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Fandom:
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Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-01-13
Words:
998
Chapters:
1/1
Comments:
2
Kudos:
20
Hits:
219

The Wake-Up Call

Summary:

Já que não tivemos essa cena na série, eu resolvi fazer essa cena.

Se Joyce estivesse no laboratório quando Hopper teve seu encontro com Vecna?

Os personagens de Stranger Things não me pertecem.

Work Text:

Ela caminhava pelo laboratório observando tudo ao redor curiosamente, meio perdida do que deveria fazer ali, já que Eleven estava submersa no tanque de flutuação e Hopper ao lado monitorando para dar o sinal a ela quando fosse preciso.

Ainda meio distraída enquanto caminhava pelo local, ela ouvia os sons de fundo de Hopper batendo o pé no chão ansioso e falando no walkie-talkie, pedindo atualizações para os meninos. Por um tempo, ela ignorou e continuou sua investigação do local, até que estranhou o repentino silêncio.

Hopper não estava falando mais, nem andando, nem batendo o pé ansioso.

Havia algo errado.

Aquele silêncio não era um silêncio confortável entre duas pessoas que se sentem confortáveis o suficiente com a presença um do outro a ponto de não precisar preencher o ambiente com palavras. Não. Era um silêncio pesado, assustador.

Desconfiada, ela decide ir até ele, só para verificar. Não será a primeira vez que ela será superprotetora, e nem a última.

A cena que ela esperava encontrar não era, de longe, a cena que ela realmente encontrou.

Desesperada, ela viu Hopper ainda na parte de cima, perto da escotilha que abre o tanque onde estava Eleven, porém ele não estava em posição de alerta para receber atualização e dar o sinal para Eleven. Era isso que mais a assustou.

Do andar de baixo, ela viu Hopper com o corpo rígido, a respiração irregular, e foi então que o desespero tomou conta dela. Ela correu até ele sem pensar duas vezes, subindo as escadas sem pensar, gritando pelo nome dele desesperada, sem entender o que estava acontecendo com ele.

“HOPPER!”

Mas não houve reação alguma dele, o que fez com que ela ficasse ainda mais desesperada, sem saber o que fazer.

Em um impulso, sem saber como havia conseguido aquilo, conseguiu fazer com que ele se sentasse no chão, porém ainda imóvel, preso em sua própria mente.

“JIM, ACORDA!”

Ela grita desesperada, dando tapas na cara dele, tentando fazer com que ele saia daquele transe. Agora, lágrimas já começavam a descer pelos seus olhos sem controle nenhum. Ela não podia perder ele, não agora. Simplesmente não podia. Não depois de tudo que eles passaram juntos. Não agora que eles finalmente estavam juntos, felizes.

Ela colocou as mãos no rosto barbado dele suavemente e acariciou carinhosamente. Em um sussurro delicado, quebrado, chamou por ele novamente, quase uma súplica.

“Hop, por favor, acorda. Você não pode me abandonar agora”, diz já chorando.

Porém, ele ainda continuava sem reação. Hopper continuava preso, revivendo memórias fabricadas por um monstro interdimensional.

De repente, ela começou a ficar irritada.

Aquilo não era justo. Não era.

Ela finalmente estava feliz com o homem que amava, que a amava de volta, que era doce, carinhoso, atencioso. Ela não aceitava que iria perder isso. Ela não iria perder isso.

Ela se ajoelhou na frente dele e, mais uma vez, pegou o rosto dele com as duas mãos e, com uma voz firme, quase gritando, tentou mais uma vez:

“Hopper, sou eu, Joyce. Eu sei que você está aí. Eu sei que você está me ouvindo e eu preciso que você seja forte, Jim. Nada disso que você está vendo é real. Nós somos reais, você e eu, mas o que você está vendo aí, não importa o que seja, não é real. E eu preciso que você volte para mim, Jim. Eu não sei fazer isso sem você. Eu te amo.”

Ela então pega a mão dele e começa a acariciar as juntas dos dedos dele com o polegar dela e continua suplicando:

“Por favor, Jim, acorda. Volta para mim. Eu sei que você consegue, você é tão forte. Você já passou por coisas tão piores. Você foi torturado na Rússia e não desistiu, então eu preciso que você seja forte para mim só mais uma vez, Hop.”

Ainda sem reação dele, Joyce fica desesperada, sem saber o que fazer, e começa a repetir tudo novamente, porém gritando:

“JIM, EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ. VOCÊ PRECISA SER FORTE MAIS UM POUCO, OK? EU SEI QUE VOCÊ CONSEGUE. JIM, É A JOYCE. POR FAVOR, VOLTA PARA MIM. EU TE AMO!”

Ela então se senta derrotada ao lado dele, ainda acariciando a mão dele, beijando o dorso dela, exausta, quando finalmente ouve Hopper soltar um longo suspiro. Então, ela percebe que ele realmente está ali, porque ela finalmente conhece aquele olhar. Aquele olhar azul, perdido, quebrado, mas que ela ama tanto.

Ela nem espera uma reação dele. Ela apenas se joga nos braços dele, aliviada, suspirando o nome dele. Ele, ainda meio confuso, a abraça de volta também aliviado.

Ela começa a chorar de alegria e alívio nos braços dele quando ouve ele dizer, ofegante. Jim começa a falar, o corpo enrijecido, ofegante de novo, chorando:

“Meu Deus, Joyce. Eu as vi. Foi tão real... Sara... ela morrendo... não pude salvar ela... e El... se sacrificando, e mais uma vez eu não pude salvar minha filha... Joyce, eu não posso perder ela, não posso.”

Joyce então o abraça mais forte, com as mãos nos cabelos da nuca dele, e sussurra:

“Shhh, eu sei, já passou. Você está aqui, eu estou aqui. Não é real, nada é real. Ele, o Vecna, ele brinca com os nossos piores medos, Jim, nossas inseguranças. É isso que ele faz. Nada disso é real, você não vai perder ninguém.”

Então Hopper se afasta um pouco dela e a olha no rosto, acariciando o rosto dela, limpando as lágrimas dela com os polegares, dos dois lados do rosto. Ela faz o mesmo com ele, e ele a olha com aquele olhar suave que ela ama tanto.

“Eu ouvi você. Ouvi tudo o que você disse, e a única coisa que eu queria era voltar para você. Eu amo você.”

“Eu também te amo”, diz Joyce, ainda chorando nos braços do homem que amava.

O casal então continua abraçado, chorando juntos, aliviados por estarem juntos. Porém, o momento foi quebrado com Dustin chamando no walkie-talkie.

FIM