Work Text:
O odor de ferro impregnado no fundo do meu ser nunca mais me deixará, assim como tudo o que fomos, tudo o que éramos e tudo o que poderíamos ser.
Como não vi isso? Como pude ser tão tolo ao se quer imaginar e criar tamanha ilusão, me deixar levar por uma mentira doce e delicada, tão frágil e distante dessa realidade amarga.
E mesmo assim achei que seria possível, que nesse solo podre e infértil que foi capaz de cultivar um alecrim, poderia fazer nascer um jasmin.
Um tolo.
Um jasmin não é digno de tamanha ofensa, algo tão puro e belo não merece florescer em algo tão deteriorado e indigno de sua pureza.
Mas mesmo assim eu queria ter essa pureza, senti-la em minhas mãos, protegê-lo de seres indignos que não mereciam sua bondade ou compreensão.
E agora a única coisa que carrego comigo é sua culpa.
Culpa essa que irei carregar e honrar até o meu último respiro.
Meu jasmin, eu lhe juro, não importa que não pude ouvir todas as suas melodias e preses, você sempre estará comigo e honrarei sua memória e quem você foi.
Jasper.
MEU Jasper.
Me desculpe por não conseguir dizer o quanto te amava.
