Work Text:
— Agora você pode soltar o meu namorado, Jungkook-ah? — Taehyung sorriu para o amigo enquanto cruzava as pernas de forma descontraída no sofá. Jungkook, na mesma hora, ergueu as mãos em um gesto de rendição, soltando os braços de Seokjin e deixando-os livres ao lado do próprio corpo.
— Não é como se você também não vivesse grudado no meu marido — Jungkook revirou os olhos com uma provocação leve enquanto abria as pernas se arrumando no sofá.
Bastou um movimento minimalista, quase imperceptível para quem olhasse de fora: Jungkook apenas arrastou as palmas das mãos pelas próprias coxas, tensionando os músculos sob o tecido da calça em um convite silencioso e possessivo. Para Jimin, no entanto, aquele toque sutil funcionou como um estopim magnético.
Rompendo a conversa descontraída que mantinha ao lado de Seokjin, o loiro decodificou o comando mudo no mesmo milésimo de segundo. Ele se levantou com a fluidez de quem conhece cada preferência do outro, movendo-se sem pressa, e acomodou-se direto no colo do marido. Ao encaixar o quadril ali, Jimin eliminou qualquer resquício de espaço entre eles, colando os corpos em uma necessidade imediata de toque e transformando a atmosfera da sala em puro magnetismo.
— Vocês vão começar com esse ciúme outra vez? — Seokjin riu alto, achando graça daquela eterna disputa territorial. — Vocês sabem bem que existe Seokjinnie para todo mundo aqui.
Para provocar, Seokjin soprou um beijo estalado pelo ar na direção de Taehyung. O namorado, no entanto, sequer respondeu ou lhe deu a atenção que ele queria. Em vez disso, Taehyung levantou-se do assento com calma, recolhendo as taças vazias da mesa de centro para levá-las até a bancada de apoio do quarto de hotel. Em seguida, recolheu o bolo e o levou também, deixando para trás apenas a garrafa de champanhe que Jimin segurava firme entre os dedos.
A essa altura, o espaço entre Jungkook e Jimin já havia evaporado por completo. Com uma urgência que parecia moldada por anos de pura sincronia, Jungkook avançou, a mão grande e adornada por tatuagens subindo firme pela nuca de Jimin. Os dedos longos e fortes se enroscaram sem delicadeza entre os fios macios do cabelo loiro do outro, exercendo a pressão exata necessária para colá-lo de vez aos seus lábios.
O beijo que se seguiu era faminto, quase predatório, regido pelo estalo úmido e abafado das bocas que se abriam ansiosas uma para a outra. Havia ali uma intimidade cúmplice e profunda, o tipo de conexão de quem conhece cada milímetro do corpo alheio; as línguas se enroscavam em um ritmo quente e familiar, enquanto o ar sumia aos poucos. Em meio àquela urgência deliciosa, a intensidade era tanta que os dois ocasionalmente se afastavam apenas alguns milímetros — o suficiente para que os lábios inchados notassem a falta do calor do outro —, apenas para rirem, cúmplices e com os peitos arfantes, contra a boca um do outro. Era o contraste perfeito de uma diversão partilhada antes de mergulharem de novo, com ainda mais força, dispostos a se devorarem por completo na frente do casal de amigos.
Taehyung assistiu a toda aquela entrega com um sorriso minimalista e bem desenhado no canto dos lábios, os olhos brilhando com o divertimento genuíno de quem apreciava a total falta de pudor dos amigos. Para ele, ver Jimin e Jungkook se devorando daquela forma, sem se importarem com o mundo ao redor, era quase uma extensão natural da energia caótica e intensa que os dois sempre carregavam.
Ao seu lado, Seokjin tentou manter a pose de hyung mais velho centrado, arriscando uma espiada rápida e supostamente desinteressada nos dois. No entanto, o som nítido e úmido dos estalos dos lábios, somado à audácia da mão de Jungkook que já começava a apertar o corpo de Jimin com propriedade, quebrou qualquer resistência. A pele de Seokjin reagiu imediatamente; a ponta de suas orelhas e a linha do seu maxilar tingiram-se de um vermelho vivo e entregador.
Totalmente sem jeito, ele desviou o olhar em um sobressalto sutil, buscando um porto seguro para fixar a atenção e escolhendo focar unicamente nos movimentos calculados de Taehyung, que circulava pela cozinha americana do quarto de hotel.
Optando por não quebrar a atmosfera densa que começava a se formar com piadas ou comentários sarcásticos, Taehyung caminhou de volta para a sala com passos silenciosos. Ele se acomodou exatamente no lugar do sofá que, durante toda a live oficial de agradecimento do AMAs que tinham acabado de transmitir para milhões de fãs, havia sido ocupado por Namjoon.
Uma vez sentado, ele adotou uma postura imponente, os braços relaxados e um silêncio pesado emanando de si. Seus olhos acompanhavam fixamente cada centímetro da interação entre Jimin e Jungkook. Os dois, por sua vez, operavam em um nível próprio de transe; a presença de seus melhores amigos ali funcionava quase como um combustível silencioso em vez de um freio.
Em um movimento rápido e fluido, Jungkook quebrou o contato labial por apenas um milésimo de segundo, o suficiente para lançar um olhar cúmplice, sombrio e carregado de um sorriso provocador na direção de Taehyung. O mais velho captou a mensagem no ar e devolveu o cumprimento com um aceno de cabeça imperceptível, uma validação mútua entre os dois antes que o mais novo voltasse a focar toda a sua atenção em Jimin, usando os dedos ágeis para deslizar o casaco pesado de Namjoon pelos ombros do loiro, deixando-o ainda mais exposto.
— Tae, é melhor a gente ir embora... — Seokjin quebrou o transe, levantando-se do sofá com o coração ligeiramente acelerado. Ele parou bem ao lado da perna de Taehyung, que apenas ergueu o olhar felino para encará-lo de baixo. — Eles não parecem que vão parar tão cedo.
— E isso te incomoda, Jinnie? — A voz de Taehyung saiu um tom mais baixa, rouca.
Ele retirou o braço que descansava folgadamente no encosto do sofá, quebrando a distância mínima que ainda os separava, e espalmou a mão grande e quente contra a lateral da perna de Seokjin. O contato inicial foi firme, uma ancoragem pesada que fez o mais velho prender a respiração por um breve segundo. Com uma lentidão torturante e calculada, os dedos longos de Taehyung começaram a subir pela coxa do namorado, arrastando-se centímetro por centímetro. Ele apertou a carne farta ali por cima do tecido fino da calça com uma firmeza totalmente intencional, uma demonstração silenciosa de posse que fez um arrepio imediato subir pela espinha de Seokjin.
Enquanto a mão de Taehyung subia, ditando um ritmo perigoso, os dois se encaravam fixamente, os olhos castanhos colados uns nos outros em meio ao silêncio repentino que caiu sobre eles na sala. Era um silêncio denso, quase sufocante, que passava a ser quebrado e preenchido apenas pela trilha sonora erótica vinda do sofá ao lado: os primeiros gemidos sôfregos, os suspiros sutilmente arranhados e o som abafado da respiração de Jimin e Jungkook, que começavam a se perder completamente no toque um do outro. A urgência dos amigos ali tão perto só tornava o aperto na coxa de Seokjin mais pesado.
— Sim. — Seokjin mentiu descaradamente, sustentando o olhar com uma falsa indignação que só serviu para arrancar um sorriso conhecedor de Taehyung. — Você sabe perfeitamente que eu não gosto de saber de nenhum detalhe sobre a vida íntima desses dois.
— Não gosta de saber, mas passou a noite inteira com aquela carinha de quem estava pronto para ficar de quatro e deixar o Jungkook te fuder. — Taehyung não estava irritado; pelo contrário, o tom de sua voz era perigosamente grave, arrastado e baixo o suficiente para fazer Seokjin se arrepiar inteiro. O tapa firme que ele desferiu contra a coxa do namorado logo em seguida foi a confirmação física daquela provocação.
— O Jungkook nunca o foderia sozinho — Jimin corrigiu, a voz embargada pelo tesão enquanto esticava o braço com calma para deixar a taça de champanhe sobre a mesa de centro. Ele olhou de soslaio para os dois, os olhos semicerrados e brilhantes. — Meu pau ficaria lindo deslizando entre os seus lábios, hyung.
— Só nos lábios? — Jungkook murmurou de forma distraída, distribuindo uma trilha de beijos molhados pelo peito exposto de Jimin antes de erguer o olhar audacioso para o casal à sua frente. Ele levantou dois dedos, girando-os no ar com um sorriso sacana. — Eu devo realmente acreditar que você nunca levou dois paus ao mesmo tempo, Jin-hyung?
Taehyung soltou uma risada rouca, achando graça dos olhares genuinamente interessados de Jimin e Jungkook. Ele sabia que os dois já conheciam a resposta e que o único objetivo ali era desestabilizar o mais velho — o que funcionou perfeitamente, já que a pele de Seokjin subitamente pegou fogo, as bochechas e as orelhas tingindo-se de um vermelho ainda mais vivo enquanto ele se apressava em negar com as mãos.
— Vocês dois parem! Vocês não vão me fuder!
Jimin e Jungkook riram juntos, divertindo-se com o pânico adorável do mais velho. Por mais que adorassem provocar Seokjin até o limite, nenhum dos dois sequer cogitava aquilo de verdade. Da mesma forma, Taehyung não tinha a menor intenção de compartilhar o namorado com quem quer que fosse; o território dele era intocável.
O máximo que os dois casais aceitavam fazer de vez em quando era cruzar aquela linha como espectadores. Jimin e Jungkook tinham um lado exibicionista latente que clamava por plateia, mas a confiança para se despirem daquela forma era exclusiva de Taehyung e Seokjin.
Com total serenidade, enquanto os dois voltavam a se enroscar e a se beijar com estalos úmidos, Taehyung levou as mãos até o tecido que usava preso a calça como uma saia. Ele afrouxou o acessório e abriu o botão da calça social com um estalo sutil, puxando o tecido levemente para o lado para aliviar a pressão do início de sua própria ereção. Em seguida, afastou os joelhos, abrindo mais as pernas para criar um vão convidativo e confortável.
Mas o olhar que direcionou a Seokjin foi de puro comando.
— Senta aqui — ordenou, a voz firme e sem espaço para contestações.
E Seokjin obedeceu sem o menor vestígio de hesitação, movido por um magnetismo que já não conseguia — e nem queria — controlar. Ele girou o corpo com lentidão, a silhueta tensa contrastando com a calmaria calculada de Taehyung, e acomodou-se de frente sobre as coxas grossas e firmes do namorado. No mesmo instante em que o peso de seu corpo se distribuiu ali, Seokjin sentiu o choque térmico das mãos grandes e quentes de Taehyung.
Os dedos longos subiram pelas suas pernas com uma lentidão torturante, arrastando o tecido da calça até fixarem-se no topo de suas coxas com um aperto brutal e possessivo, afundando a carne farta em uma marca invisível de propriedade que o prendia e o ancorava ali. Naquela posição, montado no colo do namorado e completamente à mercê de seus comandos ocultos, Seokjin ganhou o ângulo perfeito da sala: uma visão privilegiada e sem filtros para assistir, de camarote, a Jimin e Jungkook se devorarem de forma selvagem no sofá.
— Você parecia irritado minutos atrás... — Seokjin sussurrou, virando o rosto ligeiramente para trás para encarar a imensidão dos olhos de Taehyung, as respirações se misturando no espaço curto entre eles. — E agora é você quem quer assistir os dois transando?
— Eu estou irritado — Taehyung disparou, a voz saindo tão baixa e gélida que vibrou direto contra o peito de Seokjin.
— Isso não respondeu à minha pergunta — Seokjin insistiu, embora o estômago tivesse dado uma leve reviravolta com a intensidade do olhar do namorado.
Taehyung não respondeu de imediato. Em vez disso, ele ergueu o tronco com calma, eliminando qualquer distância até que seu peito ficasse praticamente colado ao do mais velho. Com uma lentidão torturante, sua mão grande subiu pela nuca de Seokjin, os dedos longos e firmes se espalhando pela lateral de seu pescoço, sentindo o pulsar acelerado da sua artéria.
Em um movimento firme e inquestionável, ele forçou Seokjin a inclinar a cabeça, deitando-a contra o seu ombro para que sua boca ficasse perfeitamente alinhada à orelha dele, o hálito quente já fazendo o outro estremecer. Enquanto isso, a outra mão desceu com propriedade para a base da coluna de Seokjin, espalmando-se contra a sua lombar e prendendo-o pela cintura com um aperto tão possessivo e pesado que o impedia de se mover um centímetro sequer ali em seu colo, deixando-o completamente à mercê de suas palavras.
— Você sabe perfeitamente que eu odeio quando você me ignora por causa do Jungkook — Taehyung sussurrou, o hálito quente batendo contra a pele sensível do pescoço de Seokjin.
— Eu não te ignorei... — Seokjin tentou argumentar, a voz saindo um pouco mais fraca do que planejava por conta da posição. — Eu até te chamei para a gente ir em um parque!
— Isso foi antes ou depois de você deixar ele ficar brincando com o cós da sua cueca bem na minha frente?
O quarto pareceu perder alguns graus de temperatura. Seokjin se calou imediatamente, engolindo em seco ao sentir os dedos de Taehyung se fecharem com um pouco mais de firmeza ao redor de sua garganta, uma pressão sutil que servia apenas para delimitar quem estava no controle ali.
— Responda, Kim Seokjin.
— Eu... eu não sei — murmurou, o coração batendo descompassado contra as costelas.
— Talvez a sua memória melhore se você deixar ele segurar os seus pulsos outra vez. Quem sabe se ele te imobilizar contra o colchão enquanto você me encara, você finalmente se lembre de quem você é.
— Você... — Seokjin começou a rebater, o sangue subindo para o rosto. Mesmo com Taehyung o segurando daquela forma, seu orgulho não o deixaria aceitar uma provocação daquelas calado.
No entanto, antes que conseguisse formular a resposta, Taehyung apertou os dedos contra a sua garganta mais uma vez, um aviso mudo e autoritário que roubou o fôlego de Seokjin e o fez se calar instantaneamente. Satisfeito com o silêncio e com a submissão implícita do namorado, o tom agressivo de Taehyung evaporou. Ele suavizou o toque, deixando um beijo demorado e terno no ombro de Seokjin antes de soltá-lo por completo.
Taehyung relaxou o corpo, encostando-se novamente no encosto macio do sofá do hotel. Suas duas mãos desceram com propriedade para as coxas de Seokjin, apertando a carne farta ali de maneira confortável. Sem dizer mais nenhuma palavra, ambos voltaram a focar os olhos na frente, assistindo em um silêncio cúmplice e carregado de eletricidade enquanto Jimin e Jungkook continuavam a se despir e a se tocar no sofá.
Taehyung não era realmente um voyeur. Ele não sentia aquele tipo de tesão puramente visual e seu caralho não ficava duro pelo simples fato de assistir Jimin e Jungkook se pegando de forma selvagem e barulhenta na sua frente. Para ele, o ato dos amigos era quase um ruído de fundo. No entanto, o que realmente acelerava o seu sangue era a psicologia por trás daquela cena: Taehyung conhecia cada engrenagem oculta, cada gatilho e cada fraqueza da mente de Seokjin. Ele sabia perfeitamente o quanto o namorado era fascinado por aquilo, o quanto a audácia alheia desarmava suas barreiras.
Por mais ciumento, territorial e possessivo que Taehyung fosse em relação a Seokjin, a ideia de alimentar os fetiches mais secretos e obscenos do seu homem era o seu maior combustível. Ver os olhos de Seokjin brilharem com aquela mistura de vergonha e desejo pecaminoso o excitava de forma absurda.
Mais do que isso, Taehyung era viciado no controle. Ele sabia que, naqueles momentos de pura vulnerabilidade, tinha o terreno perfeito para moldar e subjugar Seokjin exatamente da forma que queria. Era a oportunidade ideal para desarmar de vez aquela pose imponente de irmão mais velho que Seokjin ostentava no dia a dia.
Ali, a dinâmica mudava; não havia espaço para as brigas de ego por quem comandava a relação, e nem para os momentos em que Seokjin decidia ditar as regras do jogo, assumindo as rédeas com um sorriso petulante enquanto sentava com tudo em seu pau. Naquele sofá, sob o som dos gemidos dos amigos, Seokjin era inteiramente dele, reduzido a um bloco de reações puras que Taehyung manipulava com a ponta dos dedos.
— JK! — Jimin gemeu mais alto, a voz ecoando sôfrega pelo quarto de hotel e arrancando Taehyung de seus pensamentos.
Só então Taehyung notou que Jungkook já estava com a mão espalmada por dentro do cós da calça de Jimin; o aperto firme, pesado e possessivo daquela mão grande ali embaixo contra a pele nua fazia o loiro arquear as costas em um sobressalto nítido. Jimin jogou a cabeça para trás por um segundo antes de se enterrar contra o pescoço do marido, deixando escapar um gemido agudo e completamente entregue que vibrou contra a pele de Jungkook.
Taehyung sorriu, os olhos brilhando com o divertimento sombrio ao sentir a reação física e imediata em seu próprio colo. O som do prazer dos amigos funcionou como um choque elétrico em Seokjin, que se moveu de forma quase instintiva e desesperada sobre ele. A bunda farta do mais velho rebolou sutilmente, um movimento circular e necessitado que buscava desesperadamente o atrito contra o volume rígido e pulsante que crescia a cada segundo por baixo da calça de Taehyung.
Mas ele não permitiu o alívio que tanto queria. Com um movimento bruto e inquestionável, sua mão grande desceu pelo quadril de Seokjin, os dedos se cravando na carne ali para travá-lo com força contra a sua perna. Taehyung usou seu peso para mantê-lo completamente estático, cortando o movimento pela raiz e privando o namorado daquele atrito gostoso, deixando-o apenas sentindo o calor denso da sua ereção contra o tecido, sem poder se mexer.
— Eu mal consigo acreditar que você está ficando excitado assistindo o Jungkook tirar a roupa do Jimin — Taehyung murmurou, revirando os olhos em uma falsa repreensão que pingava deboche e provocação.
— Eu não estou! — Seokjin negou rapidamente, a voz saindo um oitavo mais aguda, embora seus olhos sequer fossem capazes de piscar, completamente hipnotizados pelo casal à frente.
Taehyung revirou os olhos com uma ponta de impaciência, cansado de apenas observar a hesitação do outro. Sem o menor aviso, ele deslizou a mão grande e quente direto para o meio das calças de Seokjin, espalmando os dedos longos sobre o tecido. Ele apertou a região com força, uma pressão bruta e intencional que fez o mais velho soltar um arfar sôfrego de surpresa. Sob a palma de sua mão, Taehyung sentiu a linearidade perfeita do pau de Seokjin, completamente rígido e pulsando de tesão, o que o fez revirar os olhos mais uma vez — meio afetado pelo calor dele, meio irritado por ver o quanto o namorado já estava completamente entregue e dominado pela atmosfera daquela sala.
— Nojento! — Taehyung cuspiu a palavra contra o rosto de Seokjin, a voz carregada de um deboche gélido e cortante. — Você deveria ser o hyung aqui, Seokjin. O homem equilibrado que iria repreender a atitude desses dois de transarem logo após um momento em que os fãs se esforçaram tanto por nós. Mas olha para você... Aqui está você, com o pau completamente duro para outros homens que não são o seu namorado. Você é sequer capaz de imaginar como eu me sinto vendo isso?
Taehyung fechou os dedos ao redor do membro dele com ainda mais força, esmagando a carne rígida sem qualquer piedade. Seokjin apertou as pálpebras, as lágrimas quentes finalmente transbordando e escorrendo por suas bochechas. No entanto, o estímulo era opressor demais: o eco dos gemidos sôfregos de Jimin e Jungkook ao fundo, somado à pressão bruta que a mão de Taehyung exercia em seu pau e em sua cintura, fez o corpo de Seokjin trair sua própria mente. De forma totalmente involuntária, ele começou a rebolar, o quadril movendo-se em espasmos necessitados contra o caralho de Taehyung.
— Não, você não é capaz! — Taehyung continuou, o tom subindo à medida que apertava o quadril dele para expor a contradição. — Eu estou bem aqui, abrindo o meu coração para você, e você está rebolando como uma vadia no meu colo sem pensar em mim por um único segundo! Que porra você quer afinal, Seokjin? O pau do Jungkook enfiado contra esse seu cuzinho?
A pergunta humilhante e debochada arrancou um gemido agudo e desesperado de Seokjin, um som arranhado que foi o estopim para Taehyung. Com um movimento brusco, o mais novo o soltou, empurrando o quadril do namorado para longe do contato direto antes de esticar o braço e puxar o lenço que estava jogado ao seu lado.
— Chega — Taehyung ditou, os olhos faiscando enquanto esticava o tecido, pronto para vendar o mais velho e isolá-lo em seus próprios sentidos.
— Hyung…
Seokjin choramingava baixinho, um som agudo de puro prazer que escapava por entre seus lábios entreabertos enquanto ele mantinha as pálpebras firmemente fechadas, tentando digerir a sobrecarga sensorial em seu corpo.
No entanto, o tesão e a curiosidade foram mais fortes. Seus olhos se abriram mais uma vez, lutando desesperadamente contra as lágrimas acumuladas e a penumbra do quarto de hotel para focar na visão pecaminosa e crua à sua frente: Jimin estava totalmente nu, a pele sob a luz fraca da sala contrastando com a superfície fria e opaca da mesa de vidro onde apoiava o peso do corpo esguio e definido. O pau dele apontava rigidamente duro entre as pernas, completamente exposto, enquanto um sorriso provocador desenhava seus lábios cheios.
Logo atrás dele, Jungkook continuava sentado no estofado do sofá, ainda vestido com o terno pesado e estruturado que usara na premiação do AMAs. O tecido escuro, os detalhes sofisticados e a postura imponente do mais novo criavam um contraste visual absurdo, quase violento, com a nudez total e a pele alva do loiro à sua frente. Jungkook agia como se estivesse sozinho no quarto com o marido; ele sequer desviava os olhos ou inclinava o rosto para olhar na direção de Seokjin ou Taehyung.
Suas mãos grandes e firmes estavam cravadas com força na bunda farta de Jimin, os dedos afundando na carne macia e puxando as nádegas para as laterais, abrindo-o sem qualquer timidez. O rosto focado de Jungkook estava colado ali: sua língua trabalhava com uma lentidão devassa e úmida, pressionando, traçando círculos e lambendo cada centímetro da entrada estreita e já relaxada de Jimin, deixando a pele brilhando de saliva.
Jimin não conseguia conter os gemidos que escapavam altos, agudos e totalmente ritmados de sua garganta. Ele jogava a cabeça para trás, os fios loiros balançando à medida que era estimulado pela língua implacável do mais novo sem pudor algum. O som obsceno de sucção e os suspiros ecoavam alto pelo teto do cômodo luxuoso, preenchendo o ambiente com um peso erótico sufocante.
Assistindo a tudo daquela distância, completamente paralisado no colo de Taehyung, Seokjin sentia o impacto de cada ruído e de cada imagem. Privado de qualquer toque direto e sofrendo por aquele isolamento forçado, seu pau reagia de forma violenta. A carne ficava cada vez mais vermelha, inchada e pulsante dentro da calça, o pré-gozo vazando sutilmente em uma quantidade generosa, manchando o tecido e a própria pele pelo simples fato de se sentir completamente ignorado, submetido e deixado de lado por mais que estivesse no colo do namorado.
— Hyung… — Seokjin implorou novamente, o quadril dando um sobressalto sutil.
Taehyung, no entanto, apenas soltou uma risada anasalada, um som abafado e carregado de escárnio ao notar o susto genuíno e o desespero cru estampados nos olhos do namorado. A risada foi replicada por Jimin por um breve segundo, o loiro achando graça da humilhação alheia, mas Jungkook logo tratou de repreender o marido por perder o foco de maneira tão estúpida. Sem qualquer aviso, o mais novo desferiu um tapa estalado, pesado e firme bem no centro de sua bunda farta, o som nítido da carne colidindo ecoando pelas paredes do quarto de hotel e arrancando um arquejo imediato de Jimin.
Antes que Seokjin pudesse sequer processar o eco daquele tapa e a submissão do amigo, Taehyung agiu. Com um movimento ágil, ele passou o lenço ao redor dos olhos de Seokjin, apertando o nó com firmeza atrás de sua cabeça.
O movimento roubou de vez a visão de Seokjin, cortando o fio que o ligava à realidade e privando-o do masoquismo visual de continuar assistindo Jimin ser chupado e dominado por Jungkook. Completamente mergulhado às escuras, desorientado e alheio à estética luxuosa daquela sala de Las Vegas, restou a Seokjin apenas a audição aguçada e dolorosamente exposta.
Naquela escuridão forçada, cada ruído se tornou gigante: o estalo úmido da saliva, o ranger sutil da mesa de vidro sob o peso dos corpos e os gemidos arrastados dos dois amigos. Enquanto o namorado tremia diante do isolamento sensorial, Taehyung apenas sorria, os dedos se cravando com força na cintura dele para mantê-lo preso, pequeno e totalmente entregue contra o seu próprio colo.
— Por favor… — Seokjin pediu em um fio de voz. Ele sequer ousou levar as mãos até o rosto para tentar arrancar a venda; a submissão ao comando de Taehyung era absoluta. — Eu não vou ficar de pau duro olhando para eles, eu prometo. Eu te respeito, Tae.
Taehyung apenas sorriu de canto com a promessa mansa, acomodando o corpo trêmulo de Seokjin deitado de costas contra o seu peito robusto, sentindo o calor da pele do mais velho atravessar o tecido de sua própria roupa. Mantendo o namorado firmemente prensado contra si, ele usou a mão livre para alcançar o pau de Seokjin, deslizando os dedos longos e firmes por dentro do elástico tenso da cueca.
O toque inicial na pele sensível do pau de Seokjin foi torturantemente suave, um roçar de polpas digitais quase imperceptível, mas o membro reagiu no mesmo milésimo de segundo com um pulso violento. O estímulo elétrico fez o mais velho arquear as costas de imediato, empurrando o quadril para cima em uma busca cega e desesperada por mais pressão, por um aperto que realmente preenchesse sua mão.
A mistura do álcool circulando quente em suas veias, o ambiente obsceno saturado pelos sons nítidos de Jimin e Jungkook logo à frente e a escuridão opressiva da venda criavam o cenário perfeito: Seokjin estava completamente desarmado, entregue a um estado de vulnerabilidade psicológica extrema e um tesão puramente bruto.
— Não ouse olhar para o pau do meu namorado, Jimin — Taehyung sibilou na direção da mesa, a voz autoritária.
Jimin soltou uma risada soprada, o peito subindo e descendo contra o vidro.
— Você deveria agradecer que eu estou apenas olhando de longe, e não enfiando o meu pau nele.
— Ele odiaria — Taehyung murmurou, aproximando os lábios molhados da orelha de Seokjin. Primeiro, deixou um beijo brando no lóbulo, seguido por uma lambida lenta que fez Seokjin estremecer por inteiro. Quando voltou a falar, baixou o tom de voz, ditando as palavras de forma arrastada, sabendo exatamente o efeito destrutivo que causaria na mente do namorado — Você não odiaria, Jinnie? Deixar o Jimin enfiar o pau dele todo sujo de gozo na sua bunda? Logo agora que eu sequer comecei a abrir você com os meus dedos do jeito que você tanto gosta?
— Como ele gosta? — Jungkook perguntou com a voz abafada, o rosto ainda colado entre as nádegas de Jimin.
— O Jin-hyung tem cara de quem gosta de sentir doer, bebê — Jimin comentou, a respiração vacilante. — Ele ama quando você bate nele e perde o controle.
— É verdade, meu amor?
Seokjin permaneceu em silêncio, a boca entreaberta tentando puxar o ar que parecia sumir do quarto.
— Ele não é o hyung aqui dentro — Taehyung riu, a voz gélida e firme. O aperto em suas mãos aumentou. — Você não pode ignorar as pessoas que estão falando com você, Seokjin. Que espécie de idol bem-educado é você?
— Eu… — Seokjin tentou formular uma resposta, mas a frase morreu em sua garganta no exato momento em que Taehyung começou a mover a mão de forma rápida e pesada ao redor do seu membro, ditando um ritmo implacável.
— Taehyung! Não seja tão carrasco assim — Jimin protestou rindo, o corpo todo tremendo sob os estímulos de Jungkook. — Você deveria ao menos descrever o que está acontecendo para ele.
— Vocês acham mesmo que eu sou um narrador de futebol, só que na versão "meus amigos transando na minha frente"? — Taehyung negou com a cabeça, o tom banhado a puro desdém. — Não estou minimamente interessado em ver você de quatro nessa mesa, Jimin. Não me importo que você esteja pronto para levar o pau do Jungkook até o fim.
— Mas eu acho que o Jin gostaria de saber que eu acabei de abrir a minha loira inteira usando a minha língua — Jungkook provocou, erguendo o rosto molhado para encarar Taehyung com um sorriso sacana. — Você deveria dizer a ele o quanto os meus lábios estão quentes e inchados.
— Você mesmo já está dizendo isso — Taehyung rebateu com um sorriso cínico.
— Eu acho que, se o Jin fechar bem os olhos por trás dessa venda, ele consegue perfeitamente me imaginar posicionado logo atrás do Jimin — Jungkook continuou. E, demonstrando o exibicionismo que tanto o excitava, ele começou a executar cada palavra que proferia. Suas duas mãos grandes espalmaram-se no quadril de Jimin, segurando-o com uma força brutal. O quarto foi invadido pelo som nítido da carne colidindo enquanto ele se ajustava. — Puxando o corpo dele para ficar bem colado ao meu pau.
— Por favor, me fode de uma vez... — Jimin suplicou, a voz arranhada pelo ápice do desejo.
— Ainda não — Jungkook sussurrou, deixando um beijo terno na primeira lua de Jimin, embora seus olhos continuassem cravados no casal à sua frente. — Antes, eu preciso saber se o Jin está gostando da descrição.
Todos ali sabiam que Seokjin estava absolutamente nas nuvens, mas ele estava ocupado demais com a sobrecarga sensorial para conseguir articular uma única palavra, tendo o pescoço mordido por Taehyung enquanto sua ereção era masturbada com força.
— A opinião de quem se deixa ser fodido em qualquer canto e não tem um pingo de pudor não importa — Taehyung ditou, a voz grave cortando o quarto. Em um movimento rápido, ele retirou a mão de dentro da cueca de Seokjin, os dedos brilhantes e cobertos de pré-gozo, e os enfiou direto contra os lábios do namorado. — Chupe.
Como se fosse o meu pau, a frase não precisou ser dita em voz alta; a ordem implícita ecoou na mente de Seokjin de forma avassaladora. Ele obedeceu no mesmo segundo, envolvendo os dedos longos do namorado com a boca, sugando-os com força.
— Continue — Taehyung ordenou, olhando fixamente para Jungkook.
Como se respondesse de forma automática ao comando direto e à voz carregada de Taehyung, Jungkook tensionou os ombros largos e empurrou o quadril para a frente com uma violência crua, enterrando o caralho de uma vez só, até a base, dentro de Jimin. O impacto foi tão seco que os dois gemeram alto no mesmo milésimo de segundo; um som uníssono, arranhado e preenchido de puro êxtase que ricocheteou pelas paredes do quarto de hotel.
Enquanto o som do estalo dos corpos ecoava, Taehyung sentia a resposta imediata em sua própria mão: os lábios quentes e molhados de Seokjin o sugavam com um desespero cego por trás da venda, a língua do mais velho deslizando por entre seus dedos longos com uma avidez quase febril, como se estivesse, de fato, devorando o caralho do seu namorado diretamente por aquela simulação.
Ainda ouvindo os gemidos abafados do namorado em sua mão, Taehyung desviou a atenção de Seokjin por um breve momento. Seus olhos castanhos e atentos viajaram até o sofá vizinho, focando na silhueta de Jimin. O loiro mantinha as pálpebras firmemente esmagadas, os dentes cravados no próprio lábio inferior; suas coxas firmes e os braços musculosos estavam completamente rígidos, as veias saltadas sob a pele clara pela força absurda que ele exercia para se fixar de quatro sobre a superfície escorregadia da mesa de vidro. Logo atrás, Jungkook perseguia o próprio orgasmo sem qualquer descanso ou piedade, os olhos fixos nas costas do marido enquanto o som pesado e úmido de seu quadril colidindo contra a bunda de Jimin preenchia todo o ambiente com um eco nitidamente erótico e sem filtros.
Com total serenidade, em um contraste quase absurdo com a selvageria ao lado, Taehyung retirou os dedos úmidos e brilhantes da boca de Seokjin. Ele inclinou o tronco para frente com lentidão, deixando um beijo carinhoso na bochecha quente do namorado.
Enquanto mantinha os lábios ali, sua outra mão subiu até a nuca de Seokjin e desfez o nó cego da venda com precisão. O tecido escorregou, revelando os olhos úmidos e completamente desorientados do mais velho, que piscou várias vezes tentando se situar.
Um sorriso minimalista e satisfeito adornou os lábios de Taehyung quando ele puxou o lençol fino que acabara de usar como venda e, com um movimento calmo, o acomodou por cima do colo de Seokjin, escondendo o pau duro e vazando do namorado sob o tecido, prolongando a provocação.
— Não quero ninguém olhando para o seu pau — Taehyung respondeu à pergunta que leu nos olhos do namorado.
Seokjin sequer tentou argumentar. Apenas assentiu de forma mansa, desviando o olhar para assistir a Jimin e Jungkook, que pareciam perdidos demais no universo particular deles para sequer prestarem atenção ao redor.
— Hyung…
— Oi, meu amor — Taehyung sussurrou com uma gentileza genuína, terminando de ajeitar o tecido sobre as pernas dele.
— Cuida de mim... — Seokjin pediu em um fio de voz, o tom baixinho para não quebrar a bolha intensa em que os amigos estavam metidos, por mais que duvidasse que qualquer som ali fosse capaz de distanciá-los.
— Você fez exatamente o que eu te pedi mais cedo?
— Fiz... — Seokjin virou o rosto para Taehyung. Sua pele estava quente, avermelhada e o rosto levemente molhado pelas lágrimas de frustração e tesão que a venda havia acumulado. Quando finalmente encontrou o olhar do namorado, encontrou apenas calmaria e um sorriso tranquilo. — Mas você tinha me dito que tinha mudado de ideia... Que nós não íamos transar hoje — Seokjin murmurou, a voz banhada por uma ponta sincera de mágoa.
— Eu combinei os detalhes da nossa noite com o Jungkook — Taehyung sorriu, deixando um selinho estalado nos lábios cheios de Seokjin. — Eu queria te fazer uma surpresa, Jin-ah. Se eu tivesse te fodido antes, lá no camarim, ia estragar os meus planos de te presentear com o que você realmente gosta de fazer.
— Eu gosto de você — Seokjin rebateu imediatamente, sem vacilar, envolvendo um dos braços firmemente ao redor do pescoço de Taehyung para mantê-lo bem perto.
Seus olhos brilharam com uma ousadia quente quando, mantendo aquela proximidade, ele usou a sua mão livre para descer pela barriga definida de Taehyung. Seokjin arrastou os dedos pela pele quente do namorado até alcançar o cós da calça dele, onde, com a destreza de uma única mão e sem pedir permissão, ele deslizou os dedos para dentro do tecido, envolvendo o pau rígido e pulsante de Taehyung com força.
Sentindo o calor bruto do membro dele contra a palma de sua mão, Seokjin colou os lábios quase contra os dele e confessou, a voz num sussurro arranhado.
— E eu gosto de sentir o seu pau dentro de mim.
— Claro que você gosta — Taehyung sussurrou contra a boca dele, o hálito quente se misturando ao dele antes de desferir a provocação final — Você é a minha vadia.
— Eu não sou... — Seokjin soltou uma risada baixa, um som soprado e carregado de escárnio próprio, antes de inclinar o corpo para a frente e colar seus lábios nos de Taehyung outra vez. Quando se afastou, a boca estava brilhante e os olhos ardiam em pura audácia. — Ou talvez eu seja, Tae-hyung. Mas que porra de diferença isso faz se tudo o que eu faço, e tudo o que eu quero, é o seu pau dentro de mim? Se esse é o meu único pensamento em todos os momentos da minha vida?
Seokjin humedeceu os lábios, o peito subindo e descendo com força enquanto despejava as palavras sem qualquer filtro.
— Você pode me chamar de puta se quiser, mas você vai me satisfazer. Vai enfiar todo o seu caralho dentro de mim enquanto o Jimin ameaça me foder e o Jungkook diz que vai me bater. Você pode tentar negar o quanto quiser e falar que odeia isso, hyung, mas eu te conheço. Eu sei que você ama essa sensação. Você ama tanto exibir para todo mundo que você é o meu dono.
O mais velho sustentou o olhar, sentindo cada pelo do seu corpo se arrepiar ao encarar a imensidão escura daquelas pupilas — os olhos de um verdadeiro tigre pronto para o atacar. Ainda assim, Seokjin não recuou um milímetro sequer. Ele não se intimidou. Se Taehyung era o tigre, Seokjin sabia perfeitamente como ser o lobo que morde de volta.
— Eu sei muito bem que você não quer me esconder atrás de lenço nenhum. O que você quer de verdade é me jogar em cima dessa mesa e me foder na frente dos dois. Você quer fazer isso só para que eles vejam, para que eles entendam que podem até falar o que quiserem sobre me fuder, mas que no fim das contas... o que isso importa? No fim, eu só vou gemer o seu nome. A porra que vai ficar escorrendo de mim vai ser a sua. Eu vou ficar tão fodido que amanhã não vou conseguir sequer ensaiar as nossas coreografias, porque você me fodeu com tanta força que eu vou ser incapaz de dar um passo sem sentir como se o seu caralho ainda estivesse cravado contra a minha próstata.
— Jungkook! — A voz de Taehyung ecoou firme e autoritária pelo cômodo, quebrando o ritmo dos gemidos. Ele virou o rosto na direção do mais novo com uma naturalidade desconcertante, ignorando completamente o olhar de Seokjin, que o encarava com os lábios entreabertos e o peito subindo e descendo numa respiração descompassada.
O caralho de Taehyung já estava completamente para fora da cueca, imponente, com a pele quente e avermelhada pulsando forte quando Seokjin fechou os dedos ao redor da carne rígida do namorado e começou a massageá-la com força. Ele subia e descia a mão num aperto bruto e ritmado, o que arrancou um arquejo baixo e sibilado dos lábios de Taehyung.
Com os olhos cravados em Jungkook, Taehyung apenas era capaz de sentir enquanto Seokjin deslizava o polegar com insistência pela sua glande exposta. Os dedos do mais velho trabalhavam sem parar, brincando deliberadamente na pontinha já encharcada de pré-gozo e espalhando o líquido viscoso e brilhante por todo o topo do membro dele.
— O que porra? — Jungkook o olhou irritado, o momento de distração o fazendo sair do seu momento perfeito de quase atingir o seu orgasmo.
— Vai se fuder caralho. — Jimin abaixou o rosto com ódio, ele seria capaz de bater em Taehyung se estivesse em condições.
— Lubrificante.
Jungkook levou apenas um segundo para processar o pedido, os olhos escuros faiscando ao entender a intenção de Taehyung. Sem quebrar o ritmo dos seus movimentos contra Jimin, ele tateou o estofado do sofá com uma das mãos, agarrou o frasco de lubrificante e o jogou na direção de Taehyung de qualquer maneira, num movimento rápido e rústico.
Mas nenhum deles se importou com a falta de cuidado; a sintonia ali era absoluta. Taehyung esticou o braço e pegou o frasco no ar com uma destreza impressionante, batendo o plástico contra a superfície ao seu lado com um estalo seco, pronto para o próximo passo.
Taehyung ergueu Seokjin de seu colo sem qualquer delicadeza. O lenço e o resto do tecido da camisa deslizaram de vez para o chão enquanto ele guiava o namorado com firmeza, colocando-o de quatro sobre a mesa. O rosto de Jimin a apenas alguns centímetros de distância; os dois mais novos assistiam a tudo com sorrisos cúmplices e audaciosos nos lábios.
Sem desviar os olhos do casal de amigos por um segundo sequer, Taehyung esticou o braço mecanicamente para alcançar o lubrificante e espalhou o gel generosamente por toda a extensão de seu caralho e, em seguida, pressionou os dedos contra a entrada já necessitada de Seokjin, conferindo em um toque rápido se ele estava aberto o suficiente para recebê-lo. Ao constatar que sim, Taehyung empurrou o quadril para a frente, penetrando-o de uma única vez, até o talo.
O grito alto e agudo de Seokjin ecoou pelo quarto de hotel, forte o bastante para vibrar pelas paredes. O som arrancou um gemido involuntário de Jimin, que sentiu o corpo dar um solavanco quando Jungkook reagiu ao ápice alheio, afundando-se ainda mais fundo dentro dele.
Era como se o grito de dor e prazer de Seokjin, somado às estocadas violentas de Taehyung ao lado, tivessem transformado a energia de Jungkook em algo puramente selvagem. Mesmo quando Jimin atingiu o próprio orgasmo, derretendo-se inteiro, não foi o suficiente para o marido aliviar o ritmo. Jungkook simplesmente ergueu o corpo de Jimin, colando o peito do loiro ao seu em um abraço esmagador enquanto continuava a estocar com força, até gozar quente e profundamente dentro dele. Um sorriso sonolento e satisfeito uniu os lábios dos dois, enquanto Jimin sentia o gozo de Jungkook escorrer lentamente por suas coxas.
— Vocês podiam ao menos disfarçar o fato de que o meu namorado excita vocês dois — Taehyung revirou os olhos em um tom enciumado.
Com um puxão firme, ele forçou Seokjin erguer o corpo, ficando mais exposto na direção de Jimin e Jungkook, que agora descansavam sentados no sofá com Jimin aninhado em seu colo como um gatinho manhoso. Os dedos longos de Taehyung fecharam-se com precisão ao redor do pescoço de Seokjin, restringindo sutilmente o seu ar a cada estocada brutal que desferia contra a sua bunda.
Jimin e Jungkook mantinham os olhos fixos neles, preenchendo o papel de plateia perfeita. Seokjin adorava cada maldito segundo em que se tornava o centro das atenções daquela sala. Mesmo que sua pele estivesse quente e tingida de vermelho pela vergonha de se ver tão vulnerável e exposto na frente dos amigos, a sua parte mais sórdida e faminta simplesmente amava aquilo.
Era a mesma faceta que adorava os holofotes, a mesma ambição que o havia transformado em um ídolo global. A mesma que, muitos anos atrás, quando um Taehyung ainda jovem e confuso deitou em sua cama de solteiro e lhe roubou o primeiro beijo, o impediu de afastá-lo. Em vez de rejeitar o mais novo, Seokjin o havia puxado para mais perto, unindo seus corpos adolescentes em busca de um alívio que, apenas algumas semanas depois, Taehyung finalmente lhe deu no silêncio sufocante daquele quarto compartilhado de dormitório.
Mas eles não precisavam mais se esconder. Não existia mais o medo constante de serem flagrados pelos outros membros ou pela equipe. Agora, no topo do mundo, eles mantinham um acordo maduro e silencioso com Jimin e Jungkook. Sempre que a tensão nos bastidores se tornava insuportável e Taehyung e Jungkook queriam comandar, Seokjin e Jimin sabiam que seriam agraciados com uma noite exatamente como aquela: onde as regras desapareciam, as inibições eram deixadas na porta e tudo o que importava era o prazer absoluto de pertencerem uns aos outros.
— Hyung… — Seokjin gemeu desesperado.
— Ele gosta de gozar intocado, assim como você — Jimin sussurrou baixinho, a voz arrastada e rouca bem na orelha de Jungkook, enquanto seu corpo leve e sonolento começava a implorar pelo conforto de uma cama de verdade.
— Se você quiser, nós podemos ir para o quarto agora... e você pode me foder e me fazer gozar só quando você bem entender — Jungkook respondeu, distribuindo beijos molhados pelo pescoço de Jimin. A nudez recente e o fato de estarem na sala de estar não os incomodava nem um pouco, principalmente quando Jimin rebolou manhoso em seu colo como resposta, selando o acordo entre os dois.
Pelo canto do olho, Taehyung assistiu quando Jimin e Jungkook finalmente se levantaram do sofá vizinho. Eles deixaram as roupas de grife jogadas de qualquer jeito pelo estofado, pegaram dois roupões felpudos no armário do corredor e seguiram em direção à saída do quarto. Taehyung sorriu com a partida deles, mas seu foco logo voltou inteiramente para Seokjin.
Sem perder um único segundo, Taehyung o ergueu da superfície fria da mesa, trazendo o corpo trêmulo de Seokjin de volta para o chão. A transição foi rápida e rústica; ele manteve o namorado apoiado em uma perna só, usando a própria força para puxar e elevar a outra coxa dele, envolvendo-a firmemente ao redor da linha do seu próprio quadril. Seokjin soltou um arquejo desesperado com a mudança drástica do ângulo, sentindo o caralho de Taehyung entrar ainda mais fundo e com um peso absurdo em seu interior.
Aquela nova angulação foi o estopim perfeito para o limite de ambos. Taehyung travou os dedos na carne da cintura de Seokjin e começou a desferir estocadas profundas, violentas e certeiras, batendo o osso do púbis contra a bunda do mais velho sem qualquer piedade. Cada investida pressionava a próstata de Seokjin com força total, fazendo o interior dele contrair em espasmos quentes e esmagadores ao redor do membro do namorado.
A parede de controle que os mantinha firmes ruiu por completo. Sem que Seokjin precisasse tocar no próprio pau, o estímulo interno foi tão avassalador que os dois gozaram juntos, em perfeita sincronia. Seokjin jogou a cabeça para trás com um grito mudo, jorrando o sêmen grosso e quente que manchou o próprio abdômen, enquanto Taehyung rosnava alto contra o pescoço dele, o quadril tremendo em impulsos involuntários à medida que descarregava seu orgasmo fundo dentro do namorado.
Quando a adrenalina baixou. Taehyung desabou relaxado no sofá e Seokjin deitou-se por cima dele, o peito colado ao dele, os corações batendo no mesmo ritmo frenético.
— Eu nem vi a hora que eles saíram... — Seokjin murmurou, acomodando o queixo no peito nu de Taehyung enquanto tentava recuperar o fôlego.
— Provavelmente foram terminar de se foder no quarto.
— Antes que você pense em sexo novamente, eu preciso de pelo menos um minuto — Seokjin riu fraco, virando o rosto ligeiramente para deixar um beijo brando no peito do namorado.
— Acho que agora eu só quero abraçar você e dizer o quanto te amo.
Seokjin soltou uma risada nasalada, sabendo perfeitamente que aquilo era uma doce mentira. Ele conhecia Taehyung a fundo; sabia que ambos eram viciados em sexo e que estavam sempre disponíveis para mais uma rodada, especialmente porque conseguia sentir perfeitamente o pau de Taehyung ganhando vida outra vez, pressionado de forma rígida contra a sua coxa.
— Não — Seokjin negou com a cabeça, mudando de posição com preguiça e sentando-se de frente no colo de Taehyung. — Você provavelmente já está pensando em como vai me foder de novo.
— Eu não gostei da sua roupa hoje — Taehyung disparou de repente, mudando de assunto enquanto entrelaçava os braços atrás da própria cabeça, os olhos castanhos analisando o namorado de baixo.
— Você gostou sim — Seokjin rebateu com um sorriso convencido, apoiando as mãos espalmadas ao redor do peito largo do namorado..
— Não gostei — Taehyung insistiu, erguendo o tronco com um impulso rápido — Eu não gosto de saber que os outros ficam olhando para você.
— Isso é o que acontece quando você decide casar o homem mais lindo do mundo, baby.
— Namorar? Ou casar?
— O que você acha que acontece em Vegas? — Seokjin riu, divertido com a provocação, permitindo que suas ereções voltassem a se esfregar uma na outra quando ele abaixou o corpo para iniciar um beijo lento.
— Eu acho que o que acontece em Vegas, fica em Vegas — Taehyung murmurou contra os lábios dele, mas de repente parou o movimento. Suas mãos subiram rápidas, segurando o rosto de Seokjin com uma firmeza inesperada, aproximando-o tanto que o colar de Seokjin roçou contra o seu queixo. Os olhos dele buscaram os do namorado com uma intensidade avassaladora. — Seokjin hyung... você está falando sério? Você está falando o que eu acho que está falando?
— Que eu quero me casar com você em alguma daquelas capelas cafonas e ruins de Las Vegas, e depois culpar a bebida quando os outros membros encherem o nosso saco? — Taehyung assentiu, o olhar brilhando em expectativa, e Seokjin sorriu — Sim, claro que sim. Não é exatamente isso o que duas pessoas que se amam há quase dez anos fazem?
— Eu te amo há mais de dez anos — Taehyung o corrigiu prontamente, a voz carregada de uma devoção antiga. — Eu já te amava mesmo antes de entender o que o amor significava.
— Ainda é cedo — Seokjin sussurrou, abaixando o rosto novamente enquanto seus dedos ágeis encontravam o membro de Taehyung. Ele começou a massageá-lo com propriedade, não precisando de muito esforço para senti-lo completamente rígido e pronto sob o seu comando. — Me fode outra vez. Me beija, me ama... e quando as ruas lá fora estiverem completamente vazias, nós pegamos os nossos casacos e eu vou te transformar no Senhor Kim.
— Eu já sou um Kim — Taehyung sorriu presunçoso, os olhos brilhando com o ego inflado, mas logo a expressão amoleceu. — Mas eu serei o seu marido.
Taehyung engoliu um gemido quando Seokjin, ao ouvir a palavra marido, sentou-se de uma vez em seu pau, preenchendo-se por completo. Um sorriso genuíno e apaixonado se espalhou pelos lábios do capitão.
— E eu vou te tratar como a princesa que você é. Eu prometo, princesa.
— Achei que você tivesse me chamado de puta — Seokjin provocou, arqueando as costas enquanto começava a ditar o ritmo da subida e descida.
— E você é — Taehyung arfou, as mãos apertando as coxas de Seokjin com força para ajudar no movimento. — Puta ou princesa, que porra de diferença isso faz se, no fim das contas, eu te amo e em algumas horas você vai ser oficialmente o meu marido?
