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Natal doce

Summary:

Uma ômega carente. Uma matilha tentando lhe amparar e uma surpresa de natal.

Notes:

Oi oi, resolvi trazer essa oneshot do itzy ot5 abo de natal atrasado. Postado também no wattpad,twitter e spirit. Espero que gostem.

Cheiro e classificação de cada uma das meninas:

Yeji: alfa líder/vinho
Lia: ômega luna/morango
Ryujin: alfa/chocolate com pimenta
Chaeryeong: ômega/cereja
Yuna: beta/algodão doce

>chae centric<

os gêmeos da lia são os keiju e donghwa do kickflip,achei a cara das meninas(aqui eles tem 1 ano e 2 meses)

 

curiosidade sobre a lia ser luna,caso não saibam o que é:

geralmente se refere à parceira(o) de um alfa com uma posição de destaque dentro da hierarquia social, como a líder feminina da alcateia.

Work Text:

Fora Chaeryeong que resolveu fazer um ninho no meio da sala. A ômega estava bastante determinada em deixar sua matilha confortável, protegida e quentinha naquele final de tarde da véspera do natal. Dezembro era a época mais fria na Coreia, e conhecendo bem seus dois filhotes, ambos poderiam ficar doentes devido a diferença de temperatura. Por isso todas evitavam sair de casa com eles. Quando precisavam de algo, uma delas saía de casa enquanto o restante da matilha cuidava dos pequenos Donghwa e Keiju.

Lia desceu as escadas com Donghwa no colo, enquanto Yuna a seguia com Keiju. Assim que entraram na sala, a Choi sorriu, descendo o filhote no colo.

— Que ninho bonito meu amor. Você é tão caprichosa. — Elogiou, percebendo como a Lee ficou feliz, quase ronronando indo em sua direção e enfiando o rosto na glândula de cheiro da ômega, perto da marca de mordida. Lia a envolveu com os braços, fazendo cafuné nos fios sedosos de sua ômega. Percebeu o quanto o cheiro de cereja estava mais doce do que o comum, estranhou já que seu cio foi a dias atrás, porém ela não comentou nada. Além do seu cheiro, um outro mais fraco estava presente, mas ela mal conseguia senti-lo. Seu cenho se franziu, mas tentou disfarçar para não transparecer demais. Talvez ela estivesse ainda sob efeitos do cio, por isso Chaeryeong estava tão carente ultimamente.

— Mama… — Chaeryeong se afastou de Lia quando sentiu mãozinhas em sua perna e sorriu docemente, se abaixando e ficando na altura do filhote.

— Oi amor.

— Mama… ninho… — Apontou para o ninho da ômega e a mesma pegou o filhote no colo.

— Vamos entrar meu amor. Mama fez para proteger meus bebês do frio. Vem aqui Keiju. — Chamou o outro filhote perto de Yuna, os colocando no meio do ninho com alguns brinquedinhos. Sorriu encantada por vê-los aconchegados e brincando. Yuna se aproximou da ômega e sorriu quando ela a abraçou, inalando seu perfume de algodão doce.

— Seu ninho tá lindo amor. Os bebês estão tão confortáveis. — Elogiou, sabendo o quanto isso agradaria tanto a ômega, como seu lobo. E foi instantâneo o quanto ela liberou seu cheiro enquanto ronronava no pescoço da beta. Yuna também percebeu o quanto o perfume da Lee estava mais forte e doce, mas ignorou assim como Lia.

— Eu quero nossas alfas aqui logo para ficar deitada com todas vocês. — Resmungou, esfregando o nariz na glândula da beta. Yuna foi puxada para dentro do ninho e sem reclamar fora deitada e “esmagada” com o peso da ômega carente. Riu fracamente, abraçando a companheira e deixando um beijinho carinhoso na testa dela. Lia tinha ido para a cozinha, retirando os biscoitos de chocolate do forno elétrico, aproveitando que seus bebês estavam protegidos. Cantarolava uma canção de natal infantil que seus filhotes ouviam todos os dias ultimamente, enquanto decorava os biscoitos. Deu uma olhada no Peru assando no forno do fogão e logo deu atenção ao que fazia.

Sua distração logo foi dissipada quando sentiu os característicos cheiros de suas duas alfas: chocolate com pimenta de Ryujin e vinho de Yeji. Sentiu sua cintura ser abraçada por trás pela Shin e sorriu.

— O cheiro está maravilhoso. — Se arrepiou com o beijo que recebeu em cima de sua marca de mordida. Se virou para ela, selando seus lábios.

— Achei que demorariam mais. Chaeryeong está choramingando por vocês duas lá no ninho. — Comentou, se derretendo quando foi abraçada pela alfa e a mesma liberou seu cheiro suavemente pela cozinha.

— Nossa ômega está tão carente ultimamente. Será que ela vai entrar no cio novamente? Não deu nem duas semanas que ela estava em um. — Comentou meio preocupada. Lia gemeu quando foi afastada pela sua alfa, mas logo ronronou quando percebeu que estava nos braços de Yeji.

— Chae está chamando vocês duas. Ela quer todas no ninho com ela. — Falou, selando os lábios da ômega em seus braços. — Se ela estiver entrando mesmo no cio novamente, devemos levá-la ao médico. Não é normal ela ter outro, duas semanas que acasalamos. — As alfas trocaram olhares, com certeza conversariam com a ômega sobre isso. Lia suspirou se afastando das companheiras e voltou a decorar os biscoitos.

— Melhor vocês irem. Logo vou para o ninho. Deixa eu só desligar o forno ou todos vão comer Peru queimado. — Brincou, tentando amenizar o clima. Tinha percebido pelos cheiros de suas alfas, que ambas estavam preocupadas com Chaeryeong. Ryujin foi para a sala e Yeji iria segui-la, mas foi segurada pelo pulso por Lia. — Podemos conversar rapidinho?

— Claro, o que foi minha Luna?

— Eu sei que não podemos tirar conclusões precipitadas, mas… — Suspirou. — Nossa ômega está carente e sem que pedíssemos, fez o ninho na sala e pediu para todas irem para o ninho, até mesmo nossos filhotes. Eu me aproximei dela alguns minutos atrás e senti seu cheiro mais forte, sem contar que parecia que outro cheiro fraco estava impregnado nela. — Levantou o olhar para a alfa, que a ouvia atentamente. — Ela está com as mesmas atitudes de quando eu estava grávida dos gêmeos. Será que ela?... — Deixou a pergunta no ar, porém Yeji tentou não ofegar com o impacto da tal constatação de sua ômega. Seria possível Chaeryeong estar esperando um filhote? Duas semanas tinham passado depois do seu cio.

— Tem uma grande chance. Ela não está tomando os anticoncepcionais e pediu para eu e a Ryujin gozar dentro no cio dela. — Mordeu os lábios, se sentindo leve quando sentiu os feromônios de Lia sendo liberados para acalmá-la. Não seria uma notícia ruim, era óbvio. Mas seria uma surpresa, sendo que os gêmeos tinham apenas 1 ano e 2 meses e estavam aprendendo a falar. — Bom, não vamos preocupar com isso agora, hoje é véspera de natal e nossa ômega nos espera. Vamos. — Lia assentiu, guardando os biscoitos em uma vasilha de vidro e desligando o forno onde estava o Peru.

Foram para a sala de mãos dadas e sorriram quando viram a cena adorável dos filhotes dormindo aconchegados no cantinho do ninho, abraçados com seus ursinhos. Yuna estava ao lado direito deles, Chaeryeong no meio e Ryujin do lado esquerdo. A líder da matilha e sua Luna perceberam que Chaeryeong estava se embriagando com os feromônios das parceiras. A Lee percebeu a presença das companheiras que faltaram e gemeu dengosa às chamando.

— Estamos aqui, minha ômega linda. — Ryujin se afastou para que deixasse Yeji se aproximar da Lee, enquanto Yuna se afastava para que Lia pudesse abraçar a ômega delas.

Chaeryeong, de olhos fechados, passou a farejar suas companheiras, inalando seus aromas reconfortantes. As quatro tentavam deixá-la o mais confortável possível. A combinação de cereja com algodão doce,vinho,chocolate com pimenta e morango, não só faz com que a ômega carente se afunde completamente, a deixando bêbada de cheiro, mas também conforta os gêmeos, que soltam sons inconscientes de satisfação em meio ao sono.

— Cheira tão bem. — Murmura, agarrada a blusa de sua alfa Yeji. Yuna sorri, abraçando Lia e aproveitando suas mãos entrelaçadas com Chaeryeong. Ryujin ri apaixonada atrás de Yeji, observando o quanto a ômega está confortavelmente bem no meio delas. Yeji beija o topo da cabeça de Lee, afundando seu rosto no pescoço dela e percebendo o tal cheiro fraquinho que Lia comentou com ela antes.

Ficaram horas no ninho, sussurrando doces palavras para Chaeryeong. A ômega se sentia tão bem e feliz com suas companheiras e seus filhotes em seu ninho, e sempre choramingava quando uma delas tentava sair para ir ao banheiro.

— Amor, nossos bebês logo vão acordar com fome. Precisamos arrumar a mesa, já passa das duas da tarde. — Yeji soltou, sorrindo fraco com o choramingo da ômega em seu pescoço.

— Não podemos comer aqui? — Perguntou manhosa.

— Você não gostaria de sujar seu ninho não é mesmo meu bem? — Ryujin perguntou carinhosamente e Chaeryeong negou com a cabeça. A Lee era chata com limpeza, mas naquele momento ela só queria ficar aconchegada com sua matilha e seus filhotes.

— Vamos almoçar rápido e logo voltamos pra cá, que tal? — Yuna sugeriu, observando a ômega afastando seu rosto do pescoço da alfa líder e suspirando.

— Pode ser. Mas eu quero ficar com você beta. — Yuna sorriu, assentindo com a cabeça. Se levantaram depois de alguns minutos que os filhotes acordaram chamando por Lia e Ryujin. Yeji ajudou a ômega ainda fraca por tantos feromônios nela, a se levantar. Yuna se aproximou delas, recebendo um selinho da alfa e abraçou Chaeryeong de lado enquanto todas iam para a sala de jantar.

Yeji ajudou Lia a levar as panelas e pratos para a mesa,junto com a forma com o Peru. Chaeryeong sentou no colo de Yuna de lado, abraçando a mesma pelo pescoço, cheirando sua glândula.

— Minha ômega carente, precisa comer. Toma um pedaço de Peru,nossa Lia fez com tanto carinho e dedicação. — Foi tudo tão de repente que elas mal reagiram. Enquanto todas se serviam, Chaeryeong afastou seu rosto do pescoço da beta e suspirou olhando para o pedaço da carne, porém somente com o cheiro fez com que seu estômago se revirasse todinho. Em segundos a ômega saiu correndo para o banheiro do corredor, se debruçando no vaso e jogando tudo o que tinha no estômago. Yeji e as outras foram correndo ver como a Lee estava.

Estavam preocupadas, pois Chaeryeong não parava de vomitar, choramingando enquanto segurava sua barriga. Yuna se aproximou dela, segurando seus fios de cabelo para não se sujar,enquanto sua mão e de Lia esfregavam suas costas, a confortando. Yeji e Ryujin trocaram olhares, isso não estava certo. Entre as cinco, Chaeryeong era a que tinha a saúde mais forte,sempre se preocupando em não adoecer e cuidar de todos, até mesmo dos filhotes. A cabeça da Hwang ainda martelava com a possibilidade da ômega estar mesmo grávida.

Assim que Chaeryeong parou de vomitar e percebeu que não jogaria mais nada fora, se encostou na parede ao lado do vaso, seu rosto pálido e frágil com os olhos fechados. Lia deu descarga e fechou a tampa, se agachando em frente a ômega.

— Está melhor meu bem? — Chaeryeong começou a chorar, abraçando Yuna que estava ao lado esquerdo dela. A beta, assim como as outras ficaram alarmadas e preocupadas com o repentino choro da ômega, mas tentaram não demonstrar aflição, liberando seus cheiros para acalmá-la.

— Vamos levá-la para o quarto, lá é melhor para ela. — Yuna pegou a Lee no colo a pedido de Yeji, indo para o quarto sendo seguida pelas companheiras. Ryujin voltou para a sala de jantar para ficar com os filhotes, mas caso precisassem dela, iria sem pensar duas vezes. Chaeryeong fungava, com o rosto enterrado na glândula de Yuna, tentando se acalmar. Todas tinham percebido o medo e aflição da ômega através da marca.

— Meu bem, quer conversar sobre o que aconteceu? Sente alguma dor? Podemos ir ao médico se precisar. — Yeji se aproximou delas, liberando seu cheiro para continuar acalmando a ômega. Seu rosto ainda enterrado no pescoço de Yuna, com a beta abraçando seu corpo meio fraco, suspirou. Lia se sentou na cama ao lado delas, ajudando sua líder a acalmar a ômega. Ela nunca esteve tão aflita e ansiosa como agora, e a angústia dela afetava a todas, até mesmo Ryujin que tentava focar nos gêmeos se alimentando. Chaeryeong estava tão bem com sua matilha, até se lembrar de algo que a deixou insegura, desencadeando seu choro.

Chaeryeong só se acalmou depois de alguns minutos, afastando seu rosto do pescoço cheiroso da beta, percebendo sua líder e sua luna a olhando preocupada. Seus olhos ainda marejados e opacos, se desviaram.

— Algo te aflige muito Chaery, o que aconteceu amor? Estamos todas aqui para te ajudar. — Chaeryeong ouviu a voz de Yuna. Um suspiro foi solto novamente, um bico automaticamente se fazendo em seus lábios enquanto seus pensamentos vagavam para a conversa de suas duas alfas na tarde anterior. Saiu dos seus pensamentos com a mão de Lia em cima da sua. Olhar para sua ômega, fez com que ela liberasse mais lágrimas abundantemente.

 

{Flashback dia anterior}

 

A casa estava bastante silenciosa, os filhotes tinham acabado de dormir o sono da tarde, enquanto Yuna e Lia tinham saído para fazer compras. A ômega achou que estava sozinha com os bebês, minutos depois de botá-los para dormir, então resolveu tirar suas dúvidas que martelava sua cabeça a dias após o cio. Em sua mão, um teste de gravidez com duas linhas comprovando que estava grávida. A casa estava infestada pelo cheiro doce de cereja, seu rosto radiante em poder contar mais a noite para sua matilha que estava esperando um filhote. Ouviu vozes no andar debaixo, vozes conhecidas sussurrando na cozinha. Ryujin e Yeji, suas duas alfas, estavam de costas para ela, falando baixo demais. Tenso demais.

Chaeryeong ficou escondida na parede, incapaz de sair dali,querendo ouvir a conversa.

— Eu não consigo simplesmente aceitar. — Ryujin dizia, a voz firme, quase irritada. Seu cheiro de chocolate com pimenta começou a ficar forte, incomodando o nariz sensível da ômega. — Não depois de tudo que a gente passou.— Yeji suspirou, a frustração evidente até no ar, seu cheiro de vinho ficando tão forte que parecia que estava podre,fez o estômago da ômega se contrair. Botou sua mão na barriga, tentando não vomitar ali.

— Eu sei. Mas se isso vier agora, vai bagunçar tudo de novo. Vai mudar nossa vida inteira… — Chaeryeong sentiu um arrepio percorrer a nuca. Ryujin bufou, passando a mão no cabelo curto.

— Nós não estamos preparados pra isso novamente. Não agora. Não desse jeito. — Yeji concordou devagar, seu olhar meio vago e pensativo. — E você sabe como é… quando aparece, sempre traz problemas, confusão… E responsabilidade.

— Muita responsabilidade. — Yeji murmurou. O coração de Chaeryeong afundou.

Responsabilidade… alguém novo… vai mudar a vida delas… não estão preparadas…

As palavras pareciam martelar direto no peito dela. Segurando ainda a barriga, em um gesto automático e protetor, tentou segurar seus feromônios doce e tensos demais. A voz de Ryujin veio de novo, em um tom que a deixou ainda mais gelada.

— Se isso realmente acontecer, não sei como vamos lidar. Eu não quero que ninguém se machuque por causa disso. — Yeji ficou em silêncio por alguns segundos, antes de responder.

— Nem eu. A gente não pode deixar algo assim desestabilizar a matilha. Não agora que tudo está bem e tranquilo. — Chaeryeong recuou um passo, o ar preso nos pulmões.
Ela interpretou tudo de uma forma só.

Elas não iam aceitar.
Elas não queriam.
Para elas, um novo bebê seria um problema, uma instabilidade, um erro.
Como elas sabiam que ela estava grávida se ela tinha feito o teste agora? Será que foi pelo seu cheiro?

O peito dela começou a apertar, a ansiedade crescendo rápido, quente, sufocante. A visão ficou levemente turva enquanto ela pensava.

“Eu devia ter contado mais cedo… eu devia ter preparado elas… E se elas não quiserem? E se me mandarem embora da matilha? E se…”

Seu pé esbarrou em um brinquedo de um dos gêmeos, se assustando e fazendo um barulho alto. Ryujin e Yeji se viraram de imediato, mas Chaeryeong já estava se afastando, quase tropeçando nas próprias pernas enquanto tentava controlar a respiração acelerada. Se a ômega tivesse ficado mais um minuto ali, poderia entender o desfecho da conversa de suas alfas.

— …É por isso que a chegada da minha mãe pode ser um problema. Ela vai infernizar a vida das nossas ômegas e da nossa beta,impondo regras que não existem mais. Ômegas já não são mais submissos aos seus companheiros e betas não são escravos que não servem pra nada. — Yeji comentou amargurada,odiava a mente de sua mãe que não amadureceu e vivia na mente de anos atrás.

Mas Chaeryeong já estava longe.
Longe demais para saber que a conversa nem tinha relação com ela. Ou com o bebê. Só restava sua ansiedade, que agora rugia junto com seu lobo, sentindo a dor de supostamente seu filhote sendo rejeitado pelas suas alfas. Seu rosto molhado pelas lágrimas não escondia o quão magoada ela estava.

 

{Atualmente}

Lia limpou o rostinho de Chaeryeong que continuava derramando lágrimas. Seus feromônios estavam fortes, o cheiro de cereja podre impregnando e incomodando todas. Yeji liberou mais do seu cheiro para acalmá-la. Chaeryeong não soltava Yuna, mas sua mente parecia nebulosa, tanto pelos feromônios,quanto pela ansiedade e medo. Medo de todas odiarem em saber que ela estava grávida.

— E…eu ouvi a conversa de vocês ontem… — Começou, a voz rouca e meio arranhada de tanto chorar. Seu olhar apenas na alfa aflita. — Você e Ryujin.

— Nossa conversa… o que você ouviu meu amor? — Yeji perguntou baixinho, não queria que algo causasse gatilho para sua ômega voltar a chorar novamente. Yuna estava sendo seu apoio naquele momento, enquanto Lia sentada ao lado da Lee,tentava acalmá-la também.

— Aumentar a família seria algo muito ruim? — Fez outra pergunta, ignorando a da Yeji. A alfa franziu o cenho,trocando olhares com sua outra ômega e Yuna. Chaeryeong fungava ainda, se segurando para não entrar em crise de ansiedade novamente. Tinha medo de sua matilha não aceitar ela e seu bebê, não teria outro lugar para ficar. Viveria sozinha por aí com um filhote que não tinha culpa de nada…

— Chae… amor. — Ouviu a voz calma de Lia e suspirou. Talvez todas tinham medo de acontecer com ela o que aconteceu com Lia que quase morreu dando à luz aos gêmeos. Sua gravidez foi de risco e ninguém sabia se ela viveria ou não. Se acontecesse a mesma coisa com ela, suas companheiras se sentiriam mal? — Minha ômega, foca na gente, sua respiração está começando a ficar ofegante, estamos aqui. Respira. — Fez o que Lia pediu, automaticamente. Sua mente estava a mil.

Ryujin apareceu no quarto, se sentindo inquieta por sentir a angústia de Chaeryeong pela marca. Tinha deixado os gêmeos no cercadinho por alguns minutos, apenas para saber o que estava acontecendo com sua ômega.

— Chae, eu não sei o que você ouviu, mas… aumentar nossa família não seria algo ruim. Me diga, o que você ouviu dias atrás?! — Yeji pediu cautelosamente. Yuna esfregou as costas da ômega, sussurrando coisas para ela acalmá-la. Pousou seu pulso no nariz dela para ela sentir seu cheiro calmo e funcionou. Chaeryeong se ajeitou melhor nos braços de sua beta e trocou olhares com todas presentes. Ryujin estava próxima de Lia.

— Ontem eu ouvi vocês duas conversando sobre a presença de mais uma pessoa seria complicado, uma grande responsabilidade…. — Sua voz era baixa e fraca.

— Amor…

— Se vocês não querem mais um filhote na matilha, não precisam se preocupar, eu vou embora e…

— Espera, espera… O que você está falando meu bem? — Yeji trocou olhares com Lia. A intuição da ômega estava certa, Chaeryeong realmente estava grávida e pelo jeito tinha entendido tudo errado.

— Eu estou grávida, desconfiei dias depois do meu cio porque eu vomitava e estava bastante enjoada e cansada… – Recomeçou, seu olhar caído para o colo, enquanto sentia o corpo de sua beta a abraçando, tentando acalmá-la. Ela não tinha percebido o olhar de felicidade momentânea em cada uma de suas companheiras. — E ontem eu fiz o teste e confirmei minha suspeita. Eu estava feliz pretendendo contar para todas que nossa família iria crescer, m…mas… — Mordeu os lábios trêmulos, tentando não chorar novamente. — Eu fui pra sala e ouvi vozes na cozinha, eu peguei o meio dela.

Ryujin e Yeji já estavam sacando o que ela ouviu, mas deixaria ela dizer, só pela marca conseguiam sentir a angústia e tristeza da ômega e isso entristecia seus lobos.

— Vocês diziam que seria muita responsabilidade uma nova pessoa, que a gente não conseguiria se adaptar, ficarmos bem… é…é tão ruim assim eu estar esperando um bebê? — Levantou o rosto, os olhos marejados e um bico triste. Em outra ocasião achariam essa visão fofa, mas perceberem o quanto Chaery estava triste, magoada e desolada por um mal entendido tinha feito com que seus lobos se agitassem dentro de cada uma. Ryujin se sentou na cama ao lado de Lia e de frente para a Lee. — Vocês têm medo de acontecer comigo,o mesmo que aconteceu com a… a Lia?

— Meu bem, olha para mim! — Ryujin segurou o rosto da ômega, enxugando as lágrimas teimosas que voltaram a cair. Seu olhar embaçado transmitia a dor de uma possível rejeição e tanto Yeji,quanto a Shin estavam com ódio de si mesmo por terem magoado; sem saberem, a ômega delas. — Você entendeu tudo errado meu amor. Ter outro bebê seria maravilhoso, eu e Yeji já tínhamos comentado que seria ótimo você engravidar após seu cio, até porque você nos pediu para atarmos nosso nó e você já não toma mais os anticoncepcionais faz meses.

— Sem contar que eu e Ryujin recebemos cargos maiores na empresa. Pretendemos comprar uma casa maior porque essa já está ficando pequena e nossos filhotes merecem um jardim gigante para brincarem. — Sorriu fracamente, pegando em uma das mãos da Lee e direcionando para sua boca,deixando um singelo beijinho carinhoso ali. Yuna e Lia sorriram pelo gesto.

— Nossas vidas não seriam as mesmas sem você princesa. Você e a Lia são nossos tesouros, os filhotes também e eu tenho certeza que esse bebezinho dentro de sua barriga será uma benção em nossas vidas. — Chaeryeong voltou a chorar novamente, se encolhendo nos braços de Yuna quando a beta tocou em sua barriga lisa.

— Nossos gêmeos ficarão felizes em saber que terão um irmãozinho ou uma irmãzinha para eles cuidarem e brincarem juntos. — Lia comentou, beijando carinhosamente a bochecha molhada e salgada pelas lágrimas. Chaeryeong se sentia feliz e envergonhada por ter entendido totalmente errado na conversa de suas alfas.

— Não se sinta envergonhada pelo mal entendido amor, por isso é sempre importante nos comunicarmos. — Yeji comentou, beijando a testa da ômega carinhosamente. Chaeryeong suspirou mais calma, porém ainda tímida.

— Imagina se você fosse embora sem dizer sua aflição, eu morreria. Você é nossa ômega,o amor das nossas vidas. Nunca mais pense que rejeitariamos você ou nosso bebê. — Ouviu a voz de Ryujin,o cheiro de chocolate era amargo e misturado com pimenta fez com que a Lee franzisse o nariz pela sensação de queimação. Yeji, somente com um olhar, mandou ela se acalmar por afetar a ômega delas. Ryujin se conteve em segundos.

— O motivo da nossa aflição era sobre minha mãe. Ela quer vir visitar a gente, mas eu e Ryu decidimos juntas em não deixá-la aqui. Eu sei o quanto ela é ignorante e pode muito bem machucar você com palavras,agora que está grávida e mais sensível. E eu não suportaria ver você chorando, ou ver qualquer uma de vocês sendo tratadas mal por aquela mulher. — Yeji comentou séria, porém calma para não afetar Chaeryeong com seus feromônios fortes. A ômega entendeu o mal entendido e logo se aconchegou nos braços de suas alfas, sendo bem acolhida por elas.

Todas perfumaram o quarto com seus cheiros acalmando o coração de Chaeryeong. Recebeu beijos de cada uma, se derretendo com tanto carinho e tendo a certeza que era muito amada por todas. Seu lobo estava radiante e feliz. As alfas desceram para guardar a comida e cuidar dos gêmeos. Lia e Yuna ficaram com Chaeryeong pois ela tinha pedido.

— Você sabe que agora que você está esperando um bebê, nossas alfas não deixarão você fazer nada,tipo nada mesmo. — Lia comentou sorrindo.

— A gravidez da nossa Luna deixou elas traumatizadas. Melhor nem tentar contrariar elas para não ter dor de cabeça.

— Até parece que eu vou obedecer elas. Lia e eu somos diferentes, ela teve anemia e ninguém sabia,nem mesmo ela. A gravidez foi de risco, quase perdemos ela e os gêmeos, mas deu tudo certo. Eu vou ficar bem, não se preocupem. — Yuna suspirou sabendo que Chaeryeong não cederia. Ela odiava ser mandada.

— Tudo bem, mas faremos exames em você, não vamos arriscar mais uma grávida nos preocupando. — Lia comentou séria, porém com a voz doce. Chaeryeong assentiu com a cabeça.

— Podemos descer e ficar no meu ninho? Quero todas comigo junto com nossos filhotes. — Pediu manhosa, seu rosto se afundando no pescoço de Yuna novamente. Lia sorriu, percebendo o quanto a beta estava sendo importante para a ômega.

— Tudo o que nossa ômega quiser. — Yuna comentou, beijando o topo da cabeça da Lee. Estava amando sentir Chaeryeong grudada nela, se acalmando e sentindo seu perfume sem ficar enjoada. Desceram as escadas, tendo a visão das alfas brincando com os gêmeos pela sala.

Chaeryeong sorriu, se sentindo feliz por ter uma matilha incrível e que amava tanto. Chamou suas alfas para o ninho,junto com os bebês. Passaram o final da véspera do natal brincando com eles até ambos se cansarem de tanto correr e rir com suas mães. Agora que os filhotes estavam dormindo abraçados no canto do ninho, Chaeryeong suspirava calmamente, seu rosto rente a glândula de cheiro de Yeji, suas mãos entrelaçadas com Lia.

Yuna voltou para o ninho com canecas de chocolate para todas. Chaeryeong tentou negar, porém não resistiu ao cheiro idêntico ao de sua alfa. Chamou Ryujin para se aproximar dela e a mesma, que estava ao lado dos gêmeos, obedeceu. Shin foi abraçada pela ômega, sorrindo com os ronronos que ela soltava em seu pescoço. Todas olhavam para a ômega com carinho e felicidade genuína.

No dia seguinte, Chaeryeong passou o dia no ninho brincando com os gêmeos. Enquanto Yeji ajudava Lia na cozinha, Yuna e Ryujin observavam a ômega rindo enquanto conversava com Donghwa e Keiju. Os gêmeos balbuciavam palavras embaraçosas,tentando se comunicar com ela e a ômega fingia entender. Yuna pegou seu celular,começando a gravá-los. Ryujin se aproximou dos bebês, rindo com a fofura deles e beijando seus rostinhos. A beta terminou a gravação e se juntou ao ninho, ficando ao lado de Donghwa, Keiju se sentou no colo de Chaeryeong, sendo abraçado por ela.

Lia e Yeji voltaram para a sala e sorriram ao ver sua matilha unida. Todos os olhares caíram para Keiju quando ele encostou uma das mãozinhas até a barriga de Chaeryeong. Ele parecia analisar ou estar curioso sobre algo. Lia e Yeji se aproximaram do ninho e Donghwa subiu no colo da alfa.

— Neném … — Chaeryeong arregalou os olhos ofegantes com o que seu filhote murmurou. Todas tinham ouvido e ficaram surpresas e maravilhadas pelo filhote saber que existia um bebê a caminho.

— Sim meu amor… tem um bebê aqui, seu irmãozinho ou irmãzinha está bem aqui. — Chaeryeong murmurou, tentando não chorar. Seus olhos marejados. Malditos hormônios.

— Imãozin… — Chaeryeong riu chorosa, beijando a cabeça de Keiju. Estava bastante feliz por saber que tanto suas companheiras,como seus bebês aceitavam e já amavam o bebê crescendo em sua barriga.

Depois do almoço, Lia resolveu fazer uma brincadeira com os filhotes para ensiná-los a falar e identificar as formas,cores e tamanhos. Todas estavam ao redor dos gêmeos, sorrindo e comemorando todas as vezes que eles acertavam.

— Vocês são tão inteligentes. — A ômega comentou carinhosamente. — Agora me digam, que animal seria esse? — Donghwa analisou bem a imagem, pensando enquanto Keiju tentava se lembrar do nome do animal.

— Coeio!

— Isso Dodo, você acertou meu amor. — Lia bateu palminhas sorrindo. Yeji e Yuna a observavam com sorrisos mínimos mas que significava algo. Eram tão apaixonadas pela Luna da matilha.

— Auau… cacholo! — Keiju respondeu a próxima imagem, rindo e batendo palminhas com a ômega comemorando pelo seu acerto.

Em seguida, Ryujin e Yeji resolveram brincar de esconde-esconde com os gêmeos. E todas as vezes que elas eram achadas propositadamente, os agarravam beijando seus rostinhos e arrancando gargalhadas gostosas deles. No final da tarde, Chaeryeong cochilou com os filhotes em seus braços. Se sentia sonolenta devido a gravidez, porém só quis descansar depois que todas insistiram e a ômega pediu manhosamente para Yuna ficar ao seu lado.

As alfas e Lia perceberam que no começo da gravidez, a Lee estava bastante carente e com certeza sua “vítima” seria a beta. Poderia ser tanto a gravidez ou apenas seria a ligação entre ambas. Antes mesmo das cinco formarem a matilha, Chaeryeong e Yuna já namoravam e todas sabiam que elas eram alma gêmeas.

No final da noite, Chaeryeong pediu para suas companheiras trazerem mais roupas com seus cheiros, para colocar em seu ninho. Com ajuda de Lia, depois de Lee pedir tanto, as duas ômegas arrumaram melhor o ninho e logo todas estavam deitadas, com Ryujin abraçada com os gêmeos enquanto eles dormiam com seus bichinhos de pelúcia. Yuna estava do outro lado dos gêmeos, de frente a alfa. Lia e Yeji confortaram Chaeryeong no meio delas, deixando-a mais confortável possível. Yeji observava suas duas ômegas se cheirando, Lia fazia questão de sussurrar palavras doces para a Lee, acariciando a barriga lisa dela, enquanto Chaeryeong sorria bobamente, feliz por saber que era tão amada por todas.

A alfa beijou a cabeça de Lia e se aproximou de Chaeryeong e em um ato de proteção e ingênua felicidade por saber que sua pequena ômega está carregando seu futuro filhote, se aproximou mais ainda dela começando a perfumar e lamber cada centímetro dela, até que a ômega ronronou, mole como uma pluma. Seus olhos fechados com um sorriso imenso, deixou seu lobo satisfeito. Lia sorriu diante aquela cena e segurou a mão da alfa, trocando olhares apaixonados.

— Eu amo muito vocês e espero que nosso bebê cresça saudavelmente dentro de você meu amor. — Yeji sussurrou, porém com o silêncio da sala, todas ouviram e sorriram.

Cinco meses tinham se passado, Chaeryeong com seus cinco, quase seis meses de gravidez irradiava felicidade e ansiedade. A ômega tinha recém chegado do médico para saber o sexo do bebê,junto com Lia. Assim que ambas entraram na sala, foram recebidas por perfumes e abraços de suas alfas e beta. Chaeryeong tinha optado por chamar apenas sua Luna para acompanhá-la na ultrassonografia porque queria fazer uma surpresa para suas outras companheiras. Ryujin era a mais ansiosa para saber o sexo do futuro filhote. Ela sentia como se fosse a progenitora do bebê, mas todas sabiam que aquele neném no ventre da Lee era de todas.

— Como minhas princesas estão? E o nosso bebê como está? — Yuna perguntou abraçando por trás Chaeryeong, enquanto suas mãos repousavam na barriga saliente e grandinha da ômega. Chaeryeong sorriu radiante.

— Estamos mais que bem e nosso filhote está saudável e crescendo cada vez mais. Tudo indica que terá genes de alfa, a doutora Kwon deixou claro que eu preciso continuar tomando minhas vitaminas, fazer caminhada e beber bastante líquido, sem contar a minha alimentação. Ela disse que é normal eu comer coisas estranhas pelos desejos,mas não posso exagerar. — Lia sorriu ao lado dela, enquanto tinha os braços de Ryujin ao redor de sua cintura. Yeji estava de frente a Lee, tocando sua barriga, com um sorriso mínimo porém feliz.

— Que notícia ótima meu amor. Pedi aos nossos deuses para cuidar bem de você. Não me perdoaria se você sofresse como nossa Luna. — Trocou olhares com Lia e a ômega tocou em uma de suas mãos pousada na barriga de Chaeryeong.

— Tudo passou, meu amor. Agora precisamos ficar felizes e comemorar a chegada do nosso pequeno ou pequena alfinha. — Riu, se aconchegando nos braços de Ryujin.

— Falando nisso conseguiram ver se nosso filhote será menina ou menino? Dá última vez ele nos impossibilitou de ver algo, pestinha demais. — Ryujin comentou carinhosamente. Chaeryeong sorriu, fechando os olhos com todo carinho que estava recebendo. Teve tanto medo de achar que elas não queriam sua gravidez e a cada dia elas provavam a ela que estavam felizes e ansiosas pela chegada do caçulinha da matilha.

— Felizmente sim. Nosso bebê é bastante agitado. — Yuna deslizou seus dedos na barriga dela. — Bom, nossa família terá uma menininha,nossa pequena alfa está a caminho. — Comentou feliz, seus olhos lacrimejando ao ver os olhares de felicidade e carinho de suas alfas para ela.

— Uma… menina? — Yeji perguntou baixinho, seus lábios tremendo segurando o possível choro. Chaeryeong assentiu com a cabeça sorrindo. Recebeu um beijo carinhoso da alfa em sua testa, enquanto a mesma se ajoelhava e levantava sua blusa, fazendo questão de deixar beijinhos carinhosos em sua barriga redondinha. A ômega soltou um soluço, sendo amparada pela beta. Yuna beijou sua bochecha, seu rosto molhado de lágrimas também. Lia e Ryujin não estavam diferentes.

Ryujin se afastou da Choi e se agachou ao lado de Yeji e fez a mesma coisa que ela estava fazendo. Ambas perfumaram e cheiraram a barriga da ômega, deixando claro que estavam reivindicando a pequena alfa como delas. Chaeryeong sentiu chutes em sua barriga e mordeu os lábios enquanto observava suas alfas sussurrando palavras carinhosas para a bebê.

— Nossa filhotinha está reconhecendo suas mamães alfas. — Lia comentou radiante, abraçando Chaeryeong de lado e enxugando o rostinho dela, enquanto deixava um beijinho em sua bochecha.

— Ela é bastante forte… — Chaeryeong resmungou chorosa, porém feliz. Yuna riu baixinho, se abaixando em direção à sua barriga junto com Lia, assim que as alfas se afastaram.

— Oi neném, estamos ansiosas para você nascer. Você já é tão amada por nós. — Yuna sussurrou e sorriu quando sentiu um chute em sua mão. — Ela reconheceu minha voz! — Murmurou chorosa, olhando para suas alfas. Ryujin e Yeji sorriram para ela.

— É claro que ela reconheceria sua voz amor. Você vive falando com ela todos os dias antes de dormirmos. — Ryujin comentou risonha. Yuna deixou um beijinho em cima do umbigo da ômega e se levantou, selando os lábios dela. Lia conversou um pouco com a bebê, também sendo reconhecida por ela e sorriu quando se levantou.

— Donghwa e Keiju vão ficar felizes em saber que terão uma irmãzinha.— Lia disse, sendo abraçada por Yuna.

— E tenho certeza que ela que vai cuidar deles sendo uma alfa enquanto seus irmãozinhos são ômega e beta. — Yeji murmurou risonha.

— Mal vejo a hora de ver ela em nossos braços. Faltam menos de quatro meses, quase três já que amanhã já faço seis meses de gravidez. — Chaeryeong comentou, se sentando no sofá com ajuda de Ryujin. Seus pés estavam doendo por ficar tanto tempo em pé. Ryujin pousou seus pés em seu colo, massageando delicadamente, para alívio da ômega.

— Amor você já sabe que nome vai colocar nela? – Yuna perguntou curiosa, se sentando ao lado de Ryujin. Puxou Lia para seu colo.

Chaeryeong murmurou de olhos fechados, aproveitando a massagem.

— Sim! Eu tinha dois nomes tanto para menino,quanto para menina. Se fosse menino teria sido Chanyoung, mas como será uma menina, ela se chamará Yuha. — Sorriu abrindo os olhos.

— Ótima escolha meu amor. — Chaeryeong sentiu um chute e riu baixinho.

— Nossa pequena Yuha aprovou o nome. — Comentou carinhosamente. Todas sorriram radiante. Lia ouviu seu nome sendo chamada pelos gêmeos e se levantou do colo da beta.

Logo ela desceu as escadas com os meninos com o rostinho sonolento pós soneca da tarde, entregando Keiju para Yuna e Donghwa se agarrou a Yeji.

— Nené… — Donghwa olhou para a barriga da ômega.

— Neném está bem meu amor. — Chaeryeong disse, se sentando no sofá com ajuda de Lia, arrumando uma almofada atrás dela.

— Você e Keiju terão uma irmãzinha. Ela está saudável e bem. — Yeji murmurou para eles sorrindo. Keiju botou a mão na boca, mas logo desceu do colo da beta e subiu com ajuda de Ryujin para o colo da ômega grávida, tomando cuidado com a barriga.

— Imãzinha… — Tocou delicadamente na barriga da ômega, enquanto a mesma sorria fracamente.

— Sim amor, sua irmãzinha tá aqui dentro. — Keiju olhou para a ômega por um tempo. Em seguida, deitou a cabeça na barriga dela, acariciando o local, deixando todas felizes e apaixonadas pela cena. Donghwa observou seu irmão e desceu do colo da alfa, se aproximando dos dois e se ajoelhando no chão, enquanto beijava a barriga da ômega. — Não vou aguentar tanta fofura,vou chorar.

Todas riram com a carinha de choro da ômega, encantadas pelos gêmeos sendo carinhosos. Os meninos se espantaram com o chute e olharam a ômega de olhinhos arregalados.

— Omma… chute!

— Ela está feliz meus bebês. Feliz por saber que tem irmãos carinhosos. Ela ama vocês dois. — Sorriu, lágrimas caindo em seu rosto vermelho.

— Amar ela… — Lia não aguentou, gravando aquele momento de seus amores juntos. No futuro mostraria aquele vídeo para eles.

 

Depois que todas jantaram, alimentaram os gêmeos, ambos dormiram depois de passar a tarde toda brincando e cansando suas duas mamães alfas. Chaeryeong os observou dormindo no bercinho, seu corpo inclinado, mas sem amassar sua barriga. Um sorriso fraco em seu rosto, enquanto seus dedos acariciavam as bochechas vermelhinhas dos filhotes. Sentiu dois pares de mãos quentes em sua cintura e suspirou, se virando dando de cara com Ryujin.

— Estamos esperando você no ninho. Ainda não entramos, à sua espera. — Sussurrou, tocando na barriga da ômega. Chaeryeong se aproximou mais de seu toque, encostando a cabeça no pescoço dela, levantando um pouco o nariz na glândula de cheiro da alfa e em segundos se sentiu leve como pluma. Os cheiros de suas duas alfas sempre lhe acalmavam, ainda mais nesses meses onde ela apenas vomitava. Assim que sentia o cheiro de ambas, seus enjoos davam trégua e seu corpo relaxava.

— Estava velando o sono dos nossos bebês. — Sussurrou de olhos fechados. Ryujin continuava com uma mão na barriga da ômega, sentindo de vez em quando os chutes de Yuha e sorrindo bobamente, enquanto usava sua outra mão para afagar os fios de cabelo da Lee. A ômega estava tão relaxada com os feromônios calmantes de Shin, que nem percebeu que seu corpo foi deitado delicadamente em seu ninho, no meio de Yeji e Yuna. Ryujin deixou um beijinho na testa dela, observando Chaeryeong encostando seu rosto para sentir o cheiro de sua beta. Felizmente ela não teve enjoos de nenhum cheiro de suas companheiras.

Chaeryeong passou o começo da gravidez grudada em Lia e Yuna, recentemente ela queria sentir mais do calor de suas duas alfas e claro que todas a atendiam. Mas naquela noite calma e aconchegante, aproveitando que estava nevando, Chaeryeong queria todas consigo. E se uma delas não estivesse presente, ela choramingava encolhida no ninho enquanto era amparada por uma delas, até ver que todas as quatro estavam ali com ela. Ela e Yuha se sentiam protegidas e amadas.

— Nossa ômega está tão aconchegada. — Yeji murmurou carinhosamente, sua mão pousada na barriga de Chaeryeong, ouvindo seu ronronar.

— Nossa Chae e Yuha estão bem protegidas e confortáveis. Queria viver assim pelo resto da vida. — Lia murmurou manhosa, se sentindo leve e aconchegada enquanto era abraçada por Ryujin. Yuna sorriu, beijando o rostinho de Chaeryeong.

— Nossas ômegas tão bem cuidadas me deixam de coração quentinho. — Sussurrou, acariciando os cabelos da ômega em seus braços, observando Lia de olhos fechados, ronronando entre Yeji e Ryujin. — Eu amo tanto vocês.

— Nós também te amamos muito, nossa beta linda e incrível. — Yuna suspirou,seu rosto iluminado pelo elogio da líder. Entrelaçaram suas mãos entre a ômega. Todas se sentiam felizes, leves, e ansiosas pela chegada da alfinha.

Chaeryeong acabou adormecendo depois de um tempo, tendo seu sono velado pelas suas companheiras. Seu coração leve por saber que depois de um mal entendido, todas a amavam e aguardavam a chegada da nova membro da alcateia.