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O dia em que um Paraense entrou em um Isekai

Summary:

Uma bela tarde alguns anos atrás, resolvi assistir um vídeo do canal "Engine Lobo", onde o youtuber cria um Isekai e adiciona as sugestões dos inscritos para desenvolver a história da forma mais cômica possível. Então, eu tive a brilhante ideia de fazer uma história de Isekai da mesma forma, só que os meus amigos que me dão as sugestões de palavras para completar a história. Veremos então como o nosso protagonista lida com todos os problemas dessa terra mística.

Notes:

Eu já tenho alguns capítulos escritos, então eu decidi compartilhar esse pneu em chamas que é a minha história sendo as palavras pedidas:
1- Número de 25 a 40
2- Nome brasileiro
3- Sobrenome brasileiro
4- Profissão
5- Cor 1
6- Meme brasileiro
7- Cor 2
8- Cor 3
9- Palavra em inglês
10- Nome de velho brasileiro
11- Objeto
12- Palavrão family friendly
13- Cidade pequena do Brasil
14- Cor 4
15- Animal brasileiro
16- Nome de Remédio
17- Nome de Remédio 2
18- Adjetivo
19- Flor
20- Parte do corpo
21- Cidade grande do Brasil

Enfim, espero que quem estiver lendo isso se divirta tanto, ou até mais, que eu enquanto me mato de pensar no plot deste desastre.

Chapter 1: Episódio 1: Velozes e Atropelados

Chapter Text

Era uma manhã de 37 graus. Muita chuva, para aliviar o estresse. O jovem Adriano Clark Kent era um rapaz comum de Belém, que, além de ser um adulto para facilitar a narrativa, trabalhava como advogado profissional. Como todo brasileiro normal, Adriano possuía olhos e cabelos de cor roxo e assistia desenho japonês nas horas vagas, que nem eram tantas assim para ser sincera. Todos os dias de sua vida eram muito regulares, o que o deixava entediado na maior parte do tempo.

- ÉGUA do povo chato! Treinar estagiário é f0d@!- Exclamou Adriano, após mais um dia chato de trabalho. Tudo o que ele mais queria era chegar em casa para receber sua tão aguardada encomenda, pedida num site “nada suspeito” de itens de … bruxaria? Nem o próprio protagonista entende isso.

Porém, assim como todo protagonista de Isekai, mal sabia ele que sua encomenda chegaria muito mais cedo do que ele esperava. Muito mas MUITO mais cedo mesmo. Uma vez que ninguém em Belém consegue dirigir na chuva, muito menos dar a seta. Assim, o caminhão do Sedex o atinge em alta velocidade. Em seu leito de morte, Adriano não pensou em nada mais do que no fato de, pelo menos agora, não precisar mais pagar as contas de casa e nem treinar estagiários no dia seguinte. Proferindo, no fundo de sua mente, as palavras: Hue Hue.

Infelizmente, ele era o protagonista de sua própria história. E é então que Adriano abre os olhos e se vê em uma sala com piso xadrez genérico e um infinito fundo preto. E no centro desta sala, uma mulher, com olhos amarelos e cabelos roxos.

Adriano já sabia do que se tratava.

- Isso não é um Isekai não né? - Perguntou Adriano

- Sim, e muito obrigada por facilitar meu trabalho, oh nobre herói! - Disse a mulher, ajudando o coitado que ainda estava estirado no chão, cheio de sangue. - Meu nome é Fracture e sou a deusa dos heróis de Isekais. Meu dever é levá-los para suas respectivas histórias para que suas lendas sejam cumpridas, o que é o seu caso.

- Pera como? Tem uma lenda sobre mim?

- Claro, você acha mesmo que aquele caminhão não iria te matar se não tivesse? A lenda diz que o lendário herói da arma mística iria chegar para destronar o maligno mandante do reino de Solarium, o tirânico Raimundo Segundo!

Sem hesitar, Fracture conjurou a encomenda de Adriano para que ele pudesse a utilizar em batalha. Adriano nem pensou duas vezes antes de abrir sua encomenda mágica para exibi-la para os leitores. E sua arma seria o estilete encantado.

Com a arma em mãos, Adriano é imediatamente teleportado para uma colina que dava de frente para o reino que deveria ser protegido.

- Então esse é o reino circular existente em todos os animes medievais, né? - Indagou o protagonista - E só por curiosidade, por que diacho eu tô parecendo uns 20 anos mais novo do que eu realmente sou?

- Porque você está em um anime, Droga. - Respondeu a deusa, agora em forma de uma voz na cabeça de Adriano.

- Ata.

- Siga em frente para o reino de Belém.

- Égua, mas eu já tava lá! Tem certeza que eu saí do Brasil, moça?

-Sim, só vai.

De repente um grito estridente começa ecoar das profundezas da floresta genérica número 1. Adriano rapidamente corre em direção do grito, como tipicamente os protagonistas fazem. Quando ele chegou e viu uma jovem de cabelos e olhos laranja junto de um outro jovem de aparência parecida. Eles estavam gritando justamente por serem atacados por uma onça gigante.

Adriano então se coloca na frente dos dois, afinal não tinha como dois adolescentes saírem correndo por conta própria quando o protagonista está bem do lado deles para os proteger, não é mesmo?

- Grite o nome de sua arma para ativá-la! - Avisou a deusa.

- ESTILETE ENCANTADO!!!! - Gritou nosso herói, fazendo com que sua arma brilhasse. Então, um raio é invocado, acertando a cabeça da onça em cheio, a nocauteando.

Quando se levantaram para ver do que o brilho se tratava, os jovens se encaravam incrédulos.

- Não pode ser! Então você é o herói que as lendas mencionam? - A menina disse, ajudando o outro a levantar.

- Olha eu ACHO que sim, mas só para garantir poderia me dizer o que exatamente diz nessas lendas aí? E quem são vocês? - Pergunta Adriano, já estressado por ter que lidar com adolescentes até em outros mundos.

- Eu sou Triancinolona Acetonida, princesa regente do reino de Belém. Aquele é o meu irmão Rivotril. Sobre as lendas, elas dizem que, um dia, um homem escolhido pelo lendário estilete libertaria o reino de Solarium, matando seu tirano usurpador.

- Ah tá, muito bem. Mas por qual razão real os dois estão no meio da floresta e não no castelo?

Os regentes então olham cabisbaixos para o chão e, antes de conseguirem sequer explicar sua situação, são interrompidos por uma explosão espalhafatosa no fundo.

- Foi exatamente por isso - Disse Rivotril, olhando para trás com pena - O reino está sendo atacado por um dos doze regentes de Solarium. O nosso pai…

- Não passou de um mero contratempo, uma pedrinha no caminho - Um jovem vendado caminhava de forma veloz em direção ao grupo - Sou Crisântemo, o oitavo na sucessão de Solarium.

- Égua, não! - Comentou Adriano enquanto uma música de boss fight começava a tocar - EU NÃO VOU LUTAR CONTRA UM PIRRALHO CEGO QUE NÃO DEVE TER MAIS DE 16 ANOS!

-SIM VOCÊ VAI! - Gritou de volta Fracture - DERROTE-O AGORA!

- ME ERRA FRACTURE!!!

Crisântemo franziu o cenho, como se tivesse lendo os pensamentos do nosso protagonista (e ele estava mesmo). Descobrindo a presença da deusa na cabeça de Adriano, Crisântemo decidiu que usaria essas informações a seu favor.

- Então… você é o lendário herói do estilete encantado? Isso explica a imensa idiotice típica de um personagem principal. A Fracture pode até acreditar que você seja o suficiente para parar a mim e a meus irmãos de ajudar nosso pai, mas isso não quer dizer que…

- AHHHHHHHHHHHHHHHHH VÁ CAPA O GATO FILHO DUMA ÉGUA!!!!! ESTILETE MÁGICO, VAAAAAAAAAAAI!!! - Gritou Adriano, já sem paciência para lidar com a situação.

Por não ter esperado tal ação, Crisântemo foi acertado com um raio na cabeça, caindo no chão desacordado e machucando o seu fêmur no processo.

- Égua, homi! Tô começando a achar que essa arma tem muito mais poder do que o previsto - Comentou Rivotril - Qual exatamente era a constelação protetora daquela coisa?

- Nem sei, mas eu não vou querer levar uma pisa desse homem. De qualquer forma, o que fazemos com ele? - Perguntou Triancinolona se referindo a Crisântemo, ainda agonizando no chão - O que a Fracture disse para fazermos?

- Bem… - Começou Adriano assim que se acalmou - Primeiramente, acho que agora somos uma equipe. - Respondeu amargamente - E, em segundo, temos que achar uma forma de libertá-lo do controle de Raimundo.

- Tirar do controle?

- Sim, aparentemente a bagunça é a seguinte: O filho da égua do pai deles utiliza uma certa “magia de controle” da constelação de Pastor, que lhe permite manipular e controlar todos aqueles marcados por ela. - Disse Adriano exibindo a marca da magia de controle no pescoço do desacordado - Mesmo que não concordem, seus filhos são forçados a lhe servir.

- Mas como pode um pai fazer uma coisa dessas com seus próprios filhos? Que tipo de pai faria uma atrocidade dessas? - Rivotril pergunta indignado.

- O mesmo tipo que fez uma elite guerreira com seus doze filhos para matar seus oponentes, talvez? - Respondeu Triancinolona.

- Tá tá. E como libertamos ele, Fracture? - Perguntou o irmão.

- Removendo a marca de seu corpo. Porém, não existe uma técnica conhecida para tal atividade - Respondeu a deusa, se projetando ao lado do grupo recém formado - Entretanto, existe um lugar onde se reúnem muitos conhecimentos e estudiosos e, por tanto, lá encontraremos uma resposta.

Todos olham incrédulos para a divindade perante eles, quase sem acreditar na tamanha conveniência que é dela teleportar pessoas entre diferentes universos mas não sabe de uma cura para uma magia que mais parecia uma maldição.

- Muito bem, para onde vamos exatamente então? - Perguntou Adriano enquanto amarrava Crisântemo com a corda mais forte que pudesse usar.

- Acredito que ela esteja se referindo às ruínas de São Paulo. Mas elas ficam muito longe - Rivotril comentou

- Por isso, recomendo que vocês partam o mais cedo possível - Explicou Fracture em toda sua elegância divina

“Não acredito que eu vou ter que treinar estagiários até em outro mundo” reclamou mentalmente Adriano “Mas já que eu não tenho escolha, que assim seja”

Então, com o grupo formado e suplementos coletados, nossos heróis seguem jornada para encontrar as ruínas de São Paulo para resolverem seus problemas e libertar Crisântemo e seus irmãos. Mas será que eles vão conseguir? Será que nosso protagonista conseguirá mais paciência para lidar com jovens aliados? Será que o tirano maligno irá permitir que seus planos sejam estragados? Será que a autora vai ter a coragem e o tempo para continuar com esse formato de contação de história? Isso só o tempo responderá.

Continua no próximo episódio…