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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2025-08-14
Updated:
2025-08-14
Words:
1,350
Chapters:
1/?
Kudos:
1
Hits:
31

Xamêgo (Ai que xamêgo bom)

Summary:

Universo alternativo-tempos modernos
Bando de Josué é gangue inspirada nos cangaceiro. No beta die like Zé do bode.

Notes:

Obrigado por ler! essa minha primeira fanfic sobre guerreiros do sol, e eu acredito que seja a primeira fanfic de guerreiros do Sol nesse site. Eu estou muito feliz de poder apresentar ela para o público e sei que vou continuar a atualiza-la.
muito obrigado por ler.

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: "qual teu nome, caba?"

Chapter Text

Hidelbrando senta naquele montinho de barro, ele não tem nada perder. ele tem 39 anos, seu pai morreu, não tem contato com sua mãe faz anos, não teve esposa, não teve filhos (de que saiba), não tem dinheiro, não tem trabalho, não tem nada. Ele está sentado alí faz dois dias, sem água, sem comida, sem chuva, só sol. Hidelbrando não tem esperança, ele só espera a morte. Mas umas maldições chegaram antes da morte chegar.
Cangaceiros?
Um deles, um feio, todos são feios mas esse é mais, estranho, cheirando fortemente a gasolina, aponta sua arma para a cabeça de Hildebrando, ele fala com grosseria, sotaque forte de paraíbano "o que djabo tu tá fazendo aqui, fi de rapariga? Pensa que tá fazendo o que?". Hidelbrando não responde de uma vez, ele percebe o som de duas outras armas sendo recarregadas, ele respira fundo e solta lentamente "tô fazendo nada não, mas pode atirar". Após de alguns segundos, uma voz gentil, um leve sotaque maranhense misturado com paraibano, não tão grossa murmura para os outros "cangaceiros", "bora levar ele pra Pente fino, ele pode ser útil".
A próxima coisa que Hidelbrando sente é suas mãos sendo atadas e seu rosto sendo coberto por um saco de pano marrom. Após alguns minutos (e muitos tropeços), eles colocam Hildebrando pra sentar e tiram o pano de sua cara, restando somente as mãos por trás das costas.
Um moço magro, uns 45-47 anos, com um bigode e um chapel lampião em sua cabeça, ele segura uma faca e está sentando na frente de Hildebrando, o lugar onde ele está é grande mas escuro, mesmo sendo dia. O moço fala com um sotaque alagoense, olhando pra faca em sua mão, sem parecer que liga pra existência de Hildebrando "tu é de onde?", Hildebrando olha envolta, tem mais 4 pessoas com chapéis de lampião por trás dele, o mesmo homem que cheirava a posto de gasolina, um moço de óculos e barba, um homem gordinho que deveria ter uns 56 anos, e um homem muito bonito de barba. ele olha novamente para o homem a sua frente e fala, sem muita esperança, mas querendo viver "sou de Paz é Boa, mais pra cima de Flor-de-maio à uns 90 kilômetros de Santa Cruz". O homem pega uma manga e começa a abri-la com os dentes, ainda segurando a faca na mão direita, ele morde e mastiga com prazer, ela deve estar doce, o homem engole o pedaço de manga e fala "e tu saiu de lá por quê?".
Hidelbrando engole a seco mas é sincero, o que ele tem a perder? "Saí de lá por que mataram meu sócio e queimaram minha loja... foi na maldade mesmo". o homem finalmente olha pra Hildebrando, na verdade, o homem olha por cima de Hildebrando, o moço aponta a faca para ele, deixando a manga semi-comida em cima de um banquinho perto, e gesticula para os outros homens que sentam do outro lado da sala "oh, vem cá, vocêis disseram que ele podia servir, olha pra issaí, todo xôxo, porra", aquela voz gentil aparece novamente "vê aí o que ele sabe fazer, Pente Fino. prestar todo mundo presta, só tem q saber pra que".
O homem, que é chamado de Pente Fino olha pra Hidelbrando novamente "sabe atirar?", "não" Hidelbrando diz como se não quisesse saber onde iria parar, só agora que ele percebeu que morreria se respondesse algo errado, isso lhe deu um frio na espinha. Pente Fino fala grosseiramente, enquanto gesticula com a faca "porra. Sabe fazer algo que preste, seu buceta?", Hildebrando balança a cabeça, concordando, ele fala com insegurança "se...sei cozinhar e sou artista de couro", os olhos de Pente Fino cerraram um pouquinho, achando interessante, Pente Fino grita enquanto encara Hildebrando "JOSUÉ, CHAME MIGUEL IGNÁCIO, E VENHA CÁ", Um homem negro, alto, bonito, sem chapéu mas com roupa estilo cangaço misturado com calça jeans e uma espingarda nas costas entra no quarto junto de um outro homem, feio, com uma cicatriz no rosto, cara de quem chupou limão, vestido mais puxado para o cangaço verdadeiro, sem atualidades, quase parece com os vilões das histórias da falecida avó de hildebrando. Josué e Miguel Ignácio olha para Hildebrando, O homem mais novo fala com um sotaque paraíbano mais leve que o homem que cheirava a gasolina "sabes fazer o que, caba?", Hildebrando confirma o que já tinha falado, mais confiante que antes "Sei cozinhar, já trabalhei em cozinha industrial. Também sou artista de couro" Josué levanta a sombrancelha e pergunta "quer se juntar a nóis?" Uma pausa grande percorre os lábios do homem, seu olhar esperançoso e curioso com a figura de hildebrando. Hildebrando abre os olhos um pouco mais, o que ele tem a perder além de anos de pobreza e um suicídio iminente? "Pode ser" ele diz com hesitação, o homem negro abre o sorriso, o mais velho fala com grosseria, revirando os olhos e com asco "pois vamo ver essas tuas habilidades... tô cansado de comer a mesma merda de sempre, o povo daqui parece que tempera a desgraça da carne com terra e merda".

*

Hildebrando é levado até um açude pelo belo homem de bigode, o homem tira as cordas de suas mãos e se afasta um pouco, Hidelbrando vira para o homem "o que eu tenho que fazer agora?"
O homem olha para os lados e fala com uma voz mais grossa "vai te banhar aí, ó. Miguel Ignácio não gosta de caba sujo" Hildebrando acena com a cabeça de leve e se vira pro açude "Tá bom, então". Hildebrando tiras suas "roupas", se bem que ele duvida que aqueles trapos ainda serviriam de alguma coisa, e entra no açude. A água, incrivelmente, tinha uma temperatura agradável em contraste do calor infernal que estava fazendo nesse verão. Hildebrando dá um mergulho, ele brinca com a água geladinha como quando era apenas um menino, quando volta a superfície, Hildebrando percebe o belo moço de bigode o observando. Hildebrando encara de volta por alguns segundos "será que ele quer dar um mergulho?" Hildebrando pensou, mas logo os pensamentos foram embora quando foi de dar outro mergulho demorado. Hildebrando sempre quis ter água assim em sua casa, criar uns peixes, cabras, até mesmo bois, se Deus quisesse, um dia, hildebrando jurou pra sí mesmo, ele teria isso tudo e muito mais.
"Ê caba, tá demorando de mais" Hildebrando é tirado de seu sonho acordado pelo moço de bigode, Hildebrando vai andando até a margem do açude, ainda contemplando a vista"desculpa, sio, é que a água tava boa ó..." Hildebrando volta seu rosto para o moço "Faz anos que não banhava assim" assim então, Hildebrando pega a toalha de pano que estava na mão do moço de bigode, que responde olhando para o lado "aqui é bom de banhar mesmo" Hildebrando olha para o lado e percebe roupas novas dobradas em uma cadeira de bar ao lado da árvore em que eles estavam de baixo "é pra eu usar essa roupa aí?" O moço olhou para as roupas e se afastou um pouco "hm... É... Miguel Ignácio não gosta de ninguém desarrumado no grupo dele" hildebrando abriu um sorriso pequeno, ele pegou uma das roupas, uma camisa social creme, provavelmente de segunda mão, e colocou, colocou a túnica e depois colocou o culote, botou suas "novas" botas e por último fechou o seu cinto. Ele se sentia um novo homem, se sentia o começo de uma nova história, uma nova vida.
O homem de bigode ainda encarava hildebrando, hildebrando percebeu na segunda vez que o moço disfarçou "qual o teu nome, caba?" Hildebrando fala para o moço, que fingiu não estar olhando "o meu é Hildebrando". O moço olhou de volta para Hildebrando "É Zé... O povo aqui me chama de Zé do bode". Hildebrando dá um risinho "prazer, Zé" e dá a mão esperando um cumprimento, o cumprimento é bem recebido, mesmo que com estranheza "então, Hildebrando... Bora conhecer o resto o bando? Tu também ainda tem q fazer a comida do povo e etcetera" hildebrando concordou com a cabeça "tá bom"
...
*

Notes:

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obrigado por ler.