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Eu não posso deixar de perguntar (Você está entediado?)

Summary:

O quinto ano chega para o trio de ouro com certos conflitos inesperados, principalmente para Ron Weasley, que está em uma crise após conhecer uma figura curiosa durante a Copa de Quadribol, uma crise que ele empurra para o fundo da sua mente, na esperança de que ela suma enquanto ocupa sua mente com o inesperado Torneio Tribruxo que Hogwarts irá sediar naquele ano. Tudo isso apenas para que o motivo do seu conflito apareça entre os alunos de Beauxbatons.

Ou

Remi Rosier, filho de Evan Rosier (e Barty Crouch Jr.), conhece um dos colegas da prima durante a Copa de Quadribol e ele não pode estar mais interessado nele.

Notes:

Avisos;
– Embora todos estejam no quinto ano, eles tem 16-17 anos.
– Faz muito tempo que eu assisti ou li os livros de Harry Potter, provavelmente haverá coisas não compatíveis ao canônico, mas quem dá a mínima pro canônico em pleno 2025?
– Ainda não decidi se isso é um universo com Voldemort morto ou vivo, vou decidir ao decorrer da escrita.
– A fanfic terá foco no Ron e no Remi, os outros casais que foram adicionados na tag estarão apenas no fundo.

Chapter 1: Não posso deixar de perguntar

Chapter Text

Tudo começou por causa de Ginny e embora tenha deixado a irmã, Ron não conseguia se sentir furioso sempre que ela lhe dava seus olhares de  Eu sei o que está acontecendo.  Porque não, ela não sabia, ele não sabia, como ela poderia saber? 

Eles estavam todos no campo onde aconteceria as finais da Copa de Quadribol daquele ano, na tendência que seu pai havia conseguido com Merlin sabe quem. Os gêmeos tiveram sumido a algumas horas para fazer saber se lá o que, os adultos estavam no meio de uma conversa na cozinha enquanto Ron falava com Harry – Hermione estava presente, mas ela não parecia nenhum pouco interessada em algo que não fosse o livro que tinha consigo – sobre as partidas anteriores da Copa que o amigo não havia acompanhado porque, bem, pela mesma razão de sempre, sua tia trouxa que abominava qualquer coisa bruxa. 

Ginny disse que estava indo procurar uma amiga quando o pai deles a mandou esperar e contra o que Ron esperava, mandou que ele a acompanhasse porque não era seguro que ela andasse por aí sozinha com tantos estrangeiros que eles não conheciam por perto. 

Não que Ron fosse servir de muito, ele queria dizer, não poderia usar magia livremente até março do ano seguinte, se eles fossem atacados ou o quer que seu pai achasse que poderia acontecer, o máximo que ele poderia fazer era jogar a irmã por cima do ombro e correr, o que o homem pareceu achar suficiente já que ele o mandou ir mesmo assim. 

Ele bufou com raiva e voltou para o quarto para perguntar se Harry viria com ele, mas Digory havia aparecido do além e o substituia na contação de histórias que até Hermione parecia querer escutar. Ron revirou os olhos e saiu, apressando Ginny. 

– Quem diabos você quer encontrar? Você não poderia esperar até Fred e George voltarem? 

– Eu não pedi para você vir comigo, você pode voltar e dizer ao papai que eu a encontrei no caminho se quiser. 

– Existe o risco de algo realmente acontecer com você e ele me colocar de prisão? Não, obrigado, quem você está indo ver? 

Ginny revirou os olhos, cruzando os braços. 

– Luna Lovegood. 

– Amor, bom? Como Xenófilo Lovegood? O Maluco do Pasquim? 

A garota solta ou uma risada seca.

– Sim, Ronald, ela é filha dele, está no Corvinal, no meu ano. Se você quer saber.

– Tá, não precisa responder assim também, eu só estava curioso, em que área eles são tão? 

Ginny pegou uma carta que estava enfiada no casaco vermelho que ela estava usando, deveria ser um dos de Charlie pelas partes que foram queimadas. Ela parecia reler uma parte e então olhou ao redor. 

– Zona Norte. 

Ele quase riu. 

– Zona Norte? Você tem certeza disso? Não é lá que os ricos como o Malfoy estão? 

– É o que ela colocou aqui. 

– E você confia nisso? Talvez ela tenha se confundido, não tem como os Lovegood estarem lá. 

– Ela não se confundiu, Ronald, ela disse que estaria com um tio que viria a trabalhar. Ele deve ser de alguma família fica, quem sabe, você vem ou não? 

– E eu tenho escolha? 

Ginny bufou e acelerou o passo na direção dita. Ron realmente pensou em deixá-la e fazer o que ela tinha dito, mas no final acelerou o passo – o que não foi muito, já que dois passos dela era um único dele, que havia espichado em altura nos últimos meses – e a seguiu, deixando as tendas de aparência comum para trás e entrando em uma zona repleta das tendas mais magníficas que ele já havia visto, feitas de materiais esplêndidos e que gritavam dinheiro, com símbolos das famílias bordadas. 

Elfos domésticos caminhavam carregando compras, alguns até seguravam animais chiques os levando para as tendas que tinham uma espécie de curral acoplado. 

Passando pela tenda que deveria pertencer aos Malfoy pela insígnia, Ron jurou ter visto pavões e fez uma piada sobre combinar com o comportamento de Draco, Ginny abafou a risada balançando a cabeça e relendo de novo a carta em busca de dicas sobre como deveria ser a tenda que Luna estaria, apenas para encontrar inúmeras tagarelices dignas de uma corvina. 

– Por que você não grita chamando ela? Talvez ela escute e saía – Ele sugeriu. 

– Ela não seria a única a sair se eu gritasse aqui.

– Então o que você sugere? Ir de tenda em tenda e perguntar se ela está lá?

– Óbvio que não – Ginny resmungou, olhando ao redor, seus olhos brilharam quando uma ideia pareceu surgir, ela abaixou a voz antes de continuar – Nós podemos só ir e perguntar a ele. 

Ela inclinou a cabeça na direção do final do corredor de tendas magníficas. Era uma tenda particularmente igual as outras, preta com rosas vermelhas bordadas, mas não era aquilo que Ginny se referia, mas sim a uma figura na frente dela. 

Havia um garoto deitado em uma esteira logo ao lado da entrada da tenda. Com dois cães deitados ao seu lado, ele poderia estar muito bem dormindo, mas nenhum deles podia dizer com os óculos escuros que cobriam seus olhos. 

– Por que não perguntamos a um dos elfos? – Ron perguntou.

– Porque eles estão ocupados, e vai que o tio dela deu ordem para não dizer nada sobre onde eles estão, pelo jeito que ela falou dele ele me parecia meio paranóico. 

– Tá, mas você pergunta, a amiga é sua. 

Ginny revirou os olhos mas começou a caminhar na direção do garoto, Ron a seguindo a alguns passos atrás. 

Os cães pareceram notar eles primeiro que seu dono, erguendo as cabeças para olhá-los, eles lembraram Ron do grande cão de três cabeças que havia encontrado no primeiro ano com os amigos, com olhos vermelhos e pelagem preta e marronzada. Mas diferente do cão do seu primeiro ano, estes não atacaram, nem mesmo rosnaram, um deles apenas se ergueu e lambeu a mão do garoto que estava na beira da esteira. 

O garoto puxou a mão assim que sentiu a lambida, colocando as duas mãos sobre o colo, ele inclinou a cabeça na direção deles e Ron se sentiu enrijecer, uma sensação estranha aflorando em seu peito conforme seus olhos dançavam pela forma do desconhecido. 

Ele era um garoto de cabelos realmente brancos e cacheados, escondidos parcialmente embaixo de um gorro preto, sua pele era pálida como neve com algumas pintas espalhadas pelo rosto, seus lábios eram rodados, pressionados em uma linha fina enquanto ele parecia fazer o mesmo com eles, os olhando de cima abaixo. 

Comparando as roupas de ambos, ele usando roupas que pareciam ser novas em folha e caras, Ron sentiu as bochechas arderem de vergonha e se forçou a desviar o olhar enquanto Ginny falava. 

– Oi! Eu estou procurando por Luna Lovegood, você a viu? Eu sou Ginny, este é meu irmão, Ron, ela é minha amiga, nos combinamos de nós encontrar aqui mas ela não foi, é, muito clara com as instruções da tenda dela. 

O garoto moveu seus olhos de Ron para a garota, ele não disse nada por alguns segundos, estendendo uma das mãos para o cão que havia a lambido antes e acariciando sua cabeça. 

– Luna Lovegood – Ele repetiu, havia um sotaque que Ron supôs ser francês na forma que enunciava as palavras, como se estivesse tentando imitar a forma que Ginny havia dito. 

– Sim, você a viu? – Ginny perguntou. 

– Sim – O garoto respondeu, seus lábios se curvaram em um pequeno sorriso, seus olhos foram para Rony de novo e então para os cães que se moveram dos pés da esteira no momento em que ele começou a se levantar. 

– Ótimo, em que lugar? 

Ele não respondeu a isso, caminhando em direção a entrada da tenda e a abrindo um pouco, o suficiente apenas para colocar a cabeça para dentro, gritando algo em francês e em seguida se afastando, os olhando de novo. 

– Vocês são Weasley, certo? – Ele perguntou. 

Ginny e ele trocaram um olhar.

–... Sim?

– Luna falou sobre você – Ele disse, parecendo pensar um pouco e então continuando – Ginny Weasley. 

– Ah, então você conhece ela?

– Você pode dizer isso, sim – O garoto olhou para Ron – Ela não me contou sobre você, no entanto. 

– Eles não se conhecem – Ginny disse, – Ele é mais velho que eu, não estamos na mesma classe.

– De onde vocês se conhecem? – Ron perguntou apenas porque não queria ficar em silêncio. 

– Da vida. 

Isso não significava muito, ele estava prestes a perguntar o que isso queria dizer quando a entrada da tenda se abriu e uma garota que se parecia é muito com o menino saiu, exceto que ela usava um vestido de cores vibrantes, seus cabelos brancos chegavam até a cintura repicados de modo desigual e um enorme sorriso sonhador estampava sua feição quando ela viu Ginny, praticamente correndo até ela e se jogando na menina.

– Você veio! Papai disse que você não conseguiria encontrar o canto com o que eu disse, mas eu sabia que você conseguiria, Ginny! 

A garota exclamou. Diferente do garoto, ela não tinha sotaque francês algum, então ele supôs que essa fosse Luna e se o garoto e ela eram tão parecidos, ele também era um Lovegood? 

– Você poderia ter sido um pouquinho mais direta, Bunny – Ginny disse, a afastando um pouco, mas não a soltando. Não que ela aparecesse que fosse conseguir. 

– Você acha? Eu vou tentar da próxima vez – Luna falou, ela olhou para ele mas não disse nada, apenas acenando com a cabeça e começando a puxar Ginny para dentro da tenda – Mas agora, eu estava tentando desenhar alguns zomboloides, eles tentavam fugir toda vez, você tem que me ajudar a segura-los um pouco, está bem? 

– Ah, eu o que? Você tem- Ron, você pode ir, eu me viro para ir para casa.

– Você tem certeza disso? 

– Você pode entrar se quiser, Ron – O garoto foi quem falou, Luna conseguindo puxar Ginny totalmente para dentro da tenda, um dos cães as seguindo e mantendo apenas outro que o encarava quase tão fixamente quanto seu dono – Meu pai e o pai dela saíram por um tempo, você pode ficar até elas acabarem o quer que Luna esteja fazendo. 

Rony não deveria ficar, ele nem era obrigado a isso já que seu pai falou de deixar Ginny lá, não de esperar para trazê-la de volta. Ele deveria voltar rápido e cuidar para que Digory não conseguisse encantar totalmente os amigos dele com seu charme lufano, mas apesar disso, algo dentro dele, aquela sensação que deixava suas bochechas quentes sempre que o garoto o olhava mesmo com os óculos escuros e sorria, o impedia de negar. 

Ele segurou a parte da tenda para que ele passasse. Ron notou que ele era alguns centímetros mais alto que ele, embora talvez isso pudesse ser graças aos coturnos que ele usava, assim como notou o calor que ele emanava e o cheiro de eucalipto que se misturava com o cheiro de chocolate queimado que tomava o interior da tenda. 

Como o esperado da localização que estava, o interior da tenda tinha o dobro, talvez o triplo do tamanho da que os Weasley estavam, com decorações prateadas e vermelhas, móveis de boa qualidade e uma verdadeira divisão dos cômodos.

Ginny e Luna sumiram em um deles, Luna falava alto sobre o que estava fazendo e Ginny concordava com a cabeça, a olhando com um sorriso estranho nos lábios. Deixando assim os dois garotos sozinhos no que deveria ser uma sala de estar. 

– Ron Weasley, certo? – O garoto perguntou depois de alguns segundos em silêncio, se jogando em um dos sofás da sala, um dos cães se deitou em seus pés, o outro tinha seguido as meninas. 

– É, sim, e você? Lovegood o que? 

Ele soltou uma risadinha, – Nah, eu não sou Lovegood.

– Não? Tem certeza? Você e Luna parecem gêmeos, e eu sei do que eu estou falando, meus irmãos mais velhos são gêmeos. 

– É, não somos gêmeos, mas meu pai e a mãe dela eram, então talvez isso tenha algo haver com nossa aparência. 

A mãe de Luna. 

Com quem Xenophilius Lovegood se casou mesmo? Qual era o sobrenome de solteira dela? 

– Então, você é o que? 

Ele sorriu, gesticulando com uma mão ao redor, para o papel de parede repleto de rosas, a maioria vermelhas, embora as outras fossem coloridas dando um ar meio maluco ao cômodo. Ron pensou um pouco, rosas, francês, ah.

– Você é um Rosier.

– Sim, meu nome é Remi. E não do jeito inglês que vocês falam, é Rê-mí, diga isso. 

– Remi – Ron disse, o imitando, – Remi Rosier. 

– Ron Weasley. 

– É, nome legal. 

– Obrigado? 

– Você está agradecendo ou perguntando se tem que agradecer? 

– Os dois? 

– Então, De nada. O que você está fazendo aqui? Eu não sabia que haviam outros Rosier por aqui. 

– E não há, exceto pelo meu tio, Félix, você o conheceu? Ele estava em Hog-, na escola de magia daqui.

– Não, ele estava no último ano dele quando eu entrei, eu acho. 

– Sim, provavelmente, você e sua irmã, seus irmãos, são da mesma casa? 

– Sim, e você? Você não estuda em Hogwarts, estuda? Eu nunca te vi por lá. 

– Não, eu e meu pai moramos na França desde que eu me lembro, então eu estudo em Beauxbatons. Sexto ano

– Ah, então você é mais velho que eu, vou pro quinto esse ano. É bom lá?

Remi arqueou um pouco a sobrancelha com a informação, mas sorriu com a pergunta. 

– Claro, eu não estudaria lá se não fosse – Ele respondeu e então pareceu pensar um pouco, começando a se levantar – Eu esqueci de perguntar, que péssimo anfitrião eu sou, você quer comer ou beber alguma coisa? Luna trouxe alguns biscoitos que ela fez em casa, são comestíveis, eu garanto, e tem suco e refrigerante. Tem vinho também, mas não acho que eu possa te oferecer isso também, né? 

– É, eu vou aceitar o suco e os biscoitos. 

– Ótimo, volto em um segundo – Remi disse e olhou para o cão, falando algo em francês que o fez se sentar de novo e não o seguir enquanto ele saia em direção aonde deveria ficar a cozinha. 

Ron aproveitou que estava sozinho para passar as mãos no rosto e no cabelo, se perguntando o que diabos ele estava fazendo ali? O que diabos ele estava fazendo conversando com um Rosier acima de tudo? Uma das principais famílias do sagrado vinte e oito que tinha sido não só leal a Grindelwald como também a Voldemort. 

Mas era de alguma forma a família de Luna, afiliada aos Lovegood e naquela pouca conversa Remi não tinha sido tão insuportável quando Malfoy tinha sido na primeira vez em que se conheceram. 

Enfiado em seus pensamentos, ele não percebeu que o cão tinha se aproximado dele até às patas de apoiarem em seus joelhos enquanto o olhava com curiosidade. Ron piscou os olhos voltando a terra e hesitante, levou a mão até a cabeça dela, acariciando. 

– Oi, você tem um nome? 

– Sim, é Princesse

Remi foi quem respondeu, voltando a sala com uma bandeja com dois copos de suco e um prato cheio de biscoitos deformados e coloridos. Ron repetiu o nome algumas vezes enquanto ele colocava tudo na mesa do centro.

– Isso é Princesa em francês? Você colocou o nome dela de princesa?

– Oui, em minha defesa eu ganhei as duas quando eu tinha, eu não sei, sete, oito anos? Você não deve ter dado nenhum nome melhor aos seus bichos com essa idade. 

– Ah, não...Eu tinha um rato que se chamava Pereba. 

Remi soltou uma risada, entregando a ele um dos copos e bebendo do outro.

– Um rato? Chamado Pereba? Você não pode mesmo me julgar, Ron Weasley. 

– Obrigado, e eu não estou te julgando, mas eu tenho quase certeza que não fui eu quem deu o nome, que foi meu irmão.

– Um dos gêmeos? 

– Não, Percy, ele é o terceiro mais velho. 

– O terceiro, você é qual? 

– O que fazer, eu acho? A família é grande, tem o Charlie, o Will, o Percy, as irmãs, eu e a Ginny. 

– Realmente é enorme – Ele pegou um dos biscoitos – Em casa sou só eu e meu pai, quando a Luna visita tem ela, se não...

– E sua mãe? 

– Morta. 

– Ah, eu, eu sinto muito, eu não deveria ter perguntado assim.

– Tudo bem, eu nem conheci ela mesmo. Morreu quando eu nasci, complicações no parto, pelo que meu pai disse. 

– Isso...Isso é uma merda. 

Ele balançou a cabeça com um sorriso, – Sim, merde.

Nenhum dos dois disse mais nada por alguns minutos, comendo os biscoitos que Luna havia feito. Princesa voltou para o lado de Remi e tinha feito o mesmo que havia feito com ele, pulando sobre seus joelhos apenas por tempo o suficiente para que o garoto a reconhecesse e se abaixasse sem que ele a acariciasse.

Remi suspirou tirando os óculos e esbugalhando os olhos. Eles pareciam irritados nas bordas, sua íris era de um azul quase violeta e parecia tremer involuntariamente de um lado para o outro. Olhando, Ron esqueceu de engolir o suco e quando se forçou a fazê-lo quando os olhos de Remi o encararam, ele começou a atirar violentamente engasgado. 

Princesa pareceu se assustar e latiu enquanto o Rosier cruzava rapidamente a sala para bater em suas costas até que ele parasse de atirar, o devolvendo o copo quando não parecia mais que ele ia morrer, não mais do que sua dignidade estava morta. 

– O que foi isso? Você está bem, Ron? – Ginny pediu entrando na sala, Luna estava logo atrás dela e a outra cadela também.

– Sim, ele só se engasgou – Remi respondeu por ele, esfregando suas costas, um arrepio percorreu Ron – Você está bem? 

A voz dele era uma sussurrada em seu ouvido. Desajeitado, Ron se contorceu saindo do alcance da mão dele e devolvendo o copo para a mesinha

– Sim, sim, desculpe eu- Ginny, você já acabou? Tá ficando tarde, é melhor voltarmos antes que o pai se preocupe. 

– Eu- Luna queria que eu dormisse aqui, você pode voltar e dizer ao papai isso, eu volto pela manhã antes do café.

– Não faz bem sair antes do café, dá azar – Luna cantarolou atrás dela. 

– Depois do café – Ginny corrigiu. 

– Tá, tá, se é isso que você quer, eu já vou- eu já vou indo, tchau Luna, tchau Remi. Obrigado pelo suco.

E antes que qualquer um deles pudesse dizer nada, ele saiu praticamente correndo da tenda. O rosto queimando de vergonha e do quer que fosse aquela sensação em seu peito.