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Reencontro

Summary:

Jensen Ackles sempre foi uma pessoa segura, decidida e muito confiante. Mas existem momentos na vida que tudo vira de cabeça pra baixo. Existem momentos que precisamos dar uma pausa e nos acharmos de novo. E podem ser nesses momentos que ganhamos sentido pra poder viver e acima de tudo pra ver que nada foi em vão.

Notes:

Fic Hetero. Essa história não é real, isso veio da minha imaginação. Os locais descritos na fic existem, mas as situações e pessoas envolvidas não são reais. Não ganho um centavo com isso, eu faço isso apenas para me diverttir. Existe cenas de sexo descritas. Há um casal homosexual na fic.

Chapter 1

Summary:

Jensen Ackles sempre foi uma pessoa segura, decidida e muito confiante. Mas existem momentos na vida que tudo vira de cabeça pra baixo. Existem momentos que precisamos dar uma pausa e nos acharmos de novo. E podem ser nesses momentos que ganhamos sentido pra poder viver e acima de tudo pra ver que nada foi em vão.

Notes:

"A cada review que você não deixa, um autor morre!
Ajude esta(e) pobre autora (autor) a continuar vivendo e deixe a sua review!
Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo..."
NOTA1: Os atores de Supernatural não me pertencem. As pessoas descritas na fic não são reais. Os locais descritos sim, são reais, porque foi a partir de uma visita a esse local que eu imaginei a fic. A única coisa que me pertence é minha imaginação. Nada mais. Não ganho um centavo com isso aqui. Só prazer e diversão.
NOTA 2: Minha primeira fic, e eu espero sinceramente que vocês me ajudem. Estou aberta a sugestões, dicas. Obrigada Empty pelas dicas. Você se torna uma "beta" agregada!
NOTA 3: A fic é centrada em Jensen, mas não significa que Jared não vá ter um papel importante nela. Ele é o amigo que todos queriam ter.
NOTA 4: Essa fic se passa "pós Supernatural".
Beta: Minha linda beta é uma amiga muito, mas muito especial. Ela sabe quem é. Essa fic é dedicada em muito a ela, porque sem dúvida é quem me agüenta nos momentos de "insegurança". É ela quem ama esses personagens aqui descritos. Obrigada minha lindona!!

Chapter Text

 

Jensen abriu os olhos quando o motor do carro desligou. Ele piscou várias vezes pra se acostumar a claridade, e olhou em volta. O lugar era tranqüilo, deveria ser esse mesmo o local.  O motorista o olhou pelo retrovisor e em seguida abriu a porta e desceu

Jensen pegou seu casaco, que por sinal não teria utilidade nenhuma pelos próximos meses, e saiu do carro. O motorista já estava abrindo o porta-malas e retirando todas as suas coisas lá de dentro.

 − O Senhor quer que eu coloque isso onde? – perguntou o motorista num inglês perfeito.

 – Pode colocar na entrada da casa que eu mesmo levo pra dentro depois – então lançou uma olhada rápida no local e pode constatar num primeiro momento que era exatamente aquilo que estava procurando: silêncio e tranqüilidade para poder colocar as coisas em ordem novamente.

 Jensen precisava urgente de uma cama, ele necessitava encostar seu corpo num colchão e dormir. Dormir por tempo indeterminado, dormir por tantas horas que seu corpo e mente pedirem. Dormir, como se isso pudesse apagar as últimas semanas de sua vida. Ele sacudiu a cabeça e tocou de leve em seu abdômen, como pra ter a certeza que estava tudo bem agora.

 O motorista retornava da casa, e lhe entregou um papel pra assinar. Jensen leu rapidamente, verificou que era uma nota de serviços executados e assinou o papel, devolvendo em seguida ao motorista.

 – Tenha um ótimo restante de dia Sr. Ackles e se precisar de alguma coisa os telefones estão nesse comprovante que eu lhe entreguei. Muito obrigado, e até uma próxima vez.

Dizendo isso, acenou com a cabeça e foi embora. Jensen acompanhou com os olhos o carro se afastar, e só então se voltou pra olhar a casa. Era uma construção rústica, resistente, mas bastante charmosa. Com belo jardim na frente, uma grama bem cuidada, piscina do lado , varanda em volta de toda a casa. Tinha a cor de amarelo queimado, com as janelas e portas todas em madeira bem escura. A casa ficava encravada em terreno acidentado, e isso dava um aspecto mais charmoso ao local. Gostou do que viu, Jared realmente acertou. Não só Jared, mas a pessoa que tinha lhe falado daquele local há tantos anos.


FLASHBACK ON

A moça olhava bem fundo em seus olhos e dizia de forma apaixonada e com olhos brilhantes:

- Você um dia deveria conhecer o local. É o lugar onde eu irei terminar os meus dias, com certeza. Lá é um local mágico, com uma energia única, cercado de natureza por todos os lados. É nesse local que eu me sinto mais segura e dona de mim mesma. É nesse local que eu encontro minha paz de espírito que fica por vezes abalada. Lá é o local que posso chamar de “minha casa”, mesmo não sendo minha de fato. Eu sempre vou pra lá quando sinto que estou perdendo o controle. Você realmente ia adorar.

  - Quem sabe você mesma não me leva lá um dia? – Jensen disse inclinando-se para beijá-la.

  - Eu só acho que isso é assunto pra uma outra hora Jens. – e dizendo isso recebeu os lábios quentes de Jensen, e deixou que todo seu corpo se entregasse a ele.

FLASHBACK OFF

 Jensen caminhou em direção a casa e entrou levando consigo seus pertences que consistia em duas malas, sua bolsa com o laptop e seu violão.  Por dentro a casa era tão charmosa quanto por fora. Uma sala com um sofá aconchegante que parecia muito macio e Jensen achou que dormiria ali mesmo, tinha uma TV em frente ao sofá, aparelhos eletrônicos, um aparelho de som. Do lado oposto podia se ver uma sala de jantar, dividida por um balcão onde se podia verificar a cozinha toda em madeira clara e com todos os eletrodomésticos necessários. Seu estômago avisou que ali seria um local apropriado para visitar, mas Jensen ignorou por completo esse barulho.

O corredor era largo e Jensen decidiu que era por ele que seguiria, porque era ali que estava o que lhe interessava no momento: um quarto com uma cama. Ele realmente tinha que descansar, ele estava abusando e não deveria fazer isso, então ele seguiu pelo corredor e entrou por uma das portas. O quarto era tão aconchegante quanto o resto da casa. Ele viu a cama de casal, com travesseiros macios e pensou que tinha chegado ao paraíso. Retirou a camisa, a calça jeans, os sapatos e meias ficando apenas de camiseta e cueca e se jogou em cima da cama. Nunca ele se sentiu tão bem em um lugar. Seu corpo relaxou, ele soltou um suspiro e pensou que havia mais de 24 horas que não dormia e comia direito. Imediatamente adormeceu, sem nem lembrar de trancar a porta.

OoOoOoOoOoO OoOoOoOoOoO OoOoOoOoOoO OoOoOoOoOoO

Acordou com barulho de alguém andando pela casa. Olhou em volta e tentou se lembrar de onde estava e o que estava fazendo num quarto desconhecido. Então se lembrou que estava em outro país, num lugar completamente estranho, e que alguém estava andando dentro da casa onde ele estava. Certo medo tentou se instalar dentro dele, mas Jensen o controlou dizendo que provavelmente  não haveria ladrões e seqüestradores nesse lugar.

Levantou-se, vestiu seu jeans e seguiu cautelosamente pelo corredor a tempo de ver uma garotinha ir caminhando em direção a porta.

A garotinha se virou e olhou assustada para ele, com olhos arregalados e ficou parada. Jensen olhou para ela e pensou “O que é isso afinal? Quem é essa menina e como ela entrou aqui?”.

- Desculpe senhor, a porta estava aberta e eu só vim trazer essas frutas, esse suco e esse sanduíche para o senhor.

 - Oh...Portuguese....I don’t... I.. don’t speak – e se sentiu um idiota por estar falando inglês com uma garotinha que provavelmente não estava entendendo nada que ele estava dizendo. Nesse ponto ele pensou que estavam iguais porque ele também não entendeu bulhufas do que ela disse.

 - Oh! Sorry – e foi a vez de Jensen arregalar os olhos – Então o senhor deve ser o moço estrangeiro que ia chegar e que a gente não sabia quem era – a garotinha falou em inglês e  repetiu tudo que tinha dito antes sobre o lanche e deixou Jensen de boca aberta.

 - Você fala inglês? – Jensen perguntou surpreso.

- Falo. Desde que eu aprendi a falar minha mãe conversa comigo em português e inglês.

- Sua mãe não é brasileira?

- Não. Quer dizer, minha mãe é brasileira, mas ela viaja muito e sempre disse que é muito importante a gente falar outra língua. Ela e eu muitas vezes conversamos em inglês, e tem também meu tio Julian que fala outras línguas também.

Jensen realmente ficou surpreso. Não esperava encontrar uma garotinha poliglota, falante e muito simpática nesse lugar. Esse local parecia deserto demais pra se criar uma criança, e além de tudo uma criança esperta, inteligente e que parecia muito adulta pra idade dela. Pelo que se lembrava de ter visto antes o local não parecia ter suporte para tanto e ele se perguntou quem diabos era aquela garota.

- Quantos anos você tem? Você mora aqui? Onde estão seus pais? – Jensen disparou movido pela curiosidade.

- Eu tenho quase oito anos, eu não moro aqui, só estou de férias, e minha mãe está viajando.

- E seu pai?

- Não está aqui, só tenho meu tio Julian que também está viajando. Ele é marinheiro. E um dia me prometeu que vai me levar junto pra uma viagem de navio.

 - E com quem você está aqui? – perguntou Jensen de forma indignada, por ficar sabendo que uma garotinha estava sem a companhia de nenhum familiar por perto nas suas férias.

 - Eu estou com Nana.

 - Com quem?

 - Nana. Minha outra mãe – e a garotinha sorriu e só então Jensen notou o quanto ela era linda. Tinha cabelos castanhos escuros, pele branca, mas não de um branco “doente” e sim “saudável”, era alta pra idade, tinha os olhos mais brilhantes e verdes que ele podia imaginar. Nem seus próprios olhos verdes eram tão claros quanto aqueles. E sentiu saudades de seus sobrinhos.

 - E Nana está onde? – Jensen quis saber.

 - Em nossa casa, fazendo o jantar, daqui a pouco ela vem atrás de mim, porque eu saí escondido, ela não queria que eu viesse aqui porque minha mãe vai ficar brava se souber que ando falando com estranhos. Mas eu vi quando o senhor chegou, entrou na casa e não saiu mais.

 -Viu?

 - Vi

 - E quando foi?

 - Ontem a tarde.

 Jensen então percebeu que dormiu por mais de 24 horas. E realmente dessa vez ele bateu seu recorde de dormir horas seguidas. Mas então seu estômago deu um protesto novamente e ele lembrou que precisava comer também.

 - Olha, obrigado pelo lanche, mesmo. Você poderia me dizer onde eu acho um mercadinho pra eu poder comprar alimentos?

 - Só amanhã, porque agora está tudo fechado. Aqui não tem lojas 24 horas.

 Jensen não pode deixar de rir, e esticou sua mão para a garotinha e disse:

 - Me chamo Jensen Ackles.

- Muito prazer, Sr. Ackles, meu nome é Briana. Mas todos me chamam de Bri.

- E você não precisa me chamar de Sr.Ackles, e sim de Jensen.

- Tá legal – e abriu um sorriso, fazendo Jensen notar que ela ficava mais linda.

Nesse momento ouviram uma pessoa chamando por Briana, e ela correu pra porta, olhou para trás e disse a Jensen:

- Espero que você goste do lanche, fui eu mesma quem fiz. Porque Nana não queria que eu viesse, mas achei que você estaria com fome – e saiu correndo porta afora, deixando Jensen com cara de quem realmente não estava entendendo nada.

Ele então olhou pra cesta em cima da mesa e resolveu comer. Tinha banana, maçã, pêra, suco de laranja em caixa e três sanduíches que ele não sabia de que, mas no momento não estava nem aí, ele só queria comer e devorou quase tudo com uma fome de um trabalhador braçal.

 Jensen então se recostou na cadeira e lembrou de Briana. A garotinha realmente o deixou curioso. Ficou pensando no que ela lhe disse sobre ter duas mães, não ter pai, saber falar outra língua fluentemente e parecia ser alguém muito a vontade com as coisas. Realmente as novas estruturas familiares era algo interessante. Mas ele não estava ali pra julgar, conhecer ou se tornar íntimo de alguém. Ele estava ali porque precisava retomar o controle de sua vida, ele precisava pensar em tudo que lhe aconteceu nessas ultimas semanas, pensar na sua profissão que ele amava, na sua família, nos seus amigos. Jensen tinha decisões a tomar. Ele só tinha uma certeza no momento: as coisas não poderiam permanecer como estavam, tudo tinha chegado num limite, as coisas chegaram num ponto que ele jamais pensou existir quando ele resolveu entrar de corpo alma nesse mundo hollywoodiano. Ele havia provado a pior parte dele.

 FLASHBACK ON

  – Eu já falei que minha vida é complicada, Mary! Eu tenho muita coisa pra fazer, e um relacionamento sério não é prioridade pra mim nesse momento.

  - Como é que é?- falou Mary de forma ao mesmo tempo surpresa e indignada

  - É isso mesmo. Olha, não quero te ofender, não quero te magoar, mas eu não vou me envolver com ninguém agora. Eu sempre deixei isso claro pra você.

  - Mas eu estou com você em tudo que é lugar. Eu acompanho você em tudo, eu durmo com você, Jensen Ackles!

  - E desde quando isso te dá o direito de achar que pode decidir minha vida? Desde quando isso é passaporte pra achar que você é dona de mim? Quando foi que lhe dei permissão pra se meter nos meus assuntos?- Jensen não queria ser grosseiro, mas Mary o estava tirando do sério.

  - Desde o dia que foi conveniente pra você exibir a modelo linda e famosa do seu lado pra provar o quão gostoso você é!

  - Eu nunca te exibi, eu nunca quis provar nada a ninguém. Você é louca?

  - Não, eu não sou louca, mas vou ficar, se você continuar a agir assim. Se você achar que pode me descartar como uma vagabunda qualquer.

  - Mary, ouça. Eu não estou te descartando, simplesmente estou dizendo que não vou morar com você. Eu não irei fazer isso, porque não é o que quero pra mim. Nunca quis dividir minha casa com ninguém. Você sempre soube disso, sempre concordamos que nosso relacionamento nada mais era que um passatempo pra ambos. Que era uma curtição!

  - Jensen você é um imbecil! Você se acha o cara mais irresistível do mundo não é?Aguarde-me seu texano machista, boçal e insensível!!- Jensen se assustou com o ódio nos olhos dela, então Mary pegou sua bolsa e saiu batendo a porta com uma violência tremenda, deixando Jensen ali parado no meio da cozinha da sua casa, só de cuecas, com uma caneca de café na mão, sem entender nada mesmo.

  O telefone tocou e ele foi pra sala atender  pensando nos seus compromissos do dia, já imaginando que a essa hora da manhã só poderia ser sua mãe ou Angela, sua empresária pra lembrar dos mil e tantos contratos que ele tinha a cumprir. Sacudiu a cabeça lembrando  que  tinha muita coisa pra se preocupar. E  Mary que resolvesse essa crise de TPM dela.

FLASHBACK OFF

 

TBC...