Chapter Text
As portas se abriram e os participantes do novo BBB entraram, um a um, para iniciar o período de confinamento e ficarem expostos ao julgamento do público.
O primeiro a entrar foi Paulinho, um policial aposentado do Rio de Janeiro de 38 anos que, ao ver as portas liberando sua entrada, respirou fundo e caminhou pelo gramado falando alto : “Aeee, chegamos! Alguém por aqui?”
Percebendo que estava sozinho, ele decidiu colocar a mala próxima à porta antes de escolher em que quarto ficar. Queria ver todos os participantes. E não precisou esperar muito.
As portas logo se abriram novamente e a casa foi ficando completa:
Viviane, uma farmacêutica de 35 anos do Espírito Santo, Raul – um playboy de Santa Catarina, Lucélia, uma influencer digital de Goiás, Macedo – um faz-tudo de Minas Gerais, José Maria – médico de Brasília, Júnior – um analista de TI do Paraná, Samira – uma chef de cozinha de Pernambuco, Jorginho – um desempregado do Mato Grosso, Claudia – uma dona de casa do Rio Grande do Sul.
A décima primeira participante a entrar foi Eduarda, uma policial civil de São Paulo. A ruiva entrou sem fazer estardalhaço e observou atentamente todos os que já estavam na casa, olhos de quem já conseguia distinguir e sentir com quem teria mais afinidade. Cumprimentando um a um, ela se apresentava educadamente:
“Prazer, Eduarda”
“Opa, prazer.” “Eu sou o Paulo – Paulinho para próximos”.
Os dois apertaram as mãos rapidamente e ficou claro que ambos sentiram uma afinidade pelo outro.
“Que loucura essa casa aqui, não?” Paulinho perguntou, puxando assunto.
“Demais. Muito maior do que...” A ruiva parou a frase no meio, sentindo seu corpo parar congelado mas com um calor subindo da alma ao corpo, ao cruzar seus olhos com os olhos da última participante que acabara de entrar na casa.
Lorena, de São Paulo, percebeu que foi a última pessoa a entrar na casa e dando um “oi” geral, sentiu o corpo estremecer quando seus olhos verdes encontraram olhos escuros de uma linda ruiva. Uma sensação que nunca tinha tido antes.
“Prazer, Lorena.” A morena se aproximou da Eduarda e se apresentou para os dois.
“O prazer é todo meu. Eduarda.” A ruiva respondeu, abrindo um sorriso largo.
“Prazer, sou o Paulinho” O ex-policial se apresentou achando um pouco engraçado a reação das duas e percebendo um clima instantâneo entre elas.
Lorena ficou tímida, querendo continuar a conversa mas não sabendo o que falar. Ajeitando o cabelo atrás da orelha, perguntou:
“Vocês já escolheram suas camas?”
“Não, vamos lá escolher? Melhor não esperarmos e ficarmos com as piores pessoas.” Eduarda respondeu pegando sua mala, colocando a mão levemente no braço da Lorena indicando para ela ir na frente, e olhando para Paulinho para ir junto.
“Bora lá.” O rapaz disse, seguindo os passos das meninas e entrando na casa confinada.
Segundo Lorena - aparentemente a única entre os três que assistiu mais de perto as edições anteriores - a casa tinha sempre diversos quartos com número de camas diferentes. Com isso, os três decidiram que era melhor olhar todos e, depois disso, escolher em qual quarto ficariam.
No fundo da casa, encontraram os dois primeiros quartos. Um rosa com decoração romântica cheio de corações, com lugar para três pessoas em uma cama de casal e uma de solteiro.
“Meio exagerado este quarto, não é?” Paulinho falou com os olhos arregalados olhando o bando de corações.
“Realmente, não é a decoração que eu escolheria para o meu quarto”. Lorena acrescentou.
“Tem 3 lugares mas a cama de solteiro já está ocupada”. Eduarda mostrou, apontando para uma mala do lado da cama. “Vamos ver os outros.”
Lorena abriu a porta um pouco mais a frente e entraram no segundo quarto. Um quarto decorado em azul escuro com ampulhetas, sinais do infinito e outras menções à passagem do tempo e eternidade. Neste quarto cabiam 4 pessoas. Duas em camas de solteiros e duas em uma cama de casal.
“Este está melhor e vazio por enquanto. Poderíamos ficar os três juntos.” Lorena disse logo.
“Perfeito. Segura aí que eu vou dar um pulo lá em cima e ver o quarto de lá”. Eduarda disse, já se movendo para a escada e subindo rapidamente sem esperar resposta.
“Ela é mulher de ação.” Paulinho disse com tom de brincadeira e Lorena riu baixo, enquanto esperavam na porta.
“Esse aqui tem espaço para 5 pessoas!” Eduarda gritou lá de cima.
Lorena e Paulinho apontaram simultaneamente para o quarto azul, mostrando sua preferência pessoal. E ficaram felizes com a sincronia.
“Esse aqui né?” Eduarda desceu e confirmou com os recém companheiros, que acenaram com a cabeça.
O trio sentia que em um quarto menor podiam se sentir mais à vontade e também “controlar” o quarto com essa aliança ainda não oficial firmada entre eles. Aliança baseada em afinidade inicial com o Paulinho, sentindo que ele era um cara legal – pelo menos nas primeiras impressões – e no sentimento de “algo a mais”, inexplicável e surpreendente, que sentiam Lorena e Eduarda uma pela outra.
O quarto azul era de tamanho razoável, com a cama de casal na mesma parede da porta mas no meio do quarto. As camas de casal estavam na outra parede, uma no fundo do quarto e uma de frente para a porta.
Percebendo que alguém teria que dormir na cama de casal, Paulinho perguntou:
“Meninas, tudo bem se eu ficar em uma das camas de solteiro? Em respeito à minha esposa Gerluce. Eu nunca a trairia mas quero evitar que o pessoal lá fora fofoque ou fale alguma coisa desrespeitosa para ela.” Ele terminou, sentindo que tinha que explicar o porquê da pergunta.
“Claro, Paulinho” Lorena respondeu, com um leve sorriso e virou-se para a Eduarda:
“Tudo bem por você dormir comigo na cama de casal?”
A pergunta surpreendeu a própria Lorena e se justificou para ela mesma que era porque não queria dormir com uma pessoa estranha. No fundo do coração, ela também sentia uma sensação incômoda ao pensar que a alternativa era a ruiva dormir com outra pessoa naquela cama.
“Mas é claro! Se algum dia eu responder “não” a essa pergunta, pode me internar em um hospício.” Eduarda respondeu piscando para a morena, vendo as bochechas da Lorena corarem levemente e lindas covinhas aparecerem com o sorriso que recebeu de volta.
“Posso ficar deste lado?” A ruiva perguntou, apontando para o lado da cama mais próxima à porta. Seu instinto de proteger Lorena já se fazendo presente.
“Claro.” Lorena respondeu facilmente.
Paulinho sabia que estava testemunhando ao bonito e possivelmente incrível começar entre as duas meninas. O ex-policial pegou a cama de frente para a porta, com um instinto de proteção fraternal para com as duas jovens.
O trio conversava tranquilamente enquanto arrumavam suas coisas e acalmavam suas mentes, respirando um pouco para se adaptaram à essa experiencia que estava começando, quando a porta se abriu.
“Esse quarto já está completo?” A pessoa perguntou, colocando a cabeça para dentro.
“Não, pode entrar.” Lorena respondeu. “Viviane, né?” Ela acrescentou para confirmar o nome.
“Isso.” Ela respondeu, indo em direção à cama vazia e sorrindo para todos presentes.
Assim os quartos estavam definidos. Quartos de baixo: Lorena, Eduarda, Paulinho e Viviane; José Maria, Júnior, Claudia; e quarto de cima: Raul, Lucélia, Macedo, Jorginho, Samira.
E que comece o BBB.
