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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-07-22
Updated:
2026-09-13
Words:
21,271
Chapters:
11/?
Comments:
16
Kudos:
27
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2
Hits:
552

Condenada a Você

Summary:

Após passar cinco anos em uma prisão de segurança máxima, Ada Wong ganha a chance de cumprir o restante de sua pena em regime domiciliar. Todavia, para conquistar a liberdade condicional, a espiã precisa de uma residência fixa e de um tutor legal. E apenas uma pessoa aceitou assumir essa responsabilidade.
A femme fatale, que sempre esteve acostumada ao luxo e à agitação das grandes cidades, agora se vê obrigada a se adaptar a uma nova e pacata realidade no campo. E o pior: ela está condenada a passar os próximos três anos presa a Leon Scott Kennedy.
Dessa convivência forçada entre a espiã e o agente secreto será que haverá chance para o amor desabrochar?

Notes:

Aqui no Brasil estou participando de um Evento no +Fiction (antigo nyah), cujo o tema envolve romance que se passa em cidade do interior, ou fazenda. Aí inventei essa história usando como protagonistas Leon e Ada. A trama será bem simples: Ada (a espiã de origem chinesa) precisa cumprir a sua pena em regime domiciliar enquanto Leon (o agente do governo americano) se torna o tutor dela e ambos precisam conviver na mesma casa de campo. Será que isso vai dar certo?

Chapter 1: A Condenação

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

 

Ada sempre teve a habilidade de fugir sorrateiramente, sem deixar rastros. Rápida, letal, charmosa, esperta, manipuladora e sempre um passo à frente de todos. Mas, houve um momento em que ela falhou e acabou sendo pega por Chris Redfield e a BSAA. A espiã foi capturada e levada para a prisão.

 

Como a BSAA conseguiu capturar Ada Wong? Graças a vingança de Albert Wesker.

Tudo começou porque ela traiu o bioterrorista ao desobedecer a sua ordem e não matar o agente do governo chamado Leon Scott Kennedy e também por não entregar a amostra com o parasita Las Plagas para o vilão.

 

Ada percebeu que nem pelo maior dinheiro do mundo, não valia a pena vender a sua alma para o diabo. E o diabo no caso era o próprio Albert que queria ser um deus e, perversamente, dominar a humanidade.

 

Após trair o grande vilão que não poderia ser facilmente derrotado, seu próximo passo foi desaparecer por um tempo e se aposentar da espionagem. Entretanto, não dava para viver uma vida inteira só se escondendo.

 

Ada queria fazer alguma diferença. Foi, então, que surgiu uma ideia: Mesmo nas sombras, ainda de forma anônima, a espiã se tornou uma informante para o próprio Leon e até para a BSAA, usando o codinome de Senhorita ESCARLATE.

 

— Então, senhorita Escarlate... quando vamos... nos conhecer pessoalmente. — A voz de Leon soava meio hesitante e ansiosa pelo comunicador.

 

— Eu acho que... a nossa relação à distância... é mais divertida — Ada respondeu, sedutoramente, enquanto usava seu gancho para alcançar o prédio mais alto.

 

— Você é tão misteriosa. Me fez lembrar uma pessoa.

 

— Quem é ela? — A espiã finge não saber de quem se trata. Enquanto espera pela resposta, para na beirada do prédio e observa pelo binóculo a movimentação da equipe do capitão Redfield se aproximar da tal área, onde Wesker havia sido rastreado pela última vez.

 

— Ela é uma mulher fatal... do tipo que você nunca deve confiar — Leon desabafa, sem imaginar que está falando com a própria espiã que o enganou em Raccoon City e que ele ainda achava que continuava trabalhando para Wesker.

 

— Nossa, você parece muito rancoroso! — Seu tom é provocativo. — Ela partiu seu coração, ou feriu o seu ego de macho alfa? — E de repente se distraiu com aquela conversa, por um instante esquecendo da missão.

 

— Nossa, agora você foi cruel! — O som do riso dele era contagiante. — Vamos fazer assim... se pegarmos o Wesker hoje, eu te pago um jantar. Você escolhe o lugar. — Não houve tempo de resposta porque Chris logo entrou em contato com Leon.

 

Ada ficou esperando pelo retorno de Leon, começando a sentir um mau pressentimento. Ela volta a observar o local. E, subitamente, há o barulho de uma explosão vindo do lugar onde o agente americano estaria.

 

 

— Ah, não, não, não! Leon fala comigo! — ela grita impaciente, mas só há um silêncio perturbador, sombrio.

 

Parece que era uma armadilha. E a situação piora, pois logo Ada vê um vulto passar por ela. Naquele momento sente um sentimento de urgência e perigo.

 

— Você achou mesmo que podia fugir de mim? — Ao ouvir aquela voz, ela sente um arrepio horrível.

 

Não tinha a menor chance de vencer aquele sádico que possuía, praticamente, poderes sobre-humanos. Ainda assim, tentou usar tudo o que tinha contra o vilão.

 

Albert Wesker se divertia vendo-a como uma presa encurralada tentando lutar contra ele. Se ele quisesse, com um simples estalar de dedos, a jovem espiã estaria morta.

 

— Ei, seu psicopata, por que não luta com alguém do seu tamanho?! — Leon troca um olhar com Ada que logo é jogada no chão como se fosse um objeto qualquer.

 

— Até que enfim nos conhecemos, Kennedy. — Wesker então se move tão rápido e imparável. Os dois homens lutam. Armas de fogo não eram eficientes, nem granadas, a faca conseguiu causar um susto quando atingiu um dos olhos vermelhos do vilão. Ainda assim isso só fez ele revidar com mais fúria e violência.

 

Ela nunca esqueceria o barulho de algum osso se quebrando e o grito horrível de agonia de Leon.

 

Surpreendentemente, o agente americano surgiu e arriscou a sua vida para salvá-la e quase morreu no processo. Em contrapartida, Ada não fugiu. Como poderia fugir e abandonar aquele homem?

 

— Wesker! — ela grita e depois faz algo que a faria se sentir humilhada e fraca diante do inimigo: a espiã se vê suplicando. — Por favor, não mata ele! Você já conseguiu a sua vingança.

 

— Tudo bem. Fique com o seu cachorrinho! — Wesker havia a provocado. O pior era que o vilão naquele momento já havia percebido que Leon era o ponto fraco da Femme Fatale.

 

Conclusão: Chris Redfield e sua equipe também chegaram sedentos por acabar com o vilão, no entanto, o psicopata tinha outros planos. Ele conseguiu fugir, deixando Ada Wong para ser punida em seu lugar.

 

Wesker teve a sua vingança perfeita. Ele sabia que Ada não temia morrer, o maior medo dela era perder a sua liberdade.

 

 

— Ada Wong, você está presa! — Dessa vez, ela se rendeu, cansada de lutar. — E eu espero que você apodreça na cadeia. — Enquanto Chris algemava os seus pulsos, a dama de vermelho foi levada para longe do agente americano que estava muito ferido e inconsciente.

 

O destino dela agora estava nas mãos da justiça. Ada Wong poderia pegar perpétua e no final poderia morrer na prisão.

Seis meses depois de sua prisão, chega o dia do seu julgamento.

 

***/ /***

 

Leon levou meses para se recuperar do confronto com o bioterrorista. E assim que soube sobre o tal julgamento de Ada Wong, ele resolveu que precisava fazer algo para ajudá-la, mesmo que indiretamente, portanto, contratou um dos melhores advogados para defendê-la chamado Frank Sullivan.

O caso dela era difícil, mas conseguiram juntar algumas provas que comprovassem que a mulher já não trabalhava mais para Albert Wesker e que estava trabalhando como informante do agente Kennedy em algumas missões. Aliás, o testemunho corajoso do próprio Leon foi decisivo para definir a sentença da espiã. Além disso, ela fez um acordo de cooperação que beneficiaria o próprio governo. Isso foi importante para a redução de sua pena.

 

Portanto, Ada Wong acabou pegando 12 anos de prisão pelo seu envolvimento com espionagem industrial, roubo de vírus letais e associação com criminosos como Albert Wesker. Mas, a verdade era que o governo estava sedento para arranjar um culpado. E ela era perfeita para assumir essa culpa.

Ada passa cinco anos cumprindo sua pena em regime fechado em uma penitenciária de segurança máxima. E não foram tempos fáceis. Além de perder a sua liberdade, a espiã sofreu ameaças constantes e escapou da morte algumas vezes.

 

Havia gente querendo a sua cabeça, mas a mulher era forte e não se calou, ou paralisou diante das ameaças. Corajosamente, fez Delação Premiada e revelou dezenas de informações e segredos de outras corporações farmacêuticas rivais da Umbrella. Ela negociou esses segredos.

 

Um dia seu advogado surgiu com duas boas notícias. A primeira era que seu pedido de Redução da Pena havia sido aceito, graças ao seu bom comportamento e a sua colaboração contínua que tem ajudado no combate ao bioterrorismo.

 

— Sua pena será reduzida para 8 anos, senhorita Wong.

 

— Isso é ótimo! — Ela fingiu um entusiasmo. — Isso significa que... só tenho que aguentar mais três anos nesse inferno. — A cada ano que passava ali parecia uma eternidade.

 

— A segunda boa notícia é que... você vai cumprir os três anos em prisão domiciliar.

 

— O quê? — Ada se aproximou da parede de vidro que os separava e encarou o Sullivan incrédula.

 

— É claro que teremos que ajustar algumas coisas.

 

— Tipo?

 

— Você precisará de uma residência fixa e um tutor. — o advogado falava segurando o telefone numa mão e os papéis na outra. — Sei que você não tem nenhuma casa aqui nos Estados Unidos e também não tem família.

 

— Isso será um problema? — Ela franze a testa ficando emburrada.

 

— Na verdade eu já consegui resolver tudo. Consegui uma residência fixa e... um tutor que vai se responsabilizar por você — Sullivan vai explicando tudo calmamente, ao passo que a detenta apenas vai ouvindo e refletindo em como seria a sua vida fora dali. — Claro que você terá que obedecer regras, não passar dos limites e... não pode fugir em hipótese alguma, ou...

 

— Eu volto para prisão. — Ela ironiza. — Não se preocupe, eu juro que serei uma boa menina.

Em seguida, o advogado começa a preencher os papéis para a condicional dela.

 

***/ /***

 

Na semana seguinte, ela sai da penitenciária, aliviada por se livrar daquele macacão alaranjado e podendo vestir roupas limpas que nem pertenciam a espiã. A aparência dela estava horrível, seus cabelos estavam compridos, com pontas duplas e ressecadas, sua pele sentia falta de seus cremes caros e perfumes.

 

Ada já não era mais aquela mulher fatal e não podia mais ter aquela vida de luxo que a espionagem lhe proporcionava. Ela estava livre, mas ao mesmo tempo não estava. E sua situação ganharia mais uma reviravolta inesperada.

 

Assim que os portões se abrem e ela sai há alguém lhe esperando parado ao lado de um Porsche. Ele estava usando jeans, jaqueta de couro, botas e um chapéu de cowboy. E, o mais importante de tudo, não estava usando mais uma cadeira de rodas.

 

— Mas... o que você está fazendo aqui? — Ada ainda está o encarando em choque por vê-lo ali bem, saudável, forte e mais bonito do que se lembrava.

 

— Vim para levá-la para a sua nova casa — ele sibila com sarcasmo abrindo a porta do carro. — Uma linda casa de campo! Aliás, você gosta da vida na fazenda? — Leon continua a provocá-la.

 

Droga! Ela estava sem saída. E pior: estava Condenada a viver os próximos três anos, presa a Leon Scott Kennedy.

E, dessa vez, Ada Wong não poderia fugir.

 

 

 

 

 

 

 

 

Notes:

E aí, o que acharam desse primeiro capítulo?