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a maçã não cai longe

Summary:

Eduarda Ferette Fragoso era uma policial cascuda.

Apesar de ainda ser alvo de chacota diariamente por parte de Paulinho, que dizia com riso zombeteiro "Cascuda? Vai contar história pra outro, Juquinha”, ela escolhia acreditar que, depois de tantos anos na Polícia Civil, já estava calejada. Afinal, seria difícil ter que investigar o pai da própria noiva – agora esposa – por homicídio triplamente qualificado e adulteração de medicamentos sem criar, pelo menos, um pouquinho de casca grossa.

Dito isso, até os melhores heróis têm seus pontos fracos.

Então, retificando o ponto original, Eduarda Fragoso é uma policial cascuda, exceto quando se trata dos filhos e da esposa.

Notes:

titulo alternativo dessa: os planos infalíveis do cebolinha (juquinha's version)

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Eduarda Ferette Fragoso era uma policial cascuda.

Apesar de ainda ser alvo de chacota diariamente por parte de Paulinho, que dizia com riso zombeteiro "Cascuda? Vai contar história pra outro, Juquinha”, ela escolhia acreditar que, depois de tantos anos na Polícia Civil, já estava calejada. Afinal, seria difícil ter que investigar o pai da própria noiva – agora esposa – por homicídio triplamente qualificado e adulteração de medicamentos sem criar, pelo menos, um pouquinho de casca grossa.

Dito isso, até os melhores heróis têm seus pontos fracos.

Então, retificando o ponto original, Eduarda Fragoso é uma policial cascuda, exceto quando se trata dos filhos e da esposa.

Ela já imaginava que seria totalmente desarmada por Lorena no momento em que o castanho encontrou o verde pela primeira vez na galeria DaMatta, entre a luz amarelada e os olhos curiosos de Maggye e Lucélia. Quando ouviu a voz rouca proferindo as palavras “Você não é policial? Descobre rapidinho.”, ela teve certeza. Estava irremediavelmente ferrada, do melhor jeito possível. Desde então, o sentimento que crescia dentro de si a cada momento era tão esmagador que não teve dúvidas quando pediu a morena em casamento com apenas alguns meses de relacionamento. Ela sabia, desde aquele primeiro dia, que queria passar o resto da vida fazendo aquela mulher feliz.

E, depois de alguns anos do “eu aceito”, veio Cecília. A ideia de aumentar a família foi se insinuando aos poucos, rastejando timidamente pelos diálogos. De início, o receio tomava conta das duas, então decidiram começar com um test-drive: Tony, um gato laranja preguiçoso que foi nomeado em homenagem ao personagem principal da série policial preferida da ruiva, que elas adotaram porque Lorena insistira que ele era “a cara” de Eduarda. Decidiram, então, que estavam o tão prontas quanto poderiam estar para o próximo grande passo, que veio com covinhas profundas, olhos claros e cabelos castanho acobreados – para a felicidade de Eduarda, que pensou que a filha tinha sido apenas um clone da esposa feito em laboratório antes dos cabelos ralos começarem a aparecer.

Se um par de olhos verdes intensos eram o suficiente pra deixar Eduarda mole, então um par em versão miniatura acompanhados das bochechas mais recheadas que ela viu na vida a derretiam por completo.

Racionalmente, ela sabia que não poderia – nem deveria – comprar todos os itens de bebê que via nas lojas, mas isso não a impedia de tentar. Ela também não era de ferro, só queria mimar um pouquinho a princesinha dela! Mas ainda assim, isso rendeu boas discussões (e risadas) entre ela e Lorena durante a gravidez e nos primeiros meses de vida de Cecília.

— Meu amor, a gente já falou sobre isso. Você não pode querer comprar tudo que vê pela frente, isso é consumismo desnecessário. Ou você quer que a Ceci cresça e vire uma daquelas crianças mimadas que bate o pé pros pais comprarem tudo que ela quer?

— Claro que não. Mas olha isso, linda! Vai me dizer que não é funcional, e muito necessário?

— Duda, o que uma bebê de 6 meses vai fazer com uma arma de brinquedo?

— E se ela encontrar algum trombadinha na creche? A gente tem que preparar ela desde cedo, Lorena...

E ela melhorou! Jura que havia aprendido a se controlar mais, a dizer mais "não" para o olhar de bambi da filha — leia-se: para si mesma, visto que a menina ainda nem sabia falar.

Mas a verdadeira Prova de Fogo veio alguns anos depois, quando, ao mesmo tempo em que Cecília começava a expandir o vocabulário e aprender o poder de um “Por favor, mamãe” acompanhado de voz manhosa e um beicinho, Augusto chegou para completar a dinâmica das Ferette Fragoso, e para testar o autocontrole de Eduarda. Ao contrário da irmã, que, assim que aprendeu a emitir sons e formular frases com sentido, não deu mais um momento de silêncio às mães, Guto era mais observador, demonstrando carinho em gestos mais do que em palavras. No início, foi um desafio para Lorena e Eduarda, acostumadas à maternidade associada a grandes explosões de emoção. Logo perceberam que precisariam desacelerar e se adequar ao ritmo único de cada filho.

Para a surpresa do resto da família, apesar de serem tão diferentes, os irmãos eram como unha e carne. Cecília, como a boa irmã mais velha instigadora, fazia Guto se soltar um pouco mais, trazendo-o para o meio de suas traquinagens. E ele, por sua vez, a ajudava a acalmar um pouco os ânimos de quem sempre estava ligada nos 220V.

E os dois eram especialmente unidos quando estavam armando para torcer a mãe até que ela fizesse o que queriam, o que foi, mais uma vez, comprovado por Eduarda naquela noite.

Era um dia atípico na rotina dos Ferette Fragoso: Lorena não teve escolha senão trazer o trabalho para casa, algo que detestava. O tempo de descanso com a família sempre fora sagrado. Mas, nas últimas semanas, a pressão vinha crescendo à medida que se aproximava o lançamento do projeto que ela encabeçava na Fundação Dantas, com aval de Rogério, voltado ao apoio para jovens da comunidade LGBT+ em situação de vulnerabilidade. Aquele era o seu bebê dentro da Fundação, ela havia colocado sangue, suor e lágrimas para tirar a ideia do papel, então precisava ser perfeito.

Enquanto Lorena se trancava no escritório, mergulhada em scripts e documentos, Eduarda administrava os dois arteiros e a janta que ainda não ficara pronta.

Estava sentada meio torta no sofá, fazendo um carinho lento nos cachos castanhos do pequeno, acomodado em suas coxas, os olhos vidrados numa série animada que passava na TV, na qual Eduarda ainda não conseguira entender do que se tratava.

Ao lado deles, Cecília espalhava papéis e lápis pela mesa de centro num caos organizado, desenhando algo que Eduarda supunha ser um cachorro — a filha claramente não herdara os dotes artísticos da madrinha, apesar das incansáveis tentativas por parte de Maggye. Ainda assim, tagarelava animadamente com a mãe, que dividia a atenção entre a filha e o cachorro laranja que brigava com um limão falante na televisão.

— Mamãe, será que tem algum jeito de trazer os dinossauros de volta? Ia ser muito legal ter um de estimação. Ele podia fazer companhia pro Tony. — Cecília diz, ainda concentrada no desenho a sua frente, a língua um pouco pra fora e o cenho franzido. Ah, então é um dinossauro!

— Não sei não, Ceci. Acho que já fizeram uns filmes comprovando que isso não seria uma boa ideia. — percebeu a expressão cabisbaixa da filha e completou, — Mas você pode estudar bastante pra ser a pessoa que descobre como!

Em meio às conversas aleatórias — que mudavam de rumo tão rapidamente que quase lhe davam labirintite, Eduarda viu um brilho diferente surgir no olhar da menina, como se o próprio corpo reagisse à proverbial “lampadazinha” acendendo na cabeça. As covinhas apareceram junto de um sorriso sapeca, e os olhos ganharam aquele brilho inconfundível de quem estava prestes a aprontar.

— Ô, mãe... — ela começa. Assim que Eduarda ouviu o tom de voz das palavras proferidas, ela sabia que estava sendo persuadida a uma emboscada.

— Hm. — responde, fingindo desinteresse.

— Eu tô com fome.

— Já já o jantar fica pronto, meu amor.

— Mas eu não tava com fome de janta... tava com fome de docinho. — Cecília diz com uma falsa inocência. Ao ouvir a palavra “docinho”, Guto, como mágica, imediatamente desperta do transe em que estava no colo de Eduarda e se vira para a mãe.

— Docinho? — pergunta, já tendo completamente esquecido do programa na televisão.

— Vocês dois nem venham! Vocês tão cansados de saber que doce é só depois da janta. — declarou a frase como um ponto final para a conversa. Mas, claro, eles não desistiriam tão fácil.

— Mas a mãe Lo sempre diz que a gente tem que escutar nosso corpo, e o meu tá dizendo que quer um docinho agora. — rebateu Cecília, encarando a mãe com o cenho franzido e os olhinhos verdes determinados.

Bendita hora que ela foi ter uma filha com uma Ferette. Eduarda suspira, segurando uma risada e não retruca de imediato, a brecha exata que eles estavam esperando.

Os dois trouxeram a artilharia pesada. Começaram um uníssono de “Por favorzinho, mamãe” e fizeram a melhor cara de Gato de Botas que foi chutado e abandonado na chuva. Quando passaram a fazer juras de organização e bom comportamento, Eduarda percebeu que a luta não seria tão fácil assim.

— A gente se comporta direitinho! — promete Cecília.

— Isso, e a gente nunca mais deixa nenhum Lego pela casa. Prometo! — diz Augusto, juntando as mãozinhas em um gesto dramático de súplica.

Enquanto os filhos davam o sangue para corrompê-la, sua própria “lâmpada” se acendeu enquanto pensava em todas as possibilidades de sair daquela situação sem levar uma grandessíssima bronca de Lorena.

— Tá bom, tá bom! Só dessa vez — nem permitiu que os filhos comemorassem a vitória direito quando acrescentou, — Mas, vai ser um docinho com acompanhamento saudável. — finalizou com um sorrisinho de canto.

As crianças, no entanto, não se deixaram abalar. Simplesmente bloquearam a última parte do que ela falou da mente, focando apenas na confirmação da mãe, e celebrando a doce vitória. A ruiva, por sua vez, comemora internamente seu plano perfeito. Ela já tem a conversa planejada na cabeça, dirá “Amor, o médico disse que a gente precisava caprichar nas frutas na dieta deles, então eu estava só ajudando na meta do dia.”, puxaria ela para um beijinho e pronto. Alvo neutralizado pelo charme.

É com esse pensamento que ela pega Augusto no colo e o leva até a cozinha, com a filha em seu encalço. Coloca o menino sentado na bancada e abre a geladeira em busca da parte saudável do lanche clandestino. Cecília, por sua vez, arrasta seu banquinho, o mesmo que usa quando é ajudante oficial de Lorena na cozinha, para perto da ilha, onde o irmão observa a mãe com olhos atentos e cheios de expectativa.

— Beleza, gente. Temos bananas e morangos cortados em pedacinhos… e agora a parte boa… — a ruiva abre um dos armários altos da cozinha, onde ela e a esposa mantinham as coisas que queriam fora do alcance das crianças. Para Lorena, eram alguns chocolates veganos importados, que ganhara da sogra depois de uma de suas milhares de viagens internacionais. Para Eduarda, era um pote gigantesco de Nutella que comia na larica da madrugada quando voltava do plantão, e que agora seria devidamente compartilhado com os filhos.

Ela pega três colheres de sobremesa na gaveta e deposita uma porção generosa de Nutella em cada uma. Ela podia até ser mole, mas tinha juízo, sabia que não dava para confiar nas crianças com um pote inteiro nas mãos.

E então, eles finalmente começam a comer a sobremesa improvisada. Eduarda está devidamente entretida com os filhos, que contam as histórias que pretendem pedir para Lorena narrar antes de dormir. São momentos como esse que ela preza profundamente, essa cumplicidade, o afeto e carinho familiar trocado no olhar enquanto estão juntos. Quando eles eram bebês, a hora que mais ansiava era esta, quando pudesse finalmente conversar com eles, e ver de perto as mentes, que tinham um pouco dela e um pouco da mulher que tanto ama, se desenvolvendo e crescendo para serem seus próprios indivíduos.

Augusto está contando sobre o mistério em que deixaram a aventura do Percy e seu grupo de amigos na noite anterior quando Eduarda escuta um som distinto.

Miau. Miau. Miau.

Junto do que tinha certeza de que era o jarro de planta da esposa sendo remexido no chão.

Ela sabia exatamente do que se tratava. Há algumas semanas, o felino começou a ficar estranhamente fascinado pelas plantas que Lorena cultiva em casa. Em dias que batia o zoomies, ele adorava escalá-las, espalhando terra pelo chão e, muitas vezes, usá-las como uma caixa de areia premium. Elas estavam tentando encontrar maneiras de redirecionar o alvo das brincadeiras nos dias de energia excessiva, mas digamos que ainda era um trabalho em progresso.

— Amores, vou ver o que o Tonico tá aprontando. Não se mexam. — diz, bagunçando os cachos do filho antes de sair.

Na mosca! Pegou Tony no pulo prestes e dar um banho indesejado na amada palmeira-areca de Lorena.

— Bicho teimoso! Eu e sua mãe já não te falamos que aí não é lugar pra você? — desvia da terra espalhada pelo chão da sala, tentando não piorar a bagunça, pega o gato e o leva até o banheiro, onde está a verdadeira caixa de areia. — Aí que é o seu cantinho, tá vendo? — Tony só a olhava, com o que ela jura que é uma expressão de deboche.

— Eu deveria ter falado pra Lorena que queria um cachorro. — suspira, saindo do banheiro.

Quando chega novamente à cozinha, a única palavra que encontra para descrever a cena à sua frente é: caos.

Ela deveria ter imaginado que dar as costas para os filhos enquanto eles estavam a um raio perigosamente próximo de um doce não era a melhor das ideias.

Guto estava completamente lambuzado de uma mistura de creme de avelã e baba, depois de praticamente ter virado o pote na própria mão. A boca, as bochechas e as mãozinhas estavam todas tomadas pelo doce. Cecília também não ficava muito atrás. Se olhasse com um pouco mais de atenção, Eduarda poderia jurar que havia traços de Nutella até no cabelo da filha. Do jeito que estavam, parecia que o pote simplesmente tinha explodido entre eles.

— Pelo amor de Deus… tinha uma bomba dentro daquele pote e eu não tava sabendo? Ou vocês acharam que esse era o último dia na Terra? — ela não sabia ao certo se ria ou se se desesperava com o estado dos dois.

— É que a gente achou que não tinha problema pegar mais um pouco... Só que ai o Guto se animou... mas a gente não comeu tudo, ainda tem um pouquinho —explica Cecília, na tentativa de apaziguar a situação Eduarda solta um riso incrédulo com a imagem.

— Vocês não existem, gente. Vamos logo se lavar antes que a mãe de vocês me mate. — tira o filho do balcão e o coloca no chão, pronta para levá-los ao banheiro.

— Vou matar você por quê, posso saber? — ecoa a voz da esposa atrás dela.

Os três se viram lenta e simultaneamente. Assim que os filhos se deparam com o olhar sério da mãe, com uma mão na cintura e a sobrancelha arqueada, logo disparam:

— A mamãe Duda que deixou!

— Que traíras! — exclama Eduarda, indignada.

— Vocês dois, já pro banheiro. — a morena diz em tom de falsa seriedade. Os dois não perderam tempo e logo saíram. — E você, vem aqui. — completa Lorena, enquanto aponta para o espaço em sua frente.

Eduarda abre os braços em rendição, como quem diz "não tenho culpa" e caminha até ela.

— O que é isso? — dispara com as sobrancelhas arqueadas em total incredulidade, porém seu tom carregava um fundinho de diversão. Sob o fitar da esposa, Eduarda esquece toda e qualquer desculpa racional que poderia ter para aquela bagunça toda.

— Amor, foi tudo culpa deles. Eles são mestres manipuladores. Eu não tenho chance nessa luta, são dois contra um.

— Sei. A investigadora Juquinha não aguenta os bandidos de menos de um metro e dez, é isso?

— Você sabe como eles são, ficam usando esses olhinhos de bola de gude dos Ferette pra eu fazer tudo que eles querem. Não é justo comigo, eles puxaram as suas habilidades de convencimento. — diz com a voz manhosa e um leve beicinho nos lábios.

Tal mãe, tal filhos.

Lorena suaviza o olhar, e enrosca os dedos na alça do cinto da calça de Eduarda.

— Ah, é? — a voz sai mais arrastada, o timbre rouco já deixando Eduarda um pouco mais acesa. — Então você tá dizendo que eu posso te convencer a fazer qualquer coisa que eu quiser?

Ela começa a deixar um rastro lento de beijos pelo rosto da esposa, enquanto os dedos se enroscam nos fios ruivos na base da nuca. Traça um caminho preguiçoso pelas bochechas, desce até o queixo e percorre o maxilar, até finalmente alcançar os lábios.

Eduarda suspira contra a boca de Lorena. Desliza os lábios lentamente sobre os dela, deleitando-se naquela sensação que, apesar de familiar, nunca deixava de arrepiar e dar aquele friozinho na boca do estômago.

O roçar dos lábios fez um calor se espalhar pelo corpo dela. Um calor que se intensifica quando sente Lorena corresponder com mais profundidade, abrindo a boca num suspiro baixo, quase ofegante. Lorena avança um pouco mais, puxando Eduarda para mais perto, as duas mãos espalmadas no rosto da ruiva. Sentir o corpo dela colado ao seu era quase que uma necessidade. Depois de um dia inteiro com a mente fervendo em planejamentos estratégicos, ela se permite simplesmente desligar e sentir. Estar junto da esposa daquela forma é o jeito do seu corpo lembrar que está em casa.

Ela sente a mão de Eduarda pousar em sua cintura, apertando levemente, antes de capturar seus lábios outra vez, agora com mais intenção. Prende o lábio inferior da esposa entre os seus, devagar, como se saboreasse, e encerra o beijo com alguns selinhos lentos e alguns beijinhos suaves na bochecha.

— E então? — diz a morena, ainda com a respiração levemente descompassada.

— O quê? — Eduarda responde, desnorteada.

— Qualquer coisa que eu quiser?

— Qualquer coisa.

— Então hoje você vai lavar a louça do jantar, limpar essa bagunça e dar banho nos dois gênios do mal. — dá um último beijo na bochecha da esposa e sai ao encontro dos filhos.

Eduarda suspira com as palavras, mas tem um olhar bobo no rosto enquanto observa a esposa se afastando.

— Sim, senhora.

Notes:

não conseguia parar de pensar nessa dinâmica delas mais doméstica desde a cena da lorena dando bronca na juca na galeria, então resolvi me aventurar e publicar minha primeira fic oficialmente

espero que tenham gostado dos meus headcanons da familia mais linda de sp :) eu sei que todo mundo no twitter diz que elas tem energia de mãe de menina, mas pra mim elas são muito mãe de casal!!