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A escuridão do paraíso

Summary:

Dean Winchester sempre viveu no limite — caçando monstros, protegendo o irmão e seguindo ordens do pai. Mas nada poderia prepará-lo para o que encontrou quando John o levou a uma floresta sombria e um castelo antigo: um irmão que ele nunca soube existir e uma traição que o deixou sozinho em um mundo que desafia toda lógica.

No castelo, o desconhecido ganha forma. Criaturas invisíveis observam cada passo, e uma força além do humano mantém Dean preso, testando sua coragem e sua sanidade. Enquanto ele luta para entender o que aconteceu, sente uma presença intensa, poderosa e incompreensível — um ser que desperta nele emoções que ele não sabia existir.
Longe de tudo o que conhecia, Dean terá que confrontar não apenas os monstros do mundo, mas também os do seu próprio coração. Entre sombras ancestrais, segredos familiares e anjos que vivem entre a luz e a escuridão, ele descobrirá que o amor, a lealdade e a escolha podem vir dos lugares mais inesperados.

Uma releitura gótica e sobrenatural de A Bela e a Fera, onde o amor e a redenção surgem nos lugares mais inesperados — e Dean aprenderá que olhar além da aparência pode ser a chave para quebrar maldições antigas.

Notes:

Não sou uma escritora experiente, mas estou tentando. Se você achou minha história por favor comente, e deixe seu voto.

Chapter 1: Prólogo

Chapter Text

O homem correu a toda velocidade, tentando colocar o máximo de distância possível entre ele e o castelo.

Mas não era do castelo que fugia.

Ah, não — o que o atormentava eram as criaturas que viviam ali.

A chegada até o carro parado no acostamento foi feita aos tropeços; cada passo parecia arrancar-lhe um pedaço de fôlego.

O coração batia alto demais, os dedos tremiam ao tentar encaixar a chave na ignição.

Por um instante, ele jurou ouvir asas. Não o som delas cortando o ar — mas o som dentro do ar, como se o vento tivesse aprendido a respirar.

John deixou pelo retrovisor.

O castelo permanece imóvel à distância, uma mancha escura no meio da floresta. As janelas altas refletiram o luar, e por um segundo ele pensou ver algo se mover lá dentro — uma sombra que o observava.

Virou o rosto depressa.

Não queria ver. Não podia.

O motor finalmente parou, e o carro avançou pela estrada estreita e lamacenta. Mas, mesmo quando o castelo desapareceu entre as árvores, o medo não foi detalhado.

Havia algo com ele, algo que veio junto, colado à pele.

Uma voz — calma, distante — sussurrada no ouvido dele.

“Você prometeu voltar.”

John freou bruscamente, o carro deslizando no asfalto molhado. O som ecoou alto demais na noite silenciosa.

O peito dele doía. O ar parece pesado, quase sólido.

“Não... não posso.”

“A vida dele está em suas mãos.”

O som se apagou.

O homem respirou fundo, tremendo. Abriu o volante com força e acelerou, sem olhar para trás.

Mas lá no fundo — mais fundo do que ele gostaria de admitir — John Winchester sabia:

Ele só poderia salvar um.