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The Prince and the Knight

Summary:

A família real começou a perceber pequenas mudanças no comportamento do príncipe Roier, que estava relacionadas à seu novo cavaleiro.

Em busca da felicidade do príncipe, seus parentes começaram a planejar maneiras de ajudar o relacionamento.

Notes:

Olá! Essa é uma oneshot inspirada no tweet do @Iluvjoui no twitter!!
Boa leitura!
E me desculpe qualquer erro que possa ter passado despercebido.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Há muito tempo atrás, em um grandioso reino, prosperava cada vez mais em riqueza e com a felicidade de todos que moravam lá.

Nesse reino, tinha um príncipe amado a todos à sua volta, um príncipe com o coração valente e cheio de generosidade, que causava inveja para aqueles com corações rancorosos e admiração para os outros.

Toda a família real era respeitada por aqueles que o conheciam e temida pelos forasteiros.

Alguns reis tolos, tentavam entrar nessa família por meios não muitos agradáveis, como manipulação, tentativa de um suborno e o principal meio usado: Casamento por conveniência 

O príncipe Roier tinha a idade “perfeita para casar”, sendo o que mais era proposto pelos que tinham a audácia de tentar. Raramente alguém vai atrás da mão da pequena princesa Leonarda, já que ela era a mais “selvagem” da linguagem real.

O príncipe, sendo o mais “gentil”, era o mais tentado a ser chamado para esse acordo, por causa que nunca nenhum que tentou casar consigo morreu ou misteriosamente sumiu, como aconteceu com um príncipe que pediu a mão de Leonarda em casamento.

Além de que sua aparência era algo que os bardos cantavam e espalharam por aí, diziam que somente com um olhar, ele roubava o coração de todos à sua volta. O que, para ser justo, era puramente verdade.

Entre aqueles que tiveram seu coração roubado, foi Cellbit, um dos guardas que fora contratado pessoalmente pelo Rei Vegetta para proteger o seu amado e precioso filho.

Ele foi alguém que chamou atenção de seus instrutores na academia, sua dedicação e seu esforço era algo para se admirar. Passando horas empunhando uma espada, em busca de melhorar e ficar mais forte.

Seu sangue e suor derramado não foram a toa, já que todo seu trabalho seu esforço, sendo recomendado para os reis e por sorte, foi contratado para trabalhar no castelo.

Quando o Rei de cabelos escuros como a noite ouviu o instrutor da academia falar sobre o novo cadete que poderia ser um incrível cavaleiro, falando de modo que expressasse admiração logo se interessou, indo atrás para ver quem ganhou respeito de um antigo herói de guerra. 

Sendo o que acabou vendo, foi algo que o tocou.

Vegetta poderia facilmente se ver no lugar do garoto de cabelos castanhos, vendo o seu passado, quando ainda não era rei, apenas um plebeu de um reino em guerra, lutando e treinando sem parar.

De primeiro, contratou o mais novo para ser um dos guardas do seu castelo, para participar daqueles que ele escolheu a dedo para proteger sua moradia, onde residia sua família.

Ficou encantado de ver como o jovem era eficiente no trabalho, que mesmo conseguindo um emprego sonhado por muitos, ainda não parava de treinar e se dedicar em ficar cada vez melhor.

Com o passar dos meses, sempre manteve seus olhos no seu pequeno “reflexo”, observando seu crescimento com um pai orgulhoso de seu filho.

Nesse ínterim, um pequeno plano se formou na sua cabeça. Se ele continuasse a evoluir assim e se mostrasse cada vez mais determinado e competente em seu cargo, poderia dar uma pequena promoção, uma que era ocupada por um antigo de seus companheiros.

Poderia ser o guarda pessoal de seu filho mais velho.

Era o plano perfeito, o garoto tinha a mesma idade que seu pequeno príncipe, era bonito e pelo que andou pesquisando, tinha uma boa personalidade e era protetor com seus amigos. Sendo apenas vantagem em seu plano.

A primeira pessoa que contou isso, foi o seu amado marido, que ficou empolgado com a ideia. O rosto do seu marido se iluminou com essa sugestão e quase foi atrás do Cellbit para passar o novo cargo para ele, só que foi impedido pelo Rei de cabelos escuros. Vegetta ainda queria provas que o garoto poderia mesmo garantir a proteção de seu menino.

A prova foi dada apenas um mês depois, algo que o deixou revoltado.

Algum reino estúpido tinha proposto novamente, pedindo a mão do príncipe em casamento, em troca de um dote de escravo, que poderia “ajudar” o seu exercito . Assim quando ouviu isso, quase matou aquele ser humano desprezível lá mesmo, sendo impedido por um som que o trouxe de volta para a realidade.

O jovem guarda tinha derrubado uma das armaduras de metal do salão que estava, justo no momento que suas mãos estavam indo empunhar sua espada. Quando olhou para o garoto, viu que aquilo tinha sido feito de propósito.

Então para não causar nenhum incidente e quem sabe começar uma guerra e fazer seu povo sofrer as consequências, controlou toda a sua raiva e com toda a educação, dispensou a proposta feita.

Claro que o outro “governante” não ficou satisfeito ao ouvir isso, demonstrando seu desagrado em voz alta e tentando mostrar aquilo que ele chamava de vantagens, um benefício para ambos.

Só que ele mesmo sendo estupido, não era burro o bastante para causar a ira do Vegetta - mal sabendo que já tinha causado ela-, e após ver ele negando novamente, desistiu temporariamente da seu acordo e voltou para onde estava hospedado.

Aquele dia foi bem frustrante e cansativo, a palavra escravo ecoava em sua mente sem parar, causando angústia para si, já que não entendia como alguém que se considerava governante poderia causar esse crime para sua população.

Continuaria se remoendo e pensando em maneiras sujas de resolver esse problema, quando o jovem de cabelos castanhos apareceu em sua frente, em um dos momentos que estava andando sozinho.

— Majestade. — Cumprimentou e se ajoelhou na frente do rei. — Peço perdão por me intrometer demais, mas acho que posso ajudar em seu problema.

Suas sobrancelhas levantaram em dúvidas, curioso sobre o que falava e de qual problema se referia.

— Qual problema? — Perguntou observando bem a reação do outro.

— Com o convidado indesejável dessa manhã, se o senhor quiser, eu posso resolver isso.

— Como? 

— Me dê uma semana, e aquele inseto não irá mais respirar. — Levantou seu rosto, com seus olhos azuis vibrantes encarando com profundidade seu governante.

— Ok. Faça o que você quiser. — Abriu um sorriso, um que mostrava para aqueles que confiava. — Se algo der errado, eu cuido disso.

— Eu não vou desapontar o senhor. — O guarda respondeu com grande confiança e com seu coração batendo rápido por causa de sua ousadia. — Eu vou me retirar agora, peço perdão por interromper sua caminhada.

Assim, o governante observou o pisar firme do jovem, com tanta motivação e ambição.

Estava ansioso para ver como ele iria resolver esse problema, então, com toda a paciência no mundo, ficou de olho em cada ação que foi tomada.

O que não fez sozinho, já que fez questão de contar tudo para o seu parceiro, até mesmo a frustração de não ter acabado com o problema na hora e felizmente, foi consolado pelo mesmo, aproveitando todo o amor que recebia daquele que amava mais que a sua vida.

Então, os dois reis observaram com atenção o que se desenrolou.

Ficaram interessados quando por algum motivo, a população começou a ser contra uso de escravo, algo que nunca foi permitido em seu reinado, só que agora, com a presença de um governador que permitia isso, parecia que estava falando mais que o normal.

Até mesmo ficaram surpresos quando receberam jornais anonimamente, sobre o reino vizinho, onde estava falando sobre a suposta revolta que estava ocorrendo com nobres e como a população estava ficando cada vez mais insatisfeita com seu rei.

A penúltima coisa que chamou a atenção, ocorreu no sexto dia, faltando apenas vinte e quatro horas para o fim do prazo que o guarda havia falado. Novamente, recebeu notícias e essas eram dizendo que os escravos começaram uma rebelião.

O tolo governante, que nem ao menos tinha retornando para o seu reino, ficando apenas aproveitando sua estadia ali, não percebeu a gravidade da situação até que fosse tarde demais. Só quando foi avisado da revolta dos escravos, percebeu que algo grave estava acontecendo.

Agora ali era o que foi estranho para quem analisava a situação com atenção, alguns dizem que esse homem estava se preparando para voltar para a sua morada o mais rápido possível, com revolta nos olhos. Já outros afirmam que ele estava acabado e que estava aceitando que não tinha mais nada que pudesse fazer para controlar a situação.

Agora, no último dia do combinado, foi incomum que não houvesse nada demais, ambos os reis estavam concentrados nisso, ansiosos pelo próximo passo do plano que o jovem tinha feito, só que não tinha acontecido nada.

Curiosidade tomava aquele com cabelos preto como o céu e corroía o outro que parecia um Sol de tão caloroso, chegou a ser incontrolável que não resistiram e chamaram o mais novo para uma “reunião”.

— Majestades. — Cumprimentou, se ajoelhando, colocando uma mão em seu peito e outra no chão.

— E agora? — O loiro perguntou, chegando mais perto do guarda de cabelos castanhos. 

— Senhor? — Cellbit ficou confuso pelo tom.

— Hoje é o último dia, o que vai acontecer? Já é quase de noite e nada. — Falou animadamente, gesticulando com os braços.

O cavaleiro olhou para ambos os reis e entendeu o que estava acontecendo e abriu um pequeno sorriso satisfeito.

— Se um dos senhores mandar alguém para falar com o Rei, terão uma agradável surpresa. 

— Você o matou? — Vegetta finalmente perguntou.

— O que o senhor acha? — Retrucou com certa ousadia e com orgulho de si mesmo.

— Amanhã eu vou mandar alguns guardas verem como ele está. — Respondeu com um sorriso, entendendo o que tinha acontecido.

— Ohhhhh, você o matou. — Foolish disse com uma voz mais fina, bem satisfeito do feito de seu subordinado. — Como você fez isso? Eu tô super curioso.

— Eu tenho meus contatos, vossa majestade, além de que eu sabia onde pressionar para causar esse resultado. — Respondeu honestamente, ansioso para saber se ambos ficaram satisfeitos com a sua performance.

Cellbit passou essa semana inteira trabalhando sem parar, indo atrás de todos os conhecidos que tinha para poder causar esse resultado. O que não foi tão difícil assim, era algo que aconteceria mais cedo ou mais tarde. A única dificuldade mesmo era que tinha que ficar indo de um lugar para o outro e ainda voltar para trabalhar.

O seu último trabalho foi na noite anterior, quando viu que o inseto estava prestes a ir embora para ver a situação que estava o seu reino, foi aquele momento que deu o último golpe.

— Ui, que misterioso você é. — Brincou com a situação. — Ei, ei, amor, acho que isso é o suficiente. — O rei majestoso como o Sol falou com o seu parceiro.

— Cellbit. — Vegetta chamou, com sua voz forte, causando calafrios no mais novo. — Quero sua opinião sobre algo.

— Espero que minha resposta satisfaça sua curiosidade, majestade. — Respondeu o mais respeitoso que podia.

— Se meu filho estivesse sendo atacado por alguns assassinos, o que você iria fazer? — Perguntou, apenas para ver como iria responder a isso e ficou curioso quando viu o mais jovem corar ao ouvir falar do seu pequeno.

— Eu… Dependeria da situação, se fosse algo de perigo extremo, além de priorizar a segurança dele, eu tentaria o tirar do perigo e então quando soubesse que ele estaria seguro, eu iria eliminar os assassinos, mas se fosse algo que eu conseguisse lutar sem problemas, eu mataria todas as ameaças. — Respondeu honestamente, com seu coração batendo rápido pensando no jovem da realeza com seu belo sorriso.

— Você mataria todos?

— Não, eu iria deixar um vivo, para descobrir quem ousou atacar o príncipe. — Sua voz não tinha hesitação nenhuma com isso. 

— Como você iria descobrir? Tortura? Eu aposto que seria tortura. — Foolish falou, já sabendo qual seria a escolha de seu marido.

— Depende muito, vossa majestade. Podemos descobrir a reposta para algo sem ser com tortura física. — Sorriu de um jeito um pouco macabro e sentiu que foi algo bom, vendo o maior e mais radiante abrir um sorriso completo.

— Cellbit, a partir de hoje você vai trabalhar em outro cargo. — O de cabelos preto falou, parando dramaticamente. — Você vai ficar responsável pela segurança do Príncipe Roier.

O jovem guarda sentiu suas bochechas esquentarem e sua boca se abriu de surpresa, para esconder isso, abaixou sua cabeça rapidamente e concordou sem hesitação.

— Você está dispensado, vou mandar alguém para falar sobre isso com você. — O governante respondeu.

Ambos viram o mais novo sair um pouco travado e como se estivesse conectados, os casados se encararam com um sorriso bobo.

— Ele tem claramente uma paixão pelo nosso cariño. 

— Coloca paixão nisso. Você viu o tanto que ele corou? Uau, parecia você quando a gente se conheceu.

— Eu não corei tanto assim. — O mais baixo respondeu. 

— Claro, claro, e eu não me chamo Foolish. — Brincou e ficou satisfeito quando viu o seu marido beijar a sua boca, em uma tentativa de parar com as provocações.

Com esse pequeno clima de romance no ar, o novo dia nasceu, com o Rei mandando seus guardas verificarem o estado do outro governante, com uma desculpa de uma reunião marcada em cima da hora.

O que eles encontraram lá, foi apenas um corpo pendurado por uma corda.

Aquele que anteriormente governava uma população inteira com dor, tinha se matado, deixando apenas um bilhete dizendo que não queria lidar com as consequências e que essa era a melhor maneira de resolver as coisas.

Ninguém suspeitou que tinha sido algo forjado, coisa que fez o guarda ganhar ainda mais respeitos por aqueles que sabiam a verdade.

Vegetta ficou feliz com os resultados e mal podia esperar para ver como a relação de seu filho com o outro iria crescer. Se seria apenas uma amizade ou algo romântico.

Se antes observava atentamente para ver como o garoto ia evoluir de maneira profissional, agora analisava como iria ser com a sua queda óbvia pelo seu filho.

Não estava sozinho nessa, seu marido e sua filha se juntaram para ver o desenrolar dessa novela. O bom era que a sua pequena viu o que estava acontecendo logo de cara, no primeiro dia que ele começou o seu serviço e como uma boa criança criada por Foolish, tratou logo de contar o que descobriu.

Alguns poderiam dizer que os três estavam agindo como fofoqueiros, sempre comentando sobre o que achava que iria acontecer, mas eles negariam e usaram a desculpa que estavam preocupados com o Roier para fingir que não queria apenas descobrir o desenrolar dessa novela.

O primeiro ponto que fez a família se reunir em segredo para debater sobre, foi quando o filho mais velho, mostrou um comportamento estranho, seus flertes, algo que sempre fez com todos a sua volta, tinha parado repentinamente.

Leo foi o primeiro a notar isso, sendo o que mais tinha tempo livre, passava muito tempo como seu irmão. A primeira vez que viu conversar com um dos guardas chamado Mariana e não flertar nem um pouco, foi bem chocante.

Sempre viu os dois conversando e ficando de brincadeira um com o outro, algo comum mesmo e nada de romântico nisso, já que o outro era comprometido com o Slime, outra pessoa que flertava com o Roier as vezes.

O casal se amava e não tinha problemas com essas brincadeiras, era algo que gostavam de fazer, não para apimentar o relacionamento como diziam as más línguas, e sim porque amava ver a reações dos outros com isso. 

Os dois sempre competiam para quem ia deixar o príncipe envergonhado primeiro e nunca tinham ganhado, sendo apenas eles que ficavam um pouco corados, o ser da realeza era invencível nesses aspectos.

Então quando a mais nova viu a conversa se desenrolar e não ter nada do que sempre tinha por nenhum dos dois, estranhou. Mas deixou isso de lado, quem sabe o casal tenha acabado com essa competição boba ou cansado disso.

A segunda vez ainda sim não mostrou que algo estava acontecendo, não era suspeito o bastante para deixar óbvio que Roier estava mudando seus hábitos por algum motivo.

 Era uma das festas de chá que havia entre os nobres, ambos foram chamados e tiveram que comparecer para representar a família real, nada fora do comum.

Só que a família que o tinha chamado, era um dos amigos de longa data do moreno, o Quackity. 

Sempre que os dois se encontravam, rolavam pequenas brigas infantis, mostrando como os dois eram amigos mesmo parecendo odiar às vezes.

O curioso era que sempre que estavam discutindo, o príncipe cansava  e simplesmente dava em cima do amigo, fazendo ele ficar envergonhado e perder seu argumento.

Leonarda estava esperando isso acontecer logo, seu irmão estava mostrando claros sinais de descontentamento sobre a conversa que estava rolando, então bebia seu chá calmamente, esperando a gagueja e a risada aparecer.

Só que isso não rolou, a briga terminou e nada do de cabelos pretos ficar minimamente envergonhado, parecia que dessa vez, a briga tinha acabado sendo usado apenas argumentos.

Estranhou um pouco, mas ainda não foi o suficiente, sendo que em festas anteriores, seu irmão não apelava pelo flerte para vencer. A única coisa que a deixou curiosa era que sempre acertava de qual maneira iria acabar a discussão, o que não rolou dessa vez.

Agora, o que a fez correr para o quarto de seus pais de noite para contar o que descobriu, foi o acontecimento com o Spreen.

Esse era um ex de seu irmão, alguém que ele gostou uma época de sua vida.

Os dois não se viam muito depois do término, mas às vezes por questões políticas, tinham que se ver. Essa era uma dessas situações desconfortáveis que tinham que se encontrar por causa do sangue real.

O seu irmãozão ficava nervoso perto do outro nobre e em uma maneira de se proteger e de não surtar, era flertar. Apenas de brincadeira, mesmo sabendo que não iria ser retribuído de modo algum. Isso era algo que o acalmava quando estava na presença do outro.

Essa era uma maneira de deixar seus sentimentos mortos, de não forçar qualquer coisa, uma faísca de sentimentos voltar à tona.

Estava segurando a mão do mais velho, em uma tentativa de mostrar que estava ali, só que diferente de outra vez, em nenhum momento Roier pareceu desconfortável ou flertou no nervosismo.

Na verdade, ele parecia genuinamente feliz.

Algo que era muito bom, só que tinha que ter um motivo para isso.

Então o pequenino esperou ficar de noite, e foi correndo contar tudo isso para os seus pais, suas descobertas estranhas e sua teoria.

Algo que pensou e que para si parecia óbvio, era que seu amado irmão estava gostando de outra pessoa. Que estava gostando tanto ao ponto de não flertar mais com as pessoas à sua volta.

Discutiu isso com os adultos, mostrando que claramente tinha razão.

A fofoc- conversa foi até ela dormir de cansaço, deixando seus pais ainda mais curiosos sobre o que estava rolando e tendo a suspeito que isso poderia ter ligação com o jovem guarda.

Com isso, foi a vez do rei Foolish começar a notar coisas diferentes sobre seu filho.

O homem mais alto, sempre esteve muito presente na vida de seus pequenos, desde seus interesses, hobbies de coisas que gostavam ou de coisas que odiavam. Durante toda a vida deles, ouviu com atenção e guardou com carinho o que descobria sobre.

Agora, parecia que seu menino mais velho estava descobrindo um novo interesse que ele nunca mostrou antes.

Flores.

Quando entrou no quarto do seu filho sentiu um cheiro forte e doce, algo que com toda certeza era novo. Olhou confuso para o quarto do seu garoto e viu em cima da mesa, um enorme vaso com flores azuis.

Estava o procurando para chamar para o piquenique que a pequena Leo estava organizando, só que ficou surpreso ao não encontrar ele ali, a única coisa que demonstrava que faz pouco tempo que tinha saído, eram as misteriosas flores.

O cheiro era forte, como se elas tivessem sido arrancadas a pouco tempo.

Chegou mais perto do vaso e olhou com curiosidade um papel ao lado delas, sendo o curioso que não teve nem escrúpulos e começou a ler.

“Hortênsias parece que representam a amizade, além do respeito e admiração? Isso é fofo.“

Ficou confuso com isso, parecia que isso era um bilhete para alguém? Ou apenas o significado dessa flor? Seja o que for, levantou uma pulga atrás da orelha.

Saiu dali ainda em busca de seu garoto e acabou se distraindo por outra coisa, esquecendo por um pequeno tempo aquilo que tinha encontrado.

A próxima vez que viu algo sobre flores, Roier estava lendo um livro no quarto de seus pais, apenas apreciando a presença de sua família.

Vegetta ainda não tinha chegado, estando apenas os dois filhos e o governante como o Sol curtindo um ao outro. Foi nesse momento, que Foolish viu a capa do livro, que conseguiu reparar de sua posição estranha que se encontrava e se lembrou do incidente de algum tempo atrás.

Rolou na cama até chegar perto do mais novo, que estava sentado no chão com a cabeça apoiada na beira do móvel e leu por um pouco por cima do ombro do filho.

Gladíolo

Esse tipo de flor pode ser encontrado com várias cores e em comum têm apenas o formato de uma espada. Por essa razão, o gladíolo é considerado como a flor da luta , da lealdade e da fidelidade.

Os gladíolos costumam ser oferecidos aos amigos justamente devido a essa belíssima simbologia.”

E na página inteira, havia vários desenhos dessa planta, o que era bem bonito na opinião do rei. Se encontrasse ela por aí, com toda certeza não se importaria de fazer um buquê para dar ao seu marido.

Algo que acabou notando, era que o menino parecia ter terminado de ler sobre essa flor, só que por algum motivo não virava a folha. Abriu um sorrisinho pensando nas possibilidades, talvez ele estivesse pensando em alguém? 

Sua teoria foi descartada- ou apenas deixada de lado-, quando viu o outro virar a filha e ir ler sobre outra espécie de planta, uma que dessa vez, pareceu ficar tanto tempo quanto a outra analisando. 

Quem sabe Roier fosse apenas um leitor muito lento.

Esse foi o segundo indício que o pobre governante acabou perdendo, mas felizmente, na terceira vez, foi óbvio o bastante para precisar se reunir com a sua turma da fofoca, vulgo seu marido e filha.

Estava ocorrendo uma festa no castelo, graças aos convidados de outro reino que vieram com ótimas ofertas de negócio, nada de ousar pedir a mão de ninguém em casamento. A princesa Jaiden tinha vindo e ela era amiga de longa data do seu príncipe mais velho.

Essa era a primeira vez que ela tinha vindo desde que o guarda do moreno tinha sido mudado, então o governante estava curioso para saber se ela iria “aprovar” ele ou não.

Negaria até a morte que ficou propositalmente perto dos mais jovens para ouvir a conversa e somente por meio de tortura - ou pelo bem da fofoca- iria contar o que ouviu.

Tentando ser o mais discreto o possível, mesmo sendo um dos maiores ali na festa. Caminhou para o terraço em que seu filho se encontrava e de longe viu o Cellbit, com o rosto bem corado. Ele parecia estar tentando não ouvir a conversa privada dos amigos, só que infelizmente tinha que ficar por perto.

Isso foi o bastante para fazer o de cabelos dourados, se esgueirou da melhor maneira que podia, ficando disfarçado entre as cortinas de uma maneira nada chamativa - ao menos era o que ele pensava-..

— Os cravos tem tanto significado, sabia disso? Tô pensando em dar um buquê de cravos vermelhos para ele. — Ouviu a voz do seu garoto falar animadamente.

— O que os vermelhos significam?

— Respeito e paixão. — Suspirou apaixonado. — Quase tudo que eu estou sentindo.

— Falta algo mais? — A garota perguntou com um certo pressentimento.

— Rosas vermelhas! Além de ser clássica, vai expressar o meu desejo por ele. — Falou com um sorriso mais travesso que conseguia.

— Não é mais fácil só falar ‘pra ele?

— Nah, além que eu tenho certeza que o gatinho tá ouvindo, ele gosta de flores. — Respondeu e segurou o desejo de olhar para o seu guarda e ver a reação dele.

— Mi amor? — Vegetta apareceu do nada na frente do outro rei, quase o fazendo pular de susto.

— Shhhhh! — Olhou “bravo” para o marido e apontou para a sacada onde seu filho estava antes, só que para a sua surpresa, não tinha sinal nenhum dele lá.

— Foolish? — O de cabelos pretos parecia preocupado.

— Hoje a noite eu, você e a Leo tem que conversar de algo sério. — Disse olhando no fundo dos olhos escuros.

— Ohhhh é sobre nosso menino?

— Sim! Eu tenho certeza que ele tá gostando do Cellbit. 

— Sério? 

— Eu aposto a minha sobremesa nisso. — Disse com fervor e então se abaixou um pouco e beijou os lábios do marido.  — Mas só a noite que eu te falo certinho.

— Você que sabe mi amor. — O rei respondeu com um enorme sorriso, pegando a mão do marido e o levando de volta para a festa.

Dito e feito, naquela noite, o pequeno trio se reuniu na enorme cama de casal e ficou embaixo das cobertas fofocando e apontando o que tinha descoberto, fazendo teoria sobre o relacionamento do filho.

E naquele mesmo momento, Vegetta resolveu ajudar seu garotinho apaixonado, colocando seu plano em prática amanhã. Contou suas ideias para a sua família e foi recebido com aprovação e até mesmo com ideias para ajudar a bancar o cupido.

No dia seguinte, chamou o guarda em específico para uma reunião.

— Vossa majestade. — O jovem o cumprimentou com todo o respeito de sempre.

— Eu estou gostando de como você está protegendo meu filho, Cellbit. — Foi indo direto ao assunto. 

— Eu agradeço à vossa majestade. — Respondeu confuso e um pouco esperançoso de um aumento.

— Meus conselheiros me disseram que a cidade dos franceses vão fazer uma pequena comemoração. Um festival bem acolhedor. — Segurou sua animação, tentando manter a pose de sério e aterrorizador. — Eu quero que você leve o Roier até lá, de maneira escondida.

— Escondida?

— Sim, ele está indo muito bem nos seus deveres reais, acho que ele mereceria uma folga. — Olhou fixamente para o guarda que parecia visivelmente confuso. — Vão vocês dois amanhã até lá para ele aproveitar um pouco, com somente um guarda e curtindo como um plebeu comum. Entendeu onde eu quero chegar?

— Acredito que sim. — Apesar de estar bem confuso com isso.

— Você vai ser o único o protegendo amanhã, então atenção em dobro com ele.

— Só eu?

— Sim, acredito que você é capaz disso. — Disse verdadeiramente, as habilidades do jovem tinha se mostrado com um grande potencial.

Com isso, o rei dispensou o guarda bem orgulhoso de si mesmo.

O seu parceiro que iria contar os planos para o seu filho, algo bem fácil de fazer e com toda certeza ele iria topar. Isso era basicamente um encontro particular, sem nada da realeza ou guardas para atrapalhar.

Assim, passou o seu dia satisfeito com si mesmo.

À noite, os três integrantes da família se reuniram para fofocar sobre o que poderia acontecer no dia seguinte e até mesmo uma ideia de seguir os jovens pombinhos foi sugerida, mas logo descartada porque isso poderia atrapalhar o desenvolvimento deles.

Esse dia foi um que todos eles estavam distraídos, Leo não conseguiu nem se concentrar direito no seu treinamento de espada ou nas aulas de política, e ambos os governantes ficaram mais aéreo que o comum.

Tudo isso por causa da curiosidade para saber se o plano em andamento estava dando certo.

O pior que aconteceu foi que o Roier não falou nada.

Os três ficaram com todo o sofrimento para saber se deu resultado ou não, só que por algum motivo, o príncipe não comentou sobre o “encontro” que teve e o guarda estava agindo normal. Isso foi o suficiente para ter que ter outra reunião de família.

Foolish sugeriu que não aconteceu nada, sendo o mais neutro. Leonarda pensava que não tinha dado certo e que ambos podem ter ficado desconfortáveis, sendo o lado mais negativo e o Vegetta, foi a pessoa que estava pensando que poderia ter dado muito certo e eles estavam se escondendo muito bem, sendo o lado positivo.

Então, durante toda a semana, cada um da realeza tentou fazer seu próprio plano para juntar os dois.

A mais nova, ficou triste pensando que algo deu errado e o tempo todo que estava com o seu irmão, ficava mandando indiretas que poderia encontrar alguém que o fizesse feliz e que era só questão de onde achar essa pessoa. 

Em alguns momentos, fazia questão de olhar para o jovem guarda durante essas conversas e o estranho era que seu irmão estava se fingindo de bobo e desentendido durante esse assunto.

Já o maior governante, não tinha desistido desse romance, mas também não tinha tantas esperanças assim. Era o lado neutro mesmo, hora ou outra mandava uma indireta sobre isso, mas não insistia ou parecia depressivo sobre isso como a princesa.

Agora o Vegetta era o mais empenhado em juntar os dois. Acompanhou bem o crescimento do guarda e aprovava ele como seu genro. Era forte, determinado, além de muito inteligente e parecia alguém com ótimos contatos.

Claro que não era perfeito para o Roier, já que seu príncipe merecia apenas um Deus como um parceiro, mas Cellbit chegava um pouco perto de suas expectativas.

Então se ele por um acaso diminuiu os guardas que ficavam perto do quarto dele, ou que misteriosamente a quantidade que o seguia e o guardava durante o castelo também tinha abaixado a quantidade, não iria comentar sobre isso.

Durante toda essa semana, esquemas estavam rolando à solta em prol do romance do príncipe. 

Estava tendo bastante esforço para isso e continuaria sendo assim, só que um evento misterioso aconteceu, que deixou o trio fofoqueiros em choques.

Cellbit pediu demissão.

Não foi diretamente pedido para o Rei e sim para o chefe dos cavaleiros, que era responsável pela entrada e saída de novos recrutas, que avaliava pessoas em potencial e se alguém talentoso o suficiente aparecer, iria informar o Vegetta para ver se podia entrar para a guarda do castelo ou outro cargo bom.

Como isso foi um acontecimento estranho, o responsável por isso foi correndo contar para o seu rei, ainda mais por causa de tantas expectativas que foram postas sobre o mais novo.

O homem, quando descobriu sobre o pedido, negou primeiro, usando uma desculpa que ainda não tinha outro guarda bom o suficiente para proteger o jovem príncipe e temporariamente, era a desculpa ideal.

Com isso, uma reunião de emergência foi se formada.

— Ele pediu demissão? — Leo perguntou abismada.

— Sim, mi hija, eu não sei o porquê. — Pareceu levemente desesperado.

— Cara, tô dizendo que naquele encontro deu algo muito ruim.

— Mas ruim ao ponto de demissão? — Foolish perguntou um pouco triste.

— Eu também não entendi, mi amor. Ele é um dos melhores que já entrou no castelo. — Comentou se aconchegando no marido. — Você viu como ele é forte? 

— Não.

— Se você visse…

— Que papo estranho pa.

— Leo? 

— O que? Parece estranho, até parece que o senhor terminou um relacionamento ou algo do tipo.

— Ela tem razão. — O de cabelos loiro concordou.

— Foolish? Mi amor. — Disse em um tom mais baixo, fingindo estar triste. O que resultou no outro abraçando forte e dando um monte de beijos em sua bochecha.

— O senhor vai mesmo demitir ele? — Perguntou, já se acostumada com o quanto seus pais são carinhosos um com o outro.

— Eu tenho? 

— Hahaha. — O outro homem riu de seu parceiro. — Acho que sim.

— E se eu enrolar um pouco? Se eles estivessem mesmo brigados, uma semana ainda juntos pode resolver o problema.

— Só o que falta o senhor prender eles em um lugar e forçar eles a resolver isso. — O menor apontou.

— Isso não é uma má ideia.

— Pa? 

— Sério? — Foolish olhou para o marido, mas não tão chocado quando a princesa.

— Sí! Essa é uma ótima ideia.

— Prender seu filho junto com o guarda sem saber se eles estão brigados ou não apenas porque esse mesmo guarda pediu demissão? Verdade! Eu amei essa ideia. — O outro rei concordou animado.

Leonarda olhou para ambos os pais e suspirou balançando a cabeça de um lado para o outro.

Com a ideia se formada, o governante mais amado, começou a colocar seu plano em prática.

Recebeu o pedido de demissão novamente no dia seguinte e negou novamente, falando que só iria aceitar quando achasse alguém para substituir a posição.

Para fazer seu plano funcionar, repentinamente, organizou uma festa de emergência chamando todos os nobres, falando que era uma comemoração sobre algo bobo. 

Com a festa em andamento, organizou para que o seu garoto fosse até um dos porões do castelo, com a desculpa que tinha algo importante que iria mostrar para quem estava presente, só que não podia ir pegar agora.

Lógico que o outro reclamou e não quis ir de primeira, mas com sorte seu marido se intrometeu e o ajudou, pendido para o cariño ir atrás do objeto no porão. 

Seus guardas já sabiam do plano, já que eles iriam fazer os dois ficarem presos juntos.

Em teoria, era para eles irem até lá e a porta acaba “emperrando”, mantendo os dois lá tempo o suficiente para conversar e se resolverem de qualquer briga que estivessem envolvidos. Depois de alguns momentos, iria pedir para alguém ir verificar a demora.

Observou os dois saírem juntos, em silêncio, e na sua visão, era como se estivessem desconfortáveis um com o outro.

— Vai mesmo fazer isso, pa? — Leo perguntou, usando um belo terno, com um sobretudo que dava a impressão de ser uma saia.

— Se der certo, o hijo vai ficar super feliz. — Comentou enquanto bebia um gole de seu champanhe.

— Ou ele pode ficar bem triste.

— Que nada, não te preocupes Leo, vai dar tudo certo.

Seu pressentimento era que seu plano fosse funcionar e que seu garoto saísse de lá namorando, sem nenhuma briga ou discussão atrapalhando seu relacionamento.

Só que estava errado.

Depois de quase uma hora, pediu para um de seus mordomos verificarem a situação deles e para a sua enorme tristeza, para si, era como se estivessem brigados.

O cabelo do Roier parecia bagunçado e seu rosto estava bastante vermelho, com uma carranca fazendo parte dele. Já o Cellbit, parecia estar angustiado com algo, ou arrependido de alguma coisa.

A visão daquilo partiu seu coração. Poderia ter piorado uma situação que já estava ruim.

Naquela noite, ficou abraçado com o seu marido o tempo todo, sendo consolado por ele e por sua pequena filha. Com tristeza por ter causado algo negativo para o seu menino.

No dia seguinte, estava pronto para aprovar o pedido de demissão do guarda, para acabar com esse sofrimento de uma só vez, só que repentinamente, o mesmo pediu para se encontrar consigo.

— Vossa majestade. — Duas vozes ecoaram juntas.

À sua frente, estava o seu jovem promissor que tinha tanto talento e ao lado dele, um garoto da mesma idade dele com belos cabelos loiros e um sorriso travesso. Conhecia ele, era um dos cadetes que estava de olho antes de notar Cellbit.

— Com a vossa permissão, eu vi que o senhor queria alguém para substituir o meu lugar e eu recomendo o Forever, ele é tão forte quanto eu e eu sei que protegeria bem o Roier.

Quando estava prestes a responder, algo na fala do garoto chamou sua atenção. Ele chamou o príncipe pelo nome e não hesitou nessa ação, como se fosse algo que estivesse acostumado.

Se estivesse mesmo brigado com ele, iria ao menos evitar chamá-lo pelo nome, não? Ou parecer triste com isso.

Então algo passou por sua mente, uma coisa que deveria ter feito desde o primeiro momento. Ter uma conversa.

— Me siga. — Ordenou e andou em direção ao jardim do castelo.

Só podia ouvir os passos do outro, por causa que estava prestando atenção nisso, quando ele andava, parecia não fazer barulho. Com toda certeza poderia ser um assassino experiente se quisesse.

— Cellbit?

— Sim, vossa majestade. — Se ajoelhou, mas sentiu uma mão em seu ombro e levou um susto.

— Não precisa ajoelhar. — Começou a falar de uma maneira um pouco mais informal. — Por que você quer se demitir? — Perguntou de uma vez.

— O que?

— Você é um bom garoto, muito talentoso e poderia continuar melhorando sua posição no castelo, além de que você se dá bem com o meu filho. — Viu o rosto do outro corar, parecendo apenas envergonhado e não demonstrou nada de ruim nisso.

— O senhor sabe de mim e do Roier? — Perguntou timidamente.

— Claro que sim. Todo mundo sabe.

— Oh… Eu pensei que a gente tinha escondido bem.

— É por causa dele que você pediu demissão?

— Sim. — Respondeu um pouco envergonhado e tenso por estar sendo confrontado pelo Rei.

— Entendo… — Pareceu um pouco triste, mas agora que descobriu que seu filho que tinha pedido que ele se demitisse, não poderia mais negar, em seu coração, aceitou que não iria acontecer algum relacionamento entre os dois. — Eu aceito sua demissão, vou ficar de olho no Forever e talvez eu contrate ele.

— Se o senhor me permite, o Roier gosta muito dele, e como eu disse antes, ele é tão forte quanto eu, vossa majestade. — Sugeriu novamente, causando mais mal entendido.

— Ele conhece o Roier?

— Sim, são até mesmo próximos.

O rosto do governante ficou em choque. Em nenhum momento o seu filho demonstrou claramente que gostava do Cellbit, talvez desde o início fosse o Forever… Ficou ligeiramente envergonhado do seu erro bobo, estava se metendo num relacionamento que estava fadado a falhar desde o começo.

— Entendo… Você está dispensado então. 

Com isso, o antigo guarda do castelo foi embora, deixando para trás um homem bem triste por vários motivos.

Naquele dia, o trabalho foi muito cansativo do que o normal e terminou seus deveres o mais cedo que podia, apenas querendo falar tudo que descobriu para o seu marido e filha.

Aproveitou e analisou brevemente o que podia sobre o cadete que o antigo prodígio tinha sugerido para proteger o seu filho e gostou muito dele, só que não era o mesmo que antes.

Quando caiu a noite, contou tudo que podia para sua família e ficou um clima um pouco triste dessa vez, já que não tinha três lado diferentes agora, todos estavam tristes pelos erros que cometeram.

Até mesmo Foolish que era a animação em pessoa ficou um pouquinho desanimado, mas logo em seguida começou a fazer planos para conhecer o Forever e ajudar seu filho nisso.

Assim o tempo passou, com o passar dos dias, tudo começou a voltar ao normal. Cada um cuida das suas próprias responsabilidades, dessa vez menores envolvidos em atrapalhar um relacionamento que não tinha certeza que era real.

Só que se tivesse prestado atenção agora, iria notar coisas que não tinha reparado antes. Desde o príncipe saindo bem mais do castelo até a relação estranha dele com o seu novo guarda, mais parecendo dois irmãos do que alguém que amavam um ao outro.

— Vocês tão livre essa semana? — Roier perguntou do nada, durante o jantar.

— Não! Só se você me der a sua sobremesa. — Leo brincou e recebeu um mostrar de língua do seu irmão.

— Claro cariño. 

— Ótimo, sexta então vamos os quatros para a cidade, tenho que mostrar para vocês um lugar. — Falou animado.

— Um lugar? Onde? — Foolish perguntou curioso.

— Nananinanão, sem pesquisar pa. — Olhou no fundo dos olhos, se lembrando da vez que ia fazer uma surpresa e levar todos em uma taqueria, mas o rei acabou descobrindo seus planos. — É uma surpresa.

— Não gosto de surpresas. — A mais nova reclamou com um biquinho.

— Essa você vai gostar. 

— Certeza?

— Sí, além disso estou doido para apresentar meu namorado ‘pra vocês. 

Quando o moreno disse essa frase, a sala inteira ficou em silêncio. Podia até mesmo ouvir um alfinete caindo no chão. Ambos os governantes olharam confusos para o filho e a pequenina parecia ter congelado pela surpresa.

— A gente já não conhece ele? — Vegetta perguntou, quebrando o silêncio.

— Sim, mas não oficialmente. — Explicou, ignorando a reação exagerada de sua família.

— Entendo… Eu vou dar o dia de folga para o Forever então. — O rei de cabelos pretos falou, sem saber do mal entendido que estava acontecendo.

Roier pensou que ele faria isso por causa que não tinha proteção maior do que seus pais, já os outros três integrantes da família achava que era por causa que o loiro em específico era o namorado do príncipe.

Com essa confusão, a semana se passou em um piscar de olhos.

Agora a realeza mais amada em gerações, estava usando os melhores disfarces que podia.

O rei da noite usava roupas comuns de plebeu, com um enorme capa com capuz escondendo seus cabelos, e algumas facas escondidas em sua roupa, para caso de emergência. Seu parceiro tinha tingido temporariamente os cabelos por vermelhos e colocado um bigode falso. Já a pequenina, tinha feito um coque, colocando um boné por cima e usava roupas comuns.

O que menos estava disfarçado era o Roier, já que nem mesmo ousou trocar de roupa, foi com as que usava no castelo. 

Qualquer um podia perceber quem eram aqueles. Só que como bons cidadãos, ninguém chegou perto ou incomodou a família real, que parecia estar se divertindo em um passeio.

O príncipe mais velho andava alegremente o levando a algum lugar bem no centro, cumprimentando alguns vendedores ou pessoas que andavam na rua, como se conhecesse todos eles.

Sua caminhada acabou, quando chegaram em frente a um estabelecimento relativamente grande, chamado “StarBobby”, era uma padaria bem aconchegante, com sua construção inteira de madeira clara com diversos tons de azuis.

Entraram no estabelecimento e notaram que as paredes tinham sido pintadas por alguém, diversos desenhos de comidas e vários tipos de café cercavam o lugar.

— Gatinho! — O príncipe chamou e saindo de onde parecia ser o balcão, uma criança foi correndo para o colo dele.

Era quase do tamanho do Leonarda, com enormes cabelos com lindos cachos, quase escondendo seu rosto. Usava um avental azul por cima da sua camisa amarela e nele estava bordado o seu nome: “Richarlyson.”

— Oi cariño, cadê o seu irmão? — O moreno perguntou para a criança, que agora estava em seus braços, aproveitando o calor corporal do maior.

Com suas mãozinhas, deu dois pequenos toques no ombro dele e apontou para uma porta, que o levava para a cozinha.

— Vamos lá buscar ele então? — Perguntou e viu o pequeno concordar com a cabeça. — Já volto, vou ir buscar um gatinho envergonhadinho. — Disse falando para a sua família. 

Os três olharam em volta, para o lugar que parecia estar vazio no momento.

Sentaram na mesa mais próxima deles e ansiosamente pelo parceiro do príncipe, mesmo já tendo conhecido ele antes, agora seria uma forma mais oficial.

O primeiro a reparar quem saiu de dentro foi a Leo, que olhou em choque para a porta e para o seu irmão abraçado com o seu namorado. 

Com a boca aberta em choque, bateu no seu pai mais próximo, que era o Foolish, tendo a mesma reação que ela.

Por fim, quando viu a reação estranha de sua família, Vegetta olhou para onde eles estavam encarando e ficou muito confuso ao ver Cellbit ali.

— Pa, pa e Leo. Conheçam oficialmente meu namorado e o irmãozinho dele. — Roier abriu um enorme sorriso, com suas mãos segundo o antigo guarda e outra na mãozinha pequena da criança.

— Você tá namorando o Cellbit?— Foolish perguntou bem alto, demonstrando sua surpresa.

— Não era o Forever? — Leo completou, ainda em choque.

Então o rei finalmente entendeu.

Durante todo o tempo, o jovem guarda sempre deu indício de ter algo com o seu filho. Desde o momento que iria ser o cavaleiro pessoal dele, onde corou muito e parecia animado ou na festa onde o último plano ocorreu.

Quando eles saíram do porão, os dois não tinham brigado. Se forçasse bem sua memória, iria perceber que eles mais pareciam duas crianças que foram pego fazendo algo a mais.

Ou no último dia do Cellbit no castelo, ele provavelmente estava se referindo ao seu relacionamento romântico com o Roier e não uma briga que supôs que eles tinham.

Se sentiu tão idiota agora.

Ele, o rei que colocou fim à guerra. Conhecido por sua sabedoria e força sem fim, não tinha reparado algo tão simples assim.

— Vocês tão namorando a quanto tempo? — Perguntou, querendo saber a resposta que faltava para completar o quebra cabeça.

— Desde que ele virou meu cavaleiro. — O príncipe disse com grande orgulho.

— Cellbit?

— Se o senhor me permite explicar à vossa majestade. Eu gostava dele desde que eu estudava na academia e quando eu virei o guarda dele… Eu realmente o amo. — Respondeu com a mesma determinação que o rei o viu lutando.

— Ohhhh gatinho, assim você me faz corar.— Bateu no ombro dele, em um tom brincalhão.

— Esse tempo todo e você estavam namorando? Roier!— Leo pareceu brava. — Você podia ter avisado. 

— Desculpa, manita, mas era divertido ver vocês tentando descobrir.

— Como assim tentando descobrir? — O antigo guarda olhou para o namorado.

— Lembra o encontro na vila dos franceses? Foi uma das ideias deles para juntar a gente. — Explicou

— Oh, entendo.

— Se vocês não estavam brigados, porque terminaram? — O rei como o Sol perguntou com um enorme biquinho, parecendo uma criação que teve seu doce roubado.

— Porque eu e o meu irmão queríamos abrir uma cafeteira juntos, vossa majestade. — Explicou e sentiu o seu pequeno chegar perto dele.

— Só por causa disso? E sem essa de vossa majestade, a partir de agora é pai Foolosh. — Disse com o maior orgulho do mundo, recebendo olhares estranhos dos outros ao seu redor.

— Sim, eu só virei guarda por causa do dinheiro.

— Dinheiro? — Vegetta olhou para ele, ainda meio aéreo. O garoto que tinha tanto potencial, só virou o que virou por causa do dinheiro. — Aquelas noites que você ficou treinando era apenas por causa do dinheiro.

— Uhum, quanto mais esforço, mais rápido eu seria notado e ganharia mais. 

— Nem tente entender, pa, o objetivo dele sempre foi ficar rico.

— Rico.

— É! Lembra do rei que ele matou? Então, o velhote lá deu uma boa grana 'pra ele por causa disso.

A pessoa por quem o seu filho referia era o que estava responsável pelos guardas no castelo, o mesmo que avisou que o outro iria pedir demissão.

— Eu não matei o rei! Ele que se… desviveu. — Falou com uma voz um pouco mais grave.

— Cara, todo mundo sabe que você matou ele. — A pequena princesa se intrometeu.

— Realmente bebe, só a gente, seus informantes, os guardas e seus amigos que sabem disso. Poucas pessoas.

— Guapito! 

— É a verdade! Pelo menos você fez um ótimo trabalho nisso.

Ambos os reis se encararam, observando a conversa bem a sua frente, era como se os dois estivessem entrando em seu próprio mundo.

Foolish pegou a mão do seu marido e a beijou, ficando sentimental ao ver seu pequeno filho estar tão feliz com alguém que o amava.

Todas as tentativas para ajudar os dois, não era preciso. Pareciam que ambos estavam destinados a se encontrar.

Notes:

Espero do fundo do meu coração que vocês tenham gostado!!!
Por favor comente? O monstro do comentário que vive dentro de mim é uma fera faminta que ama comer comentários nham nham delicia

( Eu tenho outras historias de guapoduo no perfil e uma au no twitter! Se tiver interessado meu @ é @DinDinDin02)
P.s: Eu tenho planos de fazer um segundo capitulo mostrando o lado do cellbit ainda!!!! Só que vai demorar um pouco e não vai ser tão grande assim.