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to sin by silence

Summary:

Rogério tem espiões na Chacrinha e na casa da Arminda, mas ninguém no núcleo do próprio Santiago. Pensando nisso, ele faz uma escolha estratégica: apela pela ajuda da única Ferette com senso de justiça. É uma ótima ideia, até colocá-la diretamente na mira de uma pistola.

Notes:

queria ver lorena sofrer um pouquinho, as a treat, então decidi ser a mudança que queria ver no mundo
não sei o tamanho que isso vai ter, mas se deus quiser vai ser pequeno amém

o título vem do poema protest, da ella wheeler wilcox. recomendo a leitura pra quem puder, especialmente na conjuntura política atual. quem puder se mobilizar online ou em pessoa, tente! como cidadãos é o nosso dever e privilégio manter a democracia no nosso país! dia 25 é 13!!!

(See the end of the work for more notes.)

Chapter Text

 

De noite, a Fundação parece um labirinto de vidro. As portas têm persianas em nome da privacidade, claro, mas a luz da lua ainda se espreita nos espaços entre elas. Graças a isso, Lorena consegue ver aonde está indo. Tem algumas telas de telefone fixo e de computador ligadas, assim como os letreiros de “SAÍDA” estão vermelhos nas duas portas que dão para as escadas, mas eles emitem luz tão baixa que são só uns marcadores de onde não ir.

As câmeras foram desligadas remotamente por alguém do grupo — ela esqueceu de perguntar —, então a costa deve estar limpa. Ela só fica agachada em nome do seu bem estar psicológico. O caminho até o escritório de Santiago normalmente tem umas seis câmeras no caminho, duas exatamente entre ele e Arminda.

A senha do computador é o aniversário de sua mãe. Já o viu inseri-lo várias vezes ao longo dos anos, mas só recentemente foi prestando atenção. É o orgulho de Santiago se manifestando mais uma vez; por que não fazer uma senha forte pro notebook que usa para seus esquemas ilegais? Ou ele é estúpido e colocou uma data que marcou no calendário jurássico dele ou é tão arrogante que crê que ninguém vai mexer em suas coisas.

Lorena entra na sala, pega o notebook e se esconde embaixo da escrivaninha. Ela fica temporariamente cega ao ligar a tela; Santiago só vê se os eletrônicos estiverem com o brilho de uma estrela branca. Os arquivos que ela procura estão escondidos entre documentos verídicos do departamento financeiro e ela consegue, por eliminação, achá-los rápido. Eles são pesados, então demora um pouco para transferir cópias deles para seu pendrive.

Os pensamentos que lhe vem enquanto ela espera variam entre o que pode acontecer se a pegarem e o estado do carpete do chão do escritório. Alguém toma esmero ao passar aspirador ali, onde ninguém vê, mas a descoloração do tecido é clara. Seu pai nem deve notar essas coisas, assim como ele não nota o quão feia é a decoração dali em geral. Uma tigela cheia de comprimidos? Mais brega impossível.

Ela ainda está perdida nos seus pensamentos uns dez minutos depois, até que a campainha do elevador toca. Um frio seco se espalha do seu estômago para o resto do corpo- não consegue ver quem entrou, só sabe que não foi uma das faxineiras que passam ali cedo.

Faltam dois minutos para copiar os arquivos. Mover o computador da sala é uma péssima ideia, caso tenha que fugir de supetão. Os passos parecem ficar mais distantes e esparsos durante os piores segundos da sua vida até lá.

Finalmente os arquivos terminam de baixar. Lorena levanta a mão só o suficiente para deslizar o notebook de volta pro lugar e então, com o coração na boca, espera. Os passos continuam perto do balcão de entrada- se ela se esgueirar consegue entrar na sala do irmão. A porta estará bem ali ao lado.

O poder da adrenalina é incomparável. Devagar, ela chega até metade do caminho, quando vê o reflexo vago de uma pistola iluminada pela lua. Terror a acomete e causa o erro fatal: Lorena tropeça na quina de uma mesa.

Os passos voam em sua direção; ela se levanta para tentar correr.

Quase em sincronia, a porta atrás de Lorena abre numa pancada e luzes iluminam sua silhueta. Ela escuta umas vozes altas, falando coisas que ela não distingue. A outra porta bate violentamente atrás do vulto a sua frente e uma sequência de estalos secos em rápida sequência.

Inicialmente, por um segundo inocente, ela acha que teve algum estouro de gás. O som é tão fora de sua experiência ou imaginação que o cérebro não o computa direito. Lanternas vem, junto com mais sons que Lorena entende agora como ordens e um grito de surpresa masculino. As novas luzes fortes que se espalham pelo escritório iluminam a imagem do seu perseguidor. 

Macedo. Macedo está ali, estático a olhando, os dois de olhos esbugalhados ao verem um ao outro.

Ela pensa no rapaz de vinte e poucos anos que conheceu, tantos anos atrás, que mal cabia em sua nova jaqueta de couro. Lembra do perfume que ele usava na época e que impregnava os assentos do carro, principalmente no que ela sentava, bem atrás do motorista. Ele sorria para ela durante o caminho pra casa e até arriscava umas piadas, porque o riso era muito mais fácil quando eram mais novos.

Um dia ele mudou da água pro vinho; papo de dez horas entre a pior/melhor imitação de um ator da Globo que Lorena já vira e um homem sério e caladão. Ainda era mirradinho e franzino, tadinho, mas passou a reagir que nem um gato assustado para toda batida de porta.

Ele agora é um homem e ela uma mulher, mas do nada são jovens de novo, rindo no carro. O rapaz a reconhece em seus olhos assustados e boca entreaberta. A arma em sua mão está apontada na direção de Lorena. Macedo faz um último som, menor e patético que nem miado e solta a pistola- que não dispara ao atingir o chão, graças a Deus. Ele já a acompanha lentamente, com as mãos ao alto.

Mas ele não tá devagar- ela que perde subitamente a noção do tempo. As coisas saem da tensão rápida dada à situação que ela se encontrava para um tempo modorrento que se arrasta por um milênio. Daí ela cai de joelhos também por reflexo, mãos para cima, captando finalmente que tão vindo com armas na sua direção. 

É absurda a situação. Tudo isso rolando só porque Lorena tropeçou tentando se esconder de Macedo. Pensa! Ela se esconde na própria Fundação com seu nome bem do lado de fora. Os arquivos que ela baixou tem seu sobrenome estampado. Esse prédio é inteiro dela. O pendrive ainda está em sua mão.

As luzes das lanternas são muito fortes. Lorena mal consegue abrir os olhos para tentar ver quem está se aproximando. Tem mais de uma pessoa com certeza- pelo menos cinco, de acordo com as faixas de luz. Ela quer tapar a visão um pouco, tal como quando se pega um puta sol na cara.

Desiste e olha para baixo para tentar salvar sua córnea. Nisso, percebe que seu tronco está quente do lado esquerdo, como se uma água morna estivesse caindo. Mas é algo vermelho — vinho? — se alastrando pelo tecido preto de sua camisa.

Que tiro torto. Quem atirou nela mirou muito mal.

O tempo volta ao normal e do nada ela está de costas no chão, mãos pressionando seu abdômen. Lorena não sente nada além de uma saudade fora do lugar; imagina um perfume, braços firmes, esmalte preto... uma voz.

Lorena abre os olhos — quando os fechou? — e seu desejo se torna realidade.

Acima dela está Eduarda em completo desespero. Ela segura seu rosto com as mãos e a sacode, falando algo que ela não entende, ensurdecida pelo barulho da pistola. Lorena até se esforça, foca em seus lábios e tenta decifrar as palavras sem o som. Mas a adrenalina já completou seu ciclo e agora ela sente seu corpo dormente e até frio.

Aí ela não vê mais nada.


Tudo começa mesmo numa terça-feira.

Lorena está em casa, como sempre, lendo um livro ou outro- se a perguntassem depois, ela não saberia qual era. O importante foi que Leonardo estava correndo pra se arrumar e sair pro escritório e viu na irmã uma oportunidade:

– Lorena, você pode dar uma olhada no arquivo aberto no meu computador? Tá cheio de erros ainda e o pai vai encher o saco.

Ela reclama, óbvio, mas não tem nada para fazer e não vai custar nada. O notebook está em cima do sofá e são poucos passos da poltrona para ele.

O texto de Leonardo é difícil de ler. Ele não sabe estruturar uma frase normalmente e ainda faz os piores gráficos que ela já viu. Felizmente esse texto vai só pro pai, que depois vai repassar pra algum outro setor que vai resolver esse desastre.

Passando rapidamente pelo arquivo, Lorena pega uma vírgula e outra erradas e corrige uns números incongruentes com o gráfico ou esquema citado. Mas é aí que vem o problema: os números estão meio ridículos. Não tem como eles estarem fabricando a quantidade de remédios que o memorando diz- Lorena tem quase certeza de que eles têm, no máximo, duas fábricas na cidade.

Além disso, o subsídio do governo e as doações não iam conseguir manter essa movimentação financeira, salvo Lorena ter perdido totalmente a noção de como funciona dinheiro no Brasil. Ela chega a copiá-los no celular - outra decisão fatídica - para olhar depois.

Se ela contar a história depois para alguém, o interlocutor pode muito bem questionar “ah, mas você não lembra de nada também? Por que decidiu essas coisas?” e o fato é que ela não sabe. Porque é assim que essas merdas acontecem: você tem um dia normal e vira na rua errada, perde seu ônibus, aceita ir pra uma festa, conversa com alguém diferente no trabalho... bobagens. Ninguém para nesses momentos e pensa que deve prestar atenção.

Quando você termina de assistir um filme, ele não computa completo de primeira. Você o digere devagar, ao longo do dia ou até semana. Conversa com outros para estabelecer melhor uma opinião. E até lá, alguns detalhes vão se perdendo em nome da interpretação maior da coisa. É assim que acontece para Lorena- o enredo do filme pega muito mais que o gancho inicial.

Então Lorena não lembra de muito. Era só uma terça-feira.

Ela corrige o texto e faz questão de insultar o irmão, só para mantê-lo esperto. Lorena senta de novo na poltrona e esquece do bloco de notas por algumas horas. No dia seguinte, ela checa os dados da Fundação online e estranha. Realmente não condizem com o que ela leu. Mas quem sabe? Faz anos desde que Lorena fez alguma matéria de economia. Deve ser viagem dela.

//

A vida dela continua. Em casa fica a mesma coisa. Lorena leva mais algumas patadas de Santiago e umas menores de Leonardo, todas as quais Zenilda meio que abona. Lorena olha muito pro teto, chora um pouquinho, lê.

Muda só que ela começa a pedalar todo dia de manhã até o parque. Sair de casa é tão bom, poder ver outras pessoas vivendo suas vidas cura a parte dela que fica presa na sua casa. Lorena vê quase sempre as mesmas faces naquele horário: uma senhora muito empenhada fazendo caminhada, uma jovem grávida — que conta que está fazendo exercício porque precisa dar a luz antes de enlouquecer —, um mundo de ciclistas que passam zunindo e vários homens sem camisa.

Um desses homens, pouco tempo depois do episódio da planilha, um desses homens sem camisa para para conversar no bebedouro.

– Opa, tudo bem? - ele começa. Tem cabelo médio, um brinco na orelha e um sorriso animado. Ela ia simpatizar mais se ele estivesse usando camisa. – Eu te vejo aqui toda manhã, achei legal me apresentar.

– Oi. - Lorena ri um pouco, sem graça. Não sabe exatamente como dar um fora nele e ainda ser educada.

– Você está treinando para alguma coisa?

– Não, eu só gosto de pedalar, mesmo.

Ele continua sorrindo e não parece ser afetado pelo tom desinteressado de Lorena. O engraçado é que seus olhos ficam firmemente nos seus, mas ele não parece estar dando em cima dela. Lorena não tem muita experiência com esse gênero, mas sabe que eles costumam ser bem na cara.

– Eu queria poder dizer isso também, mas tenho que admitir que só faço isso pela culpa. Meu treinador enche muito meu saco. - ele diz com um sorriso enorme que não corrobora essa ideia. - Bom, deu meu tempo de pausa. Tenha um ótimo dia!

Lorena o observa sair correndo com uma boa quantia de desgosto. Será que ela vai ter que mudar seu percurso agora, pra evitar esse cara? Será que ele tava afim dela ou era um stalker? Só pra ter certeza, ela vira por várias ruas diferentes para mudar o caminho para casa. Se funciona na TV, vai que funciona com ela também.

Quando chega em casa e vai guardar sua bike, Lorena percebe que tem um envelope dentro do bolso da frente da sua mochila. 

//

Olhando para trás, ela sabe muito bem que foi inconsequente ao ir pro endereço lá listado. Porém! Ela meio que reconheceu a letra da pessoa e tava livre no dia, qual o problema? Era uma praça aberta no meio do dia, não iam sequestrá-la ali no meio. Provavelmente. 

O que importa é que Lorena aparece, dois dias depois, sentada num banco na pracinha indicada.

Um homem de casaco e boné senta ao seu lado. – Não se alarme, Lorena.

Ela vira e imediatamente descumpre o pedido. – Meu Deus- tio Rogério? O que você tá fazendo aqui?

Seu tio Rogério, de carne e osso, sinaliza para que ela pare de falar. – Calma, espera.

– Como assim, calma? Você morreu! Eu fui ao seu enterro!

– Lorena, depois eu te explico tudo. Nesse momento, eu só preciso que confie em mim.

Seus olhos se enchem de lágrimas. Não parece uma alucinação- ele está visivelmente mais velho, com a pele machucada de sol e o cabelo bem grisalho. O tom sério é igual, assim como seus olhos gentis. – É claro que confio, tio.

Rogério sorri — igual a antes de sua morte — e lhe entrega uma pasta. – Quero que me escute. Se não acreditar em nada do que eu falar, só peço que não conte pra ninguém.

Quando ele começa a falar, Lorena não entende imediatamente pois está presa nessa realidade ainda. Tudo que ele diz é no tom ameno- o mesmo que ele usou para explicar a ela matérias do colégio que ela não entendia. A entonação didática é a mesma de quando ele respondia as perguntas inocentes de Raul quando ele ainda era uma criança. Era surreal, perfeito demais para ser uma ilusão ou uma imitação ou sei lá o quê. Um homem morto falando com ela.

Uma hora a surpresa dá lugar para o espanto- Rogério conta a história do porque sumiu, cinco anos antes. Conta a verdade sobre a Fundação, sobre o dinheiro de sua família, a traição que seu pai cometeu — e ainda comete — contra o povo da Chacrinha... tudo sobre a falsificação. Mesmo a poupando do pior, o que ela entende já é assombroso o suficiente.

A conversa inteira deve durar lá por uns dez minutos. Rogério tem motivo para ser evasivo, principalmente ali em público.

– Tio, meu Deus. Não sei nem o que falar. Mas por que, depois de tanto tempo, você vem direto pra mim, antes de qualquer outra pessoa? 

– Eu te conheço, Lorena- ou, pelo menos, te conhecia. Quando você era criança, desviava de formiga na calçada porque tinha medo de matar uma. Não esqueci também daquela briga homérica que você teve com o Ferette quando anunciou que ia ser vegana. Eu imaginei que, se tem alguém na sua família que me ajudaria, seria você.

Rogério vai embora, mas pede que Lorena pense sobre sua oferta. Ele recomenda que sonde sua família para confirmar, sem pressa. O sorriso dele, por mais que cansado, é o mesmo de sempre.

//

Não é como se Lorena esteja alheia ao privilégio que ela tem. Depois que ela chegou a certo letramento político, era inevitável olhar pela janela de seu sedan e não entender a diferença entre ela e o trabalhador amassado do metrô. Ela não tem que acordar cedo nem dormir tarde por causa do serviço. Ela não sabe o preço das comidas em sua cozinha e muito menos o valor gasto em sua educação.

Ela até acredita que pai é corrupto- ou, no mínimo, desinteressado de onde vem seu dinheiro. Desde quando o governo subsidiaria uma fundação local — a fundação só existe em São Paulo — a ponto dele receber esse lucro? Tem que ser de vendas exteriores.

Então ela decide voltar ao irmão. As contas eram díspares e Lorena sabe disso, mas e o resto? Ela está disposta a comprar essa desconfiança moral contra sua família?

Lorena se oferece para checar algum contrato de Leonardo de novo. Ele não é tão idiota a ponto de recusar sua ajuda, então topa imediatamente- ele aproveita pra ir tomar banho antes de sair e deixa a irmã sentada na mesa de jantar. No breve espaço entre a volta do irmão e o retorno de Zenilda, Lorena abre os contratos e as contas internas da fundação.

De novo, Lorena não é um gênio matemático, mas foi bem no colégio e pegou matérias de economia na época de Letras. Então os arquivos em sua frente fazem total sentido- em que não o fazem. Novamente, os insumos não compensam a distribuição. Lorena até encontra as contas acerca dos impostos pagos pela indústria e distribuição da mercadoria, mas uma checada no Google Maps do seu celular comprova que até ano passado, aquilo era um terreno baldio qualquer, horas de distância de SP. São todos documentos internos que não precisavam fazer sentido pra terceiros; se a Receita Federal aceitou, ninguém de fora precisa saber de nada. Ela chega a tirar fotos de tudo, para comprovar à Lorena de amanhã que viu isso mesmo.

A acusação de seu tio é absurda e altamente improvável quando fora de contexto, mas realmente- muitas vezes, a resposta correta é a mais simples.

Um número privado a liga dias depois. Lorena já estava acampada numa loja de roupas qualquer do shopping, fingindo olhar as roupas sem o menor interesse, só esperando o toque do celular.

– Alô?

– Oi, Lorena. – É aquela voz de novo. A garota até sabe qual expressão ele tem no rosto. – O que você achou?

Ela engole o nó formado em sua garganta. – Você tem razão. 

//

Antes de qualquer etapa mais séria do plano do Cebolinha, Lorena precisa chegar em casa.

Sendo completamente sincera, a coisa toda parece mesmo um plano falido.

Rogério não dá muitos detalhes, mas tem alguém infiltrado na casa da Arminda, que pode ser Raul —  duvidável —, uma das cuidadoras de Josefa ou até a própria? Seria uma reviravolta e tanta se fosse a mulher idosa. Ela é muito mais esperta que parece. Tem alguém na Chacrinha também, mas essa pessoa Lorena não iria reconhecer de qualquer jeito.

Quanto mais ela fica pensando nisso, mais ela sente um peso enorme nas costas. Se tudo der errado, ela já está implicada só de saber. Se tudo der certo, seu pai vai preso e sua fortuna é liquidada. Se tudo der errado, Lorena será expulsa de casa com uma mão na frente e outra atrás- mas se der certo, Lorena destrói o nome Ferette para sempre.

Notes:

ainda não entendi pq fazer a filha do vilão ser militante pistola pra dps não colocá-la no enredo da sua queda... tbm não sei pq deram aquele ar todo de mistério pro rogério pra dps o tornar o personagem mais pressão baixa que o moscovis já interpretou mas qm sou eu né
obrigado thaís-abin, chonica e finalmente mainha pelo apoio! e obrigado você🫵 por ler!