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Francisca.

Summary:

Lando Norris decide realizar o sonho de ser pai enquanto acredita viver um casamento estável. Em um orfanato, conhece Francisca. O amor entre eles é imediato. Ela era o seu sonho. Uma menina cheia de luz, sonhos e alegria.

Mas, logo após a adoção, seu marido abandona tudo. Devastado, Lando encontra força no novo amor que possui por Francisca. Dedicando-se totalmente à filha.

Amos depois, Francisca cresce feliz e apaixonada pela. Tudo parece tranquilo até o dia em que ela sofre um acidente durante a educação física. Ao chegar na escola desesperado, Lando encontra não apenas Francisca machucada, mas também Professor Piastri, que acolheu e cuidou dela.

Lando se encanta quase que instantaneamente. Só tem um problema.

Ele é professor da sua filha.

Oscar sempre sonhou em ser professor de educação infantil. Tímido, sensível e dedicado, ele sempre se deu bem melhor com as crianças.

Em seu primeiro dia de aula, ele cria um carinho especial por Francisca. Momentos depois, quando ela se machuca, conhece Lando Norris.

Lando é tudo que ele não era. Seus olhos verdes intensos o consomem por todas as partes.

Oscar se apaixona. Mas há um problema. Ele é pai da sua aluna.

Notes:

Prologo!!! Espero que gostem, porque eu odiei. Boa leitura.

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: Prólogo.

Summary:

Lando Norris conhece o Professor Piastri.

Chapter Text

Francisca.

Um nome. Oito letras. E uma garotinha cheia de amor e olhos gigantes.

Francisca chegou ao mundo de Lando Norris quando tinha apenas 24 anos.

Lando era casado com um homem francês. Que simplesmente destruiu a sua vida. Mesmo depois de casados, que adotaram uma garotinha tão bonita, o desgraçado sumiu no mundo. Dizendo que se precipitou. Que não era isso que ele queria.

E apenas ficou Lando e Francisca.

Juntos. Inseparáveis. Desde o primeiro dia que Lando a viu na casa de adoção. Ele e o inominável haviam decidido depois de muitas conversas longas que iriam adotar uma criança.

Lando e seu marido visitaram um orfanato em Londres, dois anos atrás. Era bonito, simples e confortável. Seu marido havia estacionado o carro que continham vários presentes para as crianças dentro. Lando estava ansioso para fazer a entrega.

Porém, precisavam fazer a visita cordialmente primeiro.

Assim que Lando entrou no orfanato, uma bola cor de rosa com círculos pretos atingiu seu rosto com tudo.

Um som agudo de “NÃO!” foi ouvido, antes que ele caísse sentado no chão.

⸺ Querido, você está bem? — o esposo perguntou preocupado.

⸺ Ah? — murmurou, confuso. — Sim, tudo bem.

Assim que Lando voltou ao mundo real e seus olhos focaram a sua frente, uma garotinha de mais ou menos 5 anos apareceu. Os cabelos cacheados acastanhados que iam até os ombros estavam armados, mal penteados e a franja caía desajeitadamente pelos olhos verdes.

A menininha tinha um sorriso sapeca, mas os olhos denunciavam medo e arrependimento.

⸺ Me desculpa, moço. Foi sem querer.

Lando sorriu. Ele se levantou com a ajuda do marido, e então, abaixou-se um pouquinho para encarar seus olhos.

⸺ Tudo bem, princesa. Qual o seu nome?

⸺ Francisca. — respondeu timidamente.

⸺ Seu nome é tão bonito! — elogiou, com um sorriso caloroso. — Você gosta de futebol?

⸺ Sim. — concordou alegre.

Lando mordeu os lábios, contendo o entusiasmo, e olhou para o outro homem que os observava em silêncio.

⸺ Pode ir, amor. Vou conversar com a diretora.

⸺ Obrigado. — Lando agradeceu. — Vamos? Quero conhecer mais sobre você, Francisca. — virou-se para a garotinha novamente e estendeu a mão.

Francisca assentiu com a cabeça várias vezes. Ela jogou a bola para algum lugar, antes de segurar a mão grande de Lando.

Lando sentiu o coração esquentar, enquanto as esperanças cresciam dentro do peito.

Não havia demorado muito para Lando se afeiçoar por uma criança.

Por mais que ele achasse que o sistema de adoção fosse um pouco injusto, Lando estava animado. O homem queria poder adotar todo mundo. Todas aquelas crianças fofas e cheias de vida.

Mas Francisca, simplesmente, roubou toda a atenção.

Com uma bola rosa e cheia de bolinhas pretas.

Lando e Francisca se sentaram no jardim do orfanato, estavam cheias de florestas, uma fonte bonita e cheia de peixinhos. Francisca sorria para a natureza com uma leveza que encantava Lando. Era como se encontrasse uma mini versão dele, pequena, feminina e com muitos cabelos.

A conversa que seguiam iam de princesas, futebol, fórmula 1, pais e super-heróis.

E Lando só se sentia ainda mais apegado a aquela garotinha.

⸺ Seu nome lembra o nome da minha mãe, sabia?

Francisca sorriu. Os olhos brilharam um pouco.

⸺ Sério? Qual é o nome da sua mamãe?

⸺ É Cisca. — sorri docemente.

⸺ Oh. — ela ficou em silêncio por alguns momentos. — Ela tem metade do meu nome!

Francisca era tão inteligente. Lando estava encantado.

Os dois conversaram por mais alguns minutos, antes de seu marido o chamar para ir embora.

⸺ Eu preciso ir, querida. Mas eu prometo que volto, ok? — Lando prometeu manso. 

Francisca o olhou, como se acreditasse. E abraçou as pernas de Lando.

⸺ Volta logo. — respondeu no mesmo tom.

Lando sorriu, passando as mãos pelos fios arrepiados, como se dissesse: “Voltarei.”

Antes de ir, entregou os presentes para as crianças, e se despediu com um ar alegre.

E após ir embora.

Lando voltou. Muitas vezes. Todas as vezes.

E em todas elas, se aproximava cada vez mais de Francisca, enquanto o processo rolava.

Seu marido nunca conversava muito com ela, o que ele achava um pouco estranho. Mas nunca quis forçar. E não podia fracassar agora.

Francisca tinha que se tornar sua filha. Custe o que custar.

Depois de muitas burocracias, Francisca finalmente veio para sua casa. Para a casa deles. Dela.

Lando não havia arrumado o quarto dela ainda. Ele não queria ser brega. As meninas não gostavam apenas de rosa. Tanto que ela gostava de futebol.

Os dois saíram em busca de decorações para o quarto. Papéis de paredes, tintas, cama, brinquedos e enfeites. Lando via a garota pular como uma pipoquinha de um lado para o outro. Novamente, seu marido não acompanhou. Dizia ter muito trabalho. Lando estava começando a ficar incomodado.

Ao chegar em casa, Lando pediu comida. Disse que ela podia descansar um pouco enquanto assistia algum desenho.

Lando seguiu até a cozinha para preparar um suco, se deparou com um bilhete em cima do balcão.

O coração de Norris deu um salto. Ele se aproximou, engolindo a seco, pegando o bilhete.

“Querido,

Eu sinto muito por não ser forte o suficiente. Eu achei que iria conseguir ter uma família. Mas não. Eu não quero isso para mim agora. Eu esperei até que o processo de adoção acabasse e passasse um tempo para que não desse nada errado.
Eu sinto muito, mesmo. Eu amei muito você. Mas não posso ser pai agora.

Do seu amor.”

Lando ficou em silêncio, enquanto processava o que havia acabado de ler.

Seu marido o deixou. Depois de todos os planos que eles haviam feito. Após todos esses anos. Agora que tinha uma criança envolvida. Lando o amava. O amava de verdade. E de repente, tudo se foi. Ele foi embora. Covardemente. Sem deixar vestígios.

Lando não podia chorar.

Havia uma criança de cinco anos na sala esperando por ele. Alguém que esperava ser criada com amor e carinho. Que esperava um pai bom e um futuro melhor.

Ele respirou fundo. As lágrimas ardiam em seus olhos, querendo sair.

Mas Lando não podia ser fraco agora.

Lando passou o braço pelos olhos e abriu a geladeira. Fez um suco natural e ouviu o barulho da campainha.

A comida chegou.

Eles almoçaram. Descansaram por alguns minutos. E então, começaram a cuidar do quarto dela.

Tudo ficou perfeito assim como Francisca merecia.

Quando Francisca dormia. Depois de um beijo na testa e as estrelinhas coladas no teto — que haviam comprado aquele dia — brilhando, Lando foi se deitar.

No meio da noite, ele procurou o contato do ex-marido. Bloqueado. Em todas as redes sociais.

Naquele momento, Lando chorou. Por muito tempo.

E foi assim, durante muitas semanas. Até que Lando seguiu em frente. Por causa de Francisca.

Depois de um ano, Lando não se lembrava dele. Não lembrava nem mesmo do seu nome.

E agora ele era um DJ famoso, com padrinhos preocupados com a sua filha.

Alex e George.

Alex era um professor de ensino médio lecionando história. George era um modelo nacional que nas horas vagas era advogado.

Alex amava Francisca. Que apelidou amorosamente de “Chiquinha.” Era o padrinho menos ocupado que sempre ficava com ela quando Lando estava trabalhando.

George era mais ocupado. Mas mimava a garotinha demais.

Mas agora, os três homens estavam surtando com a pequenina que se arrumava para seu primeiro dia de aula.

Francisca tinha os cabelos cacheados bem definidos — graças ao tio George — havia um lacinho branco prendendo sua franjinha e brinquinhos em formato de corações — dados por Alex.

Ela carregava uma mochilinha do homem aranha e olhinhos verdes brilhantes.

Estava muito animada.

Diferente do pai que estava totalmente emocionado com lágrimas verdadeiras nos olhos.

⸺ Meu deus, eu não posso com isso. Minha menina já está crescendo. — Lando murmurou.

⸺ Papai, eu tenho sete anos. — Francisca disse rindo.

⸺ Você era apenas um brotinho quando eu te conheci, volte ao seu tamanho. — Alex pediu, implorando.

⸺ Eu não posso com isso! — George colocou as mãos nos olhos.

Francisca apenas ria. Seu pai e seus tios eram bobocas.

E ela definitivamente amava essa palavra.

⸺ Papai, já estamos quase atrasados. — ela avisou, estranhamente responsável.

⸺ Tudo bem, estou indo, estou indo. — pegou suas coisas e junto aos outros dois, levou Francisca para escola.

A escola "London Primary School" não era muito longe de casa. E Lando já havia estudado lá. Era uma boa escola. Com boa direção e ótimos professores.

Mas ainda sim, Lando não deixava de ficar preocupado.

No carro, Francisca não parava de falar sobre a escola. George explicava alguma coisa como ela devia se portar. Alex dava dicas sobre educação. Enquanto Lando apenas processava o fato de que sua garotinha já estava no primeiro ano do fundamental.

A chegada foi ainda mais engraçada — pelo menos na opinião de Francisca.

George estava sentado no carro. Observando Alex e Lando abraçando a garotinha que ria, tentando consolá-los com tapinhas nas costas.

⸺ Por favor, se cuide. E me chama qualquer coisa tá bom? — Lando dizia pela enésima vez.

⸺ Cuidado com os garotos grandes. Respeite os professores. — Alex completa.

George se aproximou e dispensou os dois bobocas.

⸺ Se divirta, tá? — sorriu para a afilhada.

Os olhinhos brilharam ainda mais.

Lando amou isso.

⸺ Sim, filha. Se divirta e conte tudo para nós depois. — Lando concordou.

Mais brilho.

⸺ A gente te ama! — Alex gritou, enquanto ela ia embora acenando.

Lando suspirou, sentindo o coração apertado.

⸺ Eles crescem muito rápido.. — Lando choramingou, passando o dedo sobre os olhos.

⸺ Vamos embora, pai do ano. — George brincou.

Essa foi a primeira vez.

Depois de muitas vezes, Lando se acostumou.

As idas para escola eram divertidas, cheias de músicas, com Sabrina Carpenter e Tate McRae no bluetooth.

Eram piadas, conversas bobas e sorrisos radiantes. Às vezes com Alex e George. Ou com apenas um deles. Ou apenas os dois.

Francisca amava ir para escola.

E Lando a amava mais que tudo.

Até que um dia, Lando estava em casa.

Trabalhando em remixes. Seu trabalho dependia de noites, e quando ele não trabalhava, Lando fazia lives de jogos na Twitch para arrecadar dinheiro. 

Não era muito. Mas uma noite de DJ valia todo o mês. Então Lando não podia reclamar.

Trabalhar em remixes ajudava nisso, pois quanto melhor fosse, mais cachê ele ganhava.

Enquanto Lando se concentrava nisso, o celular tocou. Uma. Duas. Três vezes. Mas era óbvio que ele não escutava. Os ouvidos estavam tampados por um Headphone super alto e sua atenção estava totalmente na mesa de DJ.

Isso, bem, até mãos nada delicadas puxarem o aparelho de sua cabeça com força.

⸺ Oh, seu filho da puta! — George xingou, parecendo bravo. — A escola da sua filha tá ligando!

⸺ Que? — Lando piscou. — Ah, desculpa. Ok. — pegou o celular, atendendo.

George revirou os olhos, mas preocupado.

⸺ Olá. É o senhor Norris? — uma voz doce soou em seus ouvidos.

Uma voz masculina.

⸺ Uh, sim. — respondeu, começando a sentir o peito apertar. — Aconteceu alguma coisa?

⸺ Sim, é…sua filha caiu na educação física. Sou o Professor Piastri. — explicou.

⸺ Mas ela está bem? Foi muito grave? — Lando levantou-se com tudo, quase derrubando a mesa de DJ.

George foi mais rápido, segurando o objeto no lugar. Ficando ainda mais preocupado com a reação do amigo.

⸺ Não foi nada grave. Mas ela nunca se machucou, sabe? Então acho que está assustada. Chorando muito. — O professor suspirou. — O senhor pode vir aqui?

⸺ Claro que sim, estou indo agora mesmo. — respondeu preocupado e sentido.

⸺ Certo. — Piastri desligou.

⸺ O que houve?

⸺ Ela caiu na educação física. Não parece ser nada grave, mas ele disse que a minha menina tá chorando muito. — Lando disse triste. — Você vem comigo?

⸺ Claro. Vamos.

Lando pegou as chaves do carro. Ele e George saíram rapidamente até a London Primary. Os dois homens estavam muito preocupados.

George estava em casa justamente para isso. Quando Lando trabalhava em casa — e George podia ajudar — ele sempre chamava o amigo para ficar de olho no telefone, ou apenas para fazer companhia. Ele odiava ficar sozinho. E George era uma ótima babá. Alex sempre trabalhava nesse horário, então era mais difícil.

Lando sabia que, em algum momento, ter George ali, seria importante.

Ao chegar na escola, Lando entrou rapidamente, enquanto George terminava de trancar o carro. Ele não queria perder tempo.

Lando procurou a secretaria. O coração acelerado e os olhos marejados. Ser pai de primeira viagem não era fácil.

Quando chegou na secretaria, a pequena Francisca estava sentada numa cadeirinha, com os olhos vermelhos e gigantes de tanto chorar. Lando não olhou para mais nada que não fosse ela.

⸺ Papai! — Francisca chorou, correndo até ele.

Lando se abaixou e a pegou nos braços como se fosse de vidro. A apertou com força, com carinho e com cuidado. Francisca enterrou o rosto em seu pescoço, chorando, os soluços saindo com força.

Lando abaixou o olhar percebendo o joelho com um curativo e gases. Ele suspirou, mais aliviado. Afagou as costas dela suavemente, beijando sua bochecha, testa, ombro e suas lágrimas.

O consolo agora era muito mais importante do que qualquer coisa. Pelo menos foi isso que Dona Cisca o ensinou quando ele disse que iria ser pai.

Abraçou e beijou.

Disse que ia ficar tudo bem.

Que a amava.

Que cuidaria dela.

Francisca apenas assentiu, escutando e abraçando mais o pai.

⸺ Vem, querida. — Lando segura ela no colo, levantando-se.

Ela já estava mais calma e limpava o nariz e os olhinhos com os braços. Francisca fungou e virou o rosto em direção a uma figura que estava até agora parada ali.

E Lando não tinha percebido, porque se tivesse, com certeza não teria tirado os olhos dele.

Francisca olhava para ele, agora com o semblante mais tranquilo e um sorriso bobo no rosto.

⸺ Papai, esse é o Professor Piastri. Ele quem fez meu curativo. E me consolo enquanto você não chegava.

O tal professor Piastri era lindo. Lindo não era bem a palavra. Ele era muito mais que isso. Simplesmente maravilhoso. Seus cabelos eram grandinhos e caíam em ondas. Sua franja era dividida e uma mecha dela caía suavemente pela testa cheia de sardas. Seus olhos eram castanhos como mel e seu sorriso parecia com um de coelhinho. Fofo. Professor Piastri era sem dúvidas, fofo e maravilhoso.

⸺ Ah. Sim. — ele estendeu a mão até Lando. — Oscar Piastri ou professor Piastri para os pais e crianças.

Lando engoliu seco. Sentiu o coração bater mais forte. As mãos que seguravam a filha suaram, enquanto ele estendia uma delas e apertava a mão de Oscar. Suas bochechas esquentaram no mesmo momento.

Ah, que patético.

⸺ Professor Piastri é meu professor favorito, papai!

Professor Piastri sorriu sem graça. Lando piscou e sorriu, concordando.

Professor Oscar Piastri também era seu professor favorito a partir de hoje.

Notes:

Obrigado por ler.