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O Brigadeiro - Imagine Clove (PT-BR)

Summary:

Clove tenta cozinhar algo especial para você, mas elu descobre que fazer uma coisa que parece simples é mais difícil do que imaginava.

Notes:

Sou eu novamente. Avisos: Se você não respeita pronomes neutros ou personagens trans, considere procurar outra obra. Aqui eu utilizei pronomes neutros para Clove.
Isso é feito de fã pra fã. E também porque eu adoro os personagens de Valorant.

Minha escrita não é grande coisa, então não espere uma obra de arte.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Clove tá sentade no chão da cozinha. A frustração é evidente no rosto devido ao erro culinário que cometeu. Na tentativa de fazer um brigadeiro, elu falhou miseravelmente e acabou deixando queimar o chocolate na panela.

Para elu, a receita era fácil demais quando você ensinou. Clove pegou tudo o que precisava, seguiu todos os passos, mas do mesmo jeito que é terrível lidando com dinheiro, as suas habilidades na cozinha eram péssimas.

Clove queria fazer algo. Surpreender você, porque é muito importante para elu.

Quando vocês não estão em missões, ambos procuram estar perto um do outro. Dois amiges próximos, ainda que os outros insistam em dizer que são mais do que isso devido a proximidade.

Você ainda não voltou do treino tático. Sage é a sua mentora e tem o costume de pegar bastante no seu pé. Afinal, ter uma boa pontaria não é seu forte e ela é a que tem mais paciência para lidar com o seu lado mais caótico, assim como Clove.

 

Clove se levantou do chão. Passou a observar os ingredientes no balcão checando novamente para ver se faltava algo.

“Leite condensado, manteiga, chocolate em pó e granulado. Sério, o que eu fiz de errado?” — sua indignação na voz é evidente.

Elu pegou a colher com o pedaço duro do chocolate queimado. Levou até a boca provando o gosto, se arrependendo logo em seguida.

O amargor no seu paladar fez franzir o cenho.

Elu colocou a panela na pia. Abriu a torneira deixando a água cair dentro de todo o conteúdo enquanto tentava tirar o gosto ruim da boca.

A colher em sua mão foi deixada na superfície para pegar a garrafa de água na geladeira.

 

Clove poderia refazer a receita, mas não valeria a pena tentar novamente, principalmente com a grande chance de dar errado de novo.

 

Elu bebeu toda a água da garrafa. Ao menos isso ajudou a tirar um pouco do gosto.

Fechando a bica da pia, elu encostou o corpo na bancada cruzando os braços.

“Nunca achei que fosse levar uma surra de um doce.”

 

O silêncio passou a fazer parte da cozinha.

Clove continuou na mesma postura por longos segundos pensando em várias hipóteses.

Foi somente quando ouviu o som de passos firmes se aproximando e o barulho da porta se abrindo, que finalmente despertou de seus pensamentos.

Elu levantou a cabeça em direção a porta e viu você.

Seu treino já havia terminado.

Clove se perguntou mentalmente por quanto tempo elu ficou dentro da cozinha. As horas parecem ter se passado rápido demais.

Elu tentou desviar o olhar para não prestar atenção na sua aparência.

Os cabelos bagunçados. O suor de sua pele. Sua roupa de treino deixando o seu corpo marcado, evidenciando o resultado dos treinos.

Elu conteve a vontade de morder os lábios. O coração do imortal palpitava forte.

Clove se manteve calade. Lutando contra as próprias emoções.

Enquanto você mantém o foco em encontrar o que era o cheiro de queimado no ambiente.

Os ingredientes espalhados, a colher perto delu mostravam uma possível prova do que seria. O que fez a curiosidade tomar ainda mais conta do seu corpo para descobrir.

 

“Você estava cozinhando?.” — Era óbvia a resposta, ainda assim, você queria saber através de Clove.

 

“Eu estava, mas oficialmente pode se registrar como uma guerra.” — Elu descruzou os braços e apontou para a panela dentro da pia.

 

Você se aproximou e olhou para a panela com o chocolate queimado.

Os vestígios do desastre.

Um riso escapou dos seus lábios e você não conseguiu deixar de provocar.

 

“Isso era um…brigadeiro?”

 

Elu fez uma careta.

 

“Era pra ser. Eu segui tudo que você disse. Mexer sem parar. Fogo baixo. Mas aparentemente eu tenho um talento especial pra transformar chocolate em carvão.”

 

A indignação no tom era mais que evidente, mas havia uma decepção na voz também. Então você pensou e concluiu que elu tentou fazer algo para você.

Clove não se chateia com muitas coisas facilmente, isso não era comum no dicionário delu. Se fosse algo importante, aí sim, qualquer bico ou cara fechada tomava conta de sua expressão.

Trata-se do gesto que elu tentou e não conseguiu cumprir.

Após anos juntes no protocolo, seria impossível não notar algo que você conhece tão bem nelu.

 

Você encostou no balcão de frente para elu. Respirou fundo e perguntou.

 

“E você fez isso… pra mim?”

 

Clove evitou seu olhar. Suspirou e balançou os ombros.

 

“Você falou que ‘tava com saudade do doce de casa. Raze saiu em missão, então eu não tinha ninguém que ao menos soubesse para me ajudar. Eu só…achei que podia ao menos tentar.”

 

A mandíbula de Clove ficou tensa.

Os dedos, agora sem os anéis que elu costuma usar, apertaram fortemente a ponta da bancada. Você se aproximou mais delu, ficando de frente.

 

“Posso provar?” — Você pegou a colher que tinha um pouco do chocolate.

 

Elu se virou para você com os olhos arregalados. Antes mesmo de elu poder responder, você já tinha levado a colher até a boca sentindo o gosto queimado e amargo.

Por alguns segundos, a sua expressão foi neutra, enquanto Clove observava cada micro reação com atenção.

Até que você engoliu e sorriu amargamente.

 

“Tá horrível.”

 

Clove comprimiu os lábios e balançou a cabeça em concordância. Elu não segurou o riso ao ver a sua careta enquanto você tentava aliviar o gosto ruim da boca.

“Mas é o pior brigadeiro mais importante que eu já comi.”

O silêncio passou a ser presente. O canto da boca delu se curvou em um sorriso tímido. Você tocou levemente a mão delu, fazendo um carinho suave na região.

Era para ser algo gentil, mas por dentro, Clove tentava na medida do possível, não ter um ataque do coração. Por sorte, o rubor não subiu às suas bochechas, ainda que sua pele estivesse esquentando em resposta.

 

O toque de suas mãos. Seus olhos e seus corpos tão próximos agora. Droga, droga, droga. A mente delu repetia em sequência.

Você, no entanto, dava atenção às sardas espalhadas na pele do rosto. Elas cobrem grande parte, especialmente na região das bochechas e do nariz pontudo.

Clove tem o costume de usar maquiagem para cobrir a maioria, pois sente vergonha de ter tantas assim.

Descendo um pouco o olhar. Os lábios continuam bem marcados, mesmo sem o gloss que elu aplica casualmente.

 

Não é mentira dizer que Clove é linde. Perfeite. Independentemente se usa maquiagem ou não.

 

Uma vontade surgiu em sua mente, mas não foi feita.

 

“Vem. A gente faz junto.” — você se afastou, deixando de tocar a mão delu.

Clove sentiu falta do seu contato. Elu procurou respirar suavemente, tentando não deixar evidente o quanto isso afetou.

Elu então comentou divertide.

“Se queimar de novo, a culpa vai ser sua. E a Viper não vai gostar nenhum pouco de saber que estamos usando tudo isso.”

Agora você que dá de ombros e dizendo.

“Fechado. Eu não tenho medo da menina veneno.”

 

Após pegar outra panela. Você ensinou novamente Clove. Do primeiro passo até o fim do que era preciso. Passou as instruções, deixando claro cada detalhe.

A cozinha ficou preenchida com os comentários e risadas de ambos — e o cheiro maravilhoso do chocolate sendo preparado.

Um arrepio tomou conta do corpo de Clove novamente. Quando suas mãos se tocaram de repente e se intensificou devido a proximidade um do outro. Ombro com ombro.

“Tá vendo?” — você murmura — “É só ter calma na hora de mexer e colocar uma quantidade boa de manteiga.”

Clove soltou uma risada descontraída.

“Paciência não é exatamente o meu forte.”

 

Depois de algumas mexidas, o brigadeiro finalmente chegou ao ponto certo. Elu desligou o fogo e ouviu você falar.

“Agora é só esperar esfriar.” — você termina de dizer, pega uma colher na gaveta e raspa na lateral da panela, pegando uma quantidade boa do brigadeiro. — “Mas…só pra saber se tá bom…”

Você levou a colher próximo aos lábios para assoprar o conteúdo quente.

Clove mais uma vez voltou a observar cada detalhe seu.

Seus olhos tinham um brilho, algo que não é costumeiro em você. Talvez tenha sido isso que fez o coração de Clove palpitar diferente desde que voltaram de uma missão em São Francisco — ou tenha sido o seu jeito natural de agir. O seu jeito caloroso que junto carrega com um sorriso encantador.

Quem sabe afinal? Bem, Clove não tem a resposta, pelo menos elu não encontrou ainda.

 

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Você levou um pouco do brigadeiro de colher até a boca. Continuava meio quente, mas uma parte já permite experimentar o sabor. Você estendeu a colher em direção para elu, que aceitou sem relutância,

Elu não conteve a reação ao sentir o sabor do chocolate amanteigado na língua.

“Dessa vez está muito bom.”

Você comentou.

Clove que ainda estava degustando o doce, colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha quando você soltou o elogio.

 

Por mais que não tenha conseguido realizar totalmente a surpresa sozinhe, Clove se sentiu satisfeite em saber que ao menos você estava matando um pouco a saudade de casa.

E se, Viper ou Brimstone fossem dar uma bronca mais tarde, vocês vão conseguir lidar com isso numa boa.

Por que o importante é o agora.

Nessa cozinha bagunçada, longe de treinos, longe de estratégia, longe de todo o caos que é a vida de um agente.

Só vocês dois e o brigadeiro de colher que não está queimado dessa vez.

Notes:

Espero que tenha gostado. Fique a vontade para me seguir aqui e também no Spirit. Lá eu também costumo postar histórias aleatórias de qualquer personagem. Geralmente são imagines, mas futuramente eu também pretendo postar algumas com os meus casais favoritos.
https://www.spiritfanfiction.com/perfil/4232f551134d413088b59be14eccaf

É tudo por hoje. Agradeço a sua leitura e atenção. Te vejo na próxima.