Work Text:
Após se assumir para seus familiares, Illi Mcmillin é expulsa de casa, deixando seu lar com apenas uma mochila com seus itens mais importantes.
Desesperada, a garota vai à porta da casa de Frank Iero, seu namorado, e bate a janela de seu quarto, buscando a atenção que eventualmente lhe foi cedida.
O garoto, com uma camisa velha do smashing pumpkins, vai até a janela com uma expressão de pura preocupação estampada em sua face após ver sua amada com uma feição abatida na sua janela em meio à noite escura
- Meu bem, o que houve?! Callma, vou abrir a porta da frente, aqui dentro você conta.
Assustada com a pegunta - inesperada pela mais alta - Illi simplesmente acena afirmativamente e anda em direção à entrada da frente.
Após abrir a porta com um puxão desesperado, Frank abre os braços, convidando a garota para um abraço.
Ela se joga e derrete nos braços do mais baixo, começando a chorar baixinho na curva de seu pescoço, consequentemente encharcando a gola da camisa.
-Vamos entrar e ficar no meu quarto, ok? - Ele diz enquanto fecha a porta com o pé descalço, sem expectativa de resposta.
Após colocar Illi em cima de sua cama e trancar a porta, o garoto senta de frente para ela e segura as suas mãos trêmulas, iniciando um exercício de respiração logo em seguida, na esperança de acalmar sua amada, oque não acontece.
Tentando disfarçar seu desespero, ele levanta a cabeça e segura o rosto pálido, secando as lágrimas da garota e logo em seguida sobindo em seu colo, abraçando-a.
-Tudo bem, pode chorar o quanto precisar. Eu tô' aqui com você. - ele diz colocando a mão gelada em sua nuca e levando sua cabeça em direção à curva de seu próprio pescoço pois sabia que ela gostava do lugar
-O-obrigada -diz em meio à um soluço alto, forçando seus olhos contra a pele alva.
Os dois ficam assim por 15m, tempo suficiente para Illi chorar e se recompor, agora estando face-a-face com o garoto de cabelo esquisito.
-Eu contei sobre minha identidade de gênero aos meus pais enquanto fazíamos o jantar, e eles basicamente me convidaram a me retirar. Minha mãe gritou "Debaixo do meu teto não, seu vagabundo." E eu saí correndo em direção ao porão enquanto chorava, joguei algumas coisas na bolsa e vim. Me desculpa, vou entender se não puder ficar, tá tudo bem.
Com os olhos marejados, Frank dá um beijo na testa da garota e aperta o abraço, na tentativa de causar mais conforto.
-Não se preocupa, você pode ficar aqui. Minha mãe com certeza vai aceitar ficar com você, só precisamos falar com ela amanhã, ok? Eu sinto muito por tudo o que aconteceu, mas agora vai ficar tudo bem.
Ela sorri, derramando lágrimas, mas dessa vez de felicidade. A feição carregada de esperança com um belo brilho nos olhos verdes caídos
-Muito obrigada, muito obrigada mesmo, eu te amo. Você é o melhor namorado do mundo. Eu estaria fudida sem você aqui comigo.
-Muito- apertado...Tá' sufocando
A fala de Frank a faz perceber que ela, empolgada, exagerou no aperto, afrouxando o abraço logo em seguida.
-Desculpa
-Tudo bem, você quer tomar um banho pra' relaxar e ir dormir?
-Vamos, por favor. Eu definitivamente preciso de um banho agora.
Eles levantam e Frank pega duas toalhas em seu armário, jogando uma em seu ombro e colocando a outra com cuidado no de Illi, oque arranca uma risinho da mesma, achando fofa tamanha gentileza.
Ambos entram no banheiro e ela percebe que esqueceu seu sabonete, voltando ao quarto em passos rápidos para buscar. Com a mesma velocidade ela volta e coloca a toalha no apoio da parede, logo arrancando sua blusa velha do Sonic.
Enquanto isso, Frank entrava no box, ligando o chuveiro e dando pulinhos para trás, como reação à água gelada, arrancando uma gargalhada da mais alta que tirava os crocs para se juntar a ele.
Apontando para o painel, o garoto pede para que ela ajuste a temperatura da àgua, já que ele não alcança.
-Malditos 1,49m
-Morro de ódio de quem teve a ideia de colocar "inverno" e "verão" como medida da temperatura, isso nem faz sentido.
-Verdade, linda. Eu não faço ideia doque você tá' falando, mas se você disse eu concordo.
Ela abre o chuveiro dando uma pequena risada graças ao comentário e logo o dá a mão, convidando-o para se lavar primeiro.
Lavando o rosto com brutalidade, o mais novo arranca o piercing de seu nariz, oque a deixa assustada.
Revirando os olhos Illi estende a mão aberta, pedindo o sabonete de Frank, que entrega dando um sorriso radiante.
Após lavar seu corpo, ela o abraça em baixo do chuveiro, um gesto de carinho em meio à àgua morna que caia sobre seus corpos tensos, os relaxando e levando embora o suor derramado devido ao medo.
Por um minuto, eles ficam assim, como se estivessem sozinhos no mundo. Um momento de paz sem igual, talvez o melhor minuto de suas meras existências.
Voltando à realidade, Frank se desvencilhia do abraço caloroso, beija a testa da garota nas pontas dos pés e pega as toalhas, entregando uma a ela e se enrolando na outra.
Cheirosos, eles saem do box e escovam os dentes, logo em seguida abrindo a porta do banheiro abafado e indo direto para a cama.
-Você trouxe roupa?
-Trouxe sim, mas pra' dormir só tenho uma camisa e uma cueca, tudo bem pra você?
-Tudo bem. Se você sentir frio, as calças ficam na última gaveta do lado esquerdo e as meias no cesto ao lado da cômoda.
Ela agradece e dá um beijo na bochecha dele, se direcionando à mochila e pegando uma camisa surrada do queen e uma box branca manchada de tinta azul.
Ele veste uma cueca vermelha e uma camisa de mangas cumpridas com estampa de cachorrinho.
Ambos deitam na cama em posição fetal. Cara-a-cara eles se encaram, dão sorrisos bobos e risadinhas, prestando atenção à cada detalhe, como se quisessem gravar na memória cada detalhe do lindo rosto.
Com muito cuidado, como se ela pudesse quebrar a qualquer momento, Frank a puxa e dá início à um beijo calmo e apaixonado, que termina com a garota pegajosa enchendo o rosto dele de beijinhos.
Eles dão risadas fofas e Illi se afasta um pouco, só para brincar com o alargador na orelha do menor. Eventualmente, ela descobre que consegue colocar o mindinho lá dentro, oque não passou despercebido pelo dono da orelha.
-Você tá' dedando o meu lóbulo?
Ele arranca uma gargalhada sincera dela, que resolve dar um basta no momento bobo devido ao quão absurda aquela frase soava.
-Chega, vamos dormir. Boa noitinha, frankie
Ela diz e puxa o garoto para perto, o encaixando em seu peitoral.
-Boa noitinha, Mcmuffin. Sonha comigo!
Illi é a primeira a dormir, cansada. Ele a olha de baixo e começa um carinho em suas costas.
-Eu te amo tanto.
Ele continua o carinho até cair no sono, finalmente relaxando após tanto se preocupar com a amada.
