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Cervo

Summary:

Stiles Stilinski não era a primeira, e nem seria a última, coisa estranha da pequena cidade.
Ele sente demais e normalmente, apesar de irritante, sabe demais. Há um senso comum sobre o sobrenatural: Você teme o desconhecido e mantém uma distância segura.

Claro, isso servia para pessoas normais.

Stilinski não era normal. Ele não teme o que deveria ser desconhecido, embora talvez, o sobrenatural nunca foi desconhecido para ele.

OU

Stiles tem segredos e camadas. Eles, um por um, começam a perceber.

Chapter 1: Derek

Chapter Text

 

 Há 60 espécies de cervos ao redor do mundo; ele descobriu aos 14 anos. Cada um com suas características específicas: Um cervo europeu (Cervus elaphus.) tinha chifres grandes e ramificados, com 1,5m de altura e vivia nas florestas e campos.

 

 Cervos asiáticos (Cervus timorensis) tinham chifres menores e mais simples, além de sua estatura medindo 1,3m de altura; seus habitats se seguiram para florestas e savanas.

 

 Há outros deles, como o cervo-do-ártico, cervos Muntjacs (Muntiacinae), cervos aquáticos (Hydropotina E), cervos de Cauda Branca (Carolina), e outras variedades.

 

  Ainda aos 14 anos, ele descobriu que os chifres eram feitos de ossos e cresciam anualmente. Eles poderiam ser usados ​​para alavancagem, autodefesa, intimidação, comunicação e proteção. Os animais pequenos os usavam livremente; seja para ajudar-los a subir ou um pouso de descanso.

 

Aos 15 anos, ele viu esses mesmos chifres ramificados cravados no abdômen de um caçador desonesto. 

 

 A lua -quase cheia- ilumina a clareira e a pintura sangrenta no bosque. Os olhos opacos que antes eram gananciosos estavam vazios, registros de dor nas bordas. 

 O animal se moveu, sua cabeça balançando junto com o corpo plácido. Jorros do líquido vermelho vibrante caiam sobre as folhas verdes e rosas brancas. E, de um jeito mórbido, era lindo. Maravilhosamente lindo.

 

Chegando perto, agarrando fortemente ao cadáver e cuidadosamente o retirando dos chifres sagrados, ele ajudou o cervo a tirar aquele peso morto. 

 O frio de suas mãos cessaram quando o corpo caiu no chão, sendo recebido pelo calor agradável quando o animal se inclinou ao toque.

 

– Isso não está irritando seus olhos, está? – Era lindo. Era errado. Parecia divino à luz da lua. Aquele sangue podre de um homem era nojento em pele imaculada.

 O sangue escorria de seus chifres e escorregaram para sua cabeça como uma sombra. – Posso limpar, se você quiser. 

 

 Seus olhos eram tão extensos quanto o céu noturno; estrelas e galáxias dançavam em suas íris. Então ele piscou, uma e duas vezes, antes de se mover lentamente e correr floresta adentro.

 

– Quem irá lidar com o corpo? – Seu tio, Peter, disse parado ao seu lado, olhando fixamente para o cadáver. 

 

– Você e Laura. 

 

- Porque você fica com a diversão de ajudar nosso pequeno amigo e nós ficamos com a parte desconfortável? 

 

– Eles sentem o cheiro da admiração, talvez você deveria se importar mais com eles. 

 

– Ele sentiu o cheiro da sua obsessão. 

 

Ele lhe devolveu um encolher de ombros. Não importa; obsessão ou não, a tarefa de aprender e entender era satisfatória. 

 

"Eles também podem significar um sinal de vingança. Não se esqueça disso, Derek." seu tio lhe disse, momentos depois de esconderem o corpo. 

 

Era verdade. 

 

Porque sua família pegou fogo; seus cabelos chamuscados, peles enrugadas pelas chamas e seus olhos derreteram. Ele ainda podia ouvir o som de garras tentando forçar a parede, gritos para ouvidos surdos e apelos para um Deus que nem sabiam se existia. 

 

 O cervo estava na porta da frente. Sem chifres e sua cabeça separada do corpo. 

 

Seus olhos acompanhavam abertos e dessa vez, estavam tão vazios quanto os do caçador. 

 

____________________

 

O filho do xerife, Stiles Stilinski, o lembrava de um cervo. Um filhote de cervo, sendo objetivo. 

 

 Ele não poderia contar nos dedos, nem se usasse as duas mãos, as vezes que o garoto tropeçou em tudo e qualquer coisa. Foi uma surpresa que ele não tenha caído mais algumas vezes do que realmente caiu. 

 

E não o faça falar dos olhos .

 

Os olhos cor de Whisky, quase dourados à luz do Sol, se arregalaram momentaneamente sempre que via ele ou outros lobisomens; sempre acompanhado por um registro no ambiente. 

 

 Isaac Lahey, um dos recém-transformados, comentou uma vez zombeteiramente que Stiles parecia um cervo nos faróis; sempre parecendo procurar uma rota de fuga.

 

O nome facilmente pegou. Érica começou a chamá-lo de Bambi . 

 

Claro, foi algo para criar algum tipo de intriga, porque mesmo que Scott estivesse finalmente em bons termos com eles, Stiles era algo indefinido. O humano não fazia parte do seu grupo desorganizado, mas também não passava tanto tempo com McCall; junte isso ao fato dele detestar caçadores. Amigo ? Não. Definitivamente não. Inimigo ? Estranhamente, não. Eles nem poderiam considerar pensar em “membro do bando” antes que alguém revirasse os olhos. Então, mesmo que isso fosse um meio para conseguir uma reação, eles não tiveram o que esperaram depois da primeira vez que Stiles ouviu o apelido. 

 

Foi um momento desconfortável, mas o apelido foi aparentemente abraçado pelo humano depois da terceira vez. 

 

Derek jura que via diversão nos olhos castanhos toda vez que alguém o chamava assim. Ele não pode deixar de pensar se está perdendo algo