Work Text:
Em uma noite pacata na cidade de New York, pessoas corriam de um lado para outro torcendo para que chegassem o mais cedo possível em casa. Seja a pé ou nos carros, as pessoas estavam ansiosas, afinal, era sexta feira. O dia foi ensolarado e ainda continuava um pouco quente durante a noite, porém tinha uma leve brisa refrescante tornando a temperatura bem agradável. O fim de semana estava próximo e todos queriam ter o seu merecido descanso, entretanto nem todo mundo estava indo para casa.
Wade fazia a ronda noturna pelos telhados dos prédios da cidade com uma companhia. Estar do lado dos mocinhos era algo novo e ainda tinha a vantagem que seu parceiro na noite era o jovem gentil, conhecido popularmente como Homem Aranha. Obviamente este não era o verdadeiro nome do garoto, que tipo de pais cruéis fariam isso? Porém Wade não fazia ideia de qual era o verdadeiro nome do amigão da vizinhança, muito menos havia visto seu rosto. Protocolo de segurança da S.H.I.E.L.D., já que Deadpool claramente não era alguém que poderiam confiar até aquele momento.
Wade Wilson prestava atenção em cada detalhe, estava determinado a fazer seu trabalho bem feito e não deixar nada passar. Era uma espécie de "estágio" e o Homem Aranha era seu "supervisor". Porém, ao contrário dele, o homem ao seu lado parecia bem distraído e calado.
- Ei, cara! Tá tudo bem? - Wilson chamou, tocando seu ombro. - Você parece distraído, sei lá.
- Tô bem! - o Cabeça de Teia disse, mas ainda soava meio disperso. - Tô com problemas em casa, na faculdade, você sabe.
Wade interrompeu o outro rapaz dizendo:
- Você não pode me contar, lembra? Já pensou se Nick Fury sai de trás daquele muro e me tranca Deus-sabe-onde?! - diz risonho.
Parte do protocolo também, Wade não poderia saber de coisas pessoais sobre o seu parceiro como endereço, onde estuda, com quem mora e afins. Mas Wilson queria saber isso e queria saber muito mais. Felizmente o protocolo não dizia nada sobre comentar sobre séries.
Homem Aranha solta um suspiro arrastado e estica seus braços, se espreguiçando.
- Eu terminei a série que você me recomendou, Sense8. É realmente muito boa. - comenta sentando no parapeito do prédio e Deadpool fazendo o mesmo.
- Você gostou? Que ótimo! Uma pena que o final foi tão corrido, seria incrível se tivesse uma outra temporada ao invés daquele episódio final. - Wade diz, soando um pouco decepcionado.
- Pelo menos teve final. - o garoto responde, tentando animar o companheiro. - E foi um final ótimo se compararmos com Lost.
- Não, por favor! Não fala sobre essa série na minha presença, nunca fiquei tão frustado. - disse Wade cruzando os braços e fazendo bico como uma criança mimada.
Os dois caem na gargalhada. O mais jovem tinha uma risada muito alta e contagiante.
- Eu adoro a sua risada. - Wade diz de maneira automática, demora alguns segundos para o seu cérebro processar o que ele acabou de dizer. - Não! Eu quis dizer que ela é bonitinha, engraçadinha.
O embaraço de Wade com as palavras fez o Homem Aranha rir um pouco mais.
- Também gosto da sua risada. - disse simplesmente.
Wade parou alguns instantes para pensar. Ele disse "adoro", o Aranha disse "gosto". Será que era um espécie de recado? Era o garoto dizendo que ele jamais teria uma chance? Deadpool ficou pensando sobre isso por alguns instantes, até seu parceiro cortar sua linha de raciocínio, ou melhor, paranóia.
- Sabe, eu gostaria de ser um sense8.
- Por que? Você gostaria de participar da orgia deles? Não esperava isso vindo de você, Spidey. - disse Wade com um riso provocativo.
- Claro, meu sonho é fazer uma orgia telepática com mais sete pessoas. - diz o jovem revirando os olhos para aquele comentário, ao menos Wade pensou que sim. - Não vou te contar mais.
- Poxa! Vai me deixar curioso?
- Vou!
Algumas horas se passaram e nada de muito extraordinário aconteceu durante a noite que se seguiu.
- Olha, o sol já tá nascendo. - disse o garoto apontando para o horizonte onde os primeiros filetes de luz solar começaram a surgir e pintar o céu. - Vamos! Tenho coisas 'pra fazer hoje.
Há vários dias, Wade presenciava o nascer do Sol com o Homem Aranha e todos os dias a visão parecia se renovar, cada dia parecia mais bonito e cada dia seus sentimentos pelo rapaz aumentavam.
Spidey já havia visto seu rosto. Foi numa noite muito quente e seca, Wade não aguentava mais usar a sua máscara que parecia sufocá-lo e resolveu tirar. O Cabeça de Teia não parecia estar desconfortável, eles interagiram normalmente, riram e brincaram como sempre. Eles se sentiam completamente confortáveis na presença um do outro, era nítido. Provavelmente se a S.H.I.E.L.D não tivesse esse bendito protocolo eles seriam bons amigos. Embora Wade não quisesse que fossem só amigos.
O amigo da vizinhança tosse para chamar a atenção de Deadpool.
- Wade, eu preciso de um favor. - disse, um tanto sem jeito. - Um amigo meu precisa, na verdade.
- É alguma coisa perigosa? Vindo de você é claro que não, mas pode mandar.
- Eu tenho um amigo. Bem, não somos amigos exatamente. Um conhecido. Isso, ele é meu conhecido. - o rapaz soava cada vez mais sem jeito, parecia perdido com as palavras. - Ele trabalha em um jornal e seria ótimo se ele conseguisse uma entrevista com você. Já que agora você está na S.H.I.E.L.D., conseguir uma entrevista com você seria incrível pra ele. Seria apenas uma horinha hoje a tarde, nada demais. Por favor!
Wade olhou para o jovem e fingiu pensar. Claro que fingiu apenas. Se seu parceiro pedisse, ele faria até uma coletiva de imprensa com dezenas de repórteres. Ah, as loucuras que ele estaria disposto a cometer simplesmente por paixão ou tesão, ou os dois.
- Acho que tudo bem, não tenho nada pra fazer hoje mesmo. - Wade foi sincero, seu plano do dia seria assistir séries e filmes, mas poderia dar uma horinha para esse tal entrevistador.
- Obrigado, sério! - disse o Homem Aranha, parecia bem aliviado e contente com a resposta. - Ele vai te encontrar às duas horas naquela cafeteria que você me disse que adora.
O rapaz então acenou para Wade e pulou do prédio, atirando suas teias e seguindo seu caminho. Deadpool resolveu fazer o mesmo e voltou para o seu apartamento.
Mais tarde naquele mesmo dia, Wilson vestiu suas roupas casuais que consistiam em calças jeans surradas e um moletom cinza escuro de touca. Então ele seguiu para a lanchonete na hora marcada. Chegando lá, sentou-se em uma mesa vazia e esperou, afinal ele não sabia como esse amigo do Homem Aranha se parecia. Alguns minutos se passaram, nada que o fizesse ficar irritado, e logo um rapaz de cabelos castanhos entrou. Ele parecia um pouco afadigado, como se tivesse corrido. Logo o rapaz olhou para Wade e foi na direção dele.
- Com licença, você é Wade Wilson? - ele sussurrou.
Wade acenou positivamente. Era esse o amigo do seu parceiro de ronda? O jovem trajava roupas comuns, calça jeans, camisa xadrez azul e carregava uma mochila cinza. Seus cabelos castanhos estavam levemente bagunçados, talvez por ter corrido ou apenas não ter tido tempo para se arrumar. Certamente alguém que passaria despercebido por Wade na multidão.
- Pelo jeito você sabe meu nome, mas eu não sei o seu.
- Me desculpe, sou Peter Parker. - disse simplesmente, estendendo a mão e cumprimentando Wade, aparentava estar um pouco ansioso. - Trabalho para o Clarim Diário. Muito obrigado por vir, senhor Wilson.
- Não precisa ser tão engessado, você me envelheceu 40 anos falando assim. - Wade respondeu, tentando quebrar o gelo. O rapaz não aparentava ser alguém de má índole, afinal, era amigo do Homem Aranha, como poderia ser diferente? - Senta aí, vou pedir uma bebida. Quer alguma coisa?
Wade chamou a garçonete, Peter pediu um chá gelado.
- Deixa eu adivinhar, cappuccino com chantilly e canela. - disse a moça apontando sua caneta para Wade.
- Acertou! Obrigado, Peggy. - respondeu com um sorriso e a moça se retirou.
- Então, você vem sempre aqui? - o rapaz perguntou, mas já sabia que sim, sabia que ele ia sempre que podia e sabia que cappuccino com chantilly e canela era sua bebida favorita.
- É uma espécie de cantada? Eu sou um pouco mais difícil que isso. - respondeu com tom risonho. - Mas sim, eu venho sempre.
Peter não sabia como dar continuidade àquela conversa, não poderia falar nada muito invasivo e também não poderia deixar que caísse na monotonia. A música ambiente era alguma canção de Ed Sheeran que Peter não sabia ao certo o nome. Falou a primeira coisa que veio à mente.
- Você gosta de Ed Sheeran? - assim que terminou a frase, Parker sentiu vontade de bater sua cabeça na mesa, que raio de pergunta foi essa? Ele estava fazendo uma entrevista para um jornal e perguntou sobre música.
- Um pouco. - o mais velho respondeu.
Suas bebidas chegaram e eles ficaram em silêncio por alguns segundos, enquanto Peter se xingava mentalmente por ser um tremendo cabeça oca.
- Minha música favorita dele é The A Team.
Peter se surpreendeu um pouco, Wade não parecia gostar de verdade desse tipo de música.
- Você não faz o tipo que curte Ed Sheeran. - disse Peter sorrindo, feliz por finalmente ter um assunto para se agarrar. - A minha favorita é Castle On The Hill.
- Por quê? Pareço alguém com péssimo gosto musical? O Ed é incrível.
- Concordo plenamente. - respondeu Peter e levantou sua bebida como quem sugeria um brinde. - Ao nosso gosto musical extremamente refinado.
Wade sorriu e levantou sua xícara, fazendo "tim-tim".
- Quem diria, seu jeito e humor são igualzinhos ao dele.
Peter viu o sorriso que Wade deu ao se referir a "ele", isso o fez sentir uma pontada de culpa. Afinal estava enganando alguém que o considerava muito.
- Pelo tempo de convivência, eu acho.
Ah, pelo amor de Deus! Quem poderia culpá-lo por querer ver seu colega, por quem ele tem uma leve paixonite, fora do horário de expediente? Com certeza Fury jamais descobriria e, se descobrisse, ele diria que o objetivo era a entrevista para o jornal. Não era um plano necessariamente brilhante, mas foi o que ele conseguiu pensar durante a ronda noturna.
- Imagino. - disse Wade bebendo seu cappuccino.
- Podemos começar? - Peter disse, tentando afastar seus pensamentos. Pegou o pequeno gravador e colocou sobre a mesa.
Wade acenou positivamente com a cabeça enquanto bebia seu delicioso cappuccino.
Peter fez algumas perguntas básicas, vez ou outra fazia uma pergunta um pouco mais pessoal, porém Wade tinha o direito de se recusar a respondê-las.
- Tá acabando, finalmente. - disse Peter se espreguiçando. Depois percebeu que aquilo poderia soar como uma ofensa para o rapaz a sua frente. - Não é como se eu não gostasse da sua companhia.
- Eu entendo, você deve estar cansado, dá pra ver na sua cara que dormiu mal. - disse Wade com um sorriso. Para Peter era o sorriso mais incrível do mundo. "Claro que dormi mal e por culpa sua!", Peter pensou.
Miserável do sorriso sedutor, era assim que Peter descrevia Wade para Mary Jane e Harry. Quando as perguntas acabaram, toda a tensão que Peter colocou em si mesmo foi embora. Falando em ir embora, ele deveria ir. Mais cedo ou mais tarde Wade poderia perceber alguma coisa.
- É isso, muito obrigado! Você deve ser bem ocupado agora que é um herói e tudo mais, eu vou indo. - Peter guarda suas coisas na mochila rapidamente e coloca na mesa a quantidade de dinheiro necessária para pagar o que comeu.
- Você já vai? Eu não tenho planos pra hoje. - disse Wade.
Ele realmente não tinha planos, ele nunca tinha planos, apenas afazeres domésticos que ele poderia fazer no domingo. Ele queria passar mais tempo com Peter, quem sabe assim ele poderia descobrir uma coisinha ou outra sobre sua aranha favorita.
- Eu... Bom... - Peter foi pego de surpresa. Wade estava convidando ele para sair? Okay, sem pânico. - Na verdade tenho algumas coisas pra fazer, mas podemos ir juntos até a estação. O que acha?
Peter queria sim jogar todos os seus compromissos para o espaço, mas não podia, precisava terminar os trabalhos da faculdade. E Wade poderia perceber alguma coisa, se já não tinha percebido.
- Por mim tudo bem.
Pagaram suas bebidas e saíram da lanchonete, era um lugar muito aconchegante, Peter com certeza iria voltar mais vezes. Os dois foram caminhando para a estação jogando conversa fora.
- Ei, Peter! - disse Wade.
Era primeira vez Wade estava chamando ele pelo nome. Calma, Peter! Foco.
- O que ele acha de mim? - perguntou o rapaz. Wade estava um pouco apreensivo com a resposta, ele queria uma esperança, qualquer vaga esperança de que tinha uma chance com o Homem Aranha.
Peter pôde notar uma certa insegurança vinda do outro. Era compreensível, afinal Wade dependia do Homem Aranha para entrar oficialmente na S.H.I.E.L.D. e como Wilson sonhava em ser um herói a aprovação dele era tudo que ele precisava. Ao menos foi isso que Parker pensou.
- Ele te acha incrível. - disse Peter.
Ele achou que seria um bom momento para aproveitar e falar tudo que sempre teve vontade. Só tinha que ser um pouco cuidadoso com as palavras.
- Ele me acha incrível? O Homem Aranha? - Wade parecia um pouco descrente.
- Claro! Bom, ele me disse uma vez que o seu sorriso é único. - Parker viu os olhos de Wade brilharem, então resolveu continuar. - E que você não faz ideia como seu sorriso faz bem pra ele. Ele também me contou que você costuma ir sempre naquela lanchonete quando não tem nada pra fazer e fica jogando conversa fora com a garçonete.
- É, Peggy e eu fazemos aqueles quizzes de revistas adolescentes. No último que fizemos, Joe Jonas saiu como o par ideal dela. - disse Wade risonho. Ele não queria que Peter parasse de falar, poderia ficar por horas e horas ali, ouvindo tudo que o Homem Aranha disse sobre ele.
- Como vocês conseguem essas revistas? Eu também quero fazer alguns quizzes.
- É só pedir, tenho um estoque em casa.
Os dois riram juntos. Peter se segurou para não dar sua habitual risada. Estava se arriscando demais, mas ele queria ficar mais tempo com Wade.
- Acho que ele nunca soube como te dizer essas coisas. Espero que ele não fique bravo por eu estar falando demais. - Peter tentou fingir alguma preocupação, como se o Homem Aranha fosse realmente brigar com ele.
Wade sorri.
- Ele disse mais alguma coisa? - perguntou Wilson.
- Muitas coisas. Ele adora te ver irritado ou contrariado. Por exemplo, sobre o final de Lost.
- Ah, por favor! Aquele final é uma vergonha, todo mundo acha isso. - Wade disse um tanto quanto exaltado.
- Completamente horroroso. - completou Peter.
Os braços cruzados e o bico de criança mimada que o Homem Aranha tanto gostavam estavam ali. Peter deu um sorriso de canto. Queria eternizar aqueles momentos, não em suas fotografias, mas na memória.
Parker estava querendo mandar Nick Fury, a S.H.I.E.L.D. e os malditos protocolos pro inferno. Ele só queria passar uma tarde com este carinha interessante, assistir filmes, talvez jogar um jogo de tabuleiro ou dar uns amassos. Não necessariamente nesta ordem.
- Vamos chegar na estação daqui a pouco. Quer um sorvete? Eu pago. - Wade ofereceu e Peter sequer pestanejou ao aceitar.
Foram na direção de um daqueles carrinhos de sorvete super comuns. Wade pediu um sorvete sabor menta com chocolate. Parker escolheu um sabor limão siciliano.
Peter olhou na direção do sorvete, parecia gostoso.
- Posso experimentar? - Peter pediu.
- Ah, claro! - Wade se sentiu um pouco constrangido por não ter oferecido antes.
Peter experimentou o sorvete oferecido. Olhou para os lábios de Wade, eles estavam relativamente perto, mais próximos do que costumavam ficar. Parker se imaginou experimentando o sorvete dos lábios de Wade, será que isso faria deste sorvete ainda melhor?!
- Gostei, embora eu prefira sabores azedos.
Caminharam um pouco mais e finalmente chegaram na bendita estação. Não que estivessem ansiosos por isso, estavam curtindo a companhia um do outro.
- Obrigado por hoje, Wade!
- Disponha, pode me chamar quando precisar.
Se despediram com um aperto de mão muitíssimo formal, porém era o mais próximo e íntimo que já tinham chegado um do outro. Peter olhou fixamente para aquele aperto de mãos e apertou com mais força. Uma espécie de pedido silencioso para que permanecessem assim por mais algum tempo. Wilson percebeu que Peter parecia estar levemente aflito com algo.
- Ei, tem algo errado? - perguntou Deadpool, colocando a mão direita no ombro do jornalista.
Peter tentou sorrir de forma calorosa, porém parecia mais um riso angustiado.
- Wade, me desculpe. Eu não queria te enganar, mas foi o único jeito de... - parou de repente ao sentir aos mãos de Wade segurando as suas.
- Pode parar, tá bom! Eu já sei quem você é e eu gosto de você, Peter! Mesmo que nossa convivência seja breve quero te conhecer melhor, quero fazer essa distância que existe entre nós desaparecer. - disse olhando no fundo dos olhos do rapaz que parecia um pouco confuso com o excesso de informação que foi jogado. - E eu quero que a S.H.I.E.L.D. se foda junto com esses protocolos.
Peter fechou os olhos por alguns instantes para processar toda a informação, então gargalhou muito alto.
- Você percebeu... Que vergonha. - Peter disse com uma das mãos no rosto e a outra ainda segurando a de Wade.
Wade se juntou e os dois ficaram parecendo dois patetas rindo descontroladamente no meio da rua.
- Fala sério, você foi terrível!
- Quando você descobriu? - Peter tentava parar de rir enquanto limpava as lágrimas que escorriam.
- Com certeza no Ed Sheeran.
- E me deixou pagando mico esse tempo todo? Você é o pior. - resmungou Peter dando um soco fraco no ombro de Wade.
- Achei bonitinho você fingindo que não me conhecia e fazendo a declaração mais criativa que já vi. - Wade sorriu, se aproximando mais Peter.
Parker levou suas mãos até a nuca de Wilson, puxando o mais alto para um beijo, o primeiro de muitos. Wade abraçou Peter, colando seus corpos mais ainda, enquanto experimentavam o beijo mais apaixonado de suas vidas. Suas bochechas estavam quentes de vergonha e excitação, suas línguas faziam uma dança completamente sincronizada. Parker concluiu que sim, o sorvete tinha um gosto melhor na boca de Wade.
- Bom, ainda tenho que terminar algumas coisas da faculdade... - disse Peter sussurrando, intercalando entre olhar para os olhos e para os lábios de Wade. - ... Mas você pode ir lá pra casa. Minha tia foi visitar uma amiga.
- Você mora com a sua tia? Pelo jeito quando eu quiser passar a noite com você vou ter que te levar pra minha casa. - disse Wade. Em seguida depositou um selinho nos lábios de Peter.
- Achei uma proposta justa.
Parker segurou a mão de Wade e a beijou, depois entraram na estação de metrô. Ele estava feliz, muito feliz.
