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— E é por isso que agora você odeia o hyung e quer o divórcio? — A voz de Jungkook soou abafada sob as camadas de edredom. Ele estava mergulhado até o nariz, os olhos brilhando com uma diversão mal contida enquanto observava Taehyung.
Taehyung estava sentado na beirada da cama oposta, a postura rígida e os braços cruzados sobre o peito, os lábios projetados em um bico de pura indignação que ele se recusava a desfazer.
— Ele deveria estar do meu lado, Jungkook! — Taehyung bufou, a frustração vibrando em suas cordas vocais pela décima vez naquela noite. — Ele deveria ter repreendido você por encher a comida com pimenta! Ele sabe que meu paladar é sensível, ele sabe que eu odeio pimenta!
— O Jimin gosta... — Jungkook murmurou, dando de ombros sobre as cobertas.
— Isso não é sobre o Jimin! É sobre mim!
— Tá, mas eu colocaria pimenta de qualquer forma — Jungkook sentou-se na cama, o cabelo bagunçado e um sorriso cínico surgindo. Não era uma provocação barata, era apenas a constatação da realidade. — Eu cozinhei para o Jimin, hyung. O mundo não gira em torno de você.
— Pois o Seokjin deveria ter cozinhado para mim! — Taehyung rebateu, a voz subindo um tom. — Mas ele não fez. E quando eu reclamei, ele riu de mim junto com você! Ele não me apoiou!
— Na verdade ele reclamou comigo pelas primeiras cinco vezes que você reclamou, mas depois ele desistiu e só riu. — Jungkook corrigiu, mas Taehyung jogou o travesseiro nele por ir contra a sua mentira — E qual é o seu problema de querer ficar em pé olhando para a parede como um castigo? — Jungkook soltou uma risada curta, analisando o comportamento dramático do amigo — Isso é algum fetiche novo?
Taehyung estreitou os olhos, a tensão mudando de figura por um segundo.
— Você realmente quer entrar no tópico de fetiches, Jeon Jungkook?
— Eu sei que o Jimin te conta tudo, não tenho segredos — Jungkook deu de ombros, despreocupado, enquanto deslizava para fora da cama.
— Você pode, por favor, me dar razão uma única vez? — Taehyung tentou uma última cartada, sentindo o desespero de quem está prestes a ser abandonado pelo único aliado.
— Hyung — Jungkook parou, o corpo jovem e atlético agora livre dos lençóis. Ele suspirou, olhando para Taehyung com uma mistura de pena e cansaço. — Você já reclamou até do Jin-hyung pegando seu casaco favorito, quando todo mundo sabe que ele só faz isso porque precisa do seu perfume impregnado nele para conseguir relaxar. Você reclama, reclama, mas o ama e ama que ele discorde de você.
Taehyung desviou o olhar, negando com a cabeça por pura teimosia, enquanto Jungkook recolhia suas coisas.
— Você pode ficar aqui ruminando sua birra, mas eu vou aproveitar que as câmeras finalmente foram desligadas e vou dormir com o Jimin.
— Você vai me deixar aqui sozinho? — O pânico brilhou por um segundo nos olhos de Taehyung. — Jungkook, somos uma equipe!
— Eu não vou dormir com você e eu não durmo sem o meu marido que está no quarto ao lado com o seu namorado, por favor, hyung — Jungkook riu falando o óbvio enquanto apontava para a parede que os separava do outro quarto ocupado por Seokijn e Jimin.
— Eu não conheço nenhum Seokjin! — Taehyung declarou para o nada, a voz ecoando no quarto quase vazio.
— Então divirta-se com a sua própria companhia. Eu vou lá. — Jungkook abriu a porta, sentindo o choque do vento frio do corredor contra a pele quente, e lançou um último olhar para trás. — Boa noite, hyung.
O estalo da porta fechando foi como um tiro. Taehyung não respondeu. Ele se jogou para trás, afundando o corpo no colchão que parecia grande e frio demais. Abraçou o travesseiro com força, enterrando o rosto no tecido que, infelizmente, não tinha o cheiro de baunilha e conforto de Seokjin.
Ele ignorou as notificações vibrando no celular — mensagens de Seokjin que ele se recusava a ler, mas que eram a única coisa que o mantinha ancorado. Taehyung odiava dormir sozinho. Com o passar dos anos, o sono tornou-se um ato compartilhado; ele se viciou na sensação do peso de Seokjin ao seu lado, no calor que emanava daquela pele e na cadência rítmica da respiração do mais velho.
Mesmo no exército, a solidão era um conceito abstrato. Ele ligava para Seokjin nas madrugadas mais silenciosas e, mesmo que o outro estivesse em silêncio ou dormindo, o som estático da linha e o sopro suave da respiração de Seokjin do outro lado eram o oxigênio de que Taehyung precisava para fechar os olhos.
Agora, naquele quarto branco e vazio, o silêncio era uma pressão física em seus ouvidos. Cada centímetro da sua pele clamava pelo toque que ele, por puro orgulho, estava negando a si mesmo. Ele sentia falta do toque, do cheiro e, principalmente, do seu namorado.
✌🏻
Seokjin estava alheio à tempestade que se formava no quarto ao lado. Para ele, o silêncio de Taehyung era apenas um reflexo do cansaço pós-gravação, não uma punição deliberada. Ele estava mergulhado em um universo de pixels, deitado confortavelmente na cama de Jimin enquanto seu próprio celular carregava em um canto. Jimin o abraçava por trás, as pernas entrelaçadas nas de Seokjin em um ninho de edredons, o queixo apoiado no ombro do mais velho para vigiar cada movimento na tela pequena.
— Por aqui, hyung. Dobra à esquerda — Jimin sussurrou, o hálito quente batendo no pescoço de Seokjin, os olhos fixos no jogo.
— Jimin-ah! — Seokjin protestou, os polegares ágeis sobre o vidro. — Se eu for por aí, é morte certa! É uma emboscada, eu consigo sentir!
— Não vai, confia em mim. Eu já joguei essa fase com o Jungkook e ele passou direto por esse corredor.
Seokjin, num raro momento de vulnerabilidade estratégica, confiou. No segundo seguinte, o personagem na tela foi morto.
O choque de Seokjin foi tão genuíno que Jimin explodiu em uma risada abafada, afundando o rosto na curvatura do pescoço do hyung para conter o som. Seokjin ficou estático, olhando para a tela de "Game Over" com uma expressão de traição absoluta, enquanto sentia os ombros de Jimin tremerem contra suas costas.
— O que diabos vocês estão fazendo? Jimin! — A voz de Jungkook cortou o clima. Ele estava parado à porta, o cenho franzido em um choque teatral ao encontrar os dois emaranhados. Seus olhos percorreram o quarto rapidamente, relaxando apenas ao confirmar que a luz vermelha das câmeras de monitoramento do programa permanecia apagada.
— O que você acha de abrirmos o relacionamento, amor? — Jimin provocou, virando o rosto para Jungkook com um sorriso travesso, sem soltar Seokjin.
— Você o quê? — Jungkook soltou um riso incrédulo, aproximando-se da cama com passos determinados. — Hyung, fora! Agora!
Jungkook puxou o lençol com força, desfazendo o casulo de calor. Só então Seokjin pareceu registrar a presença do maknae, piscando os olhos como se estivesse acordando de um transe.
— O quê? — Seokjin o encarou, fingindo indignação. — Jungkook, por que você está aqui atrapalhando meu luto? Você tem um quarto só seu, vá dormir e me deixe em paz.
— Um quarto meu e do Taehyung hyung — Jungkook corrigiu, com um brilho divertido no olhar. — E já que eu vou dormir com o meu Jimin, você precisa desocupar o território e ir para a sua cama, hyung. Ou melhor, para a do Tae hyung.
— Você não pode expulsar o hyung desse jeito, Jeon — Jimin brincou, puxando Seokjin de volta pelo braço, mas o sorriso em seus lábios entregava que ele estava adorando o caos.
— Jimin-ah! Me solta! — Seokjin finalmente se desvencilhou, sentando-se na cama e ajeitando o pijama amarrotado enquanto entregava o celular para Jungkook — Então é isso? Estamos trocando os quartos oficialmente agora?
— Podemos fingir que nada aconteceu na hora de gravar todo mundo acordando amanhã — Jungkook sugeriu, já se acomodando no espaço que Seokjin acabara de deixar, o calor da cama ainda presente.
Seokjin levantou-se, arrumando o cabelo bagunçado pela agitação.
— Só para constar: esta cama é minha, não do Jimin. Comportem-se, por favor. Eu não quero encontrar nada... estranho amanhã.
— Da mesma maneira que você vai se comportar em um quarto isolado, só você e o Taetae? — Jimin riu, deitando-se com as mãos atrás da cabeça, observando a expressão de Seokjin mudar. — Você realmente esquece que somos melhores amigos? Ele me conta tudo, Jin-hyung. Absolutamente tudo.
— Meu maior sonho é que vocês dois percam o contato para sempre — Seokjin resmungou, sentindo as orelhas esquentarem levemente.
Ele passou por Jungkook e saiu em direção ao corredor, ignorando a risada vitoriosa de Jimin que atravessou a porta antes de ela se fechar. O silêncio da sala era gélido em comparação ao calor do quarto que deixara para trás. Seokjin caminhou até a porta que antes pertencia a Jungkook e Taehyung, sentindo, pela primeira vez na noite, um frio na barriga.
O quarto estava mergulhado em uma penumbra densa, quebrada apenas pela luz fraca que vinha do corredor antes de a porta se fechar. Seokjin não precisava da visão para localizá-lo; o som da respiração de Taehyung, pesada e rítmica, preenchia o silêncio como um aviso. Ele caminhou com cautela até a cama e, sem pedir permissão ou esperar um convite, deixou o próprio corpo cair sobre o de Taehyung, sentindo o calor e a firmeza dos músculos do mais novo sob o seu peso.
— Voo? — chamou baixinho, a voz rouca deslizando pela escuridão.
— Você tem seu quarto com o Jimin. Vai embora — a resposta de Taehyung veio seca, cortante como gelo, mas ele não fez nenhum movimento para empurrar Seokjin.
Seokjin sorriu contra o tecido do pijama dele. Ele conhecia cada versão do humor de Taehyung, cada variação de sua irritação, e sabia exatamente que aquele tom de voz era o prelúdio de algo muito mais intenso. Ele inclinou a cabeça e deixou um beijo demorado no pescoço de Taehyung, sentindo o pulso dele acelerar sob seus lábios.
— Eu até posso ser um voyeur, mas não quando os protagonistas são o Jimin e o Jungkook — Seokjin sussurrou, deixando outro beijo, mais úmido, logo abaixo da orelha de Taehyung. — Você lembra muito bem de como as coisas ficavam barulhentas quando morávamos juntos. Não quero ouvir os dois a noite toda.
Em um movimento brusco e possessivo, Taehyung girou na cama, invertendo as posições até que Seokjin estivesse por baixo, usando a força dos braços para prendê-lo contra o próprio peito enquanto o encarava de cima. Os olhos de Taehyung brilhavam na escuridão, predatórios.
— Eu odeio pimenta, odeio quando você me irrita de propósito e odeio quando você se coloca contra mim na frente dos outros — Taehyung rosnou, as mãos descendo para a cintura de Seokjin e apertando a carne ali com uma força que beirava o limite. — Eu odeio você, Kim Seokjin.
Seokjin soltou uma risada baixa, uma provocação clara. — Você não odeia. — Negou com a cabeça, os fios de cabelo roçando o travesseiro. — Você ama que eu te provoque. Ama que eu te leve ao limite da sanidade enquanto você ferve de raiva.
— Você é um mentiroso — Taehyung rebateu, a voz descendo uma oitava.
— E você é um pirralho mimado.
— Agora você vem ao meu quarto para me ofender? — Taehyung arqueou as sobrancelhas, a expressão tornando-se perigosamente séria. — Você não acha que deveria me mostrar um pouco mais de respeito?
— Por quê? Você é meu hyung por acaso? — Seokjin o encarou de volta, um desafio brilhando em seu olhar, nenhum dos dois ousando desviar a atenção por um segundo sequer.
— Sim. E se você continuar me testando desse jeito, eu vou te colocar de joelhos, com as mãos levantadas, encarando a porra daquela parede até você aprender a se comportar — Taehyung declarou, o olhar tão carregado de intenção que Seokjin sentiu um arrepio violento percorrer sua espinha, o corpo todo respondendo ao comando implícito naquela voz.
Seokjin sentiu os dedos de Taehyung afundarem ainda mais em sua cintura, e sua respiração tornou-se curta, difícil de controlar. O corpo de Seokjin respondeu antes mesmo que ele pudesse pensar.
— Em casa — Seokjin conseguiu murmurar, a voz falhando por um momento.
— O quê?
— Você não pode me colocar de joelhos aqui — ele disse, tentando recuperar uma sobriedade que já não existia. — Os membros estão no quarto ao lado. O Namjoon está logo ali. Qualquer som...
— Eu não falei nada sobre fazer isso aqui — Taehyung abriu um sorriso inocente, mas que não chegava aos olhos, que continuavam famintos. — Por que você está pensando nessas coisas agora, Jinnie?
— Porque eu te conheço — Seokjin confessou, a voz trêmula. — Eu conheço esse olhar. Eu sei que você quer me quebrar no meio e destruir a minha garganta agora mesmo. Mas você não pode. Não com essa maldita gravação em andamento e todos a um passo de distância.
Taehyung inclinou-se, o nariz roçando o de Seokjin, a tensão entre eles esticada como uma corda de violino prestes a arrebentar. — Você tem razão. Eu não posso. Mas o que eu vou fazer com você quando cruzarmos a porta de casa amanhã... você não faz ideia do quanto vai se arrepender de ter me provocado hoje.
Taehyung revirou os olhos, amargurado pela lógica irrefutável de Seokjin. Era uma verdade frustrante: ele não podia colocar em prática metade das perversidades que sua mente arquitetava com o risco de Seokjin acordar sem voz na manhã seguinte. Em um ambiente cercado por câmeras e membros, o silêncio era a única proteção deles, e Taehyung sabia que ninguém ali era tão vocal quanto Seokjin quando levado ao limite. Ele duvidava que Jimin e Jungkook estivessem realmente dormindo do outro lado da parede, mas a diferença é que eles sabiam ser discretos em situações assim, já Seokjin, por outro lado, perdia o controle de forma absoluta sob o seu toque.
— Eu posso me desculpar de outra forma — Seokjin murmurou, a voz como veludo, enquanto se acomodava entre as pernas de Taehyung.
— Ao menos você tem consciência de que me deve desculpas — Taehyung rebateu com uma petulância que só fez Seokjin sorrir.
— Você vai me deixar tentar conseguir o seu perdão? Ou vai mesmo me obrigar a dormir sozinho no sofá?
— Eu gosto que você tenha usado a palavra "tentar" — Taehyung murmurou.
— Por favor.
Taehyung soltou um suspiro nasalado, uma mistura de diversão e arrogância. Com um movimento ágil e fluido, ele usou as mãos nos ombros de Seokjin para impulsioná-lo levemente para o lado, invertendo o cenário. Enquanto Seokjin se apoiava nos joelhos sobre o colchão, Taehyung se acomodou de costas, afundando a cabeça no travesseiro com uma confiança preguiçosa.
Ele cruzou os braços atrás da cabeça, flexionando os bíceps que tencionavam o tecido da camiseta, e abriu levemente as pernas, oferecendo o espaço exato para que o mais velho se encaixasse ali. Era a postura de um rei esperando ser servido, os olhos brilhando como brasas na penumbra enquanto observava, com uma expectativa silenciosa, cada movimento de Seokjin.
Seokjin não hesitou. Ele engatinhou sobre o corpo de Taehyung, sentindo o calor que emanava dele, e sentou-se sobre suas coxas, distribuindo o peso de forma que seus quadris ficassem perfeitamente alinhados ao volume que já se destacava no pijama do mais novo.
— Você teria coragem de me deixar passar a noite sozinho, Voo? — Seokjin sussurrou, projetando um bico manhoso nos lábios enquanto inclinava o rosto para olhar Taehyung de cima. O mais novo apenas sustentou o olhar, mantendo um silêncio castigador que era o sinal verde para Seokjin começar.
Sem qualquer pressa, desfrutando do poder que tinha naquele momento, Seokjin deslizou as palmas das mãos pelo abdômen definido de Taehyung. Ele sentiu cada músculo se retrair sob o toque de seus dedos longos, uma reação instintiva ao calor que emanava de suas mãos. Com calma, ele enganchou os polegares no elástico do pijama, sentindo a resistência do tecido antes de puxá-lo para baixo, arrastando junto a cueca de algodão.
No instante em que foi libertado da pressão da roupa, o pau de Taehyung saltou, já semirrígido e vibrando com uma pulsação própria. O contato súbito da carne quente e latejante contra a pele macia do ventre de Seokjin arrancou um suspiro entrecortado do mais novo. O pau subia e descia ritmicamente, acompanhando a respiração pesada de Taehyung, deixando pequenas manchas de umidade na pele de Seokjin a cada batida do sangue.
Seokjin se inclinou ainda mais, distribuindo o peso do seu corpo de forma estratégica. Suas coxas pressionavam os quadris de Taehyung, enquanto seu peito roçava nos bíceps dele, criando um casulo de calor sufocante. Ele parou a centímetros do alvo, permitindo que Taehyung sentisse apenas o sopro de sua respiração errática antes do contato real.
Lentamente, Seokjin passou a ponta da língua pelos próprios lábios, umedecendo-os até que brilhassem sob a luz fraca do quarto. Então, ele selou a boca na glande sensível, depositando um beijo úmido, sugado e torturantemente demorado. O estalo suave da sucção ecoou no silêncio, e o efeito foi imediato: o quadril de Taehyung deu um solavanco involuntário para cima, buscando mais, enquanto suas mãos, presas atrás da cabeça, fechavam-se em punhos cerrados, enterrando as unhas na palma da mão para não quebrar o silêncio do dormitório.
— Às vezes eu acho que você ama mais o meu pau do que a mim, hyung — Taehyung comentou com a voz rouca, a cabeça afundando no travesseiro enquanto via, lá do alto, Seokjin se dedicar a ele com tanta devoção.
— Te amo — Seokjin respondeu contra a pele quente, a voz abafada. Ele envolveu o membro com a mão, sentindo a veia latejar contra sua palma, e deixou uma lambida longa que ia da base até o topo, deixando um rastro brilhante de saliva na escuridão. O sorriso travesso que se formou em seu rosto deixava claro que, naquele momento, ele amava absolutamente tudo o que pertencia a Kim Taehyung.
Seokjin deleitava-se na reação visceral que cada movimento seu arrancava do mais novo. Era um jogo de causa e efeito que ele dominava com maestria. Sob o peso de seu corpo, ele sentia o de Taehyung retesar como uma corda de piano prestes a arrebentar; os músculos das coxas saltavam em relevos rígidos, denunciando a luta interna para não perder o controle. O membro de Taehyung agora estava completamente ereto, uma coluna de calor latejante que pulsava com força sob o aperto firme e possessivo da mão de Seokjin.
Como a consciência do silêncio o impedia de engoli-lo por inteiro — o risco de fazer Taehyung rugir o nome dele para o dormitório ao lado era alto demais —, Seokjin focou na tortura lenta da técnica. Ele inclinou o rosto, permitindo que a ponta da língua traçasse o caminho sinuoso da veia que saltava na lateral do pau, subindo devagar até a coroa. Ele o banhava com uma umidade quente, deixando a pele tão brilhante e escorregadia que o menor movimento criava um som de sucção nítido na penumbra.
O pré-gozo de Taehyung começou a transbordar, uma pérola transparente e viscosa que Seokjin recolheu com a ponta do polegar. Com um movimento circular e deliberado, ele espalhou o líquido pela cabeça sensível, usando-o como o lubrificante perfeito para facilitar o deslizamento ritmado de sua mão, que subia e descia com uma pressão que beirava o insuportável.
Descendo ainda mais o rosto, Seokjin focou na base, onde o calor era mais intenso. Ele envolveu os testículos de Taehyung com os lábios, sentindo o peso deles contra sua língua enquanto aplicava uma pressão de sucção suave e constante. O efeito foi devastador: Taehyung soltou um arquejo mudo, o tórax subindo em busca de ar, enquanto seus dedos abandonavam a nuca para se enterrarem fundo no tecido dos lençóis, esmagando o pano entre os punhos fechados enquanto ele lutava para não desabar no próprio prazer.
— Você não para de se esfregar na minha perna — a voz de Taehyung soou como um trovão baixo na escuridão, densa e carregada de uma autoridade que fez o ar vibrar.
Ele esticou o braço com uma lentidão predatória, envolvendo o queixo de Seokjin com os dedos firmes e forçando-o a erguer o rosto. Seokjin estava em um estado de transe erótico absoluto; a pele do rosto estava quente e corada em um tom profundo de escarlate, os lábios entreabertos brilhavam com o rastro da saliva e o olhar estava completamente nublado, as pupilas dilatadas fundindo-se à penumbra do quarto pelo próprio desejo.
— O quê? — Seokjin arquejou. A pergunta saiu como um sopro confuso e quebrado, a mente dele incapaz de processar qualquer coisa que não fosse o calor latente entre seus corpos.
— Você sequer notou, não foi, amor? — Taehyung sorriu, um brilho de posse pura e cruel faiscando em seus olhos.
Ele sentia cada movimento; o quadril de Seokjin movia-se freneticamente, em um ritmo instintivo e desesperado contra a coxa sólida de Taehyung. Seokjin buscava alívio para o próprio tesão acumulado, um atrito rítmico e necessitado que ele sequer percebia estar executando enquanto se dedicava a servir o outro. O pijama fino era a única barreira, agora insuficiente para esconder o quão duro e pulsante Seokjin estava, reagindo ao próprio serviço de forma devassa.
Taehyung deslizou a mão do queixo para a nuca de Seokjin, os dedos se embrenhando nos fios macios do cabelo dele e puxando-os de leve para trás, expondo a garganta dele ao frio do quarto.
— Você está tão necessitado que está se usando na minha perna como um animalzinho no cio, Jin-ah — Taehyung sussurrou, a voz carregada de uma satisfação sombria ao sentir o solavanco que o corpo de Seokjin deu ao ser exposto daquela maneira. — Você gosta tanto assim de me deixar molhado enquanto você queima por dentro?
Seokjin soltou um som lamurioso, a confirmação silenciosa de que sua compostura havia ruído por completo sob o olhar e o toque de Taehyung.
Taehyung não lhe deu tempo para processar a vergonha ou responder à provocação. Com um movimento bruto e possessivo, ele agarrou a nuca de Seokjin e o puxou para cima, unindo seus lábios em um beijo profundo, faminto e quase violento. O gosto de ambos se misturou de forma inebriante — o sabor salgado e característico do pré-gozo de Taehyung, que ainda brilhava nos lábios de Seokjin, fundindo-se ao calor úmido e doce da boca do mais velho. Era uma dança de línguas desesperada, um embate de fôlegos que selava o acordo silencioso entre eles: aquela madrugada seria de uma paz precária e carnal, mas o amanhã pertenceria, irremediavelmente, ao castigo.
Sem romper o beijo, Taehyung agiu. Seus movimentos eram bruscos, precisos, movidos por uma urgência que ele não se dava ao trabalho de esconder. Ele desceu as mãos com força, agarrando o cós do short e da cueca de Seokjin de uma só vez, puxando-os para baixo com um solavanco que revelou a pele ardente do mais velho. No instante em que se livraram das camadas de tecido, o encontro da pele nua foi como um choque elétrico.
Taehyung forçou a abertura das pernas de Seokjin com os próprios joelhos, encaixando-se firmemente entre as coxas dele, buscando o contato total. Ele cravou os dedos com força na carne farta da bunda de Seokjin, os dedos afundando na pele macia em um aperto tão possessivo que beirava a dor.
O estímulo súbito arrancou um gemido agudo e descontrolado de Seokjin — um som que teria ecoado por todo o corredor se Taehyung não estivesse preparado. Ele silenciou o grito imediatamente, esmagando sua boca contra a de Seokjin em um beijo abafado, transformando o gemido em um lamento vibrante que morreu entre as línguas deles. Seokjin estava completamente à mercê, o corpo tremendo sob a dominância de Taehyung, enquanto o silêncio forçado do quarto tornava cada batida de coração e cada toque nítidos demais.
— Você precisa fazer silêncio — Taehyung o repreendeu contra sua boca, a voz vibrando como um trovão baixo.
Seokjin apenas concordou com um movimento frenético de cabeça, escondendo o rosto na curvatura do pescoço de Taehyung, onde o cheiro de pele e desejo era mais forte. Ele estava trêmulo, a adrenalina de poder ser pego misturando-se à luxúria.
Taehyung sabia que o ambiente era uma armadilha; sem lubrificantes, sem camisinhas e com paredes que pareciam de papel, a penetração era um risco que ele preferia guardar para quando estivessem sozinhos. Por isso, ele deslizou a mão entre os seus corpos, envolvendo os dois paus juntos em um único aperto. O calor latente da pele de um contra a do outro, unidos pela palma firme de Taehyung, fez Seokjin arquear as costas.
Seokjin ergueu o tronco com dificuldade, os braços tremendo levemente enquanto se apoiava sobre o peito largo de Taehyung. Ele começou a rebolar com uma urgência contida, o atrito rítmico e pesado de seus quadris ditando a cadência daquela masturbação compartilhada. Abaixo dele, a mão de Taehyung trabalhava com uma precisão cirúrgica, movendo-se com uma velocidade que beirava o insuportável. Seokjin mordia o lábio inferior com força, sentindo o gosto metálico do sangue enquanto lutava contra cada gemido melódico que tentava escapar de sua garganta.
Taehyung era, de fato, o senhor absoluto daquele corpo; ele conhecia cada terminação nervosa de Seokjin e sabia exatamente onde aplicar o máximo de pressão. Ele variava o ritmo de forma sádica, desacelerando apenas para torturá-lo, antes de usar o polegar para esmagar a glande de Seokjin contra a sua própria, justamente no momento em que o mais velho implorava por alívio.
A imaginação de Seokjin, no entanto, agia como seu carrasco mais cruel. Ao fechar os olhos com força, a escuridão do quarto era substituída por uma imagem nítida e violenta: ele se visualizava cavalgando Taehyung sem descanso, sentindo aquela espessura crua e latejante invadi-lo sem qualquer cerimônia ou preparação. O pensamento foi tão visceral, tão terrivelmente vívido, que o corpo de Seokjin deu um solavanco violento, os músculos de suas coxas se contraindo enquanto ele perdia momentaneamente o fôlego, à mercê daquela fantasia que o queimava por dentro.
— No que você está pensando? — Taehyung perguntou, a voz rouca, notando a respiração descompassada do mais velho.
— Em como eu quero seu pau dentro de mim — Seokjin confessou sem filtros, a honestidade arrancada pelo prazer. — Como eu queria estar em casa agora... para simplesmente sentar em você até não conseguir mais andar, sem me preocupar com o barulho ou com... porra!
Seokjin desabou, a testa batendo contra a de Taehyung enquanto suas mãos se fechavam no tecido da camiseta do mais novo. Taehyung reagiu instantaneamente, segurando Seokjin pelo cabelo e puxando sua cabeça para trás, forçando-o a olhar diretamente em seus olhos sombrios enquanto acelerava os movimentos lá embaixo.
— Amanhã, quando você chegar em casa, não quero uma palavra sua — Taehyung ditou a promessa, sua voz num tom baixo e letal que fazia o corpo de Seokjin vibrar por inteiro. — Você vai tirar cada peça de roupa e vai direto para o quarto. Quero você de joelhos no chão, e vai ficar lá pelo tempo que eu decidir que é necessário. E quando eu finalmente estiver pronto, vou foder a sua boca com força até você engasgar, e vou gozar nesse seu rosto bonito, bebê.
Lágrimas de pura excitação transbordaram dos olhos de Seokjin, escorrendo por suas bochechas enquanto seu ventre se contraía em espasmos dolorosos de prazer. Seokjin mal conseguia sustentar o olhar.
— Mas você não vai ousar me pedir para parar — continuou Taehyung, aproximando o rosto até que suas pontas de nariz se tocassem, o hálito quente misturando-se. — Em vez disso, você vai implorar por mais. E eu vou te dar exatamente o que você quer enquanto fodo a sua bunda sem qualquer preparação, usando apenas a minha saliva e o meu pré-gozo depois de te chupar do jeito que você gosta. Você me entendeu bem?
— Sim... — O acordo escapou como um lamento quebrado. Seokjin sentia que ia desfalecer; seu orgasmo estava na beira do abismo, implorando para cair apenas com o peso daquelas palavras. — Eu entendi, Voo.
— Mas isso não é um presente, Jin-ah — Taehyung sorriu, um gesto frio que contrastava com o calor dos corpos. — Eu quero que você queime de desejo amanhã, assistindo o tempo passar e sabendo o que te espera. E o pior de tudo: você não terá permissão para me tocar, nem para me beijar. Você vai olhar para mim, vai desejar que eu acabe com essa agonia, mas sequer poderá encostar um dedo em mim até que eu ordene.
Taehyung deu o último aperto, rápido e forte, levando Seokjin ao limite exato antes do ápice, apenas para parar bruscamente, deixando-o fervendo e sedento por mais.
— Voo, por favor... não faz isso — Seokjin suplicou, a mente entrando em colapso entre a necessidade física e a tortura mental da espera. Sua voz falhou, um misto de pânico e excitação pura.
— E um aviso, querido — Taehyung segurou o queixo dele com firmeza, selando o destino de Seokjin para as próximas vinte e quatro horas. — Se você tentar me provocar, ou se me irritar de qualquer forma... o que eu farei com você será muito pior.
Seokjin permitiu que um sorriso vitorioso e languido surgisse em seus lábios. Aquele segundo final, onde a provocação de Taehyung atingiu o ápice, foi o empurrão necessário para que o mundo desaparecesse.
O orgasmo o invadiu não como um alívio, mas como uma inundação; ondas intensas e elétricas de um prazer quase doloroso que percorreram seu corpo, desde a ponta dos pés até a raiz dos cabelos. Suas costas arquearam-se violentamente contra o peito de Taehyung, os músculos retesados ao extremo enquanto ele lutava para manter o grito de prazer confinado em sua garganta, transformando-o em um suspiro trêmulo e mudo.
No instante seguinte, Seokjin sentiu o contra-ataque visceral. O calor dos jatos de Taehyung inundou sua própria mão e o abdômen em intervalos pulsantes, uma evidência física da perda de controle do mais novo. Taehyung soltou um suspiro pesado, rouco e prolongado contra o pescoço de Seokjin, entregando-se ao ápice de forma silenciosa e absoluta, os dedos enterrando-se uma última vez na pele de Seokjin antes de relaxarem, exaustos, enquanto o quarto mergulhava novamente no som pesado de suas respirações descompassadas.
— Agora... — Seokjin murmurou com a voz arrastada pelo sono, — você vai me deixar dormir aqui?
— Você vai precisar voltar para o outro quarto bem cedo, antes que a equipe comece a se movimentar — Taehyung suspirou, a voz vibrando contra o topo da cabeça de Seokjin.
Ele esticou o braço, tateando o criado-mudo na penumbra até encontrar um pacote de lenços umedecidos. Com movimentos lentos e zelosos, Taehyung começou a limpá-los. Seokjin nem sequer abriu os olhos; ele se entregou ao toque, sentindo-se pequeno e cuidado sob as mãos do homem que, instantes antes, prometia destruí-lo.
— Voo... — Seokjin finalmente abriu os olhos, encarando as íris escuras de Taehyung que o observavam com uma adoração indisfarçável. — Você ficou mesmo com raiva por causa da pimenta? Se você ainda estiver com fome, eu posso dar um jeito de preparar algo rápido para você...
Taehyung soltou uma risada baixa, um som aveludado que aqueceu o coração de Seokjin. Ele inclinou a cabeça e deixou um beijo demorado na testa do mais velho.
— Não precisa, Jinnie. Você cuida muito bem de mim, hyung — Taehyung sorriu, e desta vez o sorriso alcançou seus olhos. — Você não precisa se preocupar com um pouco de pimenta que o Jungkook jogou na comida.
— Eu sei que você detesta, mas ele simplesmente não me ouviu — Seokjin explicou novamente.
— Eu sei que não ouviu. Mas você preparou todo o resto exatamente da forma que eu gosto, cada detalhe — Taehyung confessou, a voz carregada de um amor genuíno e calmo. — Eu vi o esforço que você fez.
— Você é um pirralho mimado — Seokjin resmungou, embora estivesse se aninhando ainda mais no pescoço de Taehyung.
— E é por isso mesmo que você me ama tanto.
Seokjin soltou um suspiro de rendição, sentindo o peso das pálpebras aumentar. — Acho que nunca poderei discordar disso, Kim Taehyung.
Ele não esperou por uma tréplica. Fechou os olhos, deixando que o calor do corpo de Taehyung e o silêncio do quarto o conduzissem para um sono profundo. Amanhã haveria o castigo, haveria a espera torturante e a distância forçada pelas câmeras, mas ali, naquele momento, eles eram apenas dois homens que haviam encontrado um no outro o único porto seguro possível.
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Assim que o sinal de "câmeras desligadas" foi dado, um suspiro coletivo de alívio preencheu a cozinha. Todos agradeceram educadamente à equipe de produção, que se retirou rapidamente, deixando os sete finalmente sozinhos para terminarem o almoço em uma paz que durou exatos três segundos.
— Vocês precisavam mesmo transar aqui? — Namjoon disparou, o tom de voz carregado de uma irritação cansada. Ele olhou diretamente para Jimin, que estava confortavelmente sentado no colo de Jungkook.
Os dois arregalaram os olhos em uma sincronia perfeita, balançando a cabeça em negação imediata.
— Não fomos nós, hyung! — Jimin defendeu-se, as mãos gesticulando freneticamente no ar.
Jungkook soltou uma gargalhada alta e ruidosa, desviando o olhar significativamente para Taehyung. O mais novo estava com o braço possessivamente jogado sobre os ombros de Seokjin, que mantinha uma expressão de neutralidade absoluta, como se estivesse discutindo o clima e não a sua performance vocal da madrugada anterior.
— Eu ouvi da sala, sério — Hoseok comentou entre risos, servindo-se de mais um pouco de arroz. — Foi impossível ignorar.
— Por isso eu fiz questão de dormir o mais longe possível de vocês — Yoongi deu de ombros, mastigando calmamente, a personificação da indiferença.
— Vocês me acordaram! — Namjoon suspirou, massageando as têmporas. — E eu estava em um quarto sozinho, tentando descansar para as gravações de hoje!
— Eu juro que tentei manter o hyung calado — Taehyung comentou com uma naturalidade desconcertante, como se estivesse falando sobre um ensaio de coreografia. — Mas não me pareceu uma boa ideia foder a garganta dele até ele perder a voz antes de gravarmos as introduções.
— Taehyung-ah! — Seokjin o repreendeu, o rosto subitamente atingido por uma onda de calor escarlate. Ele escondeu o rosto no peito de Taehyung, tentando desaparecer sob o braço do namorado enquanto os outros riam da sua desgraça.
— Aconteceu a mesma coisa com a gente nas gravações do ano passado e foi um pesadelo — Jungkook relembrou, rindo ao apertar a cintura de Jimin contra si.
— Tenho certeza de que toda a equipe sabia exatamente o que estava acontecendo, mas eles são profissionais demais para comentar o estado deplorável do cabelo do Jin-hyung de manhã — Jimin comentou, lançando um olhar cúmplice para o mais velho.
— É o que acontece quando você decide foder seu colega de trabalho — Yoongi sentenciou com sua paz habitual.
— Relembrando os velhos tempos, Yoon? — Hoseok provocou, soprando um beijo na direção do rapper.
Yoongi levantou-se abruptamente, as pontas das orelhas ficando vermelhas enquanto a mesa explodia em gargalhadas. — Vamos embora. Temos trabalho e o Namjoon precisa dormir antes que ele surte.
— Eu nem falei nada! — Namjoon olhou em volta, confuso, enquanto era puxado pela pressa de Yoongi.
— Vamos, vamos!
Hoseok caminhou até Yoongi, abraçando-o de lado enquanto o grupo começava a se dispersar para o lado de fora, onde os carros já aguardavam.
— Você pegou tudo? — Taehyung perguntou em um tom mais baixo, caminhando lado a lado com Seokjin em direção ao estacionamento.
— Não achei meus chinelos — Seokjin deu de ombros, despreocupado com o item perdido.
— Você os esqueceu embaixo da minha cama, hyung.
Seokjin abriu a boca em uma pequena exclamação de surpresa, mas logo sorriu. Ele sabia que ninguém ousaria olhar embaixo da cama de Taehyung e, mesmo que olhassem, chinelos trocados eram o menor dos problemas deles.
— Sabe... você hoje foi muito pior do que ontem — Taehyung murmurou, os olhos escurecendo levemente ao lembrar da provocação de Seokjin durante o almoço.
— Eu fui? — Seokjin parou na frente da porta do carro, sustentando o olhar de Taehyung com uma audácia renovada.
— Foi.
— Fico feliz em saber que sempre consigo satisfazer o meu hyung.
Antes que Taehyung pudesse retrucar, Seokjin inclinou-se e selou seus lábios em um selinho rápido e estalado, sem se importar com quem pudesse estar olhando nos arredores. Ele abriu a porta do carro e entrou, deixando-a aberta para Taehyung, que subiu logo em seguida, escondendo um sorriso satisfeito enquanto assumia sua postura pública, mas com a mente já focada no castigo que começaria no exato momento em que chegassem em casa.
