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Rating:
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Category:
Fandoms:
Relationships:
Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Series:
Part 1 of Descendants — Marauders version
Stats:
Published:
2026-03-09
Updated:
2026-03-09
Words:
3,300
Chapters:
2/?
Kudos:
1
Hits:
85

Descendants 1 — Take The Magic Wand

Summary:

O príncipe James — filho da Bela e a Fera — está prestes a se tornar rei e, como sua primeira ação, resolve dar uma chance aos filhos dos Comensais da Morte.

Trancafiados em uma ilha desde o nascimento, os quatro adolescentes de repente recebem a proposta para estudar em Hogwarts e, junto a isso, uma missão: roubar a Varinha das Varinhas do poderoso Dumbledore para, enfim, libertar seus pais e todos os que estão presos em Azkaban.

A missão para conseguir a varinha não é fácil. Entre poções do amor, sentimentos conflitantes e ter que escolher entre o amor e a família, os jovens finalmente acham um lugar para chamar de casa.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Chapter 1: Cap.01

Chapter Text

Era uma vez há muito tempo — tipo, uns vinte anos atrás — Euphemia casou-se com Fleamont. O casal resolveu unir todos os reinos, o chamando de Hogsmeade, enquanto jogavam os vilões — chamados de Comensais da Morte — para uma ilha esquecida ao qual deram o nome de Azkaban.

 

A ilha serve para mantê-los afastados, contando com uma proteção mágica feita pelo próprio Dumbledore. Uma ilha sem saída, sem magia e sem meios de comunicação.

 

Era isso que os vilões pensavam, até o príncipe James aparecer.

 

Tempos atuais

 

Nossa história começa com o príncipe James – filho da Bela e a Fera – também conhecidos como Euphemia e Fleamont Potter. O príncipe está a poucos dias de ser coroado rei, após seu pai desistir do trono e passá-lo para o filho.

 

Um alfaiate tira suas medidas enquanto seus pais lhe dão conselhos de como governar o reino. Sua mãe diz que ele precisa ter uma primeira atitude como rei, algo que faça seu nome ser conhecido por séculos pelos habitantes de Hogsmeade.

 

Eles ainda não sabem — porém estão prestes a descobrir — que o garoto têm grandes planos em mente. Planos que, talvez, eles não gostem tanto. Planos que podem mudar a vida de todos eles para sempre. Finalmente o jovem toma coragem o suficiente, e diz tudo o que ele vem guardado nos últimos meses. 

 

— Mãe, pai… — fala, atraindo a atenção de todos para ele — Eu já sei qual vai ser minha primeira ação como rei — o rei e a rainha o olham como se não esperassem essa declaração tão cedo, mas o olhar de sua mãe logo se suaviza, como se o incentivasse a continuar — Eu quero dar uma chance aos filhos dos Comensais da Morte, quero abrir a barreira de Azkaban — James recebe olhares de choque e horror, como se seus pais jamais tivessem escutado uma ideia tão absurda.

 

— James, você ficou louco? — a mãe do garoto ainda não conseguia falar, devido ao choque, mas o pai estava pronto para lhe dar um sermão — Eles são filhos de Comensais da Morte. Eles farão de tudo para nos destruir… — o Potter mais velho passa a mão pelos cabelos, desmanchando mais ainda os cachos. Um velho costume de família — Filho, por favor, pense em outra coisa. Talvez um programa de ajuda para crianças carentes ou… não sei, algo que não nos coloque em risco! — o príncipe suspira, mas sabe o que fazer para ter sua ideia validada. Sua mãe sempre fora uma pessoa incrivelmente gentil, igual a ele, e sempre dava certo implorar para esse lado.

 

— Quero que entendam que isso é uma boa ação — James começa a falar, pedindo aos céus para que seus pais o escutem — Imaginem quantas crianças e adolescentes estão sofrendo naquela ilha. Eles não têm culpa de serem filhos de quem são. Eles merecem uma segunda chance, a chance que lhes foi negada desde o nascimento — ele olha para a mãe, sabendo que, se convencê-la, o pai vai ceder — Mãe, por favor… — ele consegue ver a incerteza nos olhos da mãe, que logo cede espaço para a determinação. Ela suspira, mas balança a cabeça levemente em aceitação.

 

— Se é isso que você quer, não vou fazer objeções — um sorriso se forma nos lábios do príncipe ao escutar as palavras da mãe — Vamos dar todo o apoio necessário e garantir que eles sejam transportados com segurança. Mas, James, — ela faz uma pausa — eles são responsabilidade sua. Se algo der errado, você deve consertar.

 

O garoto não poderia estar mais feliz com isso, ele oferece um sorriso animado para a mãe e um rápido aceno de cabeça. O pai do jovem príncipe observa a cena com um misto de emoções queimando em seu peito, mas ele sabe que, se a esposa achou uma boa ideia, tudo daria certo.

 

Euphemia olha para o filho com um certo orgulho. Ela tinha medo do garoto crescer como alguém arrogante, mas, agora, ela percebe que ele está muito longe dessas preocupações. Oferecendo-lhe um olhar calmo e um sorriso gentil, ela finalmente pergunta o que todos querem saber.

 

— Então, você já pensou em quais adolescentes vai trazer? — aparentemente foi a pergunta certa, uma vez que o filho pigarreou de forma audível e dramática, chamando a atenção até mesmo do costureiro, que estava terminando de fazer os ajustes da roupa do rapaz. Ele abre os braços de forma expansiva e diz de um modo quase teatral:

 

— Fico feliz que perguntou! — a rainha revira os olhos, enquanto o rei solta uma risadinha — Aqui estão os nomes: O filho do Jafar, Barty Jr. O filho da Cruella, Evan Rosier — os pais do garoto parecem mais aliviados com a pequena lista, já que não eram vilões particularmente perigosos, apesar de serem Comensais da Morte — Pandora Malfoy, a filha da Rainha Má — tudo bem, uma vilã que deveriam ter cuidado, mas ainda estava equilibrado — E, claro, Regulus Black, filho da Malévola.

 

Fleamont olha para o filho em busca de algum sinal de que aquilo era uma brincadeira, até porque a Malévola sempre foi um problema enorme para o reino, então era óbvio que o filho também seria. No lugar de qualquer vestígio de uma piada, ele apenas encontrou ânsia pelas respostas dos pais.

 

— Tudo bem, traremos os quatro — James volta a falar quando escuta a confirmação do pai, parecendo ansioso para terminar aquele assunto logo.

 

— Se a experiência com eles der certo, poderão vir outros, talvez até mais do que apenas quatro — os ajustes do costureiro terminam, dando ao garoto a liberdade que ele tanto queria para se movimentar — Apenas peço que confiem em mim. Isso é tudo.

 

Como se apenas estivesse esperando a deixa, a mãe o abraça, murmurando um rápido “claro que confiamos, meu amor” e, em seguida, se despede do filho com um selar suave na testa do rapaz. O rei olha para o filho com uma centelha de esperança brilhando em seus olhos, ele bagunça os cabelos do mais novo e segue a esposa.

 

James aproveita para olhar vagamente para o céu por alguns segundos, aproveitando a paz que veio após, finalmente, conversar com seus pais sobre sua decisão. Infelizmente, o rapaz se lembra que ainda possui alguns deveres a cumprir durante o dia, saindo da sala de forma quase preguiçosa.

 

~~~•~~~

 

Regulus Black, o filho da Malévola, é exatamente o que se pode esperar de alguém criado por uma vilã: um ladrão e trapaceiro, alguém que rouba não só por necessidade, mas por diversão. Um vândalo e infrator de regras, sempre fugindo de mercadores furiosos após a destruição de mais alguma feira de rua. Não que existissem muitas feiras em Azkaban, mas ainda assim.

 

O garoto possui um cabelo ondulado, que vai até o ombro, preto como a noite e com algumas mechas roxas. Os olhos escuros, cinzentos e enevoados, apenas possuíam uma coloração verde quando o garoto utilizava magia.

 

Regulus está a caminho do ponto de encontro dele e dos amigos, então, obviamente, ele decide aprontar pelo caminho. Com um sorriso travesso, ele começa a pôr em prática tudo o que aprendeu em seus anos vivendo em um local isolado, onde a única diversão era ver até onde suas provocações poderiam ir antes de alguém realmente se machucar.

 

Empurrar pessoas, roubar bancas, enganar comerciantes, tudo isso era algo rotineiro. São coisas comuns em Azkaban, o tipo de coisa que você aprende desde o momento em que começa a falar. Regulus gosta disso, ou pelo menos aprendeu a gostar.

 

Azkaban não é um bom lugar para se viver, mas foi ali que ele aprendeu tudo o que sabe sobre o mundo. Ele se acostumou a viver assim, ele sabe se virar com o que a ilha pode oferecer.

 

Além disso, tudo isso é o máximo que ele pode fazer, considerando que o garoto não pode usar seus poderes por limitações impostas pelo feitiço de Dumbledore.

 

Ele se anima um pouco mais ao ver Evan correndo em sua direção, sendo seguido por Pandora.

 

Apesar de não serem diretamente ligados pelo sangue, os dois são bem parecidos. Ambos possuem cabelos loiros e ondulados, a única diferença é que Evan possui algumas mechas pretas no cabelo, de forma natural. Os olhos de ambos possuem colorações diferentes, os de Pandora são de um azul cristalino, enquanto os de Evan são mais puxados para um azul escuro, como a noite.

 

Mesmo correndo, a loira parecia flutuar, possuindo uma elegância que nem mesmo as mais belas princesas poderiam copiar. Regulus abraça um de cada vez, demorando um pouco mais para soltar a amiga.

 

Barty apareceu após alguns minutos. Os cabelos castanhos estavam bagunçados, como sempre, e um sorriso maléfico brincava em seus lábios. Os olhos castanhos brilhavam com a expectativa de roubar algum desavisado.

 

Era um dia quente, o sol queimava a nuca dos garotos e o céu estava sem nenhuma nuvem. Os jovens tinham que apertar os olhos para enxergar minimamente, mas eles não iriam para casa tão cedo, mesmo com o calor insuportável.

 

Uma criancinha passa segurando um pirulito, que Regulus rouba sem hesitar. Ele segura o pirulito como um troféu, o exibindo para os amigos. Algumas pessoas ao redor dos garotos vão se dispersando, até o local ficar vazio, algo que o garoto já estava acostumado. Era algo comum quando a Malévola estava por perto.

 

— Oi mamãe — ele diz enquanto se vira, ainda com o doce em mãos.

 

— Roubando doces, Reg? Estou decepcionada, pensei que tinha te ensinado melhor — a mulher fala em um falso tom de decepção. Walburga Black é uma mulher bonita, com cabelos escuros que vão até a cintura, porém escondidos em um capacete em formato de chifres.

 

— Ah mãe, mas é de um bebê — Regulus entrega o doce para a mãe, que nem sequer o olha antes de cuspir em cima. O garoto se sente indignado, ele tinha acabado de roubar aquele doce e ela já estava estragando. A mulher entrega o doce para um de seus capangas.

 

— Devolva para o dono — ele não precisa ouvir mais nada, ele apenas sai para cumprir a ordem dada.

 

Walburga parece se lembrar de algo especialmente engraçado, já que abre um de seus sorrisos maléficos, olhando para os garotos. Barty parecia alheio, já Evan a olhava com intensidade. Pandora tentava localizar o capanga, curiosa com o desfecho.

 

— Ah, eu quase esqueci. Vocês quatro foram chamados para estudar em uma escola diferente — o sorriso dela se alarga — Em Hogwarts — Pandora finalmente tira sua atenção da “fofoca”, olhando para a mãe de seu melhor amigo como se ela fosse louca. Os outros dois não estavam muito diferentes, já Regulus achava que era apenas uma grande brincadeira.

 

— Mãe, eu não vou — sua voz é firme — eu me recuso a ir pra uma escola cheia de princesas cor de rosa — a loira dá um passo à frente, pronta para expor a própria opinião.

 

— Hogwarts pode até ter princesas cor de rosa, mas também têm príncipes muito bonitos…

 

— Eca.

 

Evan e Barty riem da resposta do amigo, mas concordam que também não pretendem ir para a escola.

 

— Sem ofensas, mas eu não uso uniforme — Barty é quem fala, e em seguida pensa por alguns segundos — Bom, a menos que seja de couro.

 

— Meu problema são os cachorros. Ouvi dizer que existem muitos deles em Hogwarts. Mamãe sempre disse que eles devoram crianças e são criaturas sanguinárias — o garoto loiro, Evan, cruza os braços e vira o rosto — Eu não vou pra essa escola.

 

Pandora revira os olhos, sabendo que a mãe dele só conta essa história para o assustar, e funciona perfeitamente. Regulus se vira para a mãe, emburrado.

 

— Viu, mãe? A gente não vai.

 

Não era essa a resposta que Walburga esperava, mas ela sabe como os convencer. Suspirando e se perguntando que tipo de futuros vilões são esses, ela se dirige aos quatro.

 

— Vocês estão pensando muito pequeno, crianças. Vejam bem, isso é um plano de dominação mundial — ao olhar para os lados ela percebe alguns olhares curiosos, então a mulher se vira, voltando para casa e fazendo um aceno para os jovens a seguirem — Venham comigo.

 

[...]

 

Calíope, Liora e Bartolomeu já estão na casa dos Black, apenas esperando os quatro adolescentes para, finalmente, os contar sobre o plano de dominar Hogsmeade.

 

Walburga se senta em uma cadeira de espaldar alto, ficando de frente para os convidados.

 

— O plano é simples: vocês vão para Hogwarts, vão achar o Dumbledore e trarão a Varinha das Varinhas para nós — ao terminar de falar, ela olha para os garotos, os avaliando. Parecendo satisfeita com a análise, ela dá de ombros — Bom, vai ser moleza.

 

Liora, que estava ouvindo o plano atentamente, chama a filha para lhe entregar algo.

 

— Meu espelho mágico. Você pode usá-lo para encontrar coisas — ela põe o objeto sobre as mãos da filha, o tocando como se fosse extremamente frágil — Ele irá funcionar em Hogwarts, não se esqueça disso — Pandora acena com a cabeça, animada com a perspectiva de, finalmente, ter o espelho em suas mãos.

 

A mãe de Regulus se levanta, ficando frente a frente com ele. A mão dela vai para o queixo do rapaz, acariciando ali. O sorriso que ela dá é letal.

 

—Vale lembrar que, caso você não fizer o que eu pedi, você vai ficar de castigo para sempre, Reg.

 

Ao ouvir isso, ele olha para a mãe. O primeiro pensamento do rapaz é de que aquilo não é nem um pouco justo. Mas, pensando melhor, é uma oportunidade de sair da ilha. Suspirando, ele balança a cabeça em concordância.

 

Evan olha com pena para o amigo, ele sabe que o rapaz sente medo de decepcionar a mãe e, por isso, vai fazer o que ela mandar, sem questionamentos.

 

— Quando podemos ir, senhora? — apesar de querer debater, é apenas isso que Evan pergunta, sabendo que ficar batendo boca não vai os levar a lugar nenhum, provavelmente só vai tornar a situação pior.

 

Walburga o olha, porém não responde. Ao invés disso, ela passa direto pelos adoescentes, indo de encontro a um livro empoeirado. O famoso “livro de feitiços da Malévola”, com feitiços e poções tão poderosos que a pobre princesa Aurora não teve nem chance. Ela o entrega para o filho.

 

— Aqui, meu livro de feitiços. Ele não vai funcionar aqui, mas em Hogwarts vai — um barulho de buzina se faz presente e a mulher olha para Evan — Se isso responde a sua pergunta. Agora, vão, e me tragam aquela varinha. E, Regulus, — o olhar dela se enche de ternura ao olhar para o filho — ne me laisse pas tomber. Je t'aime.

 

O garoto acena com a cabeça e segue os amigos. Ao descer as escadas e entrar em um daqueles carros luxuosos, Regulus se pergunta se aquela realmente era a coisa certa a se fazer.