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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2021-12-27
Updated:
2022-05-29
Words:
7,285
Chapters:
3/?
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3
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1
Hits:
69

O Serviço de Entregas do Renjun

Summary:

Junto com seu gato falante e sua vassoura mágica, Renjun, um bruxo recém formado na faculdade, pôs o pé na estrada e deu início a jornada em busca da cidade que aceitaria seus serviços mágicos. Ao conseguir se hospedar em um pequeno apartamento em cima da padaria de um rapaz com o sorriso de tirar o fôlego e, para a sua sorte, arranjar um emprego quase no exato momento em que pôs os pés na cidadezinha interiorana, Renjun não hesitou em acreditar que a sorte estava ao seu favor. Mal sabendo que aquele seria só o começo de sua nova e inesquecível aventura.

Chapter 1: Prólogo

Summary:

a pedidos no twitter eu resolvi postar a história aqui, mas ela também está sendo postada no ss! espero que gostem desse meu bebê, não dou promessa de atualizar com frequência mas tentarei não demorar tanto :))

tt: renjunoquio

Chapter Text

O outono chegou há algumas semanas e o clima vinha esfriando aos poucos, tornando os dias frescos e as noites um pouco frias demais, obrigando Renjun a planejar de forma mais cuidadosa a sua viagem. Era dia primeiro de outubro quando ele prendeu a mochila em seu cinto, colocou Haechan — seu fiel gato persa de pelagem marrom caramelo — dentro da mochila com tela transparente e passagem de ar e posicionou a vassoura de cabo de eucalipto e palha de aspargo entre as pernas, acenando para sua mãe antes de levantar voo.

O plano era voar até a cidade vizinha, onde pegaria o expresso que o levaria para longe das terras litorâneas. Por ter que sair durante o crepúsculo, para se esconder na penumbra da noite e evitar olhares espertos, teve que se agasalhar além da conta para não pegar um resfriado. Mesmo não sendo uma viagem longa, a temperatura mais baixa já estava o fazendo tremer em apenas alguns minutos de voo. E Haechan se remexia constantemente em suas costas, igualmente desconfortável. 

— Falta muito? — o felino perguntou, quase aos berros por causa do barulho alto do vento.

— Meia hora. — Renjun respondeu, já sabendo que o gato tagarela o faria essa pergunta novamente pelo menos mais cinco vezes.

— Se fossemos de carro eu poderia estar cochilando a essa hora — resmungou enquanto se remexia mais uma vez. 

— Se fossemos de carro a viagem duraria uma hora a mais — respondeu o Huang enquanto revirava os olhos. — Além do mais, tenho certeza de que você não conseguiria parar de falar mesmo aconchegado em um banco aquecido. 

Ouviu o gato resmungar mais um pouco, não se importando muito por já estar acostumado com toda aquela faladeira. A verdade era que Haechan estava mais ansioso que o próprio Renjun para aquela viagem. Ele havia sido adotado quando o Huang tinha apenas cinco anos de idade e corria para lá e para cá com sua vassoura em tamanho infantil e nada mágica. Mas o gato sempre subia em seus ombros e miava em divertimento enquanto o garotinho fingia que estava voando pela casa. Enquanto envelheciam, sempre conversavam sobre como seria quando o dia D chegasse, o dia que sairiam de casa e viajariam em busca de uma cidade nova e toda deles. E mesmo com todos os resmungos e reclamações, Renjun sabia que o felino estava feliz da vida por estar finalmente iniciando essa nova aventura. 

🧹🧹🧹

Quando chegaram na cidade vizinha, o céu já havia escurecido, permitindo que Renjun pousasse com segurança nas árvores próximas ao estacionamento da estação. O local estava cheio de veículos e o Huang pôde ver ao longe a fumaça do grande trem. Quando entrou na estação, viu uma grande quantidade de pessoas já entrando no expresso, tumultuadas em filas não muito organizadas. Ele correu apressadamente para a bilheteria, pouco se importando com os olhares atravessados por causa da vassoura que levava em mãos. Empurrou algumas pessoas que resmungaram em protesto e, por fim, conseguiu se ver cara a cara com o bilheteiro. 

— Uma passagem para Neocity, por favor! — gritou, tentando ultrapassar o barulho do tumulto que rodeava. — Passagem para Neocity! —  gritou mais uma vez, quando o vendedor mostrou não ter entendido muito bem. Felizmente, na segunda vez ele conseguiu ser ouvido e recebeu o bilhete prateado, pagando-o rapidamente. — Obrigado! — berrou enquanto se espremia para sair de onde estava. 

Correu para a fila mais próxima, ignorando os berros de Haechan, que reclamava sobre o excesso de chacoalhadas, doido para entrar logo naquele trem. Após alguns muitos minutos esperando, chegou sua vez de subir nos degraus de ferro e passar pela entrada larga do expresso, caminhando pelos corredores até enfim encontrar uma cabine vazia.

Assim que entrou, guardou sua vassoura e maleta no bagageiro acima dos assentos e tirou a mochila das costas, abrindo para deixar que um Haechan assanhado e irritado saísse para esticar as pernas. 

— Pensei que a qualquer momento meus tímpanos fossem explodir por causa de toda aquela gritaria. — o gato já começou a reclamar, enquanto se espreguiçava e passava as patas pelos bigodes abarrotados. — Um cara meteu o cotovelo bem no meu focinho, você acredita?? —  ralhou.

— Quer que eu volte lá para você dar uma cotovelada nele também? - Renjun perguntou em um suspiro, encostando a cabeça no encosto e apreciando a maciez do estofado verde-escuro do expresso. 

— Eu poderia! — exclamou o gato, enquanto passava as patas pelas orelhas —  Mas vou evitar a fadiga dessa vez. — O resto da noite se resumiu a mais resmungos do gato tagarela e alguns cochilos da parte de Renjun, que aproveitou o máximo que podia a cabine quentinha do expresso lotado. 

Em um momento de cochilo mais profundo, onde sonhou com extensas campinas de grama alta e flores laranjas que balançavam com o vento fresco de outono, o jovem bruxo acordou em um sobressalto ao ouvir o apito alto do grande trem. Aquele era o aviso de que em poucos minutos estariam chegando ao destino final. 

Neocity era a maior cidade interiorana, que servia de conexão para as estradas que levavam para cidades mais afastadas. Quando Renjun desceu do trem o sol já havia nascido e a temperatura havia subido consideravelmente, o obrigando a tirar alguns de seus agasalhos para não começar a suar. Haechan já havia voltado para a mochila e permanecia quieto, por incrível que pareça, provavelmente curioso com a atmosfera da nova cidade. 

No litoral, onde Renjun nasceu e morou a sua vida toda até aquele momento, o avanço tecnológico era mais presente e consequentemente a cidade era tomada por carros e trilhos de metrô, havendo mais pedestres apenas nos centros comerciais. Mas em Neocity as coisas eram um pouco diferentes. Mesmo sendo uma metrópole, fazendo dela uma cidade mais avançada em relação às outras, a quantidade de carros transitando pelas ruas era bem menor do que de costume para Renjun. As calçadas eram mais largas, pessoas pedalando suas bicicletas passavam constantemente e, para a surpresa do jovem bruxo, algumas vassouras voadoras também apareciam vez ou outra. 

A visão de pessoas desprovidas de magia habituadas a verem bruxos e bruxas agindo livremente ao seu redor tirou um peso dos ombros de Renjun que nem ele mesmo sabia que carregava. Ainda que lá no fundo ele sentisse uma pontinha de receio, se permitiu sentar de lado em sua vassoura e deixar que ela flutuasse em pouca velocidade por entre os pedestres das calçadas largas. Algumas pessoas o olhando vez ou outra, mas não parecendo se incomodar. 

Encontrar a rodoviária foi mais difícil do que o esperado. Apesar de não ser tão grande quanto as cidades do litoral, Neocity parecia um imenso labirinto de edifícios e pessoas. A cidade era predominantemente comercial, repleta de lojas, restaurantes e pessoas de várias idades e regiões diferentes.Todos que trabalhavam ali moravam em municípios vizinhos ou até um pouco mais longe. Renjun teve que andar bastante pelas ruas movimentadas até finalmente desistir de procurar por si só e pedir informação para algum vendedor sobre onde ficava a rodoviária mais próxima.

Quando finalmente chegou ao destino desejado, descobriu que por pouco não perdera o ônibus que deveria pegar. Uns minutinhos a mais e teria que esperar horas até o próximo disponível. 

Ao se sentar em um dos vários assentos do transporte parcialmente lotado, libertou Haechan de sua mochila para que pudesse se acomodar em seu colo, e pôde finalmente respirar com tranquilidade, sabendo que em pouco menos de duas horas estaria chegando à cidade que seria seu novo lar. 

🧹🧹🧹

 

Os prédios começaram a ser substituídos por vastos campos verdes de acordo com que o ônibus se afastava dos territórios comerciais, vez ou outra passando por pequenas cidades repletas de residências. Renjun passou as quase duas horas de viagem revezando entre ler um dos livros que havia em sua mochila e observar as colinas que se elevavam ao longe, dando movimento às imensas campinas que rodeavam a estrada. 

Em um dado momento, no entanto, o jovem bruxo passou a reconhecer alguns pontos. Primeiro o grande campo de flores alaranjadas que já havia desenhado algumas vezes em seu caderno, depois as poucas casinhas de telhado vermelho que foram gradativamente aumentando em número de acordo com o que iam adentrando a cidadezinha. Foi se revelando aos poucos a torre de uma grande igreja que marcava o centro da cidade, sendo esta a protagonista de várias visões do rapaz. E assim Renjun pôde ter certeza de que finalmente havia chegado ao seu destino.

Ele havia enfim chegado a Dreamtown.

 

🧹🧹🧹

 

O ônibus parou em uma pequena rodoviária próxima ao centro da cidadezinha, onde havia pequenos comércios de usos variados e pouco movimentados. Renjun desceu no transporte já maravilhado com a paisagem da pequena cidade, repleta de residências com janelas coloridas e telhados avermelhados, árvores sombreando as ruas calçadas em pedra, colinas verdes ao longe iluminadas pelo sol frio do outono e a grande catedral que, a julgar por seu tamanho, com certeza poderia ser vista de qualquer ponto da cidade. 

Já com a mala em mãos e Haechan acomodado em sua mochila, o jovem bruxo não tardou em sentar na vassoura e planar pelas calçadas pouco movimentadas, passando em frente aos comércios com suas portas abertas. Pouquíssimos carros transitavam pelas ruas, dando lugar a bicicletas e pedestres, e ao que parecia não era muito comum aparecerem bruxos ali, já que vez ou outra alguém olhava surpreso para Renjun ou apontava em descrença enquanto comentava com alguém que estivesse por perto. 

A atenção repentina que estava recebendo fez com que o rosto de Renjun esquentasse, tímido por não estar acostumado a se expor daquela forma. Mas, apesar do receio, se manteve confiante enquanto sorria para quem o olhava com surpresa, torcendo para que parecesse amigável. 

Sobrevoou as ruas por alguns minutos, curioso em conhecer um pouco do local, até que por fim parou em frente a um mercadinho, decidido a finalmente abordar alguém. Entrou no comércio e caminhou diretamente ao caixa, sorrindo para o vendedor aparentemente distraído com uma ligação. 

— Eu não tinha muito o que fazer, ele estava faltando muito e eu não vou continuar pagando alguém que não quer trabalhar. — Renjun ouviu o rapaz falar enquanto se aproximava. — Eu sei, eu sei, eu vou tentar dar um jeito. —  houve um suspiro e logo em seguida ele levantou os olhos, finalmente notando a presença de Renjun.

O vendedor não parecia ser muito mais velho que Renjun, mas tinha olhos cansados e uma aura madura que fazia com que o jovem bruxo sentisse a obrigação de tratá-lo como alguém um pouco mais velho do que aparentava.

— Preciso desligar, mas eu prometo que vou tentar resolver isso o mais rápido possível. — falou e logo em seguida desligou a chamada, rapidamente abrindo um sorriso simpático em direção a Renjun. — Bom dia, está precisando de alguma ajuda? — mesmo com os olhos caídos de cansaço, o sorriso que o rapaz sustentava era, sem sombra de dúvidas, genuíno.

— Bom dia, eu me chamo Renjun e sou novo na cidade. — Renjun devolveu com seu melhor sorriso enquanto estendia a mão para o vendedor, que logo foi apertada com ânimo.

— Ah, seja muito bem vindo! Eu sou Mark Lee, moro aqui desde sempre, então precisando de alguma informação é só falar. 

— Obrigado! Na verdade eu queria saber se tem algum local por aqui que esteja alugando quartos ou apartamentos. Eu pretendo passar muito tempo por aqui, então se você tiver alguém que possa me indicar… 

— Você está com sorte, pois eu conheço a pessoa perfeita! — Mark exclamou, pegando um bloquinho de notas e uma caneta. — Um amigo meu aluga apartamentos por um bom preço aqui perto. Fica em cima de uma padaria que esse meu amigo é sócio. — disse, enquanto anotava algo no bloco de notas, logo rasgando a folha e entregando para Renjun. — Esse é o endereço e o nome da padaria, não vai ser difícil de achar. Você vai descer aqui, virar à esquerda na segunda rua e virar à direita na primeira. É o segundo edifício à direita, não tem erro. — falou enquanto gesticulava com as mão. — Você vai falar com o dono da padaria, o nome dele tá escrito aí também. O dono dos apartamentos, Chenle, está de viagem, então quem está encarregado de alugar os apartamentos é ele. É só falar que eu te mandei que ele vai te atender rapidinho. 

— Muito obrigado, Mark. Eu vou ficar te devendo uma. Ah, e também… — Renjun remexeu nos bolsos de sua mala até encontrar o que procurava. — Esse aqui é o meu cartão, caso você esteja precisando de alguma ajuda, tem informando os serviços que eu posso oferecer. — entregou o cartãozinho para o Lee, que o recebeu com um sorriso gentil. — Muito obrigado mais uma vez, até a próxi- 

— Espera! — Mark o chamou quando Renjun já estava saindo do mercadinho. — Você faz serviços de entrega também? — perguntou ao jovem bruxo, que assentiu com as sobrancelhas erguidas. — Caramba, que sorte a minha! — exclamou enquanto passava a mão pelo cabelo em descrença. — Eu acabei de demitir o meu entregador e ia atrás de alguém que pudesse substituí-lo. Você quer a vaga? — Renjun imediatamente arregalou os olhos, surpreso.

— Sério?? É claro que eu quero! — afirmou rapidamente. — Mas você tem certeza? Nós acabamos de nos conhecer. 

— Não tem problema, a cidade é pequena e não exige muitas entregas. Me dá o papel que eu te entreguei, vou anotar o meu número. — pediu, anotando o número e logo devolvendo para Renjun. — Na verdade tem uns sacos de farinha para levar lá para a padaria que eu te dei o endereço, tem algum problema de você levar agora?

— Não, problema nenhum! 

— Ai, que bom, eu já estava entrando em desespero. Eu não tinha como deixar o mercadinho sozinho para ir entregar e, como o Chenle viajou, o Jaemin também não tinha com quem deixar a padaria. — Mark foi falando enquanto sumia por entre os corredores do mercadinho, ressurgindo pouco tempo depois com duas sacolas cheias de pacotes de farinha. — É um pouco pesado, será que você aguenta? 

— Não se preocupe, não é nenhum problema para mim. — disse Renjun, enquanto planava sua vassoura no ar e pendurava as duas sacolas no cabo desta. 

— Caramba! - Mark exclamou, claramente abismado. — Você é um bruxo??

— Sim… - Renjun respondeu com receio. —  Tem algum problema? 

— Não, claro que não! É só que eu nunca tinha conhecido um antes. — Mark rapidamente respondeu enquanto ria sem graça. Renjun ficou aliviado ao ver que, pelo que parecia, realmente não era nenhum problema para ele. — Ok, não vou mais tomar seu tempo. Muito obrigado, Renjun. Estarei esperando sua ligação, espero que dê tudo certo com o aluguel do apartamento. 

— Eu que agradeço! Te ligarei ainda essa noite, até mais!

Renjun se despediu do rapaz sorridente, se sentindo contente por ter conseguido seu primeiro serviço logo de cara. Não poderia negar que estava um pouco receoso ao chegar em Dreamtown. A cidade era tão pequenina que era bem possível que todos ali se conhecessem. Em momento algum ele chegou a ver algum bruxo ou bruxa voando pelos arredores e os olhares surpresos dos moradores só o fazia suspeitar mais que aquela era provavelmente a primeira vez que um bruxo aparecia ali. A fala de Mark só confirmava a suspeita. No entanto, o jovem vendedor o tratou tão bem mesmo após saber quem Renjun era que o alívio que passou pelo corpo do Huang foi instantâneo. 

— Haechan? Estou com boas expectativas, acho que vamos nos dar bem nessa cidade. — falou com o gato que, até aquele momento, permanecia quieto em sua mochila. Eles haviam combinado de que ele, em um primeiro momento, não falaria na frente de estranhos para não assustar ninguém. 

— Só acreditarei nisso se eles venderem sanduíche de atum nessa tal padaria. — o gato resmungou, roubando um riso baixo de Renjun. 

Seguindo as instruções de Mark, logo o jovem bruxo chegou ao seu destino. A padaria tinha sua fachada toda pintada em rosa pastel e grandes janelas de vidro com as molduras pintadas em branco. No topo das esquadrias tinha Bunny Bakery escrito em letras cursivas. Acima, mais três pavimentos se erguiam com varandas ornadas por guarda-corpos em ferro e janelas altas. Era um edifício simples, porém de arquitetura bonita e que chamava atenção aos olhos. Renjun estranhamente se sentia muito bem vindo só de olhar.

Ao adentrar a porta da padaria, ouvindo o sininho preso acima desta tocar em anúncio a sua chegada, se deparou com um ambiente surpreendentemente bem decorado, com mesas nas janelas, luzes pendentes iluminando em lugares estratégicos e quadros diversos pendurados nas paredes pintadas de branco. Ele foi imediatamente recebido por um cheirinho de pão fresco e bolos saídos do forno, bem como um animado “Seja bem vindo!” de alguém atrás do longo balcão onde as massas eram expostas.

Ao seguir a voz de quem havia falado, Renjun não pôde ter outra reação se não a de puxar o ar em surpresa ao se deparar com o sorriso mais lindo que já vira. E que, por incrível que pareça, não era a primeira vez que estava a ver. Pois o sorriso daquele rapaz que, ao que parecia, era o tal dono da padaria, estava espalhado por várias folhas do seu caderno de desenho. Aquele é o sorriso que vinha aparecendo em seus sonhos e visões há meses. 

— Olá, eu sou Na Jaemin. No que posso ajudar?