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Fandom:
Relationship:
Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-09-06
Words:
699
Chapters:
1/1
Kudos:
4
Hits:
24

Um cafuné e um sorriso

Summary:

Uma história curtinha sobre Sid e Diego.

Notes:

Aviso: Esta fanfic é uma AU (universo alternativo) omegaverse, e nesta história os personagens são seres humanos!

É a primeira fanfic que escrevo por aqui, então, por favor, peguem leve.

Work Text:

Sid estava no quarto da casa de Diego, deitado na cama e olhando para o vazio. Ele havia finalizado a produção das jóias artesanais que fazia para vender na feira. Esse trabalho era terapêutico para ele e o ajudava a acalmar a confusão de pensamentos que atormentavam sua mente cansada.

 

— Sid, vai jantar comigo hoje? — pergunta o alfa escorado no batente da porta.

— Não quero jantar hoje, Diego.

— Hoje você apenas tomou uma caneca de chá no almoço e não comeu nem sequer um biscoito à tarde. Sid, estou realmente preocupado com você. Eu prometi a Manny e aos enfermeiros da casa de reabilitação que cuidaria bem de você, mas não vou poder ajudar se você não aceitar a minha ajuda.

— Diego, saiba que eu sou extremamente grato a você e ao Manny por terem me ajudado, mas eu realmente não consigo…Amanhã, eu prometo que não vou pular nenhuma refeição!

— Sid, agora. — o alfa se irrita com a insistência do ômega.

O ômega encolhe os ombros, e caminha para fora do quarto.

— Fiz sopa de abóbora para você, é a sua favorita, não é?

— Uhum. — Sid se senta em um puff na sala de estar.

Diego volta com um prato e uma colher em mãos, e os coloca de frente para Sid.

— Coma. — O alfa se senta de frente para o ômega, e fica como um sentinela, observando o ômega.

— Se você quer que eu me sinta intimidado, saiba que conseguiu.

— Que bom que consegui, agora coma!

— Tá bom! — O ômega revira os olhos deixando Diego um tanto irritado, o ruivo odeia com todas as suas forças ser contrariado, e odiava aínda mais os deboches de Sid.

Sid dá a primeira colherada na sopa, e a engole com muito desconforto, mas ele continua comendo até achar que já havia comido uma boa quantidade. Sid odiava ser obrigado a comer. Quando estava sob os efeitos das drogas que usava ele não sentia vontade de comer, e isso acarretou em um quadro severo de anemia megaloblástica e na falta de apetite do mais baixo, ele ainda não havia se acostumado com a textura da maioria dos alimentos, então sempre que terminava de comer ele vomitava tudo que comia no vaso sanitário.

— Parabéns, Sid. — o alfa o parabeniza com sarcasmo.

— Posso ir agora?

— Vá em frente.

O ômega vai até o banheiro para escovar os dentes antes de ir dormir, e Diego o segue.

— Virou minha sombra agora, fofinho?

— Tenho que estar de olho, pra você não fazer besteira.

— Não estou te entendendo, Diego.

— Realmente acha que eu não percebi, que depois de todas as refeições você vai ao banheiro para por pra fora o que comeu? — O ômega encolhe os ombros e olha para baixo.

— Ei, olha para mim. — Diego puxa o queixo de Sid para cima. — Não estou brigando com você, muito pelo contrário. Sei que você está passando por coisas bem difíceis, e que não está sendo fácil, mas vamos pelo menos tentar? Eu só quero ver você saudável e feliz. Está bem?

— Uhum. — O ômega assente, passando uma das mãos nos olhos para limpar as lágrimas.

— Vamos deixar isso prá lá. Se quiser ir dormir comigo, saiba que é bem vindo.

O ômega solta um sorrisinho e acena, confirmando.

 

 

Sid entra no quarto de Diego, e vai em direção a cama.

— Pensei que não viria, ômega.

— Deita aqui. — Diego dá um tapinha no próprio peito. O ômega obedece, se aconchegando no peito do mais alto.

— Gosto do seu cheiro, Diego.

— Gosto do seu cheiro também, mas você deveria parar de esconder ele o tempo todo. — O alfa aperta a cintura do ômega, enterrando seu nariz nos cabelos claros do ômega enquanto fazia um cafuné nos fios cheirosos.

— Uhum. Gosto disso… gosto de você, Diego. — diz soltando uma risadinha baixa.

 

Por mais insensível que Diego fosse com Sid na maioria das vezes, o ruivo o admirava, gostava do jeito falante, amoroso, generoso, honesto e a forma que se importa com às pessoas e gostava ainda mais de compartilhar momentos afetuosos com o mais baixo.

 

— Está bem. Agora fiquei quieto, eu quero dormir. — As bochechas do ruivo ficam avermelhadas e Diego agradece mentalmente pela falta de iluminação no quarto.