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Fandom:
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Characters:
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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2025-05-13
Words:
937
Chapters:
1/1
Kudos:
19
Hits:
154

Curiosidade

Summary:

Regulus observa Severo sem entender o motivo.

Notes:

Não sou escritora fiz isso amando da psicóloga e foi corrigida pelo chatgbt, a música que eu recomendaria vocês ao ver enquanto lê é Killing me softly do fugges

Work Text:

Regulus Black era sangue-puro. Foi criado como tal por sua família, junto com todas as suas ideologias extremas sobre pureza de sangue.

Ele não diria que odiava os trouxas, os "sangue-ruins" ou os mestiços. Na verdade, eles simplesmente não existiam em seu mundo. Eram uma escória que ele não permitiria que o sujasse com seu sangue impuro.

Em Hogwarts, era presumível que ele os atacasse, mas eles não valiam seu tempo. Na verdade, não valiam nada. Eram como mosquitos.

Então, Regulus seguia sua vida sem se associar com nenhum deles.

Por isso mesmo, ele não entendia o motivo de estar tão obcecado por aquele meio-sangue. Claro que sabia da existência dele - sendo da Sonserina, era praticamente impossível não saber.

Severo, o único mestiço da casa, era difícil de ignorar: amigo de uma sangue-ruim da Grifinória, alvo das "brincadeiras" dos Marotos, com aquela aparência esquisita e suas roupas de segunda mão...

Era difícil não perceber ele.

Mas para Regulus, não havia motivo algum para notá-lo. Por isso mesmo, não entendia por que estava há dias o observando. Não queria fazer isso. Aquilo o envergonhava. Na verdade, ele estava se desprezando por dar tanta atenção a um "ninguém".

Era ridículo, mas ainda assim, não conseguia tirar os olhos dele - que agora estava na biblioteca, em uma mesa afastada, estudando, com os cabelos lisos e oleosos caindo pelo rosto. Regulus o observava por uma fresta da estante.

Ele pensava nas possibilidades de por que estava tão curioso. Talvez fosse porque Severo, que antes sempre tentava se encaixar entre os sangue-puros, agora havia desistido. Depois de tudo que os Marotos fizeram, o assediando, ele simplesmente parou. Mas não era só isso.

Regulus ouvira dizer que ele chamara sua amiga de sangue-ruim - e desde então, os dois não se falavam mais, apesar de Severo insistir no perdão.

Ele havia mudado. E isso era estranho.

Eles nunca foram próximos, mas sempre estavam por perto um do outro, por causa dos colegas em comum. Ainda assim, era como se fossem invisíveis entre si. E realmente eram.

Então, por que caralhos Regulus estava ali o observando?

Severo não era um garoto atraente. Era feio. Tinha o nariz grande e torto, a boca fina e a pele pálida como a de um cadáver. Mas havia algo - algo que Regulus odiava admitir - que era inegável: seus olhos.

Seus olhos eram hipnotizantes, escuros como a mistura entre roxo e preto, ligeiramente puxados.

Olhos que diziam tudo sem precisar da boca. Ele podia até sorrir para você - mas os olhos, os olhos mostravam desprezo.

Regulus, perdido em seu monólogo interno, nem percebeu quando Severo saiu da mesa.

---

Severo, por outro lado, já tinha notado o olhar insistente de Regulus há dias. Era difícil não perceber quando alguém o encarava como um maldito psicopata.

- Por que ele tá me olhando? Ele tem problema? - pensava.
Por que o garoto intocável o encarava daquele jeito?

Era Regulus Black. Irmão do Sirius Black - o mesmo que o infernizava todos os dias. E também conhecido como o "príncipe da Sonserina", o que Severo achava particularmente ridículo, mas enfim.

Severo não tinha grandes opiniões sobre ele. Era só mais um sangue-puro mimado, como todos os outros.

E, depois de perder sua melhor amiga, não fazia mais questão de se importar com esse tipo de gente. Já não tinha medo. E por não ter mais, decidiu que iria questionar.

Caminhou até ele. Regulus parecia perdido nos próprios pensamentos, mas Severo não se importou.

- Por que você está me observando?

Regulus só então percebeu que Severo já não estava mais na mesa - estava ali, na sua frente, exigindo uma resposta.

Que ousadia era aquela? Como ele tinha coragem de se dirigir a alguém como ele?

- O gato comeu sua língua? - Severo provocou, impaciente com o silêncio.

- Estou apenas me perguntando o motivo de um sangue-ruim estar dirigindo a palavra a mim - respondeu Regulus, atordoado com a audácia do outro, mas ainda mais curioso.

- Bom, me diz você: o que está fazendo me observando como um psicopata, se eu sou só um sangue-ruim?

Severo também não entendia o motivo daquele interesse repentino. Regulus nunca havia sequer olhado na cara dele quando estavam entre os colegas da Sonserina. Então por que agora?

Regulus podia escolher não responder, mas quis. Não exatamente a verdade - mas um motivo.

- Estava apenas me perguntando por que você está sempre sozinho, agora que parece ter ganhado alguma aprovação dos seus colegas... ou melhor, ex-colegas.

Severo se perguntou por que diabos aquilo o incomodava. Mas quer saber? Foda-se. Ia responder.

Se ferrasse tudo, azar. Não tinha mais nada a perder.

- Me pergunto por que isso seria da sua conta, mas tudo bem, vou te responder: estou sozinho porque não faço mais questão de me encaixar com o seu tipo de gente. Porque, mesmo tentando, eu nunca seria um de vocês. Então me retirei. Satisfeito?

- Foi por causa da sua amiga? Aquela sangue-ruim?

Regulus estava sinceramente curioso agora. Severo trocara de lado - e tão de repente.

- Em parte, sim. Perdi a pessoa que mais me importava tentando ser parte de algo que nunca me aceitaria.

Ele não se isentava da culpa. Sabia que estava errado. Mas aquele acontecimento fez com que percebesse: não era muito diferente dela. Nunca seria um sangue-puro. Então todo aquele esforço... não valia mais a pena.

- Bom, consegui sanar suas dúvidas?

- Não. Só fiquei mais curioso.

Severo sorriu - um sorriso meio falso, meio divertido.

- Bom, não posso fazer nada quanto a isso. E vê se para de me encarar como um doido - disse, virando as costas e indo embora.

E Regulus... Regulus ficou ainda mais intrigado. Ainda mais interessado. Ainda mais curioso.