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More Than a Brother

Summary:

Hyunjin e Jeongin sempre foram inseparáveis, parceiros de grupo, confidentes, irmãos de alma. Até o dia em que Hyunjin percebeu que o amor que sentia já não cabia nesse nome. Agora, ele precisa aprender a conviver com o coração acelerado e o medo de perder quem mais ama.

Notes:

Oii, gente!
Queria avisar que ainda estou aprendendo a mexer por aqui e que essa é a primeira vez que escrevo, então, se não estiver tão bom, é por isso.
Decidi escrever apenas para suprir minha carência por mais histórias dos Hyunin, e não tenho nenhuma intenção de ofender ninguém.
Eu nem pretendia postar agora, mas acabei ficando muito ansiosa, então vou postar mesmo sem ter finalizado ainda.
Peço desculpas por qualquer erro ortográfico e desejo uma boa leitura a todos!

Chapter Text

Hyunjin sempre foi o tipo romântico apaixonado e nunca teve medo de demonstrar isso. Colocava o coração em tudo o que fazia, em cada palavra, cada gesto, cada dança. Amava intensamente, sem reservas.

Mas tudo mudou no dia em que percebeu o quanto estava apaixonado por seu melhor amigo e companheiro de grupo, Jeongin.

Foi um sentimento que chegou devagar, disfarçado de carinho e amizade, até se tornar impossível de ignorar. Hyunjin percebeu que, em algum ponto entre os risos e os treinos intermináveis, o que sentia deixou de ser apenas afeição. E, quando se deu conta, o amor já o consumia em silêncio.

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Flashback 1 ano antes

Era mais um dia de treino para os meninos. Eles estavam ensaiando novas coreografias para o próximo álbum, mas havia um passo que Jeongin simplesmente não conseguia acertar. Assim que o treino terminou, a primeira coisa que fez foi procurar seu hyung.

— Ei, Jinnie… você tem um minuto? — perguntou, um pouco receoso, quando todos já tinham saído e restavam apenas os dois na sala.

— Claro, Innie. O que foi? — respondeu Hyunjin, ainda jogado no canto, tomando água, ao notar a aproximação do mais novo.

— Hm… eu sei que você deve estar cansado, mas tem uma parte da coreografia que eu não consigo pegar, e eu queria saber se poderia me ajudar. — Jeongin falou com um sorriso meio torto, tentando disfarçar o nervosismo.

Hyunjin abriu um sorriso de orelha a orelha com o pedido e soltou uma risada curta ao perceber o quanto o outro parecia nervoso com algo tão simples.

— Óbvio que eu te ajudo, Jeongin! — riu. — Achei que você vinha me pedir pra esconder algum corpo quando veio tão sério assim. Não precisa ficar receoso pra me pedir ajuda, você sabe que eu faço qualquer coisa por você. Nem parece que já são mais de seis anos de amizade.

Jeongin revirou os olhos, mas o sorriso no rosto denunciava o quanto gostava daquela fala.

— Eu sei que posso contar com você, hyung. Não tava nervoso por ter que pedir ajuda, só pensei que você acharia bobo, sabe? Você sempre pega tudo tão rápido…

Hyunjin arregalou os olhos, surpreso.

— Ora, Innie, você acha mesmo que eu pensaria isso? Que eu sou bom em tudo? — disse, balançando a cabeça em negação.

Jeongin desviou o olhar, apenas deu de ombros. Hyunjin suspirou e o puxou para o meio da sala.

— Me mostra o que você não tá conseguindo, Innie.

Uma hora já havia se passado desde que começaram, e ainda assim Jeongin não conseguia acertar um pequeno detalhe.

— Aaaah, eu nunca vou conseguir essa parte! — resmungou, frustrado. — Isso é tão irritante!

— Calma, Ayen, eu vou te ajudar com isso — respondeu Hyunjin, rindo da birra do mais novo. — Mas, como seu estresse só tá aumentando e isso não ajuda em nada, a gente vai relaxar agora.

O sorriso travesso no rosto de Hyunjin denunciava que ele já tinha algo em mente.

— No que você tá pensando, Hwang? — perguntou Jeongin, desconfiado.

O olhar que Hyunjin lançou em resposta foi quase mortal. Ele odiava quando Jeongin o chamava assim, e Jeongin sabia disso — o que, claro, só tornava a provocação mais divertida.

Quando o mais velho se levantou e foi até o celular para mexer em algo, Jeongin não conseguiu segurar o riso.

A nova música começou a tocar, leve, quase brincalhona, e Hyunjin bateu palmas no ritmo se aproximando do local onde o mais novo estava, balançando os ombros de um jeito ridículo só pra fazer o outro rir.

- Pronto, agora é pra dançar sem pensar — disse, fazendo uma careta.

Jeongin bufou, mas o canto da boca já denunciava o riso.
- Você é impossível, hyung.

- E você é tenso demais. — Hyunjin riu, puxando-o pela mão. — Anda, segue o ritmo.

No começo, Jeongin ainda se mexia travado, os passos duros depois de uma hora tentando acertar a coreografia. Mas aos poucos foi se soltando. Ria quando errava, zombava de Hyunjin, e o estúdio foi se enchendo de leveza de novo.

Eles rodaram algumas vezes, quase tropeçando um no outro, até que Hyunjin, tentando ajustar um movimento, segurou o braço de Jeongin e o puxou mais perto para mostrar o tempo certo. E foi aí que tudo mudou.

A risada do mais novo foi sumindo aos poucos, substituída por um silêncio que Hyunjin sentiu primeiro no peito. O som da música parecia distante, abafado, como se o mundo inteiro tivesse diminuído ao redor deles.

Jeongin estava perto. Perto demais. Hyunjin podia sentir a respiração quente dele roçar seu pescoço, podia ver o brilho fino do suor na pele, e o olhar distraído que, por um instante, se prendeu ao seu.

O riso que estava pronto pra escapar ficou preso na garganta. O coração dele bateu forte, não no ritmo da música, mas em outro completamente diferente. Era um impulso que o confundia, um desejo tão súbito que parecia errado e inevitável ao mesmo tempo.

Hyunjin percebeu que queria beijá-lo. Queria tanto que doía, e o choque dessa vontade o fez recuar meio passo, como se isso bastasse pra apagar o que sentia.

Mas não bastava.

A música era leve, mas o que Hyunjin sentia não tinha nada de leve. Ele ainda segurava o braço de Jeongin, os dedos demorando demais pra soltar, não por esquecimento, mas por vontade.

Jeongin riu de novo, aquele riso que Hyunjin conhecia há anos, o mesmo que sempre o fazia sorrir. Só que, dessa vez, o som pareceu mais próximo, mais íntimo. E quando Jeongin ergueu o olhar, o mundo de Hyunjin simplesmente… parou.

Ele viu o reflexo dos dois no espelho, próximos, quase se tocando e percebeu como sempre se sentia diferente com ele. Sempre quis cuidar, proteger, estar por perto. Mas agora entendia que tudo isso era mais. Muito mais.

Seu coração batia forte, rápido, quase impaciente. E, por um instante, a vontade de encurtar aquele espaço entre eles se tornou quase incontrolável. Era como se o corpo inteiro gritasse para que ele fizesse algo, só um passo, só um segundo e ao mesmo tempo a mente negasse, tentando lembrar que aquele era o Jeongin. O Jeongin que ele chamava de irmão.

Mas irmãos não faziam o que ele queria fazer agora.
Não olhavam assim.
Não sentiam o ar pesar dessa forma, como se um simples toque pudesse mudar tudo.

Hyunjin engoliu seco e desviou o olhar, tentando disfarçar o turbilhão que o dominava.
Só que era tarde demais.
Ele já sabia.
E, no fundo, sempre soube só nunca tinha tido coragem de perceber: Jeongin nunca tinha sido apenas seu irmão.
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Tempos atuais

Já fazia um ano desde que Hyunjin percebeu o que sentia por Jeongin, mas ele nunca teve coragem de colocar aquilo em palavras, muito menos de contar a alguém.
Ainda assim, nada parecia ter mudado entre eles. Quer dizer… quase nada.

Hyunjin já não conseguia chamá-lo de irmão.
Não depois de perceber o quanto queria beijá-lo. Qualquer toque, mesmo o mais simples, fazia seu coração disparar. E cada gesto carinhoso, cada riso compartilhado, parecia acender algo dentro dele, uma mistura de nervosismo e esperança.

Esperança de que, talvez, só talvez, Jeongin também sentisse o mesmo.

Era uma tarde tranquila, e os meninos estavam reunidos na sala, assistindo a um filme de comédia. Hyunjin estava jogado no sofá ao lado de Jeongin, tentando parecer casual, mas cada gesto do mais novo disparava seu coração. O jeito que Jeongin mexia nas mãos, ria das piadas ou se encostava levemente no braço de Hyunjin… tudo parecia incendiar uma parte dele que ele tentava controlar há um ano inteiro.

Em um momento, Jeongin se inclinou para rir mais perto de Hyunjin e, sem perceber, apoiou a cabeça no ombro do mais velho. Hyunjin congelou. O coração disparou como nunca antes, as mãos suaram, e a respiração veio curta e rápida. Era só um gesto inocente, mas para ele era tudo: todo o desejo reprimido, todo o nervosismo que ele vinha tentando ignorar, explodiu de repente.

- Droga… — murmurou, levantando-se abruptamente e correndo para seu quarto, fechando a porta atrás de si.

Do outro lado da sala, Jeongin ficou parado, completamente confuso.
- Gente… o que aconteceu? — perguntou, olhando para os outros meninos.

Bangchan trocou um olhar rápido com Minho.
- Relaxa, Innie. Acho que ele só precisava ir ao banheiro ou algo assim. Eu e o Minho vamos lá ver se está tudo bem — disse Bangchan, e logo os dois foram atrás de Hyunjin.

No quarto, Hyunjin se encostou na parede, respirando fundo, mãos ainda tremendo. Dois minutos depois, escutou batidas na porta acompanhadas das vozes de seus dois hyungs.

- Jinnie… podemos entrar? — perguntou Minho, com a voz doce e calma.

Sem pensar muito, Hyunjin decidiu que era melhor ter alguém para conversar do que ficar em pânico sozinho. Então se levantou, abriu a porta e permitiu que os mais velhos entrassem.

Assim que Hyunjin fechou a porta, Minho colocou uma mão leve em seu ombro e Bangchan sorriu, tentando tranquilizá-lo.

- Eu sei que não deveria ter fugido daquele jeito e que vocês devem estar se perguntando o que aconteceu… provavelmente devo dar uma explicação para todos, principalmente para o Jeongin… — começou Hyunjin, descontroladamente, até Bangchan o interromper.

- Ei, relaxa, Hyunjin. A gente já suspeitava que você tivesse sentimentos pelo Jeongin — disse Bangchan, de forma calma.
- Só não quisemos falar nada antes para não te pressionar — completou Minho. — Tá tudo bem, você não precisa se culpar por sentir o que sente.

- Pera… então eu sou tão óbvio assim? — Hyunjin fez uma careta ao perceber que nem precisou falar nada e eles já sabiam.

Entre risadas leves dos dois mais velhos, Minho falou a real:
- Olha, Jinnie… você sempre foi muito intenso em relação ao Jeongin e sempre suspeitei que a relação de vocês não era só de irmãos. Mas também deu para perceber que você mudou e finalmente percebeu que tem sentimentos diferentes por ele.

Hyunjin suspirou, fechando os olhos por um instante.
- Aaah… me sinto tão patético. Às vezes é tão difícil. Ele nem imagina o efeito que tem em mim, e cada toque dele faz meu corpo entrar em combustão — murmurou baixo.

- Você não é patético por sentir demais, Jinnie. Tá tudo bem. O amor é assim: te pega desprevenido e de jeito — disse Bangchan. — Só deixa as coisas acontecerem no seu tempo.

Hyunjin sorriu, um pouco aliviado, mas ainda com o coração acelerado. Um gesto simples, como o apoio de cabeça no ombro, tinha o poder de desestabilizá-lo completamente. E ele sabia que ainda teria que lidar com cada segundo desses sentimentos que cresciam sem controle.

- Obrigado, hyungs. Não sei o que eu faria agora sem a ajuda de vocês. É… acho que é bom ter alguém que saiba o que eu sinto.

Bangchan e Minho deram um sorriso afetuoso para Hyunjin, mas o momento foi interrompido por Bangchan:
- Precisamos voltar, ou os outros vão ficar preocupados, achando que algo grave aconteceu. E você precisa dar uma desculpa para ter saído tão de repente. Se entrar em pânico de novo, só tenta focar na sua respiração — disse o mais velho, calmamente, já indo para a porta.

- Ok, muito obrigado de novo, meninos — disse Hyunjin, enquanto eles saíam.

Os três voltaram para a sala, e assim que entraram, foram bombardeados com perguntas sobre a saída tão repentina de Hyunjin.

- Calma, pessoal, não é nada demais — comentou Minho, rindo para aliviar o clima.

Hyunjin, ainda meio nervoso, confirmou a fala de Minho e deu uma desculpa:
- Desculpa pelo susto, pessoal. Precisava só responder uma mensagem urgente da minha mãe, mas não imaginei que fosse causar esse alvoroço — disse, rindo envergonhado.

Todos se acalmaram após a explicação e voltaram aos seus lugares. Hyunjin se sentou novamente ao lado de Jeongin e foi recebido por uma encarada séria, mas sem raiva, do mais novo. Isso o deixou nervoso, mas ele tentou não demonstrar.

- Foi só isso mesmo, Hyun? — perguntou Jeongin, com olhar desconfiado.

- Foi sim, Innie, não precisa se preocupar! — respondeu Hyunjin, dando um sorriso leve e bagunçando o cabelo do mais novo.

Jeongin espreitou os olhos, ainda observando Hyunjin, e soltou um “Hm” anasalado, uma resposta de quem não acreditava totalmente, mas deixaria passar por enquanto. Voltou sua atenção ao filme e encostou a cabeça no ombro de Hyunjin novamente.
E, claro, Hyunjin não prestava atenção em nada além daquele pequeno gesto de Jeongin.