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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-08-11
Words:
3,289
Chapters:
1/1
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3
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55
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822

Eduarda ao quadrado

Summary:

Eduarda tinha uma vida perfeita: um trabalho que amava, bons amigos e Lorena, a mulher com quem pretendia passar o resto da vida. Até que uma nova barista aparece no bar onde sua namorada trabalha e, para piorar, ela também se chama Eduarda.

ou

Onde Eduarda surta de ciúmes por causa de outra Eduarda loira e peituda.

Notes:

Minha primeira fic aqui no ao3 e primeira fic loquinha. Espero muito que gostem e se tiver erros eu agradeço se me reportarem!
NÃO DEIXE LOQUINHA MORRER NÃO DEIXE LOQUINHA ACABAR!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Eduarda sai tarde da delegacia. Houve uma operação que acabou acontecendo antes do esperado. Nada muito perigoso, estavam investigando o roubo de uma estátua e haviam recebido uma denúncia anônima no final da tarde daquele dia. As buscas pelo ferro velho na chacrinha não haviam dado em nada, e mais uma vez, se encontrava no mesmo lugar mesmo depois de meses de investigação. Já tinha quatro meses que ela e Lorena decidiram morar junta sob o mesmo teto. Para a ruiva, ela estava vivendo o momento mais feliz de sua vida. Apesar da investigação difícil de ser encerrada sobre o roubo da estátua, estava feliz com seu trabalho, tinha bons amigos e estava morando com a mulher que pretendia passar o resto da vida. Nada poderia dar errado em seu mundinho. Né?

Aproveitando que saiu tarde da delegacia, Eduarda passa no bar para buscar Lorena e irem juntas para casa. Era perto da meia noite e o bar estava com burburinhos baixos e poucas mesas ocupadas. Os garçons estavam com uma cara que entregava o cansaço físico e certamente estavam contando os minutos para irem embora. Eduarda adentra mais o local e seus olhos param no balcão, onde Lorena enxugava com um pano os copos recém lavados. Estava com um semblante casado devido ao trabalho do dia, mesmo assim, Eduarda acredita que Lorena, mesmo cansada, é a mulher mais bonita daquele bar. Talvez do mundo todo. Ela faz uma nota mental para dizer isso à morena assim que ficarem a sós. Sem perceber, Eduarda sorria ao observar a namorada de longe, mas o seu sorriso morre aos poucos, assim que percebe uma presença nova pairando em torno da morena. Loira, alta, com lábios carnudos e um batom desnecessariamente vermelho. Seus seios eram grandes e redondos demais para serem naturais. A maquiagem forte chamava atenção para os olhos azuis incrivelmente claros que ela possuía. Ela diz algo que faz Lorena rir baixo. A mão da loira toca o braço da morena por um breve segundo. Não era nada exagerado, era uma interação normal, mas que faz algo estranho se mover no peito da policial. Ela finalmente sai do lugar que estava desde que chegou e se aproxima do balcão onde a namorada estava. A loira sorri ao notar a presença da ruiva.

— Desculpe, querida. Mas estamos fechando agora — ela sorri educada para Eduarda.

Na mesma hora, a morena leva seus olhos até os da ruiva e seu sorriso se alarga quase que instantaneamente.

— Amor, saiu agora da delegacia? — ela se aproxima da namorada, ainda atrás do balcão.

— Sim, tivemos um pequeno imprevisto — a ruiva diz, mas o clima fica com aquela tensão de que ainda faltam peças a serem encaixadas.

— Ah! Me desculpa — ela coloca o copo que estava secando junto com os outros — Amor essa é a nova barista, ela começou hoje — Lorena olha para a loira que estende sua mão para Eduarda.

— Prazer, meu nome é Eduarda — a loira diz. Por que isso é estranho? É normal! Existem milhares de outras Eduarda’s no mundo – pensa a ruiva.

— Que coincidência, eu sou Eduarda também — a policial diz com um riso sem graça, ainda sem saber como lidar com a presença de outra Eduarda.

— A Duda é minha namorada — Lorena esclarece assim que o silêncio se fez presente entre as três mulheres.

— Quase esposa, na verdade — a policial corrige — Moramos juntas — Eduarda sente uma necessidade quase física de deixar bem claro que Lorena já possuía uma Eduarda em sua vida.

— Vocês fazem um casal lindo — a loira diz sorrindo, enquanto passa seu olhar de uma para outra. Talvez demorando um pouco mais em Lorena.

— Obrigada — Lorena sorri honesta com o elogio.

— Vamos, amor? Estou bem cansada. Quero chegar em casa, tomar um banho quente e ficar de chamego com você — ela diz fazendo o biquinho que costuma fazer quando quer que a namorada faça suas vontades.

— Sim, só estou terminando de arrumar as - Lorena é interrompida pela Eduarda (a loira).

— Pode ir, Lô — Eduarda engole em ceco — Eu assumo daqui.

— Tem certeza? — a mais alta pergunta com um certo receio.

— Absoluta! Você já me ajudou muito hoje — a loira reforça de forma convincente.

— Tá bom, então. Obrigada por isso — ela segura a mão da loira entre suas mãos, já parando ao lado de Eduarda. O gesto dura poucos segundos, mas foi o suficiente para os músculos do corpo da Eduarda enrijecerem.

— Então vamos! — Eduarda agarra a cintura da morena — Prazer em conhecer — ela diz já em direção à porta, com a morena em seus braços.

— Prazer! — é o que se escuta do lado de fora do bar, já que elas estavam praticamente correndo para o carro.

— Que pressa, amor — Lorena comentou quando a ruiva se sentou no banco de motorista da T-Cross branca, que agora pertencia ao casal.

— Só estou cansada, gatinha — ela pisca um olho para a morena torcendo para que ela não se estenda no assunto. A morena aperta sua coxa olhando para frente.

— Gostou dela? — a morena pergunta quando o carro para em um sinal.

— De quem? — Eduarda sabia de quem, mas precisava ganhar tempo para formular uma resposta.

— Da Duda... da outra Duda — ela se atrapalha ao dizer — Isso vai ser confuso — a morena sorri divertida.

— Ah, ela — Eduarda deixa que um momento de silêncio incômodo preencha o ambiente — Achei ela legalzinha — diz como se não se importasse o suficiente com isso.

— Legalzinha? — Lorena pergunta com o cenho franzido.

— É, tipo... Sei lá. Achei ela bem padrão — a ruiva da de ombros, voltando a dirigir agora que o sinal abriu.

— Padrão — Lorena repete a última palavra de Eduarda, testando o som.

— Você gosta? — a ruiva acrescenta.

— Se eu gosto do que?

— De padrão — Lorena percebe Eduarda apertar o volante com uma força completamente desnecessária.

— Que pergunta é essa, Eduarda? — ela questiona, mas não consegue esconder o fundo divertido daquilo.

— É uma pergunta normal ué — se defende.

— Sabe... — ela aproxima sua boca um pouco mais perto do ouvido de Eduarda — Eu acho que prefiro as ruivas — ela diz em um tom mais baixo, causando um arrepio na mais velha.

Eduarda solta um riso anasalado e sente seus ombros cederem um pouco — Resposta certa — ela sorri de canto e Lorena acompanha.

O resto do caminho foi fácil. Lorena perguntou sobre a operação e Eduarda contou sobre a busca má sucedida pelo ferro velho. Quando se deitou em sua cama, com Lorena aconchegada em seus braços e distribuindo beijos preguiçosos no seu pescoço, sentiu que a tensão no bar era completamente infundada. Lorena poderia ter uma amiga chamada Eduarda, ela podia ser loira e peituda, não tem problema. Porque no final do dia é nos braços da Eduarda (a original, como a ruiva gosta de pensar) que ela dorme. Com o corpo finalmente relaxado, Eduarda se deixa levar pelo sono, sentindo o perfume de sua mulher inundar suas narinas e relaxar seus músculos, apertando ainda mais a morena contra seu corpo.

A paz de Eduarda em relação à Eduarda durou apenas uma noite. No dia seguinte, passou pelo bar porque estava resolvendo uma ocorrência por perto, e de longe via a loira contando piadas para sua namorada que faltava rolar no chão de tanto rir. Aquilo incomodou Eduarda de uma forma que nenhum de seus chifres adquiridos ao decorrer de seus 26 anos de vida havia incomodado. Como aquela loira oxigenada e peituda ousa contar piadas para uma mulher comprometida? Na sexta-feira, enquanto aguardava Lorena encerrar seu turno, viu a loira levar um copo de água para a morena, avisando que não tinha visto ela se hidratar. Por que diabos ela estava monitorando a hidratação de Lorena? Ela notou que também que toda vez que a falsificada passava por trás de Lorena, esfregava seus grandes airbags nas costas na morena. Tudo bem que pelo tamanho absurdamente grande era quase impossível não esbarrar em algo, mas tinha que serem Lorena?! Na semana seguinte resolveu sair para almoçar mais cedo. Iria até o bar levar a morena para seu restaurante vegano favorito. Quando chegou lá, Eduarda-dois estava perto demais de Lorena, enquanto a mais velha lhe mostrava como preparar um dos drinks do cardápio. A ruiva reparou também que a loira mantinha um contato excessivo com a morena. É realmente necessário tocar os dedos de sua namorada quando for pegar o copo de sua mão? Lorena agora pega um limão da fruteira e com calma, fatia ele ao meio.

— Caramba, Lorena. Você tem mãos tão precisas — a loira comenta assim que Lorena fatia outro limão.

— Com o tempo você pega a prática — ela responde com um sorriso educado, ainda encarando o limão enquanto fatiava uma rodela.

— Acho que é genética. Você tem dedos longos — ela se apoia na bancada um pouco mais perto de Lorena, que parecia completamente avulsa ao flerte descarado. Era um flerte, né?

Como se tivesse disparado um alarme de perigo, Eduarda praticamente voou em encontro à Lorena.

— Oi, meu amor! — a morena diz sorrindo largo assim que nota a presença da ruiva.

— Oi, princesa — Eduarda sempre se derretia com a alegria genuína de Lorena ao ver ela — Tá ocupada? Pensei em almoçarmos juntas — a ruiva diz, ainda ignorando o fato de ter outra Eduarda as observando.

— Oi, Eduarda — a loira se intromete, com um sorriso no rosto.

— Oi — Eduarda respondeu um pouco seca e com um sorriso contido, logo voltou sua atenção para a morena mais uma vez — Então?

— Vamos. Só vou me trocar e pegar a minha bolsa, me espera aqui — a morena caminha para dentro do bar, saindo completamente da vista de Eduarda (ambas).

O silêncio fica pesado demais para duas pessoas que mal se conhecem.

— Pensei em fazer uma festa surpresa — a loira dispara capturando a atenção da policial.

— Ãn?

— Pra Lorena. Amanhã é aniversário dela, esqueceu? — a loira explica.

Esquecer?! Eduarda era literalmente a esposa de Lorena, é claro que não havia esquecido de seu aniversário! Ela só tinha outros planos que envolviam um jantar à dois e um sexo lento gostoso, também à dois.

— Não esqueci o aniversário da minha esposa — ela dá ênfase na palavra — mas já planejei nosso dia. A Lorena não gosta de festa surpresa.

Isso era verdade, Lorena já havia dito à Eduarda e Paulinho que odiava festas surpresas enquanto eles contavam da tragédia que foi a do delegado Jairo. Lorena era uma pessoa calma que preferia o silêncio, um bom filme e poucas companhias.

— Que bobagem! Tenho certeza de que ela gosta — a loira insiste, ainda com aquele sorriso no rosto, que estava começando a irritar Eduarda.

— Eu tenho certeza de que ela não gosta, eu conheço a Lorena inteira — deixou que soasse com duplo sentido de propósito.

— Eduarda! — Lorena chama voltando para o bar.

— Eu! — ambas Eduarda responderam em uníssono.

— A que trabalha comigo — Lorena explica com um ar divertido. A ruiva faz um biquinho mal-humorada e a loira sorri de lado — Se alguém perguntar por mim diz que eu fui almoçar — ela caminha em direção à ruiva que puxa a morena pra perto pela cintura, grudando seus corpos. Ela aproveita a proximidade para deixar um beijo carinhoso na bochecha da morena, simplesmente porque pode.

— Sim senhora! — ela diz divertida e arranca algumas risadas de Lorena.

— Bom, tchau pra quem fica — a ruiva começa a puxar a morena para a saída do bar sem nem ouvir uma resposta.

— Você anda muito apressadinha pro meu gosto — Lorena comenta enquanto a ruiva abria a porta do passageiro para a morena.

— Só estou ansiosa por um tempo a sós com a minha mulher. Não posso?

— Pode — Lorena da um beijo estalado na bochecha de Eduarda e se senta no banco. Eduarda encosta na porta e solta o ar que nem percebeu que estava prendendo.

No dia seguinte, Eduarda estava alheia ao caos organizado que era a delegacia. Com os pensamentos perdidos nos últimos dias, mais especificamente em cabelos loiros ressecados e peitos maiores do que o socialmente aceitável. Ela fica imaginando como está o bar agora, se a Barbie barista tinha arrancado a pele do dedo e pedido pra Lorena beijar pra sarar. Ela tem seus pensamentos interrompidos quando uma bolinha de papel bate em sua cabeça. Ela olha para o lado e Paulinho estava encarando ela com um olhar curioso enquanto analisava a expressão facial da sua parceira.

— Eu não estou ficando louca — ela diz como se já soubesse o que o amigo pensava.

— Eu não disse nada

— Mas pensou

— Juquinha, posso dar um concelho? – ele roda com sua cadeira até estar ao lado da ruiva.

— Vai adiantar eu falar que não?

— Você ta pilhando demais em algo simples

— Simples?! — ela olha para ele indignada — tem outra Eduarda que está praticamente comendo minha mulher em pensamentos

— Você não pode falar isso só porque a Lorena ri das piadas dela

— Não é só por isso, Paulinho. Ela é uma Eduarda, eu sei muito bem o efeito que a Lorena causa em Eduarda’s

— Eu desisto — ele arrasta sua cadeira de volta para sua mesa.

— Se me permite, Juquinha — o delegado diz com o indicador levantado — Eu acho que você tem um ponto

— Viu! — ela aponta para o delegado.

— Ah pronto — Paulinho recosta na sua cadeira observando o fogo se espalhar.

— Você conhece o ditado, de gracinha em gracinha...

— Por favor, nem termine essa frase — Paulinho interrompe o delegado — Juquinha, a Lorena ta na sua. Se essa garota-

— Eduarda — ela completa.

— Se essa Eduarda tem segundas intenções com a Lorena — ele continua — Eu aposto que ela ta nessa sozinha

— Eu sei, o problema é justamente esse. A Lorena parece não fazer ideia que a mulher ta quase de pernas abertas pra ela — ela encosta a testa na mesa, observando os pés.

— Gruda nela, Juquinha. Marca território — o delegado volta a falar — Faz essa loirinha entender que já tem uma Juquinha na vida da menina Ferette

— Pelo amor de Deus, ela não pode nem sonhar que vocês me chamam assim — ela levanta a cabeça da mesa, olhando para os dois homens na sala.

— Do que? Juquinha? — o delegado pergunta e Paulinho começa a rir.

— Delegado, por favor — Eduarda implora ainda não sabe bem pelo que.

— Ala, Paulinho. A Juquinha não quer mais ser Juquinha — ele comenta divertido com o colega.

— Pô, Juquinha! Negando as origens? — Paulinho comenta entre os risos.

Durante a tarde a voz do delegado não saia da cabeça dela.

De gracinha em gracinha...

Eduarda balança a cabeça tentando se livrar do pensamento e da voz irritante do delegado ecoando em seu ouvido. Ela respira fundo e tira a chave da ignição. O plano era simples: buscar a Lorena, levar ela em um restaurante chique, entregar todos os presentes que havia comprado pensando na morena, e comemorar o resto da noite na cama, de preferência sem roupas. Ela entra no bar e a primeira coisa que vê é Eduarda, no centro do bar. As paredes estavam todas enfeitadas de bandeirinhas e balões das cores amarelo e preto. Todos estavam usando um chapéu de aniversário com o tema lufa-lufa. Eduarda tenta processar a imagem, mas ao varrer todo o bar com os olhos, ela fica ainda mais surpresa pela presença de uma pessoa específica no local.

— Maggye? O que faz aqui? Que festa é essa? — ela caminha em passos rápidos até a amiga.

— Oi, amiga! — ela abraça Eduarda, avulsa à toda irritação que a ruiva estava sentindo naquele momento — É pra Lorena, a amiga dela me chamou — Ela olha em direção ao centro do bar, onde Eduarda olhava a ruiva com o cenho franzido.

— Maggye, você sabe que a Lorena odeia festas! — Eduarda ignorou a presença da loira e se focou na amiga, ainda indignada com a participação dela nesse esquema.

— Achei que ela tinha mudado de ideia — Maggye diz confusa — Quando me mandaram mensagem disseram que foi você que organizou

— Na verdade foi eu — a loira finalmente encontra um espaço para participar da conversa — Meu nome é Eduarda também — ela sorri e estende a mão pra Maggye.

— Eu disse que a Lorena não gosta de festas! — Eduarda se voltou para a loira, que encolheu os ombros com o tom nada amigável da ruiva.

— Desculpa, eu só achei que estava errada — ela afina a voz, como se fosse uma criança encurralada por um monstro horrível.

— Eu não estou! Você nem conhece ela direito, ela é da corvinal! — como se fosse um chamado divino, Lorena, que estava no estoque conferindo a bebida que havia chegado mais cedo, aparece no bar e todos ficam parados encarando ela, enquanto ela encara o bar todo preto e amarelo.

— O que é isso? — ela finalmente pergunta quando percebe que ninguém sequer se mexeu desde que ela chegou.

— Surpresa — Maggye diz, nem um pouco animada e com um sorriso frouxo.

Lorena encara a multidão de pessoas no bar e seu olhar para em Eduarda — Você fez isso? — ela pergunta um pouco surpresa.

— Foi ela! — Eduarda aponta para loira, como se estivesse sendo culpada de aprontar algo que, impressionantemente, não era sua culpa (dessa vez).

— Ah — ela diz meio sem graça — Obrigada pessoal.

Logo as pessoas soltam o ar que estavam segurando e vão cumprimentar a aniversariante. Eduarda fica perto enquanto as pessoas abraçavam a namorada. Quando foi a vez da loira, a ruiva fica em total estado de alerta.

— Eu sei que você fez com boas intenções, mas... não gostos muito de festas surpresas. Desculpa se não reagi da forma que esperava — ela comenta um pouco chateada. A policial logo se coloca ao lado da namorada, passando seu braço pelas suas costas e fazendo um carinho com a palma da mão.

— Desculpa, não imaginei que não gostasse — Eduarda franziu o cenho, mas engoliu o comentário a contragosto. Não iria fazer uma cena.

— Tudo bem, sei que a intenção foi boa — ela sorri na intenção de acalmar a amiga. A barista olhava para todos os lados. Para Lorena, para as mãos, as paredes, menos para Eduarda, que fuzilava ela com o olhar.

Elas conversaram por mais alguns minutos até a loira sair com a desculpa de usar o banheiro. Aproveitando o momento a sós, a ruiva puxa Lorena até um canto mais afastado do restante dos convidados.

— Eu sinto muito, não sabia que ela ia mesmo fazer isso. Eu disse que você não gostava mas ela jurou que te conhecia melhor que eu — Eduarda conta, com um leve rancor na voz. Suas mãos segurando as de Lorena enquanto fazia um carinho no dorso da mão da namorada com o dedão.

— Tudo bem, acho que agora ela entendeu — Lorena demora um segundo a mais olhando Eduarda e então se inclina para beijar seus lábios.

O toque é macio e breve. Quando se separam ainda não se afastam completamente, ficam com as testas coladas.

— Eu queria te levar pra jantar — a ruiva diz baixo fazendo a Lorena abrir os olhos.

— Ah é? — o som sai quase como um sussurro.

— Uhum. Depois a gente ia voltar pra casa e eu te daria o seu presente

— O que mais? — o nariz de Lorena acaricia o da namorada de maneira preguiçosa.

— Ai eu te levaria para a cama — Eduarda olha nos olhos verdes que ficam levemente mais escuros com o comentário.

— E depois?

— Depois eu te amaria a noite toda — ela se aproxima do pescoço da morena e deposita um beijo molhado.

— Acho que eu gostei mais dessa ideia — a morena diz esticando o pescoço, dando mais espaço para a ruiva continuar a trilha de beijos. Ela chega do lóbulo da namorada e deixa uma mordida leve.

— O que acha de sairmos pelo fundo? — ela se afasta, encarando a morena com expectativa.

— E os convidados?

— Eles vão aproveitar a festa deles, e a gente a nossa — ela usa um tom sugestivo.

— Então vamos — a morena beija os lábios da ruiva mais uma vez e juntas elas caminham em direção a porta dos fundos.

Notes:

Espero muito que tenham gostado dessa história, eu me diverti muito escrevendo. Quem sabe eu me inspire e volte com mais.
Beijossss.