Chapter Text
“𝙉𝙤𝙖𝙝…”
𝙉𝙤𝙖𝙝 𝙤𝙡𝙝𝙤𝙪, 𝙨𝙚𝙪 𝙨𝙤𝙧𝙧𝙞𝙨𝙤 𝙖𝙞𝙣𝙙𝙖 𝙖𝙡𝙩𝙤 𝙚 𝙘𝙖𝙡𝙤𝙧𝙤𝙨𝙤. “𝙃𝙢?”
“𝙉𝙤𝙖𝙝… 𝙨𝙚𝙪 𝙢olequ𝙚 𝙞𝙣𝙜𝙚̂𝙣𝙪𝙤.” 𝙥𝙚𝙜𝙤𝙪 𝙪𝙢 𝙥𝙤𝙪𝙘𝙤 𝙙𝙚 𝙘𝙖𝙗𝙚𝙡𝙤 𝙙𝙚 𝙉𝙤𝙖𝙝, 𝙚𝙨𝙩𝙖𝙫𝙖 𝙘𝙧𝙚𝙨𝙘𝙚𝙣𝙙𝙤, 𝙚 𝙙𝙖𝙫𝙖 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙫𝙚𝙧 𝙖 𝙧𝙖𝙞𝙯 𝙙𝙚 𝙨𝙚𝙪 𝙘𝙖𝙗𝙚𝙡𝙤 𝙥𝙞𝙣𝙩𝙖𝙙𝙤. “𝙉𝙖̃𝙤 𝙨𝙖𝙗𝙚 𝙢𝙚𝙨𝙢𝙤 𝙙𝙖𝙨 𝙘𝙤𝙞𝙨𝙖𝙨, 𝙣𝙖̃𝙤 𝙚́?”
“𝘼𝙝𝙝𝙣… ?? 𝙊𝙦𝙪𝙚 𝙫𝙤𝙘𝙚̂ 𝙩𝙖 𝙛𝙖𝙡𝙖𝙣𝙙𝙤???” 𝙊 𝙨𝙤𝙧𝙧𝙞𝙨𝙤 𝙙𝙚 𝙉𝙤𝙖𝙝 𝙫𝙞𝙧𝙤𝙪 𝙪𝙢 𝙨𝙤𝙧𝙧𝙞𝙨𝙤 𝙙𝙚 𝙘𝙤𝙣𝙛𝙪𝙨𝙖̃𝙤, 𝙖𝙧𝙦𝙪𝙚𝙤𝙪 𝙪𝙢𝙖 𝙨𝙤𝙢𝙗𝙧𝙖𝙣𝙘𝙚𝙡𝙝𝙖.
“𝙉𝙤𝙖𝙝…”
“𝙌𝙪𝙚 𝙛𝙤𝙞!!? 𝙋𝙤𝙧𝙦𝙪𝙚 𝙫𝙤𝙘𝙚̂ 𝙩𝙖 𝙢𝙚 𝙘𝙝𝙖𝙢𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙙𝙚 𝙞𝙣𝙜𝙚̂𝙣𝙪𝙤?-” 𝙥𝙚𝙜𝙤𝙪 𝙖𝙨 𝙢𝙖̃𝙤𝙨 𝙙𝙚 𝙉𝙤𝙖𝙝 𝙚 𝙖𝙨 𝙗𝙤𝙩𝙤𝙪 𝙣𝙤 𝙧𝙤𝙨𝙩𝙤 𝙙𝙚𝙡𝙚 𝙢𝙚𝙨𝙢𝙤, 𝙩𝙖𝙥𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙨𝙪𝙖 𝙫𝙞𝙨𝙖̃𝙤 𝙘𝙤𝙢𝙥𝙡𝙚𝙩𝙖𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚.
“𝙈𝙖𝙨 𝙣𝙪𝙣𝙘𝙖 𝙛𝙤𝙞 𝙨𝙪𝙖 𝙘𝙪𝙡𝙥𝙖, 𝙖𝙨 𝙤𝙪𝙩𝙧𝙖𝙨 𝙥𝙚𝙨𝙨𝙤𝙖𝙨 𝙨𝙚𝙢𝙥𝙧𝙚 𝙩𝙖𝙥𝙖𝙧𝙖𝙢 𝙖 𝙨𝙪𝙖 𝙫𝙞𝙨𝙖̃𝙤, 𝙘𝙤𝙢𝙤 𝙫𝙤𝙘𝙚̂ 𝙥𝙤𝙙𝙚𝙧𝙞𝙖 𝙫𝙚𝙧, 𝙩𝙖̃𝙤 𝙥𝙚𝙦𝙪𝙚𝙣𝙤, 𝙚 𝙨𝙚𝙢 𝙫𝙞𝙨𝙖̃𝙤?”
“𝙑𝙤𝙘𝙚̂ 𝙩𝙖 𝙢𝙚 𝙖𝙨𝙨𝙪𝙨𝙩𝙖𝙣𝙙𝙤-”
“𝙉𝙤𝙖𝙝, 𝙢𝙚 𝙤𝙪𝙘̧𝙖 𝙦𝙪𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙩𝙚 𝙙𝙞𝙜𝙤” 𝙉𝙤𝙖𝙝 𝙨𝙚𝙣𝙩𝙞𝙪 𝙗𝙚𝙞𝙟𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙨𝙪𝙖 𝙢𝙖̃𝙤, 𝙖𝙞𝙣𝙙𝙖 𝙩𝙖𝙥𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙨𝙚𝙪𝙨 𝙤𝙡𝙝𝙤𝙨. “𝙑𝙤𝙘𝙚̂ 𝙚́ 𝙢𝙪𝙞𝙩𝙤 𝙚𝙨𝙥𝙚𝙘𝙞𝙖𝙡… 𝙢𝙖𝙨 𝙚́ 𝙢𝙪𝙞𝙩𝙤 𝙘𝙚𝙜𝙤, 𝙦𝙪𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙣𝙖̃𝙤 𝙚𝙨𝙩𝙖̃𝙤 𝙖𝙦𝙪𝙞 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙩𝙚 𝙘𝙚𝙜𝙖𝙧, 𝙫𝙤𝙘𝙚̂ 𝙢𝙚𝙨𝙢𝙤 𝙨𝙚 𝙘𝙚𝙜𝙖, 𝙚𝙣𝙩𝙖̃𝙤 𝙢𝙚 𝙤𝙪𝙘̧𝙖 𝙘𝙪𝙞𝙙𝙖𝙙𝙤𝙨𝙖𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚…”
𝙉𝙤𝙖𝙝 𝙣𝙖̃𝙤 𝙨𝙚𝙣𝙩𝙞𝙖 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙨𝙪𝙖 𝙢𝙖̃𝙤 sendo 𝙨𝙚𝙜𝙪𝙧𝙖da ,a 𝙘𝙤𝙣𝙛𝙪𝙨𝙖̃𝙤 𝙧𝙤𝙙𝙚𝙤𝙪 𝙨𝙚𝙪 𝙘𝙤𝙧𝙥𝙤, el𝙚 𝙩𝙞𝙧𝙤𝙪 𝙖𝙨 𝙨𝙪𝙖𝙨 𝙥𝙧𝙤́𝙥𝙧𝙞𝙖𝙨 𝙢𝙖̃𝙤𝙨 𝙙𝙚 𝙨𝙚𝙪 𝙧𝙤𝙨𝙩𝙤, 𝙨𝙤́ 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙚𝙣𝙘𝙤𝙣𝙩𝙧𝙖𝙧.
𝘈𝘲𝘶𝘪𝘭𝘰.
𝙐𝙢𝙖 𝙘𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚 𝙙𝙚𝙨𝙩𝙧𝙪𝙞𝙙𝙖, 𝙥𝙚𝙙𝙖𝙘̧𝙤𝙨 𝙙𝙚 𝙥𝙧é𝙙𝙞𝙤 𝙘𝙤𝙣𝙩𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙖 𝙝𝙞𝙨𝙩𝙤𝙧𝙞𝙖 𝙙𝙚 𝙦𝙪𝙚 𝙖𝙡𝙜𝙤 𝙚𝙨𝙩𝙖𝙫𝙖 𝙖𝙡𝙞́, 𝙪𝙢 𝙗𝙪𝙧𝙖𝙘𝙤 𝙚𝙣𝙤𝙧𝙢𝙚 𝙣𝙤 𝙘𝙝𝙖̃𝙤, 𝙘𝙤𝙢𝙤 𝙨𝙚 𝙪𝙢𝙖 𝙗𝙤𝙢𝙗𝙖 𝙖𝙩𝙤̂𝙢𝙞𝙘𝙖 tivesse 𝙘𝙖𝙞do 𝙖𝙡𝙞, 𝙨𝙖𝙣𝙜𝙪𝙚 𝙚𝙨𝙥𝙖𝙡𝙝𝙖𝙙𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙩𝙤𝙙𝙤𝙨 𝙤𝙨 𝙡𝙖𝙙𝙤𝙨, 𝙚 𝙧𝙚𝙨𝙩𝙤𝙨 𝙢𝙤𝙧𝙩𝙖𝙞𝙨, 𝙙𝙚 𝙝𝙪𝙢𝙖𝙣𝙤𝙨 𝙚 𝙖𝙣𝙞𝙢𝙖𝙞𝙨, 𝙚𝙣𝙩𝙧𝙚 𝙤 𝙘𝙝𝙖̃𝙤 𝙙𝙤 𝙘𝙖𝙤𝙨.
𝙎𝙚𝙣𝙩𝙞𝙖 𝙖 𝙡𝙖𝙩𝙚𝙧𝙖𝙡 𝙙𝙖 𝙨𝙪𝙖 𝙘𝙖𝙗𝙚𝙘̧𝙖 𝙡𝙖𝙩𝙚𝙟𝙖𝙣𝙙𝙤, 𝙨𝙚𝙪𝙨 𝙥𝙚́𝙨 𝙙𝙤𝙡𝙤𝙧𝙞𝙙𝙤𝙨, 𝙨𝙚𝙪 𝙚𝙨𝙩𝙤𝙢𝙖𝙜𝙤 𝙜𝙧𝙞𝙩𝙖𝙣𝙙𝙤, 𝙨𝙚𝙪s 𝙥𝙪𝙡𝙢ões 𝙧𝙚𝙨𝙥𝙞𝙧𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙥𝙚𝙙𝙧𝙖𝙨 𝙚 𝙥𝙤𝙚𝙞𝙧𝙖𝙨 𝙙𝙚 𝙖𝙣𝙤𝙨 𝙙𝙚 𝙘𝙞𝙫𝙞𝙡𝙞𝙯𝙖𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙚 𝙨𝙪𝙖𝙨 𝙢𝙖̃𝙤𝙨 𝙩𝙧𝙚𝙢𝙚𝙣𝙙𝙤.
𝘾𝙤𝙢𝙤.
𝘾𝙤𝙢𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙘𝙝𝙚𝙜𝙤𝙪 𝙣𝙚𝙨𝙨𝙚 𝙥𝙤𝙣𝙩𝙤-
Tributos.
Poderes que se surgem quando uma pessoa querida morre, e seus últimos desejos vão para o sobrevivente.
À primeira vista, parece ser uma coisa boa, uma lembrança de o que um dia foram momentos bons.
Mas quando você só tem boas lembranças enquanto se afoga no sofrimento quase eterno da depressão, isso parece mais uma Dívida do que Tributo.
Noah é lembrado diariamente disso, com arrependimentos do passado e a desgraça de seu Tributo, que estava do outro lado do quarto.
Olhar para a arma lhe trazia frustação por não conseguir se matar, mas ele não se sente forte o suficiente para desviar o olhar, não era como se tudo fosse melhorar se ele fizesse mesmo.
Noah se contorce na cama para poder pegar o cobertor que estava jogado no chão, mas a consequência rapidamente vem quando seu abdômen grita em dor pelo a posição infernal, ele já tinha esquecido que a batalha contra o Diego resultou em certas dores.
Uma fratura nas costelas, hematomas e dores internas, sua costa também estava roxa, claro, o rifle fez um bom trabalho em impedir que Noah morresse, mas ele ainda tomou um puta sacode.
Noah se sentia bem melhor agora, mas quando a luta tinha acabado e a adrenalina passado, ele tinha desmaiado de cansaço, vamos dizer que quando se come nada além de hambúrgueres e nem se exercita, você fica… fraco.
Ele fez um barulho de clique com a boca quando pensou na palavra fraco, sabia o que ele mesmo era, mas ainda doía um pouco pensar que ele poderia ter sido melhor se tivesse se cuidado por esses anos ao invés de apodrecer no quarto…
Claro, Noah poderia quebrar o ciclo a qualquer momento, mas não era como se ele quisesse mesmo.
Respirando fundo, Noah conseguiu se distrair um pouco da sua própria cabeça, assim percebendo o cheiro de cigarro no ar.
Cigarro?
Ah, Kaleb, sim, ele se mudou para o seu apartamento, tinha se esquecido disso, já tinha se acostumado á ficar sozinho, então era um pouco novo ter pessoas em sua casa de novo.
Noah se forçou para levantar da cama, botou sua dogtag e tentou sair do quarto, de primeira tinha tentado andar com tranquilidade para não mexer em qualquer parte dentro dele que tivesse deslocada, mas depois de um tempo ele só ignorou a dor e foi até a sala.
Kaleb se apoiava no fim da bancada da cozinha, fumando uma enquanto esperava o café terminar de coar.
“Noah! Bom dia comparsa.” Kaleb deu uma última tragada antes de pisar no cigarro duvidoso, começando a andar na direção de Noah. “quer café? Fiz um pouco”.
“não tá muito cedo pra fumar?” Noah tossiu um pouco com o cigarro, mas continuava sem reclamações.
“Já são 10 horas man, ta podendo.” Kaleb botou o seu braço ao redor dos ombros de Noah, assobiando alguma música no processo.
Noah cambaleou um pouco, Kaleb não tinha intenções de matar Noah, mas o tributo de Kaleb ainda teria um efeito, mesmo que pequeno, em Noah.
O meio abraço não durou muito e Kaleb soltou Noah para voltar para a garrafa de café, percebendo que já tinha sido coado, ele fechou a garrafa. “Sabe, quando eu fui fazer café percebi que não tinha nada aqui, tipo, nada- tive que ir no mercadinho comprar comida, porquê, sabe, não tinha NADA.” reclamava enquanto derramava um pouco de café em um copo que achou por aí.
A única resposta que teve foi um silêncio absoluto e uma encarada “vai tomar café.”
Noah se virou para a sala e se deitou como um trabalhador depois de um dia cansativo e jogou o cobertor de Kaleb para o outro lado do sofá. “Sem fome.”
“Mas tu não comeu nada.”
“Não tenho muito apetite…”
A única resposta que Kaleb deu foi se sentar do lado de Noah no sofá, tomando seu café aos poucos.
“Ah é, eu enchi as gavetas de comida, qualquer coisa só procurar, tentei deixar tudo à mostra pra não confundir, afinal, a casa é sua.” Kaleb dava algumas pausas para tomar seu café.
Noah não sabia se cigarro com café era um bom café da manhã, queria testar um dia. “Eu não faço comida.” quando acabou de falar, tinha fechado seus olhos, planejando dormir um pouco para compensar a noite que mal descansou.
“Isso explica porque não tinha nada, parecia que tu tava passando fome.”
“... Eu não passo fome… Eu só peço comida.”
“Todo dia???”
“Mhm…” as falas de Noah ficavam mais lentas a cada segundo, ele já nem entendia oque o Kaleb falava, e não demorou muito para ele dormir.
Noah só acordou quando sentiu algo sendo jogado do lado dele, e quando abriu os olhos com um susto, viu Mortuus jogando o drogado no sofá.
“Ah…”
“Bom dia…”
“É quase meia noite, mas ok.” Mortuus deu uma única olhada para Kaleb, tendo certeza que ele estava melhor, para depois olhar para Noah. “suas feridas estão bem?”
Noah coçou seus olhos, tentando ao máximo entender a Mortuus. “Mhm…”
“Está tomando os remédios?”
“Remedios..?”
“Os de dor, Noah.”
“Ah… sim.”
Mortuus olhou para Noah com seu rosto irritado, que já era de costume. “Não vamos ter essa conversa, eu vim aqui te falar algo.” cruzou seus braços, deixando uma mão de fora para mexer enquanto explicava “Basicamente, você vai continuar de fora só por mais um dia, mas, oque eu queria falar era algo que Kaleb mencionou.”
“Nós, usuários de tributos, sempre temos a lembrança de nossos queridos…” Mortuus olhava para o fundo dos olhos de Noah, com um tom sério que Noah queria poder levar da mesma forma. “Então não culpo sua depressão, mas também não quero que você continue apodrecendo nela, na CIF temos psicólogos, já que o tributo em si é sobre a perda…”
Mortuus jogou um pedaço de papel em Noah, pegando ele, tinha um número e a logo da CIF, um cartãozinho, na verdade.
“Ou sei lá, fala com o Kaleb, só não deixa isso te consumir, ok?”
Com a sua mensagem passada, Mortuus foi até a porta, só parando para falar mais. “Ah, e cuida do Kaleb, tá? Melhoras.” e foi embora.
Noah olhou para a porta por um bom tempo, depois para o número no papel, não sabia o que que Mortuus queria que ele fizesse…
Noah jogou o cartão na mesa de jantar, bem, tentou, com a distância que tinha, o cartão caiu no chão e Noah certamente não iria pegar de volta, o que iria fazer é voltar para o seu sono.
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Noah acordou no meio da noite, chutaria ser uma da manhã.
Ele planejava ficar alí até amanhecer, mas seu estômago foi mais alto, e para prevenir um rifle forçando ele à comer, Noah decidiu se levantar para pegar algo.
Normalmente ele iria andar pelas ruas para ver se tinha alguma loja que atendesse nesses horários, ele sabia que tinha. Mas se lembrou que Kaleb falou que tinha feito compras, o que, pela primeira vez, foi grato, não teria que se esforçar muito.
Antes de se levantar, um ronco o lembrou que Kaleb ainda estava no sofá com ele, Pelo visto ele era uma pessoa de sono pesado, porque mesmo Noah cutucando sua bochecha, Kaleb não se mexia e continuava roncando.
Noah continuou olhando para Kaleb enquanto dormia, Kaleb nem parecia o próprio Kaleb, afinal, quando acordado ele ou fumava, ou sorria com aqueles dentes de tubarão.
Noah só foi para a cozinha quando seu estômago roncou de novo.
Abrindo a gaveta da cozinha, Noah se deparou com ela mais ou menos cheia, o suficiente para duas pessoas, com coisas variadas, um pacote de açúcar, café em pó, tapioca, ovos, leite…
Noah não prestou atenção em nada mais, procurou a coisa mais fácil de se fazer e pegou um miojo.
Pegou a primeira panela que achou e jogou água junto com o miojo, se surpreendeu que se lembrava de como preparar um e ligar um fogo.
Encostou suas costas nas gavetas fechadas e esperou o miojo ferver alí mesmo, olhava para seus pés e suas mãos como se visse eles pela a primeira vez, contando as pintas e contornando o jeito que seus ossos apareciam tão facilmente.
Não demorou muito até que o miojo estivesse pronto, na verdade, foi mais rápido que ele esperava.
Noah se levantou do chão e olhou para a panela com o miojo, vendo a água borbulhar, sabia que não iria funcionar, então não tentou, só abriu o pozinho pra colocar no miojo e comeu. (Ele queimou a boca por tentar comer rápido demais, mas isso deixamos no off)
Com Noah alimentado, o que restou foi uma panela suja, que ele deixou na pia com intenção de lavar de manhã.
Noah se virou à porta que levava ao seu quarto, deu uma olhada no sofá e foi para o quarto, para sua cama, e se deitou lá.
(Desenho da cena do Noah esperando o miojo)

E tbm o mapeamento da casa do Noah 😃
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