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Deixo

Summary:

Geralt não consegue desviar os olhos de Jaskier bem ali, iniciando um dedilhar nas cordas do violão escuro, impondo um ritmo calmo que enche todo o salão quieto demais, as pessoas parecem não estar respirando tamanha quietude, e o homem de cabelos platinados não sabe o que fazer além de olhar cada pedaço do músico se apresentando. Geralt não tem visto Julian desde que eles brigaram.

Notes:

Essa história é velhissíma, tá juntando poeira há uns três anos. Resolvi desenterrar ela e algumas outras agora que estou jogando tw3.
Sinceramente, é bem bobinha, foi escrita pra eu não acabar louca durante a quarentena.
A música que Jaskier canta, obviamente, existe e é uma famosona no mpb, só jogar um pedacinho no google ou o título da história. Eu tinha acabado de assistir a temporada 1 e todas as MPBs tristes possíveis pareciam combinar com Geraskier (e ainda combinam). Ao longo do finalzinho tem a dica de mais duas músicas também MPB, essas vão ficar no ar hehe

Boa leitura :)

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Geralt não quer sair. Definitivamente, ele quer ficar em casa, deitado no sofá comendo qualquer coisa para o jantar e assistindo algum filme ruim que esteja passando na televisão. Ele sabia que atender uma ligação de Yennefer em plena sexta à noite seria uma péssima ideia, mas o homem o fez, e aqui está ele, olhando-se no espelho sem real interesse em sua aparência, ao contrário da mulher de cabelos longos e escuros como a noite que observa o reflexo por cima do ombro de Geralt antes de acenar uma afirmação com a cabeça, um sorriso animado que o homem simplesmente não gostaria de ver, não em uma sexta-feira, menos ainda pela noite.

Mas o homem de cabelos brancos não tem opções contra Yen, ele apenas a segue para fora do apartamento – desculpando-se com a gatinha Roach por deixá-la sozinha na noite em dupla que foi prometida – e ouve enquanto a mulher tagarela insistentemente sobre um novo pub que foi recentemente inaugurado, com boa música ao vivo, cerveja de qualidade e companhia – Geralt tem a impressão de que está sendo arrastado para acabar segurando vela para Yennefer, mas ele não diz nada e apenas afirma com um resmungo. Felizmente são poucos minutos de trajeto até o lugar, com a mulher de cabelos escuros dirigindo e falando sobre qualquer coisa de sua vida tão mais animada que a dele, e o homem responde com pequenos sons que espera indicarem interesse enquanto observa as luzes das ruas passarem como um fluxo constante e luminoso que é tão hipnotizante. Infelizmente quando o carro é estacionado e o Rivia tem a chance de dar uma olhada para a fachada do prédio, o arrependimento imediatamente sobe pelo corpo ao notar a grande fila de espera. O lugar certamente está lotado e o homem só quer dar meia volta, ir embora, mesmo que tenha de andar todo o caminho para casa.

 

Mas Yennefer parece perceber as intenções do melhor amigo já que imediatamente passa o braço delicado ao redor do musculoso de Geralt e o arrasta em direção à entrada, o segurança grande como o homem de cabelos platinados parece se derreter em mil pedaços quando vê a morena, e bem, pelo menos alguma regalia essa noite tem que ter já que o grandalhão imediatamente dá passagem ao par para adentrar o recinto, música e conversas de muitas pessoas se mistura em uma cacofonia que deixa o Rivia com os ouvidos irritados. Em uma questão de segundos, Yennefer desenroscou os braços e desapareceu no meio da multidão deixando o amigo sem muitas opções além de sentar no bar mais próximo e esperar qualquer sinal de vida da mulher.

A bebida realmente vale o tempo, que Geralt sinceramente nem vê passar entre beber um copo atrás do outro, recusar cada pessoa interessada possível – até mesmo um grupo de pessoas veio perguntar-lhe sobre sua disponibilidade –, e não prestar muita atenção nos sons que não sejam a própria voz pedindo por uma nova bebida atrás da outra. Isso é, até que o som da banda amadora termina, os integrantes se despedem, e algum apresentador sobe ao pequeno palco para anunciar um novo grupo, ainda não é suficiente para chamar a atenção de Geralt, os membros se ajeitam no palco ao som de aplausos animados, uma recepção calorosa suficiente para deixar evidente que não é a primeira vez deles no pub.

 

E então os aplausos subitamente se acalmam, o som de um microfone em teste enche o local que agora parece tão pequeno pelo volume que reverbera, um de cada vez os membros do grupo se apresentam ao público, tirando risos, assobios maliciosos e aplausos, Geralt acha que não terá mais nada além de um bando de jovens adultos querendo entrar nas calças de alguns músicos quando o último deles toma o microfone para se apresentar.

 

— Boa noite, meus queridos corações! Eu sou Jaskier e irei ajudar a acalmar os nervos um minuto antes de começarmos a verdadeira bagunça, sirvam-se de água, uma bebida forte ou um beijo de tirar o fôlego. — O homem de cabelos platinados se vira no banquinho com tanta rapidez que se o metal não fosse soldado ao chão, ele certamente estaria fazendo uma bagunça de músculos e fios de cabelo no chão, com sorte não chama a atenção de ninguém além do barman que arqueia o cenho em curiosidade já que Geralt tem sido uma merda estóica e mandona desde que chegara, é uma incrível mudança de personalidade repentina. — Por enquanto, eu deixo vocês irem.

 

E então, Geralt não consegue desviar os olhos de Jaskier bem ali, iniciando um dedilhar nas cordas do violão escuro, impondo um ritmo calmo que enche todo o salão quieto demais, as pessoas parecem não estar respirando tamanha quietude, e o homem de cabelos platinados não sabe o que fazer além de olhar cada pedaço do músico se apresentando. Rivia não tem visto Julian desde que eles brigaram, o homem mais velho disse palavras rudes, viu o exato momento em que os olhos azuis se encheram de mágoa e então, ficaram suaves novamente. Mas no momento em que Geralt saiu para respirar e voltou uma hora após, não havia sequer um rastro do músico em sua casa, apenas a aliança de namoro em cima da pequena mesa de centro onde um quadro dos dois repousava, isso fora há pelo menos três meses e evidentemente, o mais velho não superou nenhum pouco a consequência de suas próprias palavras. Enquanto desliza os olhos por cada pedaço diferente de Jaskier, ele consegue notar os cabelos um pouco mais longos, a maquiagem que cobre os olhos em um visual dramático, a barba que cobre o rosto bonito dando-lhe um ar mais velho, mas a voz é a mesma, o mesmo tom que faz o coração de Geralt pular no peito em uma velocidade alarmante quando seus ouvidos captam as primeiras letras.

 

— Eu me lembro sempre onde quer que eu vá… Só um pensamento em qualquer lugar. Só penso em você, em querer te encontrar… — A voz de Jaskier é profunda, os olhos fechados enquanto os dedos acompanham o ritmo do canto com dedilhar, o resto da banda faz um excelente trabalho de backing vocal, o baterista incentivando as pessoas com os braços para cima e balançando suavemente. O coração de Geralt parece estar subindo da caixa torácica para a garganta enquanto a memória revive todas as palavras duras que ele disse, o quão covarde havia sido por não ir atrás do homem por quem nutre um amor tão profundo, o estômago parecer revirar cada copo das bebidas que ele forçou goela abaixo, e a voz do vocalista parece esmagar seu coração com unhas afiadas da letra que claramente fala sobre o homem de cabelos platinados. — Lembro daquele beijo que você me deu… E que até hoje está gravado em mim… — Jaskier abre os olhos azuis por um momento, eles parecem muito brilhantes, mas o homem mais jovem é bom em colocar uma máscara sedutora no rosto, piscar, acenar um beijo silencioso com os lábios antes de retornar a fechar os olhos quando os dedos começam a aumentar algumas notas, o baterista se junta ao som com harmonia, e as vozes de fundo acompanham.

 

— Quando a noite vem, fico louco pra dormir… Só pra ter você nos meus sonhos… Me falando coisas de amor. — Uma emoção indescritível assola Geralt de uma forma que ele não sabe o que fazer além de fechar as mãos em punhos, o sangue alto nos ouvidos, as lembranças gritantes no pensamento, cada momento em que eles estiveram juntos, os sorrisos de sol que Jaskier dedicava apenas para ele, os beijos por todo o rosto que o faziam rosnar em aborrecimento, e acabar deitado com o amante sobre o corpo enquanto ria, o som sendo interrompido por um beijo exigente ou outro, a sensação de ter os braços apertados ao redor do amado. Geralt sente falta de tudo isso, tanto que dói como se fosse um machucado recente. — Sinto que me perco no tempo… Debaixo do meu cobertor.

 

Cada palavra evoca uma lembrança tão clara como se fosse um evento de ontem, o homem de cabelos platinados revive o calor de cada abraço, cada beijo, os dias tristes em que Jaskier decidia cozinhar para o jantar, os frustrantes em que o homem era tão sensível e ansioso que Geralt não sabia o que fazer além de tagarelar com hesitação sobre seu dia tedioso na empresa, sobre como ele gostava dos cabelos do namorado, o aroma de chocolate, o modo como a voz suave ganhava força em algum refrão de música para demonstrar o quão forte os sentimentos podiam sair do peito alheio, como nesse exato momento em que o refrão se aproxima com o levantamento de acordes e as vozes ao redor seguindo a letra, mas longe de ofuscar a voz perfeita de Jaskier.

 

— Eu faria tudo pra não te perder assim! Mas o dia vem e deixo você ir… Eu faria tudo… — Geralt não ouve o resto da música, ele sabe que é uma repetição que facilmente está na ponta da língua o público, mas o homem não quer ouvir mais. Ele se retira do banco cambaleando não pela bebida e, sim, por todas as memórias e emoções afogando o coração com ácido, tamanha a dor que sente. Apesar de não fazer ideia de qual direção seguir, o homem de cabelos platinados se envolve em meio aos corpos, buscando saída pelo lance de escadas que encontra no lado oposto do salão, provavelmente o acesso é permitido apenas para funcionários, mas a organização do local parece ter lá suas falhas se algumas duplas beijando-se contra a parede é um grande indicativo.

 

Com muito custo Geralt alcança as portas para uma sacada, a brisa beija a pele quente com delicadeza, mas os dedos trêmulos correm para o bolso da calça em busca do maço de cigarros, o nervosismo torna difícil acionar o isqueiro por um momento longo suficiente para deixar o homem irritado até que um par de mãos femininas se fecham em concha ao redor da chama por segundos suficientes para o calor acionar a nicotina e queimar o cilindro branco. Os lábios secos de Geralt se fecham ao redor no filtro com ânsia e a fumaça branca rapidamente preenche o ambiente entre uma tragada profunda e outra, Yennefer ao lado parece um tanto quanto bagunçada, mas muito consciente com os olhos escuros no melhor amigo tão abalado para sequer falar, ela não precisa ouvir qualquer justificativa para saber do que se trata.

 

— Era uma música sobre você. Ele sente sua falta, grande tolo. — O homem ri sem humor algum enquanto solta uma cortina de fumaça branca pelos lábios e bate o excesso de cinzas no corrimão da escada, os olhos dourados estão fixos no céu estrelado, silenciosamente procurando as constelações como Jaskier havia lhe ensinado tantas vezes, o músico foi embora sem saber que o amante havia memorizado cada estrela que lhe fora dita, mas fingia que não para ver a paciência interminável do músico em explicar novamente, lentamente, com carinho.

 

— Eu o mandei embora, ele foi. Ele continua escrevendo músicas sobre mim, continuo sendo um chato evasivo como sempre. — Esclareceu como se fosse o óbvio, negando a parte real de tudo isso: que ele mesmo sente tanta falta de Jaskier que poderia invadir aquele maldito palco para tomar o homem nos braços no abraço mais apertado que pudesse dar, até sentir a respiração desregulada em seu pescoço indicando que o outro estava ali consigo, novamente em seus braços. Mas tudo isso não passa de um sonho louco do qual ele não precisa nem ao menos dormir para usufruir. O cigarro entre os dedos queimou rápido demais, e o homem de cabelos platinados está prestes a buscar outro quando a mão delicada, mas firme de Yen segura-lhe o pulso, um olhar e é suficiente para confirmar que a mulher está fazendo aquele olhar assustador.

 

— Sim, ele deu-lhe a paz que você mesmo exigiu. Palavras machucam muito e, fossem verdade ou não, as suas deixaram Julian muito ferido. Seja sincero ao menos uma vez, seu monte de músculos e covardia. — Cada palavra é tão cortante que o homem nem ao menos consegue reunir deboche o suficiente para retrucar alguma frase astuta, a vontade de fumar para encher o ar tenso com o cheiro inebriante de nicotina parece ser uma coceira sob a pele, e mesmo quando a mão delicada ao redor do pulso lentamente se afasta, Geralt ainda não reúne coragem suficiente para buscar o cilindro calmante no bolso. Ele apenas desvia os olhos de Yen para retornar a atenção para o céu, rabiscar Orion com os olhos dourados até que a mulher suspira ao lado como se desistindo da causa antes de retirar-se, não sem antes olhar por cima do ombro. — Você merece parar de impedir sua própria felicidade porque está acostumado com o comodismo. Mudar é assustador, mas amar paga cada centavo disso.

 

Geralt não pode evitar soltar um riso nasalado em completo deboche, Yennefer de longe é a pessoa ideal para falar sobre quem ama ou não. Logo ela, conhecida como a ‘advogada coração de gelo’ em sua empresa e mercado de trabalho, a própria que não tem resolvido as pendências que tem com Istredd, pulando de cama em cama – inclusive na de Rivia, que na época foi vítima e carrasco do rápido relacionamento exaustivo que ambos tiveram até optarem pela amizade – como se lençóis diferentes fossem colocar uma barreira entre ela e o outro homem. Vengerberg não tem direito algum de julgar Geralt e ele deixa isso completamente explícito em seu riso debochado que alcança os lábios, fluindo no ambiente que imediatamente fica carregado pela tensão dos olhos azuis escuros, quase roxos, tornando-se frios como gelo, da forma que Yen certamente ganha os casos para sua empresa de advocacia. Mas ela não diz nada além de caminhar graciosamente até a porta de onde ambos vieram e se retirar, deixando apenas o som da porta de metal encontrando o batente para fazer companhia ao outro.

O homem de cabelos platinados não sabe dizer o quão problemático foi sua reação para com Yennefer, geralmente ele só recebe as terríveis consequências dos atos de uma hora para a outra. Certamente quando se está menos esperando, não há dúvidas de que será assim, e não há porque concentrar o resto de bom humor que resta nisso.

Agora livre, o Rivia leva a mão ao bolso para pegar o maço de cigarros que ganha espaço no corrimão, com um cigarro entre os dedos e isqueiro no outro, em longos minutos ele já não sabe quantos cilindros já foram queimados, todas as constelações das quais se lembrava foram desenhadas no céu com a ponta do dedo indicador, cada uma sendo acompanhada pelo som da música no interior do pub, e até mesmo a própria voz rouca de Geralt cantarolando qualquer música de estrelas que Julian havia composto para melhor entendimento, é certamente patético, mas o homem mais velho aprendeu a letra facilmente na segunda vez em que ouviu. E obviamente a ouviu ser proferida muitas vezes apenas pelo prazer de ouvir o timbre profundo do ex-amante.

 

É um par de vozes ao lado de fora que o puxa da realidade confortável, ele faz uma careta com a possibilidade de ser interrompido por algum casal no cio, e prepara sua melhor expressão assustadora para espantar qualquer eventual intruso de seu lugar de lazer temporária e clandestinamente achado. O que Geralt dificilmente esperava é que a porta se abrisse com rapidez e um corpo fosse empurrado em sua direção, por hábito, o homem tem o rápido reflexo de adiantar-se à frente para agarrar o vulto e impedir uma queda dolorosa e iminente. A porta torna a se fechar com um clique adicional, mas não tem importância alguma, o mundo é uma estática branca, mas a visão de Rívia é uma imensidão de azul-mar parcamente iluminada pela lua cheia.

 

— Aparentemente a vida não quer que eu mantenha sua benção… — A voz rouca de cantar tem um tom de comicidade que não alcança os olhos lavados com mágoa, nem muda o tom mais escuro de vergonha que colore as bochechas antes rosadas do esforço anterior, mas é como se cada ponto disso fossem um novo adicional da concepção de quão lindo Jaskier é, e o quanto o homem de cabelos platinados está apaixonado por ele, o quão desesperadamente ele sentiu falta do músico em seus braços. — Olá, Geralt. Como ia sua vida abençoada?

 

— Uma merda. Não permita que eu te peça para me deixar ir de novo. — As palavras simplesmente fluem para fora da garganta apertada do homem, ele percorre cada pedaço que tem a vista do amado em seus braços, mas não parece suficiente. E apesar da careta confusa e cômica que está adornando as feições de Julian, o homem de cabelos platinados não sente que tem o suficiente até passar os braços ao redor do corpo que ele guardou a forma na memória, ainda se encaixa tão perfeitamente junto ao seu, a sensação é tão incrível quanto se lembra quando o rosto bonito do moreno está na altura suficiente para que os olhos se encontrem por segundos, dourados em azuis. Até que Jaskier decida empurrar a cabeça para o ombro alheio com a pouca movimentação disposta, a respiração errática retumba contra o peitoral de Geralt que só consegue sorrir suavemente e agora mais calmo, afrouxar os braços dando chances ao outro de libertar-se, o que felizmente não acontece. — Olá, Jaskier.Você sabe o inferno que fez da minha vida?

 

— Sim, eu sei. Por isso percebi que o mais perto que você poderia chegar de estar no paraíso, era se eu fosse embora. —  A voz pequena e estrangulada com as próprias palavras dolorosas é sussurrada contra a pele de Geralt, o calor parece fluir por cada veia em si e o homem de cabelos brancos não evita apertar os braços ao redor do corpo perfeito que se aconchega contra si, respirações e corações sincronizando como se estivessem unidos em um só.

 

— Eu demorei tanto, tanto para perceber que você era o inferno mais bonito que poderia haver no meu mundo. Sei que pedir desculpas não muda o que fiz.

 

— Nenhum pouco, seu idiota. Você sabe o quanto eu chorei? — O próprio músico não sabe, ele parou de notar assim que os dias se tornaram semanas, meses.

 

— Não sei, não faço ideia do quanto eu chorei também. O que eu sei, é que preciso deixar você saber que senti sua falta. — O mais velho não tem coragem suficiente para sequer abrir os olhos, mas há tanta sinceridade em cada palavra que Jaskier pode provar o doce néctar da verdade e o amargor do sentimento. Ele não pode e não vai aceitar um pedido de desculpas, arrependimento não se dá em forma de palavras e sim de ações , e por mais que o músico seja um advento de palavras e poemas, é impossível que seu coração quebrado seja curado apenas com isso. Mas Geralt nunca foi um homem de expressar-se com tanta facilidade, o moreno quase pode respirar a emoção que exala do outro, é tudo que ele vem pedindo em suas músicas, com toda sua alma e amor magoado.

Perdoar não acontece da noite para o dia, mas enquanto desliza os braços pelas costas largas, as mãos gentilmente contra o tecido da camisa, os dedos subindo e descendo pela extensão em um carinho relaxante, Julian sente que pode ser sincero à mesma altura e sussurrar com carinho:

 

— A saudade que senti de você não cabe nesse mundo, Geralt.

Notes:

Sim, eu gostava de Yenna e Istredd, pelo menos na série. Geralt e Yenna nunca fora muito atrativos para mim.
Enfim, apesar de estar com um outro trabalho de um outro fandom em andamento, vou tentar editar e postar todas as geraskier que tenho, vou tenta aproveitar enquanto meu surto está em alta.

Me encontre no twitter e spirit fanfics como: @Daydelion