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Gostava da atitude dele. Do modo como experimentava o que lhe propunha. Pareciam ser dias ou horas, não havia a noção do tempo enquanto tinha minhas pernas por entre as dele. Tudo o que podia oferecer, infelizmente. Não que ele necessitasse de algo a mais.
O Moço das Flores, era como o chamava. Embora com feições delicadas, tinha o olhar agressivo, que me encantava de um modo indescritível.
Às vezes sua máscara caía: era possível ver a tristeza que ele escondia por trás dos olhos selvagens. Gostaria de pedir perdão, mas nunca fui capaz de fazer coisa alguma além de usá-lo. E ele, a mim.
Tão subitamente como apareceu na minha vida, ou na minha cama, ele se foi. Com suas rosas por entre os dedos, sem olhar para trás. Deixou seu perfume na caixinha onde eu guardava os poucos sentimentos que floresciam por ele, os levando para algum lugar, bem distante de mim, para bem longe dele também.
