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— Aff, essa lixeira caiu o Wi-fi de novo!! — o rapaz de cabelos azulados reclama do balcão da sua mesa, se assustando de leve ao ver Agrona se aproximar. Ela tem uma expressão no rosto que imediatamente o faz sentir os pelos arrepiados.
— Que foi?
— O banco de dados da empresa..sumiram uns 7 meses..
O estômago de Ariel despenca e ele consegue sentir nitidamente quando sua pele fica mais fria que antes. Nicholas se junta a eles.
— Vão matar a gente, não acredito..
— Ariel. — Agrona parece ter muitas emoções dentro de si ao mesmo tempo, mas contém a voz, o tom um pouco mais firme que o normal. — Você clicou em alguma coisa suspeita usando o computador da empresa?
— Eu!?— não, eu..bom..
— ARIEL!
— TÁ, TÁ, eu vi ingressos pro show da Laufey e..não dava tempo de chegar em casa.
— Puta que pariu. — Nicholas joga os braços pra cima, andando no mesmo lugar. — Eu não posso perder esse emprego, agora que consegui comprar minhas coisas..
— E eu tô mobiliando meu apartamento, tá?! Vai me dedurar, por favor não, a gente é amigo!
— Calma, sem surto! — Agrona intervém, suspirando forte. — Vamo resolver isso. Você fica aqui. — os dentes rangendo para Ariel. — Vamo ver o que o chefe vai fazer sobre, deve dar pra recuperar..
— Se o Wi-Fi demorar muito… — Nicholas começa, se afastando e coçando a nuca.
Ariel esfrega o próprio rosto, depois vê uma notificação no próprio celular. Seus olhos ganham um brilho genuíno, e ele esconde o aparelho na mesma hora, receoso de que algum colega de trabalho tenha visto a mensagem que um número desconhecido acabava de lhe enviar:
“Valeu por ter caído, trouxa, agora vou curtir o show no seu lugar!”
— Filho da—
Os berros do chefe da empresa o fazem saltar da cadeira giratória.
