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Fandom:
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Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2025-05-13
Words:
571
Chapters:
1/1
Kudos:
34
Bookmarks:
2
Hits:
167

Seu

Summary:

Seu

Notes:

Não sou escritora e blablabla

Work Text:

Regulus Black estava se perguntando como havia chegado ali, com Severo em cima do seu peito. Como havia passado de um garoto preconceituoso para alguém que agora dormia com homens.

Se fosse uma pessoa romântica, diria que foi por amor — mas ele sabia que não tinha sido isso. Foi um desejo que começou pequeno, como ao observar Severo preparando suas poções, reparando em suas mãos.

Mas esse desejo cresceu, a ponto de ele começar a segui-lo escondido por Hogwarts, olhando para ele como se fosse a porra de Jesus (Severo havia explicado sobre o mundo trouxa para ele).

Então Regulus decidiu ser seu salvador. Estava sempre por perto para “protegê-lo” dos Marotos — embora, sejamos sinceros, ele não precisasse. Severo conseguia lidar com eles perfeitamente bem. Mas Regulus queria ajudar, queria se fazer presente na vida dele, além das aulas que Severo lhe dava. E era injusto: quatro contra um. Quando colegas da própria casa o insultavam por ser mestiço, Regulus resolvia isso às escondidas.

Afinal, quem mexia com seu Severo não merecia existir.

Regulus tinha sido um deles um dia, mas hoje olhava para trás e percebia o quanto havia sido idiota por não enxergar o quão especial Severo era, mesmo com seu "estado sanguíneo".

Então, ele o conquistou aos poucos. Fez-se presente em sua vida, entrou tanto que fez Severo precisar dele. Difícil imaginar, não é? Severo precisar de alguém além de Lily Evans? Mas agora, nem dela ele precisava mais — porque Regulus estava ali. E não deixaria ninguém tirá-lo de si.

Mesmo que, para isso, precisasse matar alguém. Porque ele era seu. E isso nunca ia mudar.

---

 

Severo não era uma princesa que precisava ser resgatada. Sabia se defender perfeitamente bem.

Mas quando Regulus Black apareceu com o que devia ser sua capa branca e espada, ele chegou com uma capa preta — e não precisava de espada, como nos contos trouxas antigos que sua mãe lia para ele.

E Severo não se importou em ser salvo.

Mas também não era idiota, pelo amor de Deus. Talvez, se fosse mais ingênuo ou bobo, não teria percebido o que Regulus queria. Mas percebeu. E não se importou.

Se aquilo o fazia se sentir importante, redimido... tudo bem fingir.

Severo sabia — reconhecia nos olhos dele — aquela escuridão, aquele brilho obsessivo. No começo não era assim. Mas foi crescendo com o tempo (quem diria que dar aulas pra ele daria nisso...).

Só que Regulus não foi o único a agir. Severo se colocava, muitas vezes, em situações só para ser salvo por ele.

Por quê?

Porque o motivo pelo qual Severo começou a dar aulas — mesmo odiando quase todo mundo, menos Lily — foi Regulus.

A obsessão de Regulus começou quando a de Severo já estava formada. Ele o achava intrigante.

Se encantou com sua postura, com o jeito que parecia não se importar com ninguém — nem mesmo com o próprio irmão.

E então quis ser o único a importar. Aquele que matava e morria por ele.

O único que realmente importa no final de tudo. Então deixou que ele acreditasse que podia salvá-lo, para que se sentisse útil.

E Severo o amava pra caralho. Tanto que doía passar um dia sem vê-lo. Amava o esforço que ele fez para tê-lo. Amava sua devoção. Como se não conseguisse respirar sem ele — e Severo sentia o mesmo.

Por isso, deitado em seu peito, pensava que talvez valesse, sim, a pena ser a princesa da torre.