algo que eu tô produzindo ainda, mas que um dia eu termino... Um dia.

De todo modo, caso não goste do shipp, você pode não ler, mas isso é de sua escolha.

É isso, boa leitura caro leitor e bjs :3

Chapter 1: Mesmo te amando Bea...

Chapter Text

"Me diz quanto tempo for
Sabe que eu te espero o quanto for
Me diz quanto tempo, amor
Sabe que eu te espero o quanto for"

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Mais uma vez em frente ao nosso maior local de encontro, esperando por ela com uma xícara de cappuccino com granulado de chocolate e um croissant de nutella. Estou em um canto de uma padaria antiga e aconchegante do bairro, onde eu venho desde que eu vim pro Brasil aos meus 16 anos, hoje tenho 23 e farei 24 ainda esse ano, e mesmo com essa idade, ainda sou bem imatura pra certas coisas... Muitas coisas, como comida...

— Não deveria comer tanto doce... — respiro fundo, me ergo e tomo meu cappuccino. Ela chegou...

— Oi pra você também, Bea — falei quase seca, só não foi totalmente porque era com ela que eu falava. Mas de qualquer forma, respiro fundo novamente, parecendo que eu estou tendo uma insuficiência cardíaca. Tomo metade do cappuccino e deixei a xícara na mesa — qual é a dessa vez? — sei a resposta, mas sou masoquista o bastante pra querer ouvir da boca dela a mesma coisa, talvez por querer que algum milagre aconteça e ela escute o que sai da própria boca.

— A minha mãe... Eu só tive que fazer um favor pra ela... — novamente minimizando o fato da mãe não querer que ela se encontre com a namorada. É sempre assim desde que aquela mulher voltou pra vida da Bea — ela queria que eu fosse vê-la depois de sair de casa, ela queria que eu a ajudasse com as flores que estavam murchando... — tudo o que ela falava era baixo, em nenhum momento me olhando enquanto se sentava. Suspirei, sentindo minha paciência se esvaindo um pouco, e olha que pra ela, ela tinha ela toda e ainda dava mais da minha paciência a ela. Bem, a conversa continuou.

— E estavam? — comi meu croissant ainda a olhando fixamente esperando alguma atitude dela ou algo pra me falar. Era óbvio que não estavam, mas a mamãezinha que a abandonou por anos precisa mais da atenção da filha que tem sua própria vida.

— Não muito, mas tinha várias cochonilhas nas suculentas dela e a Zamiculuca dela tava apertada no vaso que eu falei pra ela não colocar — suspirou cansada, pegando um cardápio para escolher o que comer, isso enquanto eu achava incrível como aquela mulher conseguia arranjar um jeito de tirar nosso tempo de qualidade. Bea já falou para essa mulher não manter as plantas em vasos apertados, as raízes ficam prejudicadas com isso e Bea deixa isso bem claro várias e várias vezes, então a novidade da vez é, ou essa mulher tem demência ou é cega, mesmo que a resposta seja que essa mulher é louca mesmo. Okay, estou me estressando, preciso parar de pensar no demônio.

— E ela sabe como lidar com as cochonilhas não é? Você mesma ensinou — falei comendo outro pedaço e tomando meu cappuccino. Ela sabe claramente o que eu estou insinuando, o que eu venho fazendo a muito tempo desde que isso tudo começou.

— Erin, não começa... — suspira como sempre sabendo que eu estou certa desde o início, mas logo ela usa a desculpa favorita dela — ela é minha mãe, sol... Ela só quer compensar o tempo perdido... — e ela está fazendo de novo, mas pareceu bem pior quando ela me chamou de sol. Amo quando ela me chama assim, ela sabe disso, e eu sei que ela também não quer que as coisas continuem desse jeito, mas fica difícil quando não se faz nada a respeito para mudar isso Bee...

— Que ela poderia ter compensado a muito mais tempo do que agora — Não era nenhuma mentira, essa mulher abandonou Bea quando ainda era um bebê e voltou do nada "querendo a filha de volta", isso pra mim é ladainha aos meus ouvidos, ela poderia vir a ver quando saiu do orfanato, poderia ter perguntado por ela, poderia ter feito buscas por ela, mas não, elas se encontraram do nada em um supermercado onde ela fala do nada que é mãe de Bea, isso sem emoção, apenas falando como se ela e Bea fossem conhecidas e estivesse tentando bater um papo pra passar o tempo.

— Não é culpa dela e você sabe muito bem disso... — agora ela fica mais na defensiva daquela mulher, mas até ela duvida disso, não entendo o porquê dela querer escolher ficar na defesa de alguém que ela acabou de conhecer praticamente — ela é apenas esquecida das coisas e queria um vaso bonito para planta dela... Eu apenas fui ajudar minha mãe — seu tom começa a lentamente se elevar, mas também via aquele leve tom confuso que ela se esforçava para não deixar transparente, mas eu via claramente. Eu sei Bea, sei que você só quer ajudar ela, mas você precisa me ajudar também, se ajudar...

— Claro que não é ... — revirei meus olhos e voltei a comer, deixando que aquele silêncio a atormentasse um pouco enquanto fazia seu pedido. Noto seus olhos se arregalaram minimamente, mas antes de levantar sua cabeça para me olhar, eu voltava a comer tranquilamente, julgo ser meio síndico da minha parte, mesmo que isso não vá a impedir de dizer algo, já que, como eu a conheço bem, ela me conhece bem, mas aparentemente não o suficiente para acreditar em mim.

— Por que ficou tão amarga com ela? — olha só, uma pergunta surpresa! Parece que vem uma discussão por aí — ela é minha mãe, Erin, perdemos muito tempo por estarmos separadas, você mesma ficou feliz por mim, me incentivando a me aproximar mais dela para a conhecer —é, isso era verdade, eu fiz isso, pois minha alegria pela a minha namorada foi genuína, pois conhecer a mãe deve ter sido algo forte para ela, isso eu entendia. Porém, foi foda quando a mãe dela começou a me provocar sempre que Bea não via ou não estava por perto, pior quando ela não acreditava em mim quando eu ia relatar.

— Sim, eu sei, te apoiei, lógico que eu te apoiei... — suspirei cansada, fechando os olhos por um momento — mas sério, não estou sendo amarga por causa dela, mesmo que ela não goste d- — Bea me interrompe e isso me irrita, ela sabe que me irrita. Odeio ser interrompida quando eu deixo a outra pessoa falar. Porra Beatrice.

— Ela gosta de você sim, Erin — sua voz saiu ríspida, olhando pros meus olhos com um estresse crescendo. Bem, não é a primeira vez que brigamos por causa dela. Preparem as tropas, a guerra se inicia agora.

— Diante de tudo o que eu te falei você ainda acredita nisso? Ah não, acredita sim né? — falei com a mesma rispidez, mas sinto uma tristeza na fala e quero ir embora, seria melhor se deixasse ela notar o quão afastadas estamos sozinha, mas me conheço bem pra saber que eu não faria isso direito. Por que eu insisti de novo?

— Por que me chamou pra cá? Pra brigarmos de novo? Pois ultimamente parece que você tá gostando disso, sempre que começa com esse assunto, é pra gerar briga entre a gente — acha isso quando quem sempre começa é você, Bea? Uau, deve ter invertido os papéis.

— Quem está gostando é você Beatrice pois nessa merda toda, você é a única a ser cega para ver o quanto sua mãe está interferindo no nosso relacionamento, eu já nem sei mais se você se importa de estarmos afastadas cara! — falava um pouco mais alto, com a amargura em meu âmago, eu odeio isso, odeio brigar com quem eu amo. Eu amo a Bea, mas ela não tá entendendo nossa situação, pior é eu achar que ela nem quer entender.

— Então por que estamos tão distantes? Pois honestamente nunca vi a minha mãe implicando com você Erin, tenho certeza que ela te adora, você que por algum motivo não dá mais nenhuma chance pra ela — apenas ela acha isso, até Dante vê como aquela mulher é indiferente comigo, isso por que ele só ouve de mim o que acontece quando estamos sozinhas, ele e jasmin, menos Bea. Chega disso, preciso de um tempo afastada disso, um tempo pensando em algo que não seja isso. Suspiro e logo respondo tentando manter a calma.

— Realmente, tanto que sempre que você me deixava com ela, ela dizia que eu não passava de uma fasezinha e que logo a filhinha iria se cansar de mim — começo a arrumar minhas coisas, pois aqui no fundo sinto uma vontade de chorar vindo e não curto muito chorar na frente dos outros.

— De onde você tirou isso? Para de mentir Erin, minha mãe nunca faria isso! — apertou seus punhos me olhando arrumar minhas coisas confusa, agora amenizando a feição raivosa. Respiro fundo outra vez e meu estresse ali se transformou em raiva, pois eu já havia contado sobre isso para ela, repetidas vezes — Erin, por favor, se sua intenção era me chamar pra resolvermos as coisas, por que estamos brigando de novo? — sua pergunta é interessantemente desgastante pra mim, me deixando até chocada e antes de eu transferir o pix pra padaria, nem precisava chamar alguém, eu tinha uma ficha e o valor do meu pedido, botava meu número na nota para eles verem quem foi e viam se estava tudo certo, prático, adoro isso. Mas bem, ainda tinha um foco aqui, então após o pagamento, olho para Bea novamente.

— Bea, como consegue perguntar algo que você sabe a resposta? — pergunto com apenas uma expressão fechada, olhando pra ela, claramente mostrando meu choque e indignação. Respiro fundo e me levanto da cadeira — chega disso, estou cansada de tudo isso...

— Erin, eu também estou, mas não precisa disso, não precisamos brigar — você fala como se eu não tivesse tentando fazer isso a 5 meses, caralho, porra Beatrice, eu sei que não precisamos brigar! Mas você sabe disso?!

— Isso, é o que eu venho fazendo a muito tempo Beatrice e outra coisa, você começa a brigar, sempre, até eu começar a ir na tua, pra ver se você mesma sente, mas eu odiei isso, então vou acabar com isso de uma vez — e o que isso significava me tirou a raiva, estava triste, pois falaria algo que me faria chorar quando eu chegasse em casa. Não vai ser algo considerável grande, mas nunca me vi nessa situação nem com o meu antigo relacionamento com o Joui.

— Mas... É você quem vive agredindo minha própria mãe — acusações? Agressão de que modo? Ah, foda-se, também não quero saber mais. Me viro e começo a andar para fora da padaria — não, Erin volta, não quis dizer isso... — ela nem se mexeu, apenas esperou que eu me virasse, coisa que eu não fiz, apenas fui pra saída diretamente, saindo da padaria e andando pela calçada.

Ok, não falei na cara, mas vou falar uma hora, pode não parecer grande coisa, mas não tenho coragem de ir pro extremo, apenas, se ela não ver o que está realmente acontecendo, e eu tenho medo que isso aconteça, muito medo disso, pois cheguei a orar para que tudo isso se conserte de uma vez para não estarmos mais nesse pé de guerra infernal.

— Erin! — seu grito me chama no meio da rua e só assim escuto ela correndo até mim, me parando segurando meu pulso. Sinto ela apertar um pouco —... Erin... Amor... vamos conversar melhor sobre, só preciso que me escute... — ela estava ofegante e ansiosa, mas o aperto me machuca igual ela me chamando de amor, eu amo quando ela me chama assim, mas machucou agora. Que merda viu.

— Pra que? Você já falou isso várias vezes em várias brigas nossas, não quero me desgastar mais uma vez — puxei meu braço para que ela solte meu pulso. Era agora — eu preciso de um tempo agora Bea, preciso pensar e ficar sozinha — minhas palavras soaram como se eu fosse murchar a qualquer momento, e quando eu digo murchar, digo desabar. Ela nota isso e me olha com aflição.

— Mas... Não, por favor não chora... — diz tentando chegar perto de mim mas eu me afasto dela. Não toca em mim.

— Preciso de um tempo, precisamos de um tempo Bea... — suspirei virando pro lado, evitando olhar. Sua feição, sabia que era confusa, pois claro, ela não entendia o motivo de eu estar pedindo um tempo, me poupe viu...

— O que quer dizer com isso? — pergunta voltando a ofegar, agora ela tava me ouvindo. Quero dizer que não quero te ver por um tempo, não te ver, não falar com você e nem saber do motivo de eu querer isso.

— Um tempo, separadas — meu suspiro foi como um corte pra ela, bem em seu peito — preciso, precisamos, pois se você não via antes verá agora, pois eu fiz de tudo Bea, fiz de tudo para comunicar o que estava acontecendo entre a gente e o porque, não vou repetir o motivo quando você já ouviu várias vezes, mas estou cansada e você também, então se, ainda tiver ai a Bea que eu amo e que não trocaria 3 anos de relacionamento por 5 meses sabendo da existência de alguém, entenda, eu quero e preciso de um tempo — ai eu me viro de costas pra ela e volto a andar após dizer tudo isso, como se da minha boca tivesse saído uma cachoeira turbulenta e forte, mas a próxima cachoeira a cair, cairia dos meus olhos. Precisava ir embora — tchau Beatrice... — foi a última coisa que eu falei pra ela enquanto eu a deixava lá, no meio da calçada me olhando ir embora.

Me odiei, pra caralho e me senti fraca e incapaz de impor limites, pois queria olhar para trás e olhar pra ela antes de voltar a seguir apenas para...

Continuei andando, passo a passo dado para me afastar mais e mais dela e de onde eu torcia ser nossa última briga. Eu amo ela, mas preciso descansar, mas se no momento agora ela ver tudo o que ficou na sua frente vir à tona e correr atrás de mim, vou aceitar, contanto que ela tenha entendido tudo...

Ela não foi atrás de mim.
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REDDIT

Sou babaca por pedir um tempo a minha namorada porque ela não acredita em mim quando eu conto em como sua mãe vem me atacando?

"Olá a todos, sei que parece que pelo título sou meio mesquinha por isso, não sei, mas apenas preciso de uma opnião de fora.

Pra começar, Eu (23M) e minha namorada que vamos chamar de B(26M), estamos juntas a quase 3 anos e tudo tem sido maravilhoso até a volta da mãe dela a 5 meses atrás.

Veja bem, acho bom começar contando um pouco da minha história com B para entenderem como é a densidade da situação. Conheci B quando éramos adolescentes, eu com 14 e ela com 17, mesmo com essa diferença de idade, nos demos muito bem, e com o passar do tempo fomos nos conhecendo, indo de conhecidas para amigas rapidamente. Toda a história do nosso relacionamento foi fluida e relaxante, eu a vi namorar nosso melhor amigo em uma época e ela me viu namorar meu ex, e isso não impediu da gente querer um relacionamento uma com a outra, nem mesmo quando nosso amigo se foi tragicamente, e nós duas acompanhamos luto uma da outra e nos mantemos juntas uma para outra, e eu pessoalmente acho que isso só nos aproximou mais, ao ponto de termos um interesse uma na outra, com isso estamos aqui, mas não sei mais por quanto tempo devido a situação atual.

No início deste ano, estávamos fazendo as compras do mês da casa do meu cunhado que chamaremos de D (30H) e sua esposa J(29M), mas enfim. Estávamos em um dos corredores do mercado conversando se levaríamos alguma besteira ou não, quando uma mulher com no mínimo 40 anos esbarrou em Bea e quase caí. Quando B se virou rapidamente foi ver se a senhora estava bem e pediu desculpas e a senhora disse que não e que estava tudo bem sem ligar para a situação muito. Mas em determinado momento da conversa, a senhora simplesmente fica olhando para B e para nós que olhávamos preocupados para elas, ela já tinha visto que B nos acompanhava e olhou para D por um momento e depois para B, e simplesmente fala que era mãe de B. Tipo, foi um momento meio bizarro e meio emocionante? Só sei que quando eu ouvi isso, olhei pra B com cara de quem estava ouvindo uma fofoca absurda, mas B estava em choque com essa afirmação e não parando a senhora continuou dizendo que podia parecer estranho mas que era verdade, deu seu número para nós e disse seu nome, vamos chamá-la de Karen pois ela tem um pouco da personalidade de uma. Enfim, assim que chegamos em casa ainda meio silenciosos, principalmente B, conversamos sobre o ocorrido, D fala que poderia conversar com um amigo que faz esses testes de DNA para poder ver se realmente era verdade, o que eu duvidei pois honestamente, você acreditaria em uma mulher que você esbarrou sem querer e que diz que é sua mãe? Isso pra mim não faz sentido e parece ser um tipo de golpe, falei isso que por um momento nos fez rir, mas ainda pensativos sobre isso, até B aceitar fazer um teste para comprovar se era verdade, eu via que ela estava nervosa com tudo isso e que apenas queria silêncio, mas também sei que nesses momentos de nervosismo a cabeça dela inventa coisas, então fiquei lá para dar meu apoio a ela.

B a partir daí, passou a conversar com a suposta mãe e falou sobre o teste, ela aceitou confiante dizendo que estava animada para ter sua bebê de volta. Achei fofo no começo, mas lembrando disso agora, sinto ânsia. No dia do teste eu também estava lá, para dar apoio pra ela e tentar amenizar as coisas, o teste demoraria 3 dias, e nesse tempo a senhora queria passar o máximo de tempo possível junto de B, o que me fez ter que passear pra outro canto, já que era um momento de "mãe e filha". Pra deixar claro no começo, nem vi algo ruim nisso, mas atualmente todos os meus alarmes apitam ao lembrar disso, principalmente pelo fato de que B ficou 3 dias sem falar comigo sem que seja sobre sua mãe legal que a apoia em tudo. Eu juro, minha felicidade por ela era imensa na época, pois eu via o quão feliz ela estava ficando com tudo isso, então não dei nenhuma importância para isso na época. Ver B feliz me fazia feliz.

Quando os resultados chegaram, não deu outra a não ser positivo, ela era a mãe de B e tudo o que eu fiz foi sorrir enquanto elas se abraçavam, B quase chorando e Karen sorrindo apenas como se fosse uma vitória, o que era se vermos bem. Naquele mesmo dia, fomos na casa de Karen para comemorar e na festinha, descobrimos que descobriram que J estava grávida, o que deu mais comemoração no dia. Mas um resumo do que foi o primeiro incidente, podemos dizer que sempre que eu tentava ter uma conversa com a Karen, ou ela era indiferente ou passiva-agressiva, mas não só comigo como com J também, porém diferente de mim, ela rebatia a altura e impôs um limite e se afastou daquela mulher assim como D, o que me faz pensar que se eu tivesse agido igual, ela teria me respeitado melhor, ou só teria me respeitado. Não sei, talvez a B me cobraria sobre isso se eu o fizesse.

A partir daí, as coisas começaram a mudar, pois B não tinha mais tempo para nós duas, nem nos dias que eram nossos, pois sempre nesses dias a mãe precisava da ajuda dela ou queria companhia, o que B tinha dificuldades em recusar, usando a desculpa de que precisava compensar o tempo perdido. Olha, eu sempre entendia, eu entendo até hoje que ainda existe nela uma falta materna, principalmente depois da morte de sua mãe adotiva (algo que não citei no começo do relato), mas não consigo deixar o ressentimento, principalmente em quando sempre que e eu e Karen ficávamos sozinhas, ela começava com seus comentários desnecessários e ainda dizia que eu era uma boa diversão pra filha. Com licença? Diversão? E como se não fosse o suficiente, ela me chamava de fase, invalidar a sexualidade de B, invalidar a minha, vez ou outra me chamava de sapatilha, o que eu achava ofensivo pelo tom de deboche que ela usava pra me atacar, e como não fosse o suficiente, logo quando eu ia tentar falar com B, por algum motivo ela não acreditava ou parava para me ouvir, tipo??? Foram 3 anos de relacionamento, quase 10 que nos conhecemos, e o pior é que eu insistia em resolver, o que gerava brigas entre nós e quase nos fez terminar, isso no comecinho quando essa baranga entrou em nossas vidas, mas de um tempo pra cá, venho tentando contar minha versão pra minha namorada, que apenas diz que era brincadeira da mãe e que não foi desse jeito que a velha quis dizer, isso me irritava, mas minha paciência de ouro com ela não acabava e eu amo ela demais, porém ela se irritava e começavamos a brigar novamente, isso várias e várias vezes até hoje em que estou escrevendo isso.

Um detalhe importante, eu contava tudo pra D que já sabia sobre essas coisas de Karen graças a J que o contou do primeiro ocorrido que ela teve com aquela bruxa de Salem. Ele claro, acreditou em mim e tentava conversar com B, porém ela dizia que ia falar comigo sobre isso, mas nada, ela não conversava e agia como se nada tivesse acontecido, ou quase, pois eu sabia que ela queria essa conversa, mas era sempre depois de uma briga nossa e de nos reconciliarmos, ai ela achava que tocar no assunto atrapalharia o momento que estávamos, mas hoje em que eu escrevo foi a gota d'água.

Hoje, chamei B pra uma padaria que nós gostávamos de ir pra jogar as cartas na mesa e finalmente ter uma conversa civilizada, sem maia brigas. Eu já estava bem fria em relação a ela, mas isso era pra disfarçar toda a tristeza que eu sentia e ainda sinto, mas enfim. Ela chega na padaria depois de mim, 2 hora atrasa pois a mamãe precisava de ajuda com suas plantas, que Karen sabia lidar mas queria a atenção que a filha dava sempre que o dia era sobre mim e ela, mas aparentemente ela não pode lidar com cochonilhas sozinha, coisa que ela sabe fazer. Assim que B se senta, a primeira coisa que ela fala é que eu não deveria comer tanto doce (eu estava comendo um croissant de nutella), nem um oi ela me deu, mas bem. Logo após eu ter dando oi e esperar um pouco a sua explicação para seu atraso que eu já sabia o porquê, em seguida, ela explica que supostamente a mãe pediu que a ajudasse com as supostas flores que estavam murchando, perguntei se estavam e ela diz que nem tanto, e seu olhar pra baixo foi bem expressivo, após isso vem o papo das cochonilhas e de uma planta que tinha suas raízes bem apertadas em um vaso que a bonita da Karen sabia que não era pra colocar, apenas chamar a atenção de B, que usa a icônica frase "Ela é minha mãe, apenas quer compensar o tempo perdido", mas ficou pior quando ela usou um apelido carinhoso que ela usava comigo. Mas sério, essa mulher teve os últimos 26 anos para ir atrás dela, e elas só se conheceram porque estavam no mesmo mercado e se esbarraram. Se não fosse por isso, sabe se lá quando essa mulher iria criar interesse em conhecer B. Pode ter sido pesado essa frase, mas experimenta ser a segunda opção no próprio relacionamento e chorar de saudade por que o seu parceiro não falou com você o dia todo e a desculpa foi que ela estava se divertindo tendo um dia das garotas com a mãe, isso no dia que vocês teriam o seu dia das garotas. É horrível isso e eu não desejo isso para ninguém. Mas claro, a culpa não é da Karen que a chama sempre nesses dias que são nossos, sabendo muito bem disso, mas a bruxa se faz de louca. Logo ela diz que sua mãe é apenas esquecida das coisas e eu quase corrigi ela dizendo realmente que esquecida não, apenas manipuladora, porém me contive pois não seria elegante da minha parte. Sim, ela disse isso e já aumentando um pouco o tom da voz, e isso já foi um sinal que brigariamos, mas acho que não notei. Ela continua, e argumenta o quanto que eu a apoiei nessa parte onde a mãe dela chega e eu digo para ela se aproximar mais daquela mulher, mas era claro que eu faria isso, não quero expor muito a B, mas ver pela primeira vez a mãe biológica é de fuder. Mas enquanto eu falava isso, comentei que não estava sendo amarga por causa dela, mesmo que ela não gostasse de mim e foi nesse momento que a B me interrompeu e falou que aquela barata em corpo humano gosta de mim. A minha pika de noventa quilômetros que essa Karen gosta de mim B, ela fecha a cara sempre que eu estou ao seu lado, quando você vai entender isso?? Sei que eu tô fugindo um pouco da história, talvez tudo esteja confuso, mas tudo isso faz parte da história. Continuando, eu perguntei se, diante de tudo o que eu falei para ela, porque, eu tentei relatar tudo para ela, mesmo que ela brigasse comigo no final, ela já tinha conhecimento disso de certa forma, apenas não acreditava e eu já estava sentindo algo ruim vindo, me perguntando o por que de eu ter insistido de novo, pois naquela altura já, eu já estava pensando em pedir um tempo, mas aí, foi quando veio o pior, ao menos na minha perspectiva. Ela me acusando de gostar das brigas que tivemos, que eu a chamei ali apenas pra isso. Eu não sei se ela queria, mas me machucou profundamente, me perguntei também se na cabeça dela, ela havia invertido os papéis, até porque, ela quem começava a brigar no começo. Disse em resposta que quem estava gostando de toda essa situação era ela, que estava cega para o fato de que a mãe estava interferindo em nosso relacionamento e que nem sabia mais se ela se importava de estarmos afastadas, foi aí que ela fala que a Karen implicar comigo e que eu, por algum motivo, não dei mais nenhuma chance pra ela e que ela provavelmente me adora, ou seja, nem ela tem certeza mas quer parecer que tem, mas vejamos, eu relato tudo com D e J, pois como foi dito, a bruaca velha foi tentar atacar primeiro a J, mas deu no que deu e eu sou o alvo agora, J e D tentam até conversar com B, mas ela nunca, nunca fez nada mesmo até eles falando, e eles são a família dela. De qualquer forma, foi enquanto eu começava a arrumar minhas coisas para ir embora, falando sobre que a Karen gostava tanto de mim que já me disse que eu não passava de uma fasezinha e que logo B iria se cansar de mim, isso com uma vontade de chorar, ainda mais quando ela disse que eu estava mentindo e que a mãe nunca diria uma coisa dessa, junto de um olhar confuso me vendo arrumar minhas coisas. Chegou um momento em que ela me questiona o por que de estarmos brigando quando minha intenção era resolver as coisas, fiquei chocada com isso depois de tantas tentativas e o nada vir novamente, pergunto para ela como ela consegue perguntar algo que estava bem na frente dela, pois eu sei que ela sabia a resposta para a própria pergunta dela. Eu me levanto indignada e começo a sair enquanto ela me chama dizendo que também está farta de tudo isso e que não precisamos brigar. Eu sei que não, mas ela parece que insistia nisso pois era ela quem sempre começava as brigas, e isso de um momento pra cá me fez começar a brigar também. Eu sei que não é o melhor jeito, mas eu estava desesperada para uma solução, e não é como se eu não tivesse tentado nada, então falei que isso tudo vai acabar de uma vez hoje mesmo. Mas aí ela vem com a acusação da provável mentira da Karen, dizendo que sou eu quem vive agredindo aquela mulher, mas vendo o quão ofendida eu fiquei e me dirigindo para fora da padaria, ela diz que não queria dizer aquilo mas nem se mexeu pra vir atrás de mim, apenas deixando eu sair e andar pela rua. Na hora, não falei que eu queria um tempo, mas eu sabia que faria isso no mesmo dia, e um tempo pode não parecer grande coisa mas eu sinceramente não quero terminar, mas apenas faria isso se ela continuasse assim nesse tempo, coisas que eu tô torcendo para que não aconteça, caso ao contrário, não vou mais me deixar desgastar por causa disso, acabaria e pronto.

Pensando nisso, ela vem pra rua gritando meu nome e correndo pra me segurar, especificamente agarrando meu pulso, o que doeu um pouco. B diz para conversarmos melhor e pra eu a escutar, que só precisa disso e fez isso me chamando de amor, e novamente isso doeu em mim igual o aperto no pulso, ela falou aquilo isso claramente ansiosa, mas nesse ponto, não quero mais saber pois das brigas que tivemos teve vezes que ela falou isso, e não deixaria mais uma vir, falei isso puxando meu braço para que ela me solte, e naquela hora eu sabia que eu pediria o tempo e foi o que eu fiz, disse que precisava de um tempo sozinha para pensar melhor e essas coisas ai, isso me segurando ainda pra não chorar, principalmente com a aflição em seus olhos. A B nota meu quase choro e pede para eu não chorar mas eu me afasto dela, repetindo que eu quero um tempo e que precisamos disso. Porém ela ainda não entendendo, pergunta o que eu queria dizer com aquilo e eu específico um tempo separadas, pois só assim ao meu ver para ela enxergar o quanto a Karen deteriorou nosso relacionamento, para ver se ainda estava a mulher que eu amo e que não trocaria 3 anos por 5 meses, ai eu me virei e fui embora. Me odiei um pouco, bastante pra ser sincera, já que desejei que ela viesse atrás de mim e tivesse um choque de realidade após entender. Ela não veio atrás de mim.

Agora estou aqui chorando enquanto escrevo isso em busca de ajuda na internet.

Por favor, apenas não sei mais o que fazer, existe alguém aí com algum conselho?"
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Fiz a postagem, fechei a aba do reddit e depois o notebook e cai deitada na minha cama, chorando de cansaço pois já me encontro no meu limite em ter que suportar tudo isso. Não é bom, é horrível e eu tô odiando isso, já tive meu coração partido uma vez e eu não quero isso de novo, nem fudendo. Que droga cara...

Estava tudo tão bem, em todos esses 3 anos nenhum grande problema como esse veio, a gente sabia resolver as coisas conversando, a gente... Sempre que algo acontecia e nos incomodava, sempre era seguro uma de nós chegar na outra pra conversar sobre e resolver tudo, agora eu tenho é insegurança de apenas mandar uma mensagem pra ela... A que ponto chegamos...

Bea sempre foi a pessoa que mais me compreendia, mais me escutava, mais me apoiava e agora... Parece que está me deixando de lado... Droga, que ódio! Eu simplesmente não consigo parar de chorar...

O que mudou cara? Eu errei em algo nesse tempo? Se errei me fala que eu me desculpo com você! Apenas se você me ouvir até o final tudo o que eu tentei te dizer, eu juro que é verdade, por que eu mentiria pra você? Você sabe que eu não sou assim Bea, nunca mentiria pra você na intenção de te machucar!... Isso tudo, realmente tá valendo a pena?

Não sei mais, são apenas muitos pensamentos agora e eu não sei mais se tudo isso tá valendo a pena quando o resultado tá sendo o mesmo, brigas e brigas, cujo final sou eu com a mente exausta de tudo isso é do que ela simplesmente não faz. Eu estou cansada de ficar cansada disso tudo, Bea, por favor, vem até mim dizendo que quer meu perdão e que se arrepende de tudo, diz que me ama de novo como não vem fazendo amor, não faz o que ele fez, não parte meu coração, para de me machucar...

...Quando eu vi, dormi de tanto chorar, chorei tanto que de exaustão eu desliguei e dormi...

Vale a pena continuar?

A primeira grande briga nossa doeu, mas a primeira sobre esse assunto, doeu 4 vezes mais e as seguidas mais e mais consecutivamente, eu acabei de acordar e sinto esse aperto no peito, fruto dessa dúvida. Vale a pena continuar com a Bea? Faz 5 meses desde tudo isso e me encontro no meu limite, preciso de um descanso...

Me pergunto, após esse tempo que estamos tendo, algo vai mudar? Bem... Se for para pior, não poderei continuar, se for para melhor, só acho que poderei sentir alívio, aí tudo iria se consertar... Mas ainda tem o se continuar como está, acho que também não me sinto apta para continuar com esse relacionamento, mesmo amando a Bea... Preciso cuidar de mim também...

Continua...