Chapter Text
Uchiha Nagi estava morrendo, meio eviscerada por um homem em uma máscara laranja com olhos como os da família dela. Ele não falou nada enquanto a cortava, ela era somente outra morte insignificante no meio de tantas outras e isso foi o que provavelmente salvou a sua vida. Como ela não tinha tanta importância, ele não foi cuidadoso com ela. Apesar de ser um golpe fatal, não foi rápido e deixou-a com as entranhas saindo do seu estômago aberto. Não era uma morte rápida ou fácil de encarar. Ela estava sozinha, morrendo e com muito, muito medo e algo enterrado profundamente dentro da sua alma tinha sentido isso antes. E então ela lembrou.
Chrome acordou com uma dor familiar e em um corpo de criança. Ela juntou seus órgãos por um reflexo, já acostumada a construir seus órgãos de ilusões. Ela teve um momento de desorientação para identificar as memórias de Uchiha Nagi e para realizar que ela havia reencarnado. E levou outro momento para notar que alguém tinha tentado assassiná-la e pensaram que haviam conseguido. E ela notou que quem havia tentado matá-la viria checar os sobreviventes. Ela teceu uma ilusão sob o seu corpo à tempo, já que o homem da máscara voltou para checar os mortos. Foi uma longa meia hora, deitada muito parada em uma poça do seu próprio sangue esperando ajuda chegar.
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Todos estavam mortos. Todos menos seu primo Sasuke, somente um ano mais velho que ela. O esquadrão Anbu havia pensado que ele tinha sido o único sobrevivente até que ela dissipou a ilusão e caiu aos pés do esquadrão de resgate. De acordo com os med-nin era um milagre que ela estivesse viva, sua sobrevivência claramente um acaso. Aparentemente, Sasuke não tinha sido nada disso. Primo Itachi, irmão mais velho de Sasuke tinha sido o responsável por matar todos e deixou Sasuke vivo de propósito. Pelo menos essa era a história e o que Sasuke tinha visto parecia combinar com isso. Chrome tinha suas dúvidas. Ela tinha visto o homem que quase a tinha matado e ele não se movia como Itachi. Mesmo assim ela segurou o seu silêncio e não disse nenhuma mentira, só que ela havia visto um homem de máscara com o sharingan e que tudo havia sido muito rápido, mas não falou nada sobre suas dúvidas. Havia algo mais em ação aqui e ela era a névoa. Ela sabia que não podia mostrar todas as cartas antes de conhecer o jogo.
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Ela nunca foi particularmente próxima de Sasuke. Ele era o herdeiro do clã e um garoto. E honestamente ele era um pouco egocêntrico, enquanto ela era outra de seus vários primos, quieta e um pouco solitária. Agora ele era a única família que lhe tinha restado e ainda assim ela não se sentia próxima dele. Ele estava obcecado com poder, vingança, Itachi e ela sabia que ele não ouviria as suas dúvidas. Ele não pensava muito nela, tinha sutileza como uma fraqueza e dispensava ela como irrelevante para os seus planos. Era como se ele pudesse esquecer que Itachi o deixou viver enquanto ela havia sobrevivido depois de tentarem matá-la, quem quer que eles sejam. Entretanto, Chrome era a névoa e ela sabia o potencial de ser subestimada. Ela deixou Sasuke e a vila inteira pensarem que a sobrevivência dela era um acaso da sorte. Ela escondeu suas chamas e fingiu, fingiu que o seu agressor tinha cometido um erro e não a tinha ferido tanto quanto ele imaginou, fingiu que usou genjutsu ao invés das chamas da névoa para esconder o fato que ela ainda estava respirando. E foi recompensado pela maneira que as pessoas não deram importância à ela e a deixaram fazer o que quisesse. Enquanto Sasuke tinha a atenção, respeito e o escrutínio por ser o herdeiro dos Uchiha e a última esperança para a continuação do clã, Chrome estava livre para fazer o que ela quisesse.
Ela não precisava do respeito de Sasuke. Ela já havia aprendido em outra vida que família é algo escolhido , não algo com o qual você nasce. E ela podia sentir que a sua família escolhida estava ali em algum lugar. Ela só precisava encontrá-los. Talvez eles preenchessem o vazio deixado pela perda do clã dela.
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Ela encontrou Tsuna primeiro, claro. Ele estava sempre no centro de tudo. Ele tinha se lembrado havia anos e estava na turma dela na academia o tempo todo. Ela não conseguia imaginar a dor de saber que a sua família estava em sua volta mas não tinha lembranças de você. Tsuna havia crescido no orfanato e havia lembrado quem ele era quando tinha 2 anos quando ele havia caído em um rio e quase morreu afogado. Ele estava sozinho e sem família e ele sabia exatamente o que estava perdendo. A solidão deveria ter sido insuportável antes que alguns guardiões começassem a se lembrar. Mesmo agora, as coisas ainda não estavam totalmente certas. Alguns guardiões ainda não lembraram, contudo Tsuna proibiu ela de tentar acordá-los, falando que eles se lembrariam no momento certo e não poderiam forçá-los. Ele era muito nobre para o seu próprio bem algumas vezes.
Tsuna levou-a até Mukuro-sama, um daqueles que já havia acordado. Ele se lembrava faziam dois anos e passou grande parte desse tempo usando as chamas da névoa para atrapalhar o conselheiro Danzo e sua operação Anbu eticamente duvidosa. Mukuro estava feliz em vê-la assim como ela estava já que não parecia certo que suas chamas ficassem separadas depois de tanto tempo juntas. Era bom juntá-las novamente debaixo do abrigo do céu de Tsuna. O clã dela podia estar morto, porém ela tinha o seu gêmeo de alma de volta, seu chefe e alguns dos seus amigos e o resto era só uma questão de tempo.
