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𝐎 𝐀𝐌𝐈𝐆𝐎 𝐎𝐂𝐔𝐋𝐓𝐎 𝐃𝐎𝐒 𝐄𝐈𝐍𝐇𝐄𝐑𝐉𝐀𝐑𝐒 ʳᵒʳ

Summary:

𝐙𝐄𝐔𝐒 descobre que os einherjares iriam realizar uma confraternização tipicamente humana de troca de presentes. Obviamente, como o velho intrometido que era, o pai do Olimpo não apenas participaria da festividade sem ser convidado, mas envolveria também os demais deuses que nutriam grande interesse nos representantes da humanidade.

Notes:

As festividades de fim de ano começaram! Para celebrar o fim dessa jornada nestes últimos doze meses, trago a vocês o especial de Natal 𝐎 𝐀𝐌𝐈𝐆𝐎 𝐎𝐂𝐔𝐋𝐓𝐎 𝐃𝐎𝐒 𝐄𝐈𝐍𝐇𝐄𝐑𝐉𝐀𝐑𝐒, onde nossos amados personagens trocam presentes no mínimo... exóticos entre si.

Essa obra acontece no pós-Ragnarok, com o positivo cenário da vitória da humanidade e o retorno dos mortos nas rodadas. Os representantes da humanidade são ridiculamente famosos e populares nos três grandes territórios e têm o hábito de se reunirem para pequenas confraternizações exclusivas.

Infelizmente, um deus fofoqueiro descobre como será uma das confraternizações e rapidamente a informação de que ocorrerá um amigo oculto chega aos ouvidos divinos de alguns deuses. O resto... Vocês descobrirão nos próximos capítulos!

É válido ressaltar que é uma crackfic, tendo como sua única finalidade ser algo divertido para ler! Não esperem uma grande obra, mas sim grandes e duvidosas piadas

Chapter 1: Prólogo

Chapter Text

 

"Hoje, estamos reunidos para um único e inevitável propósito. É vital que todos estejam presentes e que tenham cumprido sua parte."

O grande salão do concelho de Valhalla tinha como finalidade principal ser o local onde, a cada mil anos, os deuses se reuniam em uma conferência para selar o destino da humanidade: a sobrevivência por mais um milênio ou a extinção completa da raça humana.

Entretanto, hoje, o concelho conhecido pela morbidez de sua criação teve as suas portas abertas para outro propósito; afinal, faltavam seiscentos anos até a próxima conferência.

O local em formato circular, que destacava a supremacia divina e perfeita, tinha um único ponto de luz na imensidão silenciosa em que se encontrava. A luz vinha unicamente do centro do salão, onde a figura de Zeus, o presidente do concelho, estava bastante relaxada em sua confortável e majestosa poltrona estofada de tecido vermelho carmesim.

"Ohohoh~" , puxando a ponta da barba grisalha, o pai do Olimpo ria satisfeito ao ver, com um olhar demorado, todos aqueles rostos memoráveis em um único lugar. Definitivamente, a última vez em que tal acontecimento ocorreu foi justamente no Ragnarök. "Pois bem..."

O deus se levantou de sua poltrona e, como se tivesse sido planejado antecipadamente, uma mão delgada, coberta por uma luva branca, surgiu da penumbra, estendendo algo para o deus grego, que prontamente pegou o objeto, esbanjando animação.

"...Que comece então..." tornou a falar o deus, colocando o objeto acima da cabeça; era um gorro vermelho com uma pequena bolinha branca no topo. "... o amigo oculto!"

Uma a uma, as luzes do salão foram sendo ligadas e, pouco a pouco, os rostos ocultados pela escuridão foram sendo revelados.

Sentados próximos a Zeus, em um sofá espaçoso e confortável, estavam os três irmãos mais velhos da divindade. Com exceção do deus do submundo, Hades, que se sentava no meio e sorria gentilmente com uma taça de vinho na mão direita, os deuses Poseidon e Adamanto detinham uma expressão entediada que até mesmo os menos observadores poderiam notar.

Outros deuses, como os nórdicos Odin e Thor, mantinham uma expressão neutra em seus rostos, com as caixas de presente repousando em seus colos e gorros vermelhos em suas cabeças. Sentados em poltronas pretas, Loki pairava de cabeça para baixo entre eles, com um sorriso arteiro e um gorro verde que desafiava as leis newtonianas.

Shiva também pairava, mas em um tapete indiano vermelho e fofo, rico em detalhes costurados em linhas de ouro. Como o local anteriormente estava escuro e silencioso, a divindade indiana estava no meio de uma soneca. Em vez de usar o gorro vermelho sobre a cabeça, colocou-o em cima de seus olhos. Outro que também pegou no sono foi o guerreiro Lu Bu, o homem estava quase caindo de sua poltrona que ficava ao lado de um certo deus nórdico.

Beelzebub estava com o corpo afundado em sua poltrona, e Nikola Tesla, usando um arco no cabelo com chifres de rena, presente confeccionado pela valquíria mais jovem, estava ao lado, completamente sem fala, tentando entender o gorro antigravitacional do deus nórdico. Mesmo que o gênio da humanidade sentisse seu ser implorar para ir até o deus e questioná-lo, manteve-se o mais imóvel que conseguia; o demônio que observava cada mínima ação sua o havia ameaçado, há poucos minutos, dizendo que o jogaria na lareira que crepitava alto atrás de Zeus se agisse desavergonhadamente na reunião. Engoliu em seco enquanto Beelzebub sorriu sem dentes, momentaneamente satisfeito.

Anúbis estava deitado em um tapete no chão, comendo biscoitos de gengibre junto de Okita e Zerofuku, que estavam sentados no tecido macio. A trindade peculiar fora formada há pouquíssimo tempo, quando chegaram ao consenso de que, para proteger os biscoitos de gengibre e os chocotones de Buda, precisavam unir-se formando uma barreira de almofadas ao redor deles e usá-las como munição caso o deus nepalense tentasse avançar contra o reinado doce deles.

Buda, com um gorro com estampa de pirulitos, parecia se divertir com a cena, tendo sua mente maquinando planos malignos para rouba-los cedo ou tarde.

Rasputin olhava o deus nepalense com ceticismo, pois via a maldade emanando junto com a risada maligna de quem faria mal até mesmo para uma velhinha. Ao lado do homem, Simo Häyhä, que estava com os olhos comprimidos e suspeitos em sua direção, não conseguia ver o russo de outra forma, mesmo depois de tanta conversa geopolítica e histórica que poderia ter feito a morte branca não o enxergava totalmente como um não inimigo.

Embora atualmente não demonstrasse hostilidade severa, pois o pai da humanidade reprovaria, Häyhä nunca deixaria sua guarda baixa na frente do russo. Logo, uma pequena faquinha de passar manteiga no pão estava muito bem escondida em suas longas roupas brancas.

Adão estava sentado confortavelmente em sua poltrona, incrivelmente vestido, usando calças pretas, uma camisa de manga longa com estampa natalina e um bordado em letras cursivas que dizia Esse pai ama o Natal , além de um gorro vermelho, obviamente. Conversando animadamente com Jack e Hércules que amavam passar o tempo com ele, além de aconselhar Kintoki e Leônidas para que não exagerassem nas bebidas. Ambos, conhecidos pela rebeldia, balançavam a cabeça em obediência fazendo a bolinha de seus gorros balançarem junto.

Apolo, que estava ao lado de Qin Shi Huang, puxou uma conversa que foi banhada de risadas altas e falácias narcistas enquanto bebiam vinho. Os dois usavam gorros, mas enquanto o deus do sol usava um gorro dourado, Qin usava um estampado com mini cabeças flutuantes de Hadesinhos com gorro vermelho. Extravagante, e toda vez que o deus do submundo desviava sua atenção para seu querido consorte, acabava tendo falta de ar de tanto rir.

Outros que também engataram uma conversa foram Susano'o e Sasaki Kojiro, que nos últimos séculos criaram uma amizade semelhante à de velhos amigos, que toda vez que se veem fazem piadas com a cara um do outro. O humano japonês, mesmo conversando em um tom divertido, podia sentir uma gota solitária de suor frio formar em sua testa pela tensão de ser observado por um par de olhos azuis cristalinos a uma curta e perigosa distância.

Um pouco distantes, estava Hermes na mesa com a refeição principal, que se afastara de seu pai para impedir que o profeta da humanidade roubasse o peru que só seria servido após a troca de presentes. Raiden, que estava abaixo de Shiva, assistia à cena divertido com um Nostradamus agarrado à ponta da mesa, enquanto o deus mensageiro segurava o humano pelo tronco. Taimōon ria comendo as frutas cristalizadas que retirava da massa de um pobre panetone que estava sendo seu refém.

O salão, muito bem decorado com bugigangas natalinas, tinha uma bela árvore decorada por Souji, Häyä e Zerofuku, com pisca-pisca em todos os lugares, até mesmo na poltrona de Zeus. Enquanto os lugares em que os deuses e humanos estavam organizados em uma roda, havia mesas e mais mesas com comida que, antes mesmo da reunião iniciar, foram duramente saqueadas por Buda e Beelzebub.

Zeus dava pequenos pulos, extremamente animado para receber seu presente. Caso não o agradasse, mandaria quem fosse a pessoa para Niflheim.

Mas afinal, como esses deuses e humanos que anteriormente estavam em lados opostos em uma arena para lutarem até a morte, agora estavam prestes a trocar presentes, desde os mais impressionantes aos mais esdrúxulos?

Ao gentil leitor curioso, a razão dessa reunião peculiar e incomum começou com algo simples, mas que tem o poder de provocar guerras que dizimavam raças.

Uma fofoca...