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Meu autor favorito é meu colega de classe?!

Summary:

Xiao é um dos garotos mais infames do colégio, com uma expressão carrancuda e uma atitude distante. O que ninguém sabe é que ele ama ler fanfics de madrugada no A2D, especialmente uma certa fic de um autor chamado Kazedaa.
A última coisa que ele esperava era descobrir por acidente que seu autor favorito também estuda no mesmo colégio que ele... e os dois tem interesses em comum?!

Notes:

Yo galera! Chibi aqui de novo com outra fic de Genshin, mas dessa vez eu juro que não é angst!
A ideia disso aqui saiu da tradução mal feita de um certo trecho da quest do Xiao, mas cá entre nós, se ele sabe que tem literatura de qualidade duvidosa sobre os Yakshas em Liyue, isso quer dizer que ele leu os livros?
E foi aí que eu brotei no chat do discord do Aniverse, falando sobre como o Xiao é fanfiqueiro, aí juntou com a minha vontade de escrever algo pro inferno astral com ship e bum! Temos essa fic.
Eu curti muito escrever, deixei cheio de coisinhas legais pra vocês a história, então espero que vocês gostem e curtam!
Boa leitura a todos!

Ana/Chibi~

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Se havia algo que era quase uma verdade absoluta no principal colégio de Teyvat, é que Xiao era problema. Ou melhor, Xiao era O problema. Sempre com uma carranca e com a testa franzida, alguns diziam inclusive que ele era parte de uma gangue que aprontava por aí na cidade de madrugada.

Mas o que quase ninguém sabia ou acreditava, era que Xiao não era um mal exemplo tão grande assim. Toda vez que Ganyu dizia tais coisas, ela apenas se deparava com risos de incredulidade e isso era frustrante. As pessoas realmente se esqueciam que ela era irmã de Xiao e sabia muito bem que o irmão estava longe de ser o delinquente que a escola inteira parecia pensar que ele era.

Em casa, não existia pessoa mais tranquila que Xiao. Ele fazia suas tarefas sem reclamar; cuidava da irmã mais nova, mesmo quando ela pedia o famigerado “leite de Cocogoat”, e ainda tirava um tempo para ficar quieto no quarto sem incomodar ninguém com barulho. Sinceramente, Ganyu não entendia de onde vinha a fama de problema. Ainda mais depois daquele dia que ela acidentalmente pegou o irmão distraído em um certo site às 4 da madrugada...

No dia do incidente, Xiao a fez jurar que não contaria a ninguém sobre aquilo, mas mesmo que Ganyu contasse, ninguém acreditaria. Afinal, quem acreditaria que o bad boy número 1 da escola gostava de ficar lendo fics no A2D de madrugada?

Mas existia uma fic que Xiao considerava a melhor de todas. Era uma fic escrita por um usuário com o nome de Kazedaa e ela se chamava “Em nome do vento”. Xiao acompanhava aquela história desde os primeiros capítulos e sempre fazia questão de deixar comentários quilométricos, e o autor sempre respondia com respostas igualmente longas.

Naquela manhã em especial, Xiao estava morrendo de sono. O motivo: ele havia virado a noite lendo o último capítulo de Em nome do vento e, mesmo assim, não havia conseguido terminar. Kazedaa havia se superado dessa vez, com um capítulo incrivelmente denso de mais de 20k de palavras. E Xiao, sendo o que seus amigos já haviam apelidado de “cadelinha do ficwriter”, não conseguia esperar para se deliciar com mais um capítulo da sua fic favorita.

Então o plano era simples: no intervalo do almoço, Xiao iria pegar o celular, logar no site do “Aniverso2D”, popularmente conhecido como A2D, terminar de ler o capítulo 72 de Em nome do vento e ia deixar mais um comentário gigantesco como sempre fazia.

Encostado no muro, Xiao terminava de digitar as últimas linhas do comentário, inclusive dando uma caixa de kudos não contabilizados no final dele, como de costume, quando notou uma comoção acontecendo no pátio.

No meio da confusão, estavam alguns membros daquele clube esquisito que se denominava de Fatui e, do outro lado, estava Venti, o garoto da sua sala que às vezes levava um violão para a escola e ficava o intervalo todo tocando as músicas que as pessoas pedissem a ele.

— Escuta aqui, seu baixinho atrevido, você quer que eu quebre todos esses seus dentes, não é? — Um dos Fatui ameaçou, com um punho cerrado.

— Eu apenas disse a verdade, nada mais. — Venti ergueu as mãos na tentativa de ganhar mais espaço. — Se a carapuça serviu, é porque, na conta, há algo vil, ehe.

Xiao viu que a situação iria escalar e resolveu intervir antes que Venti saísse com um olho roxo e alguns dentes a menos.

— Oe, o que pensa que tá fazendo? — Ele se aproximou com uma expressão irritada, a mesma que havia começado os boatos de que ele era membro de uma gangue.

O Fatui engoliu em seco. Todos sabiam da fama de Xiao e nenhum deles queria descobrir se os boatos eram verdadeiros ou não.

— Estão esperando o que?! — Xiao encarou os Fatui. — Sumam logo daqui!

Morrendo de medo, os Fatui logo saíram correndo, deixando apenas Xiao e Venti naquele canto. Enquanto Venti recuperava o fôlego depois de quase apanhar, Xiao notou o celular caído no chão, com o navegador aberto no A2D e um certo user familiar logado na página.

“Só pode estar brincando…” Foi o único pensamento que passou na mente de Xiao enquanto ele tentava não surtar com sua descoberta. Tentando manter a compostura, ele resolveu mudar seu foco para algo mais urgente no momento.

— Você está bem?

— Ahn? — Venti olhou confuso para Xiao. — Tirando o susto que foi a experiência de quase apanhar, eu não entendo por que resolveu me ajudar?

— Eu também não gosto dos Fatui. E nem de bullying gratuito.

— Ehe, você não é um monstro como os rumores dizem, Xiao. — Venti comentou com um sorriso maroto. — Mas então, a história da gangue é verdade?

E antes que Venti conseguisse uma resposta, Xiao já tinha sumido para algum outro canto.

— Ué, onde ele foi? — Venti coçou a cabeça, pensativo. E assim que olhou a hora, viu que teria que deixar para responder o novo comentário que havia recebido depois. — Melhor me apressar, não posso me atrasar para o ensaio da banda…

E olhando de longe, enquanto Venti se afastava, Xiao não conseguia processar a informação que: 1) Ele tinha descoberto a identidade em off de Kazedaa; e 2) Ele tinha salvo seu autor favorito de apanhar de um bando de gente irritante por acidente.

Tentando manter a calma até chegar em casa, ele seguiu mecanicamente seu dia, até finalmente sentar na frente do computador, abrir seu discórdia, selecionar o servidor “Cafofo dos Adepti” e começar a surtar no chat geral.

 

Alatus: pelos arcontes gente, eu não sei o que fazer!

Bonanus: ih, será que é hoje?

Bosacius: quem morreu dessa vez, Alatus?

Indarias: F pro Alatus, gente.

Bonanus: F

Bosacius: F

Alatus: WTF gente, eu não matei ninguém!

Indarias: mandou alguém pro hospital, então?

Bosacius: arranjou uma namorada?

Bonanus: sua fic favorita acabou?

Indarias: (emoji de raiva)

Bosacius: (emoji de raiva)

Bonanus: o quê? vocês sabem como o Alatus é cadelinha daquele autor lá.

Alatus: pelos arcontes, gente! Eu não matei, nem mandei ninguém pro hospital! Muito menos arranjei uma namorada!

Quilin: É verdade, não tem uma garota com os parafusos no lugar que iria querer namorar ele.

Menogias: mais um dia do Alatus surtando por fic então…

Alatus: vocês não tão entendendo… EU ENCONTREI MEU AUTOR FAVORITO EM OFF!

Menogias: eu não disse?

Bosacius: e ele sabe que você é cadelinha dele?

Alatus: ele nem sabe que eu sou o fã número 1 da fic dele… (emoji de choro)
            eu descobri a identidade dele por acidente… o celular tava logado no A2D e eu vi o nome de usuário.

Indarias: tá mas, isso lá é motivo pra surtar?

Alatus: Indarias… Kazedaa é meu colega de classe. Eu vou morrer depois de ter descoberto isso aaaaaaaaaaaa!

Quilin: Agora é um bom momento pra mandar F.

Menogias: estamos aqui reunidos para o enterro da dignidade do Alatus. Alguém tem últimas palavras?

Indarias está digitando… Bosacius está digitando...

 

E antes que Xiao pudesse escrever algo sobre seus amigos querendo enterrar sua dignidade, ele escutou batidas leves na porta do quarto e se virou para atender.

— Xiao, você tá bem? Não é sempre que você surta no servidor do discórdia… — Ganyu perguntou, preocupada.

— Eu não sei o que fazer, Ganyu. — Ele comentou, cansado. — E valeu pelo roasting extra no server.

— Xiao, eu sei que a gente vive brincando com seu amor por aquela fic e que pode ser um choque ter descoberto a identidade em off do seu autor favorito, mas o que você realmente quer fazer com relação a isso?

— Ganyu, o que você faria se alguém que você admira online é alguém que também tem o seu respeito em off?

— Eu não gosto da Keqing nem nada do tipo!

— Eu nem mencionei nomes! Era uma situação hipotética, geez. — Xiao olhou com uma expressão contrariada para sua irmã. — Espera um minuto…

— O que foi dessa vez, Xiao?

— Mas que droga! — Ele ficou tão pálido quanto uma folha de papel chamex. — Ganyu, eu vou morrer mesmo, ele não é só meu colega de classe.

— Calma Xiao, isso pode ser uma oportu…

— Ganyu. — Xiao interrompeu com o desespero estampado em seu rosto. — Nós dois participamos da mesma extracurricular.

E, enquanto Ganyu tentava miseravelmente acalmar seu irmão e traçar um plano que talvez permitisse que ele conversasse normalmente com seu autor favorito, a noite foi seguindo.

No dia seguinte, Xiao estava uma pilha de nervos. Depois de ter dormido muito mal, preocupado com a situação envolvendo seu autor favorito, Xiao finalmente tinha juntado a coragem e resolvido enfrentar o que viesse de frente… ou não.

Na verdade, naquela manhã Qiqi tinha chegado com uma flor quigxin pressionada e entregado a ele, dizendo que ia dar sorte. E, sendo o bom irmão mais velho que era, claro que Xiao aceitou com gratidão o presente de Qiqi.

E, graças ao amuleto caseiro que tinha recebido de sua irmãzinha, Xiao agora estava tomando coragem de pisar no setor de música da escola. Ele entrou na sala de prática que estava meio vazia e logo descobriu que tinha se enganado. A sala não estava tão vazia assim. Isso porque todos que já estavam lá estavam fazendo uma rodinha em volta de Venti que estava tocando… Aquilo era uma harpa? Quantos instrumentos Venti tocava afinal?

Olhando o estojo de sua flauta, Xiao apenas ficou apreciando de longe, não querendo causar uma confusão só por se aproximar. Não demorou muito para que a prática começasse de verdade e, mesmo com a mente distraída, Xiao conhecia tão bem a peça que estavam praticando que estava praticamente tocando de memória.

No final da prática, ele decidiu que se iria falar com Venti, teria que ser naquele momento. A maior parte da banda já tinha ido embora, e os poucos que restavam na sala de música já estavam de saída também… exceto Venti.

Venti parecia aproveitar cada minuto que podia e tinha se sentado ao piano no canto da sala e tocava uma melodia que era uma velha conhecida de Xiao. Ele se aproximou e prestou mais atenção na melodia que estava sendo tocada. Realmente, era parte da OST do último evento daquele tower defense cheio de waifus e muito generoso com jogadores free-to-play.

— Essa música... é do último evento daquele tower defense?

— Xiao! Não esperava te ver por aqui! — Venti abriu um sorriso. — E é sim, gostei tanto do evento que estou tentando tirar a OST de ouvido, ehe.

— Afinal, quantos instrumentos você toca? Toda vez eu te vejo tocando algum diferente.

— A maioria é só um passatempo, tirando a harpa, o piano e o violão. Mas eu não sabia que você tocava um instrumento, Xiao.

— Ah, a flauta. Foi ideia do meu pai, mas eu acabei gostando do som.

— E você também joga aquele tower defense, não é?

— A arte dos personagens é bonita. E a história é boa… — Ele tentou desviar o assunto, falhando miseravelmente.

— Ah, eu comecei a jogar depois de escutar as músicas. — Venti comentou, fingindo que não viu como Xiao estava incomodado. — Sabe, as vezes eu tenho vontade de acreditar que a empresa do jogo na verdade é uma produtora de música e o jogo é só desculpa… Você tá bem, Xiao?

Xiao olhou aqueles olhos esmeraldas brilhantes e nesse momento teve uma epifania. Pelos Arcontes, seus amigos estavam certos. Ele realmente era muito cadelinha do seu autor favorito e isso só tinha piorado depois de descobrir a identidade offline dele.

Suando frio, ele apenas deu uma desculpa esfarrapada e saiu dali o mais rápido possível, antes que alguém pudesse terminar de dizer “cecilia”.

Com as mãos tremendo enquanto digitava em um canto escondido, Xiao apenas mandou uma mensagem para a pessoa mais sensata que conhecia: Ganyu.

 

Ganyu, acabei de descobrir que eu realmente gosto de alguém.

Como que eu faço pra confessar sem morrer de vergonha antes?

 

            Pera, como, quem e desde quando?!          

 

 O que eu faço?! (figurinha de desespero)

 

            Espera, vou perguntar pra Beidou como se faz.

 

Xiao olhava fixamente para a tela do aparelho, esperando pela resposta que Ganyu tinha ido buscar. Já que ele tinha se enfiado num buraco que não sabia como sair dele sozinho, era hora de chamar a cavalaria, quer dizer, chamar sua irmã mais velha para resolver a situação.

E não demorou muito para Ganyu retornar com uma resposta.

 

Ela disse que é só chegar e falar na cara da pessoa.

Se der ruim, você só sai e finge que nada aconteceu.

 

            Certo.

 

(Figurinha de boa sorte)

 

Okay, ele tinha tudo em mãos. O amuleto da sorte de Qiqi estava no bolso da calça. Ganyu havia lhe dado conselhos amorosos. Ele esperava que Venti ainda estivesse na sala de música, senão tudo iria por água abaixo.

Agora ele só precisava confessar.

Aquela foi a caminhada mais longa de toda a vida de Xiao, mas, mesmo com a ansiedade comendo-o por dentro, ele se forçou a dar os passos até a sala de música praticamente deserta naquele fim de tarde.

Encostado no piano, Venti estava distraído mexendo no celular. Xiao se aproximou silenciosamente e chamou o ficwriter.

— Venti.

— Oh, Xiao! Já está melhor?

— Desculpa, é que por um momento…

— Por um momento?

— Erh, isso é um pouco de informação demais. — Xiao coçou a cabeça, meio sem graça. — E bem, naquele dia, eu sem querer vi que seu celular estava logado no A2D e… Porfavormedáumautografoporqueeusouomaiorfãdasuafic!

— Espera, o que você disse? Você falou tão rápido que eu não entendi nada…

— Eu também gosto muito da sua música, sempre fico escutando de longe nos intervalos! — Ele continuou, agora com o rosto mais vermelho que uma pimenta Juyun.

— Obrigado, ehe. Mas foi por isso que saiu correndo mais cedo?

— Não, é que...

Sem graça e com o rosto totalmente corado, Xiao tentou se apoiar em alguma superfície para se estabilizar, mas sua mão escorregou e, sem que ele percebesse, seu celular, ainda logado no A2D, caiu no chão com a tela mostrando a informação para quem quer que olhasse.

E o pior pesadelo de Xiao aconteceu, já que Venti olhou o celular caído no chão e logo ligou A com B assim que viu o nome de usuário logado.

— Ah, então eu finalmente descobri a identidade do meu fã número um!

E antes que Xiao conseguisse processar o que estava acontecendo, Venti chegou no pé de seu ouvido e sussurrou:

— Obrigado pelos comentários, Xiao. Eles sempre fazem o meu dia, alguns até mesmo a minha semana. — E ele terminou com um beijo delicado e sentimental na bochecha de Xiao.

Sem saber como reagir, Xiao apenas tentava inutilmente processar o que tinha acabado de acontecer. Ele levou uma mão à bochecha que havia recebido o beijo e, sem que percebesse, um sorriso bobo se abriu em seu rosto. Sem filtro, ele fez a proposta mais ousada que seus neurônios torrados conseguiam elaborar naquele momento.

— Ei Venti, dueto?

 


 

Lendo a nota final no último capítulo postado de Em nome do Vento, Xiao não conseguiu disfarçar o quanto seu rosto tinha ficado corado.

Ao seu lado, Venti estava com aquele sorrisinho de gremlin que era praticamente sua marca registrada, esperando uma reação.

— E então, gostasse?

— Tá maravilhoso. — Xiao tentou esconder o rosto corado na camiseta. — Mas precisava mesmo dessa nota final?!

— Awn, eu achei que você ia gostar, então não precisa de envergonhar, ehe.

E resmungando algo inaudível, Xiao parou de esconder o rosto e puxou Venti para mais alguns beijos, aproveitando o tempo que tinham juntos.

Dali pra frente, os dois, emocionalmente investidos naquele relacionamento que começou com mera admiração, estavam dispostos a fazer seu próprio felizes para sempre…

Ou pelo menos, felizes até a próxima crise de bloqueio criativo.

Notes:

Sinto muito pelo Venti não rimar o tempo todo nesse AU, aqui ele só rima quando quer provocar os outros, ehe~
Gostaram das referências? Confesso que fui descarada sim com algumas delas, inclusive um certo jogo de gacha, cof cof
Quem me arrastou pro inferno XiaoVen foi a Yuui, mas confesso que eu já era cadelinha de AUs com os adepti sendo um família yay~ (E não deu pra colocar na fic, mas o pai do Trio – Ganyu, Xiao e Qiqi – é ninguém menos que o Zhongli e.e)

Bora pro momento de biscoitos e agradecimentos, tuts tuts
@Itsplutoy, que fez a capa mais que perfeita pra fic... e que vocês podem conferir no Spirit. Eu juro que quando vi a capa eu dei um berro e na hora já pensei "mds, tá perfeito!"
@akyuu, meu amore de beta, que teve altos surtos junto com o Xiao enquanto betava e meu, eu fico muito feliz quando meu beta tem altos surtos durante o processo de betagem, dá uma sensação de dever cumprido!

E não esqueçam de visitar o perfil do ProjetoAniverse pra mais histórias incríveis escritas por muita gente talentosa... e eu acho que tô esquecendo algo?
Ah é, joguem Arknights!

É isso galera, até uma próxima~