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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2025-12-20
Updated:
2026-01-11
Words:
12,871
Chapters:
5/?
Comments:
67
Kudos:
98
Bookmarks:
7
Hits:
1,099

Assim como você.

Summary:

Pomba é apaixonado por Franco, um garoto que nem sabe que ele existe. E em uma tarde, Franco acha o diário que Pomba perdeu; com escritas que fariam os olhos de qualquer um brilhar.

Como Franco sabia quem Pomba era?
E por que Franco dava a mínima pra ele?

Chapter 1: Diário

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

"Você vai achar seu diário, Pomba.." - Kemi bufou, reconfortando o passarinho pela milésima vez apenas naquele dia.

 

"Mas e se eu nunca achar? Alguém vai e pior, vai ler todos os meus segredos,  eu vou ser publicamente linchado, o Franco vai me odiar e lá se vai o meu último ano na escola porque todo mundo vai achar que eu sou um perdedor" - Pomba reclamou, puxando a manga de Kemi com cuidado.

 

"Ninguém vai achar isso, Pomba.." -  Talvez o Franco, pensou Aguiar, que preferiu calar-se, revirando os olhos, de braços cruzados, olhando para o lado como um valentão, quase como se afugentasse os olhos dos estudantes ao redor do trio.

 

"Olha Pombinha, eu te amo, mas você não é tão especial assim. E tipo, você anda comigo, né, a mulher mais legal do mundo, ninguém vai mexer com você." -  A voz de Kemi soou como quem se gaba, e realmente era isso.

 

"Tá.." - Pomba se soltou de Kemi, brincando com a alça de sua bolsa transversal, ainda um pouco inquieto.

 

Kemi o olhou preocupada e puxou o passarinho um pouco pra perto pelo braço, afagando-o contra seu peito. As mãos dela repousaram no antebraço do moreno, o segurando com carinho, como se dissesse: Ninguém vai mexer com você, eu prometo.

 

Para Pomba, Kemi sempre fora seu refúgio, o ponto que ele poderia se apoiar e sempre se sentiria confortável. Ela sempre teria espaço para ele, o tratando como uma criança mesmo que ele fosse se formar um ano depois dela, e só de pensar, Pomba suspirou. Além disso, Kemi era a única pessoa que ele poderia realmente confiar com seus sentimentos por Franco, um garoto da sala ao lado da dele. Era complicado, Franco nem sabia da existência do moreno, estava sempre rodeado de pessoas e Pomba nem sabia se ele gostava de garotos.

 

Ah, o primeiro amor.

E Franco era o de Pomba.

 

"Já que 'cês vão me excluir, vamo só voltar pra casa logo" - Aguiar reclamou, acelerando o passo para ultrapassar Pomba e Kemi e sair da escola.

 

(ノ´ヮ´)ノ*: ・゚

 

Os dedos chamuscados de Franco dedilhavam com carinho sua guitarra, firmando as cordas com uma pressão deliciosa que marcavam seus dedos com as impressões do filamento.

 

Franco tocava "Baby I'm Gonna Leave You" do Led Zeppelin em sua cama com certa facilidade, repassando as músicas da playlist da banda. Os dedos de Franco queimaram com o atrito da corda, se esforçando para acelerar a música, que não o pedia, apenas para sentir suas digitais arderem.

 

"Porra.." - Franco se tocou do pequeno corte que as cordas finas causaram na ponta de seus dedos e mordeu os lábios, sendo atrapalhado por seus piercings.

 

Quase como se aquilo acontecesse todo dia, Franco deitou sua guitarra na cama e se guiou até a mesa de seu quarto. Ele pegou um esparadrapo e o cortou com os dentes, passando a fita pelo dedo rapidamente, nem se importando com limpar o lugar.

 

"Franquinho?" - A voz grossa de eloy o chamou, batendo em sua porta. - "Vamo comigo lá buscar um documento na escola, a faculdade tá me pedindo"

 

Desde que Eloy terminou a escola, ele praticamente implorou pra Franco morar com ele, e o ruivo também não tinha muito pra onde ir.

 

A porta do quarto se abriu rapidamente, os olhos de Franco se levantaram para encontrar Eloy, com uma roupa qualquer e a regata que Cindy pintou a mão escrito: "Psikadela" e Franco não conseguiu não dar uma risadinha..

 

"Qual foi, cara? É o nome da banda você queira ou não." - Eloy olhou pro lado, um pouco envergonhado. - "Vamo logo, vai"

 

Franco assentiu e seguiu Eloy. Era meio esquisito Franco ter faltado e mesmo assim ir pra escola uma hora depois do horário letivo, mas ninguém liga. Ele entrou no quarto novamente, calçou um chinelo e puxou uma bolsa jogada em seu armário.

Rapidamente, Eloy e Franco tomaram rumo para a escola, cuja caminhada não era longa, e rapidamente chegaram. Mas a pequena distância facilmente abalou Franco, que parecia não ter mais fôlego ao pisar na entrada da escola.. Bem, ele não tinha.

 

"Pode ficar ai, Franquinho. É rapidinho" - Eloy bateu no ombro do garoto e entrou na escola, acelerando o passo a caminho da secretaria.

 

Franco não se deu o trabalho de reagir e tirou um cigarro do bolso, o posicionando entre os lábios para o acender. Os passos do ruivo eram lentos e se moviam até uma moita que era movida facilmente pelo vento.

 

A fumaça do cigarro de Franco era praticamente irrelevante num espaço tão aberto quanto aquele, mas não dentro de seu corpo. Era um alívio. Os olhos do ruivo se moviam lentamente com o movimento de alguns pardais no concreto. Até que uma pomba cuidadosamente repousou numa superfície marrom meio surrada.

 

E Franco é um pouco curioso demais.. Ele foi até o pássaro, que saiu voando assim que o ruivo se aproximou, permitindo que Franco visualizasse melhor o objeto que anteriormente o animal tinha pousado, era um caderninho de couro marrom, envolvido numa cordinha partida ao meio e uma polaroid presa por clipes.

 

Ironicamente, é uma pomba com um efeito meio estourada, arroxeada.

Franco pegou o caderno do chão e o analisou em suas mãos. Talvez devesse entregar ao achados e perdidos, mas algo em seu egoísmo pedia que ele levasse para ler mais tarde. O tempo que o ruivo teve para guardar o caderninho foi o suficiente para Eloy voltar, o procurando com os olhos

 

"Tô aqui, Eloy" - Franco falou, calmo.

 

"Ah bom! Com o seu tamanho, achei que tinha te perdido" - O mais alto riu. - "A Cindy ia ficar puta, é difícil achar guitarrista bom hoje em dia."

 

Franco sorriu. Guitarrista bom? Era melhor ainda ouvir..

 

Mais uma vez, os dois repetiram o caminho inverso até chegarem em casa. Dessa vez, o caminho foi menos tortuoso, já que a casa ficava numa descida.

 

Ao chegar, Eloy comentou algo sobre um ensaio da banda naquela noite que Franco concordou e que estaria na sala se precisasse dele. Franco pareceu absorver mas parecia distante, apenas assentiu e foi até seu quarto, deitando-se para dividir espaço com sua guitarra na cama.

 

Franco puxou da bolsa que tinha levado o pequeno caderno que agora deixou escapar um chaveiro em formato de pomba em meio às páginas diretamente no peito de Franco. Ele assustou com a queda mas rapidamente pegou o metal e colocou na mesa de canto ao lado de sua cama. Então, os dedos de Franco cuidadosamente terminaram de arrancar o fio cinza estourado que envolvia o caderno, o fechando anteriormente e o abriu.

 

Na primeira página, tudo parecia organizado. No lado esquerdo da página, há várias colagens de revistas antigas de geografia, mapas picotados e anotações ligeiramente rabiscadas. Na folha direita, há uma fita marrom fina um pouco rendada que cobre a página verticalmente, por cima desse tecido e levemente a esquerda dele há uma foto.

A do dono do caderno..

Ele tem o rosto virado de lado em três quartos, pele morena, cabelos castanho e uma única mecha descolorida no lado direito do rosto, um nariz com a ponte alta e olhos grandes num semblante doce. Por algum motivo, ele parece meio inseguro tirando a foto, mas é fofo. Bem fofo, e bem familiar, Franco pensou.

Embaixo da foto, há uma pequena escrita: Pomba.

 

Ele chama Pomba? Pfttt.. Mais fofo ainda.

 

A página era tão bem decorada que deixava os olhos de Franco até um pouco felizes. Franco lambeu a ponta do indicador e deslizou o dedo na orelha do caderno para a próxima página; sobre sua família, que também tinha nome de pássaro; mais uma vez; sobre seus amigos; e de novo;

 

Franco paralisou um pouco.

Notes:

oiii ( ° ∀ ° )ノ゙ o que seraa que o franco leu nesse diario heinn? que misterioo

enfimm to mto ansiosa por estar voltando a escrever estou mto obcecada pelos frambo e quero mtoo ter foco pra acabar essa história!!

obrigada por ler volte sempre (´ ω `♡)