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Doces Sonhos (Milovier)

Summary:

Onde Milo decidiu dormir na mansão invés da casa de Bárbara,

ou, onde só tinham dois colchões, e Olivier demandou que ele tivesse uma noite de sono confortável(ao seu lado).

(one-shot, milovier/lovier, canon divergent, leiam as tags.)

Notes:

tentando ignorar tudo de ruim acontecendo por razões óbvias(O MILO NAO EXISTE??? WTF MIGUEL???), 3lucifr decidiu escrever coisas de gay, percebendo que um dos segredos dessa ilha é que realmente só existem homossexuais nela.

os milovier roubaram meu coração e eu precisava criar um universo alternativo onde eles very much ficariam juntos.

link da playlist que eu fiz deles: https://open.spotify.com/playlist/53bpHRb2PfeXrBWxWEnHVr

also, amiguitos, vosso querido que vem através deste perdeu a conta dele do twitter(onde, inclusive, postei o desenhinho original da capa!!), então, levando essa tragédia mais na boa, gostaria de que passassem lá(@3lucifero, ou vcs podem ir no link tree na minha bio! lá eu posto bastante coisinha das histórias, de artes do rpg e de surtos maluquitos…)
se quiserem, leiam minhas outras histórias também, tem história de tudo que é tipo, com certeza pode ter algo que chame a atenção de vocês!!

boa leitura!

Chapter 1: Dorme comigo!

Chapter Text

capa:

 

        - Você não acha que ela precisa de um tempinho sozinha, Milo? - Amélie perguntou.

        - Bom, eu… É… Eu acho que sim…

        - E você precisa descansar, de um tempo pra você também. Você pode dormir aqui.

        - Ah, mas eu não queria deixar ela sozinha… - Ele pensou por um segundo antes de mudar de ideia - Se bem que eu não quero que aconteça a mesma coisa…

        - Hm? - Amélie estava curiosa.

        - Ah, nada não! Eu acho que vou dormir aqui, então, tudo bem?

        - Sim, claro - Olivier respondeu, rápido.

     Eles subiram as escadas, só depois de entrarem no quarto de Olivier percebendo que só tinham 2 camas. Ou seja, ou teriam de dividir, ou alguém dormiria em um sofá, longe de todos.

        - Ih, não tem cama o suficiente, e eu me recuso a dormir lá fora, então vai ser você que vai, Olivier. 

        - Não. Eu e o Milo cabemos perfeitamente nessa cama - Ele disse.

        - Irmão… - Amélie olhou para ele com um sorriso de canto.

        - Eu posso dormir lá fora - Milo disse, já indo em direção da porta, quando Olivier segurou sua mão.

        - Não. Você pode dormir aí, tem espaço - Ele disse, olhando para os olhos do garoto - A não ser que você não queira, aí eu posso dormir lá embaixo.

        - Ah… Então eu suponho que não tem problema. Eu durmo com você - Ele cedeu, e Amélie riu, antes de se deitar.

     Ela murmurou algo antes de dizer boa noite. E atrapalhadamente, Olivier se deitou, batendo na cama para que Milo se deitasse também. Ele, por sua vez, fez como o pedido não verbal dele, se acomodando acima do lençol. Não estava desconfortável, a cama realmente conseguia os abrigar em sua superfície, mas talvez, e só talvez, se aproximar mais um do outro deixaria tudo mais cômodo.

     Olivier virou suas costas contra as costas de Milo, e com o choque, se assustou. Murmurou um desculpa, e riram baixinho, tímidos, como em cada interação deles. Até que ouviram um ronco. 

        - Isso foi…?

        - Com certeza foi a Amélie - Disse Olivier, olhando diretamente para o rosto amassado dela contra o travesseiro - Olha.

     Se levantou da cama minimamente, abrindo espaço para Milo alcançar e vê-la dormindo.

        - Mas já?! - riu, baixinho.

        - Pois é… Se bem que a gente teve um dia bem cheio hoje, então eu entendo - Milo voltou a sua posição normal, e Olivier pôde se deitar normalmente. Dessa vez, estavam virados um para o outro na cama. A única luz era o lampião, que trazia uma tonalidade esverdeada aos arredores. 

     Olivier agradeceu a cor da luz na sua cabeça, por disfarçar o vermelho de suas bochechas. O de cabelos bagunçados olhava para todos os lados, disfarçando seu próprio envergonhamento. 

        - Eu não consigo dormir.

        - Bom, você não vai conseguir se não fechar seus olhos - Trouxe sua mão coberta para os olhos dele, e ele fechou-os. Puxou a coberta para os cobrir mas não desviou seu olhar dele, sorrindo.

        - Eu consigo sentir seu olhar - sorriu, pegando o outro no susto.

        - …Mas eu não estou olhando - Riu - Dorme, Milo.

     O quarto ficou em silêncio por algum tempo. O de camiseta listrada não conseguia pegar no sono, continuava a olhar ao redor. Pensava nos acontecimentos de mais cedo. Da reação de Bárbara…

        - Eu ‘tô’ com muito sono mas não consigo dormir.

        - Eu também não… Se você tiver desconfortável eu posso descer - Sussurravam, um perto do outro.

        - Não, eu prefiro que você esteja aqui. É bem melhor - Riu - Você quer conversar?

        - Sobre o quê?

        - Ah… Qualquer coisa menos o que aconteceu hoje. Eu sinceramente não tô entendendo muita coisa e… é muita informação de repente… 

         - Oh, beleza… - Ele planejava perguntar para ele sobre, mas desistiu após a fala dele. Tentava entender a sua situação ao máximo. Mas de uma coisa tinha certeza, aquele na sua frente, seja ele Miguel ou Milo, era uma das pessoas mais doces que já havia conhecido, e sentia seu coração se apegar cada vez mais a ele. Talvez, de alguma forma, haveria um jeito de abrir um espaço ali só para Milo, bem entre sua Mãe e Amélie - Tá. Você gosta de que tipo de música?

        - Eu gosto das que são bonitas.

        - Como assim?

        - Das que têm letras bonitas. O Adrian trouxe uma vez um negócio pra ouvir música, eu gostei das que ele trouxe. Até aprendi a tocar.

        - Ah, legal. Você toca bem, inclusive.

        - Obrigado - Ele riu - Mas você gosta do quê?

        - Você sabe o que é rock?

        - Hm… sim.

        - Tem uma banda de Rock que se chama Dragões Metálicos. Conhece? É minha banda favorita. Da Amélie também. Uma vez a gente foi ‘num’ show deles…

        - Ah! O Adrian me mostrou, uma vez! É bom, mas eu achei muito agressivo.

        - Agressivo?

        - É, tipo… Muito forte - Ele sussurrou, e Olivier riu.

        - Eu até te mostraria mais bandas que eu gosto, mas eu ‘tô’ sem bateria.

        - Uhum… 

        - O que mais você faz pra se divertir na ilha?

        - Às vezes eu leio… faço trilha… ajudo meu pai… e ajudo as outras pessoas da ilha - Ele sorri - Depois de hoje, do churrasco… eu ainda sou a coisa mais legal da ilha, pra você?

     Ele olhou bem para Milo. Aqueles cachinhos, os olhos bonitos cor de esmeralda dele… 

         - É, mas o Bisteca ‘tá’ quase pegando o seu lugar - Ele disse, e o garoto riu, baixinho.

        - O Bisteca é um amor mesmo. As crianças também!

        - Concordo. O que eu não gosto mesmo são os quadros desse pintor maluco e dos animais dessa ilha… E o Pedrinho - Ele disse, e Milo acenou com sua cabeça - Sua perna tá melhor?

        - É, mais ou menos, mas vai ficar tudo bem. A sua tá bem?

        - Dói, mas é só um pouco.

     O silêncio não era desconfortável também, mas talvez fosse mais confortável se estivessem o completando com palavras bonitas de confissões, ou beijos doces. 

        - Oli…

        - Oi, Milo.

        - Você gosta de piscina? - Ele disse, repentinamente, e Olivier não pode evitar rir, docemente, calmamente, delicadamente. Ele era um pequeno raio de sol preso em um corpo, era essa a verdade.

        - Sim. Por quê a pergunta?

        - Ah, é que eu queria achar um assunto. E eu só ouvi falar de piscinas, nunca fui em uma. Já tentaram fazer uma aqui na ilha, mas meio que não deu, virou uma poça de barro! - Eles riram.

        - Hmm… Minha vez, você gosta de chocolate?

        - Eu comi poucas vezes, mas é bom! - Ele sorriu aquele sorriso que iluminava o ambiente muito mais que qualquer lamparina pudesse - Você gosta de bolo?

        - Sim, mas só de Red Velvet.

        - O que é ‘Rédi Vélvete’?

        - É um sabor de bolo. Também é o nome de um grupo de kpop…

        - O que é isso?

        - Música Coreana. Um dia eu te mostro. 

        - Tá bom.

        - Você gosta de… - Agora era vez de Olivier perguntar, e através de todas as perguntas possíveis, uma se destacava. Mas era arriscada, ousada - …meninos?

        - Eu gosto! - Nem percebeu que falou aquilo mais alto, eles riram, envergonhados - Você?

        - Também. 

        - Legal!

        - Legal - Florence concordou.

        - Mas eu… Eu nunca beijei um menino…

        - Vo-Você quer? - Desviou o olhar.

        - Uhm… Aham - Balançou a cabeça, energético e ansioso.

     Olivier inclinou sua cabeça, minimamente, olhando para os lábios dele, e Milo levou sua mão, tatuada com um polvo, a seu pescoço, sentindo o quão quente sua pele estava. Ele fechou seus olhos e se aproximou, enfim. 

     Era macio, simples e doce. Era o amanhecer e seus raios de sol a pintar tudo. Era pisar na grama, era o som de risos tímidos, o piscar de olhos bonitos, as bochechas tingidas de rosa, os toques ingênuos. Bocas se tornando conhecidas, colegas, amigas e então… Amantes. 

        - O que você achou?

        - Mu-Muito bom - Eles se olharam, sorrisos bobos em seus rostos - Oli, eu posso te beijar de novo?

        - Por favor, Mi.

     Fogos de artifício pareciam estourar na noite aconchegante e quente da ilha de Tipora enquanto dois rostos se encontravam na mesma carícia pela segunda vez na noite. Mesmo assim, não era fervente, mas morno e bom, inocente mas ciente dos perigos de amar. 

        - Oli, eu- Eu posso te abraçar?

        - Claro - E seus braços se entrelaçaram, peitorais se encostaram, e beijinhos foram depositados no pescoço do de cabelos mais escuros. Risos.

        - Boa noite…

        - Bons sonhos, Milo.

     E pela primeira vez em muito tempo, ele não foi alvo de pesadelos, por isso, não acordou suado ao ouvir os barulhos estranhos no terceiro andar, e por isso, conseguiu ignorá-los, enquanto uma Amélie sonolenta perguntava ao seu irmão se estavam realmente dormindo abraçados. Eles, de fato, estavam, e a universitária os xingava em sua mente por terem a deixado de vela sem nenhum aviso prévio -por mais que sabia que algo assim aconteceria-. Apesar de tudo, ela estava feliz pelo seu irmão. E seu irmão, por sua vez, estava radiante.