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New Meaning For Autumn★

Summary:

É aniversário de Kazuha, ele está em Fontaine com seu namorado, apesar que seu passado é velhos hábitos nunca vão embora, persistindo como uma gripezinha chata, entretanto, a última pessoa que o deixaria ali queimando sozinho seria Scaramouche.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Work Text:

Tudo é tão claro em sua cabeça, Kazuha abre os olhos, tudo é muito escuro, comum em uma madrugada de outono, com a paisagem repleta dos tons vermelho, laranja e amarelo, com o som das folhas secas do chão a cada centímetro que se movia, um vermelho que confudia sua noção comum, mas um aspecto irritante era o vermelho neon em suas ataduras e no chão, um tanto agonizante e irônico, ele se vê diante corpos, com sua espada cravada pelos gritos de quem o esbranquiçado matou. Sua respiração para, Tomo realmente gostaria que ele estivesse fazendo isso? Mas que escolha tinha sendo caçado por toda Inazuma? Mas ainda sim, todos aqueles caras deviam ter uma casa, uma família para voltar, coisa que fazia tempos que Kazuha nem sabia como era ter.

O cheiro forte de sangue dos mortos penetrava seu nariz, seu coração bombeava sangue, esbanjando adrenalina pelo corpo, um zumbido insistente persistiu, ele não podia ficar com medo agora, não agora que já havia feito, ele tinha que correr, não havia o que fazer. Ele forçou suas pernas musculosas, mas covardes, a correrem, traindo qualquer moral de andarilho que ainda tivesse, toda sua honra como samurai matando pessoas inocentes e não militares que merecessem o doce e libertador sabor da morte.

Kazuha acorda, sua respiração tensa, suando e olha ao redor... aonde estava mesmo? Ele levantou, sentindo sua mente girar, no quarto, havia uma porta aberta com o banheiro, Kazuha entrou, lavando o rosto e logo após olhando suas mãos, limpas, com algumas cicatrizes e calos ali e aqui, mas sem qualquer atadura, ele se lembrou que não precisava mais delas. Não em Fontaine.

Sim, ele estava em Fontaine, em uma viajem com seu namorado sumeriano que ele tanto ama, não em Inazuma, e a caça às visões tinha acabado fazia cinco anos.

O esbranquiçado respirou fundo, foi só um pesadelo, um pesadelo travesso e cruel, mas essa é a essência dos pesadelos, uma pena serem tão tormentosos e contínuos.

Kazuha adentrou pelo quarto de hotel, não era tão grande, mas era aconchegante, com seus móveis típicos e sofisticados da nação Hydro, ele logo quis voltar para cama, que estava com o cheiro de lavanda de Scaramouche, ele queria o Scara....

Ele chegou perto da cozinha, lendo um pequeno bilhete na mesa, na letra do seu namorado, uma letra que facilmente seria encontrada em um documento de época, lá dizia "você parecia fofo dormindo, não quis te acordar, logo estarei em casa.", em contraste a sua escrita formal e bonita, tinha uma carinha simples e infantil dando a língua para mim, isso era o exato resumo de Scara, o ronim não pôde deixar de sorrir.

Ele pegou um copo de água e bebia enquanto olhava para o lado de fora da janela, pensando o que faria, ele se sentia um pouco caducado em ficar sem ter o que fazer, sua mente ainda estava um pouco nervosa pelo pesadelo, não conseguia deixar de alucinar sobre as mesmas situações, isso quando não era repassado constantemente da grande e última briga de seu melhor amigo, praticamente irmão.

Eram tão jovens... dois garotos sem casa para voltar que resolveram ser o lar um do outro, jovens aves alheias ao mundo, Tomo era jovem, mas era seu mestre, quem o guiava, mas depois dos trovões houve a tão temida escuridão.

Seu raciocínio depreciativo foi interrompido pelo seu alarde ao ouvir a porta sendo aberta bruscamente, sem pensar ele deixou o copo cair, porra, de novo não! Scara ficaria tão bravo...

Merda dos sentidos de Kazuha que tinha o único reflexo a soltar tudo e embainhar sua katana, como se a todo momento estivesse em perigo, Kazuha se treinava para não ficar tão nervoso com as chegadas bruscas do Scaramouche decorando os sons de seus passos, mas acabou ficando alheio e a mercê de seus reflexos involuntários.

— Argh... sério, está tão frio lá fora! Não achei que Fontaine fosse tão fria... eu estava acostumado com Sumer-... porra, você quebrou outro copo? Você vai me pagar um novo, logo, logo a gente vai ter que beber em colheres. — Scaramouche dizia, com seu humor habitual estressado, tirando as comprar da sacola de papel pardo, Kazuha normalmente riria e pediria desculpas, mas sua indiferença como se isso fosse tão habitual o fez sentir-se culpado.

— Desculpa... eu vou pegar uma vassoura. — o esbranquiçado falou, com seu tom baixo e envergonhado, ele nem olhou nos olhos de Scara.

O índigo nunca foi de deixar de reparar nos sutis sinais de Kazuha, ele normalmente não ligava, sabia que cortes assim não era nada para Kaedehara, mas ao observar de perto, a dor do garoto era muito maior do que a daquele corte. Sendo assim, largando as compras e segurando seu pulso, no momento em que os dois jovens de alturas semelhantes se encararam a mente do sumeriano ficou em branco, algo em Kazuha estava estranho, ele sabia exatamente o que era, mas o que faria?

— Você se machucou? Já disse para ter cuidado... – o tom de Scara soava na mais pura preocupação e repreensão, não exatamente brigando, algo mais confortante, Kazuha já ia falar que não quando sentiu arder em seu braço pelo aperto de Scara, ele não era fraco assim para uma simples segurada o arder, quando ele olhou para baixo viu um corte, um até que bem grande em seu braço, em linha reta, se juntando as várias outras cicatrizes, o índigo notou e soltou o pulso ferido, olhando para a própria mão suja de sangue. — Porra, eu não vi, para de ficar me olhando com essa cara de lerdão, vem lavar isso. — Scaramouche agarrou o outro braço de Kazuha e o guiou para a torneira da cozinha.

— Me desculpa... — disse, estava se sentindo como um ronin sempre se sentia, fracassado, frágil e inútil, como uma máquina que parou de funcionar, não totalmente, mas definitivamente não é o que foi a anos atrás, em seu auge, sua juventude.

— Não gosto quando você pede desculpas dessa forma, foi só um copo, tanto faz, você sabe que eu não estou realmente bravo. — o índigo dizia, lavando o machucado do garoto com um sabão líquido da cozinha, provavelmente não era o mais eficaz para machucados, já que provavelmente era para louças, mas pouco se importou.

— Eu sei... é que eu... minha cabeça, é tipo algo em mim que eu não entendo. — Kazuha dizia confuso, como se fosse maluco, ele tinha certeza que soava exatamente assim, soltando seu braço assim que Kuni terminou a limpeza, ficando frente a frente com o namorado.

— Outro pesadelo? — perguntou Scara, o esbranquiçado acenou. — Isso está começando a ser um problema real, sabia? Você nem dorme mais direito por causa disso, privação de sono não faz bem, você como samurai devia saber disso. — ele disse, sem saber, tocando em uma ferida muito maior do que a do corte de seu braço ou as tantas outras que fez em combate.

— Um samurai errante. — corrigiu, era indecente na visão de Kazuha ser chamado de samurai, sendo que, em sua visão, tem valor muito inferior aos reais samurais de Inazuma.

— Essa coisa é irritante, sabia? Des do dia que conheci você além do andarilho drogado e poeta vi o quão você é atormentado por algo que nem está no seu controle, idai que o Tomo morreu? Quem morreu foi ele, não você. — Scaramouche sempre tinha essa sua pouca sensibilidade a assuntos como ele, ele é muito mais empático do que transmiti em palavras, mas surpreendentemente, o Inazumano encontra mais conforto nessas palavras do que em quaisquer de afeto, ele não fala nada só para eu me sentir bem, ele é honesto e cirúrgico, Kazuha adora isso nele.

Kazuha soltou um riso fraco. — Você tem razão, eu devia deixar de ficar nervoso com isso... eu só sinto que tem algo persistente que me incomoda. — respondeu, sendo sincero.

— Talvez a gente devesse ficar parados um por um tempo, não quer passar uma temporada em Inazuma? As vezes você só precisa de um lugar familiar para relaxar, p Aether me disse que as coisas lá estão muito melhores agora. — o índigo propôs, Kazuha não queria preocupar Scara ou atrapalhar seus planos, principalmente que um dos últimos pontos de respaldo de Kuni seria Inazuma, até porquê não podemos deixar de citar do elefante cor-de-rosa no meio da sala com ele sendo filho de quem é....

— Mas... você odeia Inazuma. — disse o garoto, tentando pensar em Scaramouche antes de si próprio, apesar que no fundo, a ideia de voltar a Inazuma soasse empolgante, fazia tanto tempo que não via velhos amigos, Heizou principalmente, eram próximos des de crianças, cresceram como irmãos praticamente, apesar que trocam cartas, não é a mesma coisa.

— Mas você gosta de lá mesmo com tudo que te aconteceu naquela nação, e Inazuma não é de todo mal... agora eu não sou a pessoa que era a última vez que pisei lá, você vive citando sua falta das praias, das paisagens, das comidas e como tanto você e eu odiamos as tentativas das nações de "adaptar" a comida Inazuma. — respondeu, era claro que ele ainda estava receoso em ir para Inazuma, ainda mais ficar fixo por tempo indeterminado, apesar seria uma boa experiência, tanto para Kazuha como Kuni, e esse era o bom de não ter uma nação que seja seu real lar, se eu não gostar eu posso só ir embora, sem apego a nada lá, a não ser que seu lar queira ficar, e se a vontade de seu lar é ir, Kazuha iria.

— Eu te amo, sabia? — Kazuha disse, segurando os lados do rosto de Kunikuzushi e beijando seus lábios, era tudo que precisava.

— Eu também te amo, idiota. — Scaramouche o beijou de volta, agarrando sua cintura e beijando o pescoço do esbranquiçado, que soltava gemidos fofos toda vez que era tocado naquela região sensível. — Você é tão bobo que nem reparou que hoje é seu aniversário. — Mouche o lembrou, com a cabeça em seu ombro, a cérebro de Kaedehara estalou, realmente... era seu aniversário!

— Uau... eu esqueci, hehe, desculpa, você tem algum grande plano para hoje? — perguntou, sorrindo e acariciando os cabelos do gatinho manhoso colado em si.

— Vamos ficar só entre nós, não quero sair nesse frio, sério, eu estou congelando! — retrucou, fazendo bico, Kazuha levou a mão por de baixo do quimono branco, nos ombros pálidos e lisos como porcelana Scaramouche, mesmo com o tecido, estava frio, eu o abracei com força, querendo o aquecer.

— Melhor ir se acostumando, vamos pegar justo o inverno de Inazuma. — Kazuha informou, fazendo carinho na região que havia encostado.

— Vai tomar banho e colocar alguma roupa decente! Eu vou fazer o almoço e depois o bolo. — Kuni o dizia, o deu um último selar nos lábios.

— Você que manda, mestre. — o Inazumano se retirou dos braços do namorado em segundos e obedeceu o que o garoto dizia, ele sempre fazia isso, obedecia calado como se eu fosse de fato seu daimyō.

★★★

Notes:

Acho tão fofo ver o Scaramouche consolando alguém e mostrar como ele não é um ser de pedra que joga ódio em todos que vê