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Uma manhã comum de um dia comum. O calor que o sol proporciona nos corpos na cama faz com que a necessidade de se refrescar fique cada vez maior, mesmo em estado de sono profundo.
Tom acaba sendo o primeiro a despertar.
A primeira coisa que lhe vem à visão é o rosto pacífico de Wade, respirando baixinho conforme mergulha em sonhos e limbos escuros de inconsciência. A boca do garoto está levemente aberta, um fino rastro de saliva marcando a fronha do travesseiro.
Tom sente o próprio rosto esquentar ao ver o namorado de uma forma tão fofa.
Sorrindo de leve, ele se aproxima um pouco mais, tomando todo o cuidado do mundo para que Wade não acorde. Ele escuta os pequenos resmungos sonolentos do outro, tão adoráveis quanto o ronronar de um gato.
Assim que chega perto o bastante, Tom se vê de frente para os lábios de Wade, mas hesita antes que possa beijá-lo.
Acontecia com frequência. Nunca podia ir até o fim em uma primeira tentativa de ter intimidade com o namorado, sua timidez o impedia todas as vezes. Mesmo assim, o amor que sentia naquele momento era tão grande que fazia a cabeça dele girar.
Antes mesmo que raciocinasse direito, porém, ele é surpreendido pelo olhar de Wade. Ficam se encarando por alguns segundos, confortados pelo peso um do outro nos dois lados da cama.
— Bom dia. — Tom sussurra, corando.
Wade percebe a distância — ou falta dela — entre eles e fala:
— Vem, anda.
Com sua voz um tanto mais grossa e arrastada pela preguiça matinal, Wade acaba por deixar Tom ainda mais envergonhado que antes. Quando nota o embaraço do seu namorado, Wade suspira e diz:
— Bom, se você não vai fazer isso, então eu faço.
E sela seus lábios, arrancando um suspiro aliviado de Tom, os dois se abraçando na cama naquela pacata manhã comum.
