Chapter Text
Baekhyun se lembrava muito bem da primeira vez que viu Park Chanyeol.
Era uma tarde ensolarada do mês de julho, daquelas que o sol está quente o suficiente para fazer as pessoas desejarem ter uma piscina no quintal de casa. E Baekhyun só não desejava isso porque, para sua sorte, ele tinha o mar à sua disposição.
Estava na praia, brincando em frente à pousada de seus pais, que naquele momento estava lotada de pessoas. A temporada de férias era o período mais movimentado da pequena cidade e, para os pais de Baekhyun, a melhor época de vendas. A pousada beira-mar chamava bastante atenção e não tinha um dia sequer que não aparecia turistas na porta perguntando se havia algum quarto disponível.
O pequeno Byun estava à beira do mar, molhando seus pés e pensando em mil e uma brincadeiras que poderia fazer se pudesse entrar na água, o que naquele momento era inteiramente proibido para ele, pois seus pais não estavam por perto e ele só poderia se aventurar na água salgada com a permissão e supervisão dos dois.
Como o belo menino obediente que era, se contentou em ficar só na areia e brincar da maneira mais óbvia possível para alguém numa praia: fazer castelinhos de areia. Se sentou ali mesmo onde estava e, com as mãos nuas, começou a fazer montinhos de areia.
Quando estava quase terminando de fazer o castelo improvisado — que na verdade parecia mais montanhas ressecadas e sem vida — algo lhe chamou a atenção. Um choro, não muito longe de onde estava.
Quando olhou para trás, viu um menino que parecia ser um pouco mais velho que ele. Era alto, tinha cabelos meio encaracolados e suas orelhas eram grandes, chamativas e, na opinião de Baekhyun, bastante fofas.
O garoto estava aos prantos, olhava para todos os lados e parecia desesperado, o coitado estava vermelho de tanto chorar e Baekhyun, com pena dele, largou o monte de areia que supostamente era um castelo e foi em direção do menino para tentar animá-lo.
— Ei! Tá tudo bem? Por que você tá chorando? — perguntou assim que se aproximou do outro.
— E-eu não sei onde meus pais estão, e-eles sumiram! — respondeu entre soluços. Chorava tanto que estava ficando sem fôlego.
Baekhyun entendia o sentimento, pois já tinha se perdido dos pais na praia quando era mais novo e foi o pior dia de sua vida, ficou tão assustado que sequer conseguia abrir a boca para pedir ajuda, a sorte dele foi que uma senhorinha da vizinhança estava ali e o acolheu enquanto esperava os pais do menino aparecer.
— Calma, tá tudo bem, tá bom? Seus pais vão aparecer, eu tenho certeza! — disse com muita convicção e confiança. Entretanto, o garoto perdido não parecia muito convencido, pois continuava a chorar e tremer. — Eu vou ficar aqui com você até eles aparecerem, tá?
— Mas e se eles forem embora e me deixarem aqui? — O desespero do menino era palpável.
— Eles não vão, eu juro de dedinho! — Abriu um sorriso convencido e levantou o mindinho, mostrando que era uma promessa verdadeira.
— De verdade? Você jura mesmo? — perguntou enquanto o olhava com desconfiança. Chanyeol sabia que juramentos de dedinho eram sagrados, mas o menininho na frente dele podia estar mentindo.
— Sim! Juro juradinho de dedinho! Aqui ó. — E então pegou o dedo mindinho do garoto a sua frente e o juntou com o seu próprio dedo, os fazendo se entrelaçar. Baekhyun se aproximou, ficando bem pertinho do maior e olhou em seus olhos enquanto sorria com ternura. — Eu prometo, tá?
— T-tá bom… — Tímido e meio acanhado pela aproximação do outro, Chanyeol acabou gaguejando. Aquele menininho na frente dele era bonito, não tinha como negar. E era dono do sorriso mais lindo que já tinha visto em seus longos dez anos de vida.
— Eu me chamo Baekhyun! Qual é o seu nome? — Queria distraí-lo até os pais dele aparecerem. Mas também estava curioso, porque algo naquele garoto chamava a atenção.
— Eu sou Chanyeol… — Naquele momento ele já não chorava mais, pois a simpatia do menininho baixinho estava fazendo um trabalho perfeito em distraí-lo. Pela primeira vez ele sorriu, e com isso apareceram suas covinhas em suas bochechas. Baekhyun ficou hipnotizado, era a primeira vez que via alguém com uma característica física dessas e eram lindas.
— Que bonito… — disse o encarando. Ainda estavam com os dedinhos entrelaçados quando Baekhyun sentiu a mão do outro se mexer, percebendo que o garoto estava tentando soltá-los, mas antes disso acontecer, o pequeno Byun entrelaçou as mãos dos dois. — Vamos ficar de mãos dadas pra não ter risco da gente se perder um do outro tá?
— T-tá bom…— Chanyeol respondeu timidamente. Ele pretendia soltar os dedos porque estava envergonhado, mas a verdade é que estava gostando do contato com Baekhyun, que agora era seu único porto seguro.
— Mas me diz, quantos anos você tem? — perguntou, porque Chanyeol era bem mais alto que ele, suas pernas eram longas e ombros largos, parecia ter entre doze ou treze anos, o que seria engraçado, pois Baekhyun achava que, nessa idade, ninguém chorava por causa dos pais.
— Eu tenho dez anos, mas vou fazer onze em novembro! — Ele parecia orgulhoso, como se estivesse anunciando que tirou a nota máxima na prova de matemática. Baekhyun achou uma gracinha e também ficou surpreso, pois jurava que Chanyeol era mais velho.
— Sério? Nossa você é tão alto, pensei que era mais velho. Então você deve ser um alfa, né? — Baekhyun sabia que normalmente os alfas cresciam mais rápido, então não foi surpresa quando o outro balançou a cabeça positivamente, concordando com ele.
— E você?
— Eu tenho onze anos, sou mais velho que você! — respondeu animado.
— Sério? Mas você é tão baixinho… — Chanyeol respondeu baixinho, com medo de estar sendo rude por comentar sobre a altura dele. Ele já tinha deixado outros meninos com raiva por comentar sobre suas alturas, então pensou que talvez Baekhyun pudesse se sentir ofendido também.
— Mamãe diz que sou baixinho porque puxei ela, mas eu não me importo porque ela disse que é normal eu ser assim e que eu ainda vou crescer muito.
— Como assim?
— Mamãe diz que ômegas não são altos, mas como sou menino eu ainda vou crescer muito e talvez até ficar quase da altura do meu pai! E ele é bem alto, tá? — disse com animação, pois estava ansioso pra crescer e ser grande assim como o seu pai.
— Ah, agora faz sentido. — E então soltou uma risadinha enquanto encarava o garoto baixinho à sua frente.
— Você tá rindo da minha altura? Eu nem sou tão baixo assim, é você que cresceu demais! — Baekhyun respondeu emburrado. Olhou com certa raiva para Chanyeol, mas quando viu o garoto a sua frente rindo de sua reação, começou a rir junto dele.
— Não tô rindo da sua altura, eu tô rindo do jeito que você falou. Foi bonitinho… você é bonitinho. — E naquele momento Baekhyun sentiu seu pequeno e imaturo coração palpitar, um sentimento estranho e desconhecido começou a borbulhar em seu corpo e foi quando o ômega, pela primeira vez na vida, se sentiu tão tímido ao ponto de não saber o que responder.
— Chanyeol!!! — Foi então que os dois garotos ouviram uma voz de uma mulher gritando. O alfa, que já estava sorrindo, abriu um sorriso ainda maior ao ouvir seu nome e quando olhou em direção à voz e viu sua mãe, sentiu um imenso alívio.
— Mamãe! — A mulher, uma alfa alta e bastante jovem, alcançou o filho numa velocidade assustadora, e o abraçou com força enquanto dizia coisas como “menino, você quer me matar do coração?” e “vou ter que colocar coleira em você agora é?”. Logo depois, chegaram o pai e a irmã mais velha, ambos com uma expressão de alívio.
— Desculpa mãe, eu me distraí com a água e saí de perto de vocês… mas o Baekhyun me fez companhia enquanto esperávamos vocês! — Apontou para o novo amigo, que sorriu e acenou num cumprimento amigável.
— Obrigada por fazer companhia ao meu filho, pequenino. Você está com os seus pais? — A mãe de Chanyeol perguntou gentilmente. Estava abaixada na altura de Baekhyun para olhá-lo nos olhos e transmitia uma sensação de tranquilidade e carinho imensa para o ômega, ao ponto de fazê-lo desejar que ela fosse sua mãe.
— Não, meus pais estão trabalhando, eles são donos da pousada daqui da frente, mas eu já tô acostumado a ficar aqui na praia e sei que não posso entrar no mar sem um adulto por perto, tia — respondeu educadamente, não queria passar uma má impressão.
A mulher sorriu de forma calorosa e passou a mão nos cabelos de Baekhyun, fazendo um leve carinho ali antes de se levantar.
— Certo, muito obrigada por fazer companhia ao meu filho, Baekhyun! Mas agora precisamos ir, tá? Se despeça de seu amiguinho, Chanyeol.
Os dois se olharam. Podiam sentir algo, mas não conseguiam entender, interpretar e muito menos traduzir aquele sentimento. Com um amargo na boca e uma leve sensação de desapontamento, ambos se despediram, se abraçaram e, quando Baekhyun viu o garoto sumir no horizonte, não conseguiu evitar que algumas lágrimas se acumulassem em seus olhos.
O ômega pensou que nunca mais o veria e pensar nisso o deixava frustrado, pois muitas vezes fazia amizades temporárias na praia, mas nunca se sentiu de tal maneira quando seus supostos amigos iam embora.
Daquela vez foi diferente. E durante semanas sentiu um vazio em seu pequeno coração. Mas o universo sempre prepara grandes surpresas para as pessoas e não foi diferente para Baekhyun.
Quando as aulas voltaram no mês de setembro, Baekhyun estava num humor péssimo. O garoto, chateado e frustrado com um sentimento que sequer conseguia compreender, foi pra aula de cara fechada e estava tão emburrado que sequer prestou atenção à sua volta, simplesmente jogando a mochila no chão de qualquer maneira enquanto se sentava na cadeira do canto da sala.
Por que estava se sentindo assim? Não sabia, e isso o deixava com mais raiva ainda. Estava tão cego por aquele sentimento amargo que sequer percebeu uma movimentação ao seu lado e, quando menos esperava, uma voz familiar disse “Baekhyun!”.
Para a surpresa de Baekhyun, era nada mais nada menos que Park Chanyeol, o alfa que fez amizade na velocidade da luz e que na mesma velocidade o perdeu. Pelo menos era o que o ômega pensava, até agora.
Baekhyun quando viu o motivo de sua crise existencial ao seu lado com aquele sorriso lindo, bochechas cheinhas, covinhas lindíssimas e orelhas salientes, jurou sentir seu pobre coração virar do avesso de tão rápido que bateu. E obviamente não conseguiu esconder a felicidade que foi vê-lo ali naquele momento.
Foi um reencontro de pura felicidade, a bochecha do ômega doía de tanto sorrir e tinha certeza que aquilo valia o mesmo para o outro, porque ele estava com um sorrisão escancarado desde o momento que se viram.
Naquele dia, Chanyeol foi apresentado como um novo colega de classe, que tinha acabado de se mudar de Busan, o que, para a felicidade de Baekhyun, significava que poderia vê-lo todos os dias.
O alfa explicou para ele que a viagem para a pequena cidade, na verdade, era para o pai conhecer uma empresa na qual foi chamado para trabalhar, então desde o começo a mudança já estava nos planos de seus pais. Mas quando se conheceram, não sabia de nada ainda, pois o seu pai queria ter certeza que o local era bom para criar os filhos, e só depois que conversou com ambos sobre a mudança.
Depois do fatídico dia do reencontro, a amizade dos dois se construiu de maneira natural e rápida. Não desgrudavam nem na escola e nem mesmo depois, quando iam embora.
Baekhyun descobriu que suas casas eram tão próximas que em uma caminhadinha de cinco minutinhos ele já estaria na porta da casa de Chanyeol e foi assim que, todos os dias, sem falta, ao invés de ir para casa, ele acompanhava o alfa até sua residência.
Chegou a um ponto onde, sem nem perceber, já era uma presença constante na casa dos Park. Depois da aula, almoçava com eles, brincava com Chanyeol, faziam suas tarefas de casa, brincavam mais um pouquinho e só depois que ia para casa.
Baekhyun aprendeu cada detalhe sobre o alfa. Sabia de cada mania, gosto e preferência de Chanyeol. Sabia até mesmo diferenciar suas expressões e enquanto o próprio alfa às vezes não reconhecia o que estava sentindo, Baekhyun descobria. E o maior também sabia de tudo sobre o ômega. Era uma amizade que todos admiravam, pois não era apenas sobre gostar, mas amar. Muitas vezes não eram necessárias palavras para saber como se sentiam ou o que o outro queria. Simplesmente funcionava.
Mas tudo começou a ficar mais complicado quando, depois de três anos, aos seus plenos quatorze anos, Baekhyun percebeu que o que sentia pelo maior não era tão simples. Nessa idade, entrando na puberdade, parecia que tudo estava mais intenso, até mesmo o cheiro de fresco de floresta dos feromônios de Chanyeol, que antes era suave, estava intenso e assustadoramente viciante.
As suas sensações triplicaram até chegarem ao ponto de, em qualquer interação com o amigo, suas bochechas queimavam que nem fogo, o coração acelerava e sua única vontade era de abraçá-lo e mergulhar naquele cheiro tão gostoso que o acolhia tão bem sempre que estavam juntos.
E para piorar toda a situação para o pobre ômega, a puberdade veio com tudo para Chanyeol.
Aos quinze anos ele já estava muito alto, sua voz grossa e o pior de tudo: ele adquiriu uma certa paixão pelo basquete.
O problema disso tudo? Músculos, popularidade e muita fama. Não que isso fosse ruim, até porque ele era um colírio para os olhos, mas Baekhyun se remoía de ciúmes porque seu melhor amigo agora tinha um monte de gente, principalmente ômegas, babando por ele.
E a sua única vontade era de marcá-lo com seu cheiro, deixar sua presença tão marcada que ninguém mais se aproximaria de Chanyeol, queria deixar claro a todos que ele já tinha um ômega.
Sabia que isso era loucura, que estava cego pelo ciúmes e pela paixão que nutria pelo outro, mas era horrível a sensação de ver as pessoas se aproximando de Chanyeol para tentar ter algo romântico com ele.
Sempre haviam cartas de declaração para o alfa em sua mesa na escola e Baekhyun não podia fazer nada além de assistir, pois por mais que nutrisse sentimentos por ele, não poderia impedi-lo de sair com outras pessoas.
Era engraçado como, sem nem mesmo perceber, já o amava.
Chanyeol era a pessoa mais linda, perfeita e incrível do universo. Ele era extremamente carinhoso com Baekhyun, era inteligente, educado, um grande cavalheiro.
Baekhyun também o achava extremamente fofo. Por mais que fizesse parte do time de basquete da escola, ele não deixou a fama subir à cabeça e muito menos mudou a sua personalidade, como Baekhyun temia. Chanyeol continuava sendo aquele garoto tímido e quietinho que tanto amava.
O ômega sempre estava ao lado de Chanyeol, até quando precisavam fazer alguma apresentação de trabalho e o coitado surtava de nervosismo, sendo obrigação de Baekhyun o acalmar, o que fazia com muito prazer.
Veja bem, Chanyeol tinha aquela aparência de alfa imponente, mas era só isso, só aparência. O coitado parecia um gatinho assustado e amuado, e Baekhyun achava ele tão fofo, que sua maior vontade era ficar o dia todo abraçadinho com ele fazendo cafuné e dando beijinhos naquela bochecha.
E Chanyeol nunca reclamava do grude. Se um amava abraçar, o outro amava dar abraços. Se um não gostava de pepino, o outro amava pepino. Se um era preguiçoso, o outro era a energia pura.
A dinâmica entre os dois era essa e funcionavam perfeitamente. A adolescência foi um momento muito gostoso e caloroso na vida dos dois e Baekhyun queria que fosse assim para sempre, mas sabia que a vida adulta logo chegaria.
E chegou, com tudo.
Chegou com desavenças com os pais, faculdade, mudanças e o principal: a separação de Chanyeol.
Não que tivessem brigado nem nada, ou que algum deles tenha se mudado para o outro lado do mundo. Na verdade, estavam perto e longe ao mesmo tempo.
A verdade é que Baekhyun sempre amou crianças e seu sonho sempre foi fazer pedagogia. Ainda no ensino médio, havia decidido que esse seria seu curso escolhido, o que foi motivo de muitas brigas com seus pais, que não aceitavam que o filho deles seguisse uma carreira fracassada.
Ainda assim, Baekhyun seguiu firme e forte com sua escolha e Chanyeol o apoiou do começo ao fim. Foi aí que começaram a se planejar para fazer faculdade.
No início, o plano seria fazer em Busan, que era perto da cidade em que moravam e assim facilitaria para visitar suas famílias, mas após tantas discussões com seus pais, Baekhyun percebeu que o melhor seria ir o mais longe possível deles.
Chanyeol, como um grande apoiador de Baekhyun, concordou com ele e decidiu que para onde Baekhyun fosse, ele também iria.
No fim, decidiram ir para Seul, onde teriam mais oportunidades, além de um ensino superior de qualidade. Mas com isso vieram as consequências de suas escolhas.
Enquanto em Busan a universidade em que estudariam tinha um campus só para o curso de ambos, em Seul não.
Chanyeol iria cursar fisioterapia e, por ser uma área da saúde, seu campus era em uma região totalmente diferente do campus de Baekhyun. Até mesmo os dormitórios eram em regiões totalmente opostas da cidade.
Como eram em distritos diferentes, se locomover para se encontrarem virou um desafio. O trânsito de Seul não era para os fracos. E andar de metrô e ônibus era uma provação, ainda mais para os dois que vieram de cidade do interior.
E aí veio a separação, o corte no cordão umbilical.
Já não podiam se ver todos os dias, almoçar juntos e muito menos ficar aqueles minutinhos se abraçando enquanto “secretamente” cobriam um ao outro com seus feromônios.
Baekhyun sofreu bastante, pois a faculdade realmente exigia muito de si e não imaginava que seria daquela maneira.
Os encontros com Chanyeol se tornaram mais periódicos e espaçados, conseguiam se ver apenas em fins de semana e, com o passar dos meses, a exigência da faculdade se tornava cada vez pior.
Tinham que acumular horas para conseguirem o diploma no final, então sempre assistiam palestras, participavam de mesas redondas e iam em eventos da universidade. O problema é que os mesmos eventos para o curso de Baekhyun não valiam para o de Chanyeol e vice-versa.
Além disso, vieram os tão amados e temidos estágios obrigatórios, que na opinião de Baekhyun, serviam apenas para sugar a alma dos alunos e vendê-las pro diabo.
Mas claro que isso não os afastou, apenas os impediu de se ver pessoalmente com frequência.
Estavam sempre conversando por mensagens ou ligação. Quando tinham algum tempinho livre — mas não livre o suficiente para se ver pessoalmente — eles jogavam algum vídeo game juntos ou simplesmente jogavam fofoca fora.
Todos os dias, ao final da noite, já tinha virado costume Baekhyun ligar para Chanyeol para se atualizarem das novidades do dia. Era uma ligação rápida, uma vez que chegavam cansados no tardar da noite, mas era o suficiente para suprir um pouquinho da saudades que sentiam um do outro.
Baekhyun já tinha perdido as contas de quantas vezes dormiu ouvindo a voz gostosa de Chanyeol pela ligação, e claro, não era apenas ele. O alfa, mais do que o ômega, também caía no sono durante as chamadas.
Durante esse meio tempo, ambos fizeram novas amizades também. Baekhyun conheceu Jongin, um alfa que também fazia pedagogia e que era muito engraçado e adorável, Yixing, um alfa do curso de psicologia que era a pessoa mais calma que Baekhyun conheceu em toda sua vida e também Minseok, um ômega bastante abusado, que era seu colega de quarto e curso.
Era com esses três que Baekhyun normalmente andava. Estavam sempre grudados, andando de um lado pro outro nos corredores da universidade, principalmente Jongin e Minseok, por serem seus colegas de curso.
E Chanyeol também fez novas amizades, o que gerou uma certa crise de ciúmes em Baekhyun, que até tentou disfarçar para não causar uma má impressão. Mas era um ciúmes muito plausível, na opinião dele.
Chanyeol sempre andava com três novos amigos que fez no curso de fisioterapia: o seu colega de quarto, um alfa chamado Junmyeon; um beta chamado Jongdae e por fim, o maior motivo de ciúmes de Baekhyun, um ômega chamado Kyungsoo.
Sabia que eles não tinham nada, e mesmo que tivesse, não tinha o direito de interferir. O problema é que, ainda assim, sua mente não o permitia se tranquilizar sabendo que a pessoa que estava ao lado de Chanyeol todos os dias não era mais ele, e sim aquele ômega mal encarado.
Uma vez até mesmo brigou com Chanyeol por causa disso, mas em sua defesa, era porque estava próximo do cio e seu lobo estava tão carente de atenção do alfa que só de imaginar qualquer outro ômega próximo dele o fazia rosnar.
Poderia dizer que até foi engraçada a reação de Chanyeol ao ver Baekhyun fumegando de raiva, com seus feromônios de jasmin e algodão tão agressivos pela possessividade. O coitado entrou em desespero tentando acalmar o ômega, dizendo que ele e Kyungsoo não eram nada além de amigos.
Parecia até discussão de casal, mas para a infelicidade de Baekhyun, não era. Desde aquele fatídico dia, Chanyeol sempre fez questão de não mencionar o outro ômega para o amigo e sempre que o mencionava, sempre enfatizava o fato de serem apenas amigos.
A vida na faculdade não era fácil, era uma provação, mas Chanyeol e Baekhyun estavam dando o melhor de si, pois sabiam que assim como a escola, o tempo na faculdade passa voando e precisavam aproveitar cada momento até o final.
…
Agora Baekhyun estava no sétimo período, mais da metade do curso, e poderia dizer que estava extremamente irritado. Por mais que amasse muito o curso, as crianças e toda a magia do aprendizado, toda essa situação estava o privando de ver Chanyeol e sentia tanta falta do alfa que poderia facilmente jogar tudo pelos ares apenas para ter uns minutinhos com ele.
As camisas e moletons que, discretamente, havia surrupiado do armário do alfa da última vez que o visitou no dormitório, já não tinham o cheiro gostoso de floresta que tanto amava, e aquilo estava o matando por dentro.
Podia contar nos dedos quantas vezes conseguiu ver Chanyeol desde que começaram a fazer faculdade. E agora, na última semana do mês de maio, completaram cinco meses que não se viam pessoalmente.
Pelo menos só falta uma semana para as férias começarem, pensou Baekhyun.
Naquele momento, o ômega estava largado em sua cama enquanto encarava o chat de mensagens que tinha com Chanyeol. Estava ansioso para receber uma mensagem do maior, pois hoje seria o dia da prova de volante dele, ou seja, era um dos dias mais importantes da vida do alfa.
Chanyeol, depois de muito custo para conseguir organizar sua agenda, conseguiu arranjar um tempinho para encaixar um sonho que estava louco para realizar: tirar a carteira de motorista.
Foi um processo longo, chato e muito cansativo, Baekhyun sabia disso. O pobre alfa acordava cedo para as aulas, depois ia para o estágio obrigatório de tarde e por fim, ao anoitecer, fazia as aulas práticas de direção.
Chanyeol queria terminar tudo logo, mas infelizmente só conseguiu encaixar duas aulas práticas por semana na sua agenda — que tinha horário super apertado e, na opinião de Baekhyun, parecia até que ele já estava formado pra ter tanta demanda — o que o levou a demorar quase três meses para finalmente finalizar as aulas e marcar o dia da prova.
Baekhyun perdeu as contas de quantas vezes recebeu mensagem de Chanyeol no final da noite comemorando que tinha finalizado mais um dia de aula e estava cada vez mais próximo do fim daquela tortura. E essa noite receberia também, mas dessa vez era sobre o resultado da prova.
Baekhyun não conseguiu ficar quieto, estava tão ansioso que, pela quinta vez — sim, ele contou — levantou de supetão da cama e começou a andar de um lado pro outro no quarto enquanto encarava a tela do celular
— Acho que você nunca vai poder tirar carteira de motorista em toda sua vida, cê tá tão ansioso que até eu to ficando ansioso, pelo amor de Deus Baekhyun, para de andar! — Minseok, que até então estava focado no notebook em sua mesa, reclamou com o outro ômega.
— Eu não consigo! Min, você não entende, esse é o sonho de Chanyeol desde que ele se entende por gente, cê tem noção que ele já até ganhou um carro dos pais dele? É muita pressão! — Baekhyun reclamou enquanto se jogava na cadeira ao lado do amigo, era cômico o tanto que ele parecia uma criança fazendo birra.
— Por que você não tenta tirar carteira também? Porque aí se seu namorado não conseguir, pelo menos você pode dirigir o carro dele. — Minseok disse com um sorrisinho de lado. Adorava provocar o amigo.
A reação de Baekhyun para a palavra “namorado” foi a de sempre. Primeiro fez cara de surpresa, depois seu rosto começou a ficar vermelho e por fim veio um semblante desanimado.
— Ele não é meu namorado…
— Mas você gostaria que fosse. — Concluiu Minseok, arqueando a sobrancelha.
— Talvez — respondeu meio emburrado, meio chateado.
Minseok suspirou cansado. Baekhyun estava obviamente apaixonado pelo alfa e Chanyeol estava ainda mais obviamente apaixonado por ele. Todo mundo já tinha percebido, tava na cara, tão na cara que chegava a dar raiva como esses dois paspalhões não tinham percebido ainda.
Minseok o conhecia desde o primeiro período, quando foram selecionados para dividir o dormitório. E quando se conheceram, jurou que ele e o alfa namoravam.
Como não achar? Baekhyun cheirava a alfa e Chanyeol a ômega, seus feromônios estavam em uma perfeita mistura, o que, normalmente, ocorre apenas entre casais. Então foi uma surpresa quando, ao perguntar sobre o namorado de Baekhyun, o ômega negar e dizer que eram apenas amigos.
Amigos meu cu, era o que Minseok pensou e ainda pensava.
— Baekhyun, tá na cara que aquele alfa está de quatro por você. Já parou pra pensar porquê ele, mesmo sendo bonitão daquele jeito, nunca apareceu namorando ninguém?
— Ele é tímido, Min. Ele não tem coragem nem de olhar na cara da caixa do supermercado, é por isso! — Na cabeça de Baekhyun esse era um motivo muito plausível.
— Mesmo assim. Ele é bonito, várias pessoas podem dar o primeiro passo por ele e se ele estiver interessado, eu tenho certeza que ele aceitaria. Mas isso não aconteceu, sabe por que? Porque aquele grandalhão idiota só tem olhos pra você!
— Não, você está enganado. Ele só me vê como amigo — disse enquanto balançava a cabeça negativamente.
Minseok suspirou em pura derrota. Era impossível colocar na cabeça de Baekhyun que os sentimentos que nutria eram recíprocos. De certa forma, era até meio triste.
Minseok, como amigo e colega de quarto, estava 99% do tempo ao lado do ômega, até mesmo em seus cios, que na opinião dele, eram muito sofridos. Via o amigo choramingar e clamar pelo alfa, e mesmo tomando supressores, os sintomas apenas diminuíam.
Baekhyun até tinha a opção de usar outros tipos de supressores, mais fortes, que até mesmo cortariam os seus cios, mas ele já havia presenciado as consequências do uso contínuo desses tipos de supressores e não queria isso pra si mesmo, por isso usava os mais fracos, que deixavam os sintomas do cio mais suportáveis, mas não os cortava.
Minseok via o tanto que o amigo amava o alfa, era óbvio, era claro, mas também via o quanto o ômega ficava triste e chateado por causa da distância entre os dois, o quanto ele se cobrava para ser apenas um amigo e não interferir na vida do maior. Era até ridículo, porque era óbvio que Chanyeol sentia o mesmo.
— Você ainda vai pagar com sua língua, Baek. E estarei aqui para dizer eu avisei. — Minseok concluiu com um sorrisinho.
— Ai Min, sinceramente. — Revirou os olhos e decidiu que não daria mais atenção para o amigo, que agora estava o encarando com um sorriso muito presunçoso na opinião de Baekhyun.
No fim, a conversa com o amigo acabou o ajudando a relaxar e esquecer um pouquinho a ansiedade que sentia. Mas só um pouquinho mesmo.
Já eram nove e meia da noite e, a cada minuto que se passava, Baekhyun sentia seu pobre coração acelerar cada vez mais. Sentia que se fosse morrer, seria de problemas cardíacos, e o motivo principal de sua morte precoce seria Chanyeol, pois todas as vezes que o coitado de seu coração errava batidas ou acelerava mais do que o recomendado, era por causa dele.
Tudo relacionado ao alfa o deixava nervoso e ansioso, o coração palpitava e as palmas da mão suavam tanto que suas calças pediam socorro toda vez que passava as mãos nervosamente no tecido para secá-las.
Conversar com ele por mensagens o deixava ansioso, já era costume olhar para o celular a cada cinco minutos esperando uma mensagem do alfa. As ligações o deixava em êxtase, e o ver pessoalmente era o mesmo que pedir pra passar mal de tanta ansiedade.
Naquele momento, entretanto, sentia o mesmo quando o encontrava pessoalmente. Estava em combustão, pura ansiedade. O sonho de Chanyeol era tirar carteira e Baekhyun internalizou aquilo como se também fosse seu próprio sonho.
Estava tão nervoso que quando chegou uma mensagem do alfa, levou um susto, se atrapalhou todo com o celular na mão, e quando menos percebeu o pobre do aparelho tinha caído no chão com baque super alto.
O susto foi tão grande que até Minseok, que até então estava concentradíssimo no artigo que escrevia, pulou da cadeira.
— Meu Deus. Meu Deus. Meu Deus. Meu celular! — Tremendo, Baekhyun se abaixou para pegar o celular. Estava torcendo para que o estrago fosse mínimo pois suas economias não estavam preparadas para novos gastos.
Quando o pegou e virou a tela, soltou um suspiro longo e aliviado, graças aos deuses de todo o universo, estava inteiro.
Quando a tela do celular ligou e viu a mensagem na barra de notificações, abriu um sorriso gigantesco.
— Ele passou, Min!!! Meu Deus ele passou!!! Ai, minha pressão até baixou aqui, meu Deus. — Comemorou com pulinhos e depois sentou no chão. Estava aliviado e enquanto respirava profundamente para controlar os batimentos cardíacos, ouviu Minseok rir.
— Ai Baek, você tá parecendo uma mãe preocupada com o filho. Ou talvez… um namorado preocupado com o seu amorzinho…
Baekhyun estava tão aliviado e animado que nem se importou com a provocação do amigo. Dessa vez ele deixaria passar.
Abriu o app de conversas e olhou a mensagem de Chanyeol por uns instantes antes de criar coragem para respondê-lo.
Yeollie
EU PASSEI!!!
Oficialmente habilitado!
Quer dizer, não oficialmente porque ainda não peguei a carteira, mas você entendeu
Você
Eu sabia que você ia passar!
Agora finalmente terei meu motorista particular, sonhei tanto com esse dia 😭
Yeollie
Você só quer me usar 😔
Você
É claro! Não é todo dia que seu melhor amigo tira carteira de motorista!
Você já tem até um carro, queria eu ter essa sorte sua
Depois dessa mensagem, Chanyeol não o respondeu mais, o que fez Baekhyun pensar que talvez poderia ter dito algo errado. Talvez fosse o fato de ter comentado que queria ter a mesma sorte que ele.
Chanyeol sabia que a relação do ômega com os pais não era uma das melhores, um tanto quanto conturbada, e talvez ter falado sobre o desejo de ter a mesma sorte que ele — já que a família do alfa era bastante unida e carinhosa — pode ter o incomodado.
Baekhyun tinha essas coisas, essas paranoias de achar que o que falava às vezes incomodava o maior. Tinha medo de afastá-lo, de magoá-lo, porque Chanyeol sempre foi mais sensível, pelo menos era o que achava. Então, de certa forma, às vezes tomava cuidado com as próprias palavras perto dele.
Sabia que Chanyeol nunca brigaria com ele por algo bobo assim, mas já aconteceram algumas vezes de fazer comentários que deixaram o alfa chateado ou incomodado. Ele poderia não ter falado, mas Baekhyun percebia.
Antes de começar a se aprofundar em pensamentos negativos e paranoicos em relação à falta de resposta do maior, uma notificação chegou.
Yeollie
Hyunnie, você aceita viajar comigo?
Sei que acabei de tirar a carteira, mas eu juro que vou ser cuidadoso na estrada
Eu estava pensando em visitar meus pais agora nas férias… Você iria comigo? Por favor 🥹🥹🥹🥹
Yeollie
Eu tenho uma carteira de motorista e um sonho 🥹
Naquele momento, o coração do pobre ômega gelou. Não sabia o que sentir ou o que estava sentindo. Animação? Alegria? Medo? Apreensão?
Ele queria sim viajar com Chanyeol, estava há meses querendo um tempinho com o maior, o problema é que estava tão desacostumado com a presença de seu melhor amigo que sequer sabia como iria agir, se sentia acanhado, talvez até mesmo envergonhado.
Mas tinha medo dessa viagem, estava também há meses sem ver os pais, os ignorando depois de uma briga bem feia que tiveram em outubro. Aceitar aquela proposta era aceitar ter que encarar a realidade, encarar seus pais e encarar a possível chance de mais uma discussão.
Ali, sentado no chão gelado do quarto, encarou o celular por minutos. Em sua mente fazia uma lista de prós e contras da viagem.
Minseok, percebendo o silêncio e quietude do amigo — que normalmente parecia estar em constante efeito de açúcar, café e energético — resolveu questionar o motivo daquele comportamento.
— Baek? Tá tudo bem?
O moreno o encarou com uma cara nada boa. Parecia apreensivo, preocupado.
— O Chanyeol me chamou pra viajar de carro pra nossa cidade — disse baixinho.
— E isso não era pra ser motivo de comemoração?
— Sim, mas… se eu for, eu vou ter que ver meus pais e eu não sei se quero isso — disse em um suspiro, fazendo um biquinho chateado.
— Eu sei que você tem uma relação meio complicada com eles, mas já parou pra pensar que essa viagem é a oportunidade perfeita de matar a saudade que você tem do seu alfa? Se você negar a viagem, além de ele ficar chateado, você vai perder a chance de ficar grudadinho nele por dias! Ou semanas! Sei lá quanto tempo vai durar essa viagem.
Aquilo fez Baekhyun refletir mais ainda. Realmente, era a chance perfeita para eles ficar mais tempo com o alfa, sabia que seu mau humor dos últimos meses se dava pelo fato de estarem tempo demais sem se ver. Também sabia o quanto Chanyeol ficaria feliz em vê-lo.
Só de imaginar aquele sorriso que fazia as orelhas do alfa mexerem seu coração aquecia. O amava tanto…
E então decidiu que iria sim para a viagem. Seus pais não poderiam o impedir de aproveitar a rara oportunidade de ficar com Chanyeol.
— Muito bem, Eu vou! — respondeu Minseok com um sorriso determinado.
Yeollie
Baek?
Você
Eu quero! Mal posso esperar para poder avaliar suas habilidades de direção.
Se você errar a marcha do carro eu vou contar para seus pais
Yeollie
Você nunca faria isso, eu te conheço
Você
Será mesmo? 😉
Yeollie
Vc é um bobo mesmo, viu?
Me falaram que demora até 10 dias pra carteira provisória chegar, então vamos sair no dia 8 pode ser?
Até lá é certeza que já vou ter minha carteira em mãos
Você
Ta bom! Ainda bem, da tempo de eu me preparar psicologicamente.
Yeollie
Gatinho, você sabe que se não quiser ver seus pais, não precisa, né?
Podemos ir direto pra minha casa, meus pais te amam e você é muito bem vindo lá em casa, tá?
Baekhyun sentiu o coração virar do avesso ao ler o apelido “gatinho”. Chanyeol era tão carinhoso, ele não sabia que mais um pouco e ele matava o pobre ômega do coração.
O rosto do ômega estava vermelho, ser chamado por apelidos carinhosos o deixava molinho, queria tanto que isso fosse algo recorrente, que o maior o chamasse outros apelidos fofos e carinhosos, tipo… meu bem… ou… amor…
Yeollie
E se seus pais vierem com idiotice pra cima de ti, saiba que eles vão ter que me ouvir!
Baekhyun riu lendo aquilo, porque sabia que não era verdade. Chanyeol era medroso demais pra bater de frente com os seus pais, mas apreciava o fato dele querer fazer isso. Era muito fofo ver essa versão protetiva dele.
Você
Tá tudo bem Yeol
se você estiver comigo
já vai estar tudo bem 🤍
Você
E não se esqueça de me avisar quando chegar sua carteira! eu quero ver a foto!
Mas me diz, como foi a prova?
Yeollie
Eu pensei que eu fosse morrer de ansiedade, mas no fim até me elogiaram, acredita?!
Você
Eu sabia que você ia passar
Yeollie
Ta botando muita fé em mim
Você
só estou sendo realista
Depois da última mensagem enviada, Chanyeol já não respondeu mais, mas isso não preocupou Baekhyun, porque ele sabia que o alfa provavelmente estaria voltando pra casa de metrô, experiência que o ômega não recomendaria para ninguém.
Sabendo que demoraria voltar a ter uma resposta, decidiu tomar um banho para relaxar e no final ficou tão relaxado que quando deitou na cama, caiu no sono na hora.
Dormiu de coração quentinho, com a sensação gostosa de que, o que quer que fosse acontecer nos próximos dias, seria algo bom. E naquela noite, sonhou que estava ao lado de Chanyeol em um campo de flores, de mãos dadas, sorrindo.
