Chapter Text
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Tudo começou com Franco chegando duas passagens de avião para uma tal ilha de Tipora.
Pomba não gostou quando soube que seu namorado gastou milhões pra alugar uma mansão inteiro apenas pra eles, mas estava feliz que Franco se importava o suficiente pra fazer de tudo para passarem essas férias juntos.
Ele já estava planejando o que fariam neses dias, afinal, não consegue descansar direito até estar tudo certo.
Pomba nem se quer pisca ao ver seu namorado aparecendo com os ingressos de uma lancha onde acontecia algum tipo de balada em alto mar. Ele quer impressionar. A Pomba, inicialmente cética, aceita quando ouve o primeiro "grave" vindo do porto.
Pomba acreditava que iriam chegar na ilha achando que vai brincar no mar com seu namorado e observar a natureza, passar uma tarde pegando sol e aproveitando a viagem com seu namorado...
Mas aí Franco chega com a energia do funk, e ele descobre que, no fundo, ele também gosta da bagunça!
Bom, ele poderia aproveitar para se divertir com o namorado do jeito que o ruivo gostaria, né?
Ainda teriam vários dias para fazerem diferente.
O sol de 40 graus na Ilha de Tipora não era nada perto da voltagem que subia pelas pernas de Franco, que se remexia tentando impressionar o namorado.
Ele olhou para o moreno, que ainda segurava seu drink com o dedo mindinho levemente levantado, observando a lancha se afastando da ilha.
Pomba não poderia negar, esse tal de dj Bisteca era muito bom!
— Amor, solta esse copo — Ele disse, a voz quase sumindo sob o batidão que começava a crescer. — O Matheus Vps não fez esse som pra você ficar parecendo uma estátua de museu.
Pomba ajeitou o cabelo, tentando evitar que o vento quente bagunça se, falhando miseravelmente na tentativa, enquanto sentia seu coração vibrar com as batidas do grave.
— Você sabe que eu... Tenho vergonha. — Diz a última parte em um sussurro inaudível, e Franco apenas entendeu pois leu os lábios carnudos do namorado.
— Você não vai dançar para os outros verem, o que importa é estar comigo se divertindo! — Ele o puxou pelo braço bem no momento em que o beat dropou.
O refrão estourou. Quase não havia espaço com esse tanto de gente festejando, o que fez o casal ficarem grudados um no outro.
Pomba tentava seguir o mesmo movimento de Franco, e logo sentiu o impacto.
Era como se a batida da música desse ordens diretas para os seus músculos. Ele largou o drink em um lugar qualquer, a pose de timidez desmoronando para dar lugar ao instinto.
No auge da música, o mundo em volta virou um borrão de azul do mar e som de paredão. Ali, entre o calor da ilha e a batida frenética, eles não eram apenas Franco e Pomba; eram como se fossem os únicos na festa.
— Até que você tem gingado para um intelectual — Gritou Franco, rindo entre um passo e outro, amando ver seu querido docinho se remexendo com confiança. — Eu te disse — ele respondeu, com um brilho selvagem nos olhos — é tudo uma questão de com quem está, e logo se esquece dos outros!
— Haha, ainda bem que insistiu pra vir, eu tô amando isso daqui!!
Por um momento Franco parou, observava o brilho em volta de Pomba.
O homem claramente mais lindo que já viu, e dançando apenas pra ele.
— Cê parece uma pintura, sabia? Eu tenho certeza que esse teu olhar é uma armadilha! — Franco praticamente grita para o outro conseguir ouvir, e sorri ao ver o vermelho em suas bochechas.
—Ah.. Seu bobo, tá me envergonhado! — Diz Pomba soltando aquela risada que o ruivo amava, e lhe dando um leve tapa no ombro.
— Ué, mas eu menti? Inclusive já tenho planos para mais tarde.
— O que vamos fazer amor? — Pomba pergunta curioso.
— Tem um restaurante muito bem falado na ilha, e ainda temos uma mansão só pra nós ficar a noite toda acordados, e quem sabe eu te mostro a minha arte, lá no terceiro andar... —Franco esboçava um sorriso travesso. Se queria provocar Pomba sabendo que iria ficar sem graça, pois saiba que se encontra com uma carta na manga!
Pomba apertou os olhos por causa do sol, dando aquele sorrisinho de lado enquanto encarava o Franco.
Ele reparou bem no brilho dos piercings e nas sardas dele que o calor parecia destacar.
Ele deu um passo ainda mais pra perto, colando totalmente seus corpos o suficiente para sentir o cheiro do protetor solar dele, sussurrando.
— O restaurante a gente pode pular. Eu tô com mais fome de aventura do que de lagosta — Ele soltou uma risada curta, empurrando o ombro do namorado de leve. — Eu aceito ver a sua exposição, mas só não garanto que vou ficar em silêncio observando quadro nenhum.. É bom que essa sua arte consiga me impressionar, Franco.
O ruivo entra em pani, seu rosto ficando da cor de seu cabelo, totalmente envergonhado.
Pomba conseguiu lhe provocar pela primeira vez desde cinco meses de namoro, ah, ele não imagina o incêndio que tá causando.
— Sendo bem honesto, acho que eu só quero ver aquela mansão queimar. E pode apostar, não é da maneira ruim... — O ruivo sussurro no ouvido do namorado, sentindo o mais baixo se arrepiar.
É, sem querer Pomba botou fogo em Franco.
O som da lancha já estava distante, e o grave do Matheus Vps agora era apenas um eco na memória de ambos.
O céu da ilha tinha tons de laranja e roxo, refletindo na água agora calma.
Franco estava jogado na areia, a camisa de linho, que antes impecável, agora aberta e manchada de sal e suor. Pomba estava sentada ao lado dele, abraçando os joelhos, com o cabelo bagunçado e um sorriso de satisfação que não saía do rosto.
— Você está deplorável, Franco — Disse Pomba, cutucando o ombro dele com o pé.
Franco soltou uma risada anasalada, olhando para as estrelas que começavam a surgir.
— Deplorável? Eu diria que estou... sintonizado. Minha coluna vai levar três dias para voltar ao lugar.
O ruivo reclamava, se levantando e sentando ao lado do mais velho.
Pomba revirou os olhos, mas encostou a cabeça no ombro dele.
— Eu gostei de que você finalmente parou de timidez e só foi... Você. —Franco diz com um sorriso aoaixonado, e o moreno lhe da um selinho, gostando das palavras românticas do outro.
— Tudo graças a você.— ele respondeu, fechando os olhos e sentindo a brisa gelada do entardecer.
— Quando te vi naquela hora dançando, acho que até fiquei sem expressão.. Parecia que minha cara tinha caído no chão e só de pensar em te perder, tudo começa a derreter! — O ruivo havia um bico em sua feição, fingindo drama para o namorado. Pomba amava quando Franco ficava manhoso e dramático, era fofo.
— Ah, não faz essa carinha que eu não aguento — ele sussurrou, encostando a testa na dele. — Você sabe que não vai me perder!
Ele lhe deu um beijo carinhoso em cada bochecha, bem em cima das sardas, e depois um selinho demorado.
Eles ficaram ali em silêncio por um tempo, ouvindo apenas o barulho das ondas, sentindo que, apesar do caos e da dança frenética, aquele era um dos momentos mais conectado que já tiveram.
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