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Fandom:
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Character:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-04-07
Words:
414
Chapters:
1/1
Kudos:
14
Hits:
179

heartbeat

Summary:

Celina quebra algumas regras.

Notes:

Eu geralmente não escrevo em português :b

Work Text:

Thump thump thump

Todas as batidas, e então nada.

Celina estava tão exirilante, Flora estava tão perto de si, que havia parada de prestar atenção ao seu redor. Só conseguia enxergar Flora, sentir seu cheiro, lembrar seu gosto. Era como a fome por sangue que a assolava, mas seu corpo clamava Flora Flora Flora.

Uma batida, e então nada.

Flora estirada no chão, seu sangue por toda a parte ao invés de em apenas seus lábios. Celina queria gritar, mas seu corpo não a respondia, talvez os cogumelos haviam a afetado mais do que gostaria.

Flora é levada ao hospital, de algum jeito. Não a deixaram-na a acompanhar, mas ela corre e ela não a deixa. Ela ouve os médicos comentando que era sério.

Entre as horas que se passam, Celina termina no cômodo que chamava de lar.

Sem batidas, mas o nada que a acompanhava há tanto tempo estava diferente, não era tão aconchegante e familiar como antes. Agora a ausência a esmagava, demandava que Celine a encarasse. Talvez ela tivesse ignorado o vazio por tempo demais.

Já era hora de fazer algo sobre não estar realmente viva.

Uma batida. E então, nada.

Celina não se lembra do caminho até o hospital, mal registra a família de Flora no local e só se dá conta do que está fazendo quando tem que lidar com uma das médicas. Ela entra no quarto com a certeza de queria apenas certificar-se de que ela estava bem, mas os bípes das máquinas que a mantinham estável pesavam em seu âmago - sempre achara de péssimo gosto o jeito que os humanos escolheram representar a própria vida, aqueles bipes estéreis não se comparavam ao delicioso pulsar molhado de suas batidas -, como se cada um deles a lembresse o quão frágil era sua existência, o quão rápido poderia partir. Ela segura sua mão, beija seu pulso - tão, tão fraquinho -, a efemeridade da existência humana nunca a incomodou tanto quanto naquele momento.

E então, nenhuma batida e um maldito bipe.

O lado racional de Celina gritava para que fosse embora antes que a vissem ali. Ela, entretanto, o ignora. Qual era o sentido da existência eterna se ela encontrava-se sempre presa às vontades alheias? Celina finca suas presas no pulso de Flora uma última vez - tentaria registrar seu doce gosto pela eternidade - e a dá de beber da combinação de seus sangues, suas energias vitais, de ambas.

Nenhuma batida. E então, todas.

Flora estava morta e Celina decidiu que iria viver.