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Let's fill this house with love - Arlecchino x Furina = Arlefuri

Summary:

A Casa da Lareira agora é apenas uma casa comum. Todas as crianças foram adotadas, enquanto os gêmeos e Freminet seguiram suas vidas fora do orfanato.

Arlecchino e Furina ainda são jovens e podem aproveitar a vida inteira pela frente, mas a única coisa que Arlecchino consegue pensar é em suas crianças.

Notes:

Eu terminei de escrever isto quase duas horas da manhã... pelo amor de Deus, estou tremendo de sono.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Era tarde da noite quando Arlecchino adentrou em sua casa, fugindo da forte chuva que lhe pegou desprevenida. Andou pelo corredor indo até ao cabideiro de roupas para pendurar sua capa pesada dos Fatui. Olhou ao redor ouvindo o barulho da solidão, as pequenas luzes amareladas iluminavam pequenas partes da grande casa, que antes viviam várias crianças alegres.

Não pode deixar de se sentir solitária quando andou por cada cômodo da casa refrescando sua memória quando repassava cenas engraçadas e bobas de suas crianças brincando pela casa. Foi até o antigo quarto de Lyney, Lynette e Freminet, abriu a porta lentamente e se apoiou na entrada do quarto, vendo as três camas encostadas umas nas outras vazias, mas que ainda estavam arrumadas. O quarto estava em perfeito estado, limpo, organizado, e até mesmo com as últimas roupas de cama que Lyney, Lynette e Freminet usaram no último dia que dormiram na Casa da Lareira. Arlecchino não gostava quando eles juntavam as camas já que a madeira da cama arranhava o chão e a parede, mas agora, deu uma risada ao olhar as paredes manchadas com a tinta marrom da madeira das camas e o chão arranhado.

Foi um choque para Arlecchino lembrar que todas as suas crianças foram adotadas, enquanto Lyney, Lynette e Freminet continuavam sendo seus filhos, já que os três foram adotados por ela quando eram pequenos, apenas tinham saído de casa após se formarem. Lyney continuou com os shows de mágica com Lynette, atualmente estavam em Mondstadt apresentando seus últimos shows na cidade antes de partirem pra Inazuma. Já Freminet, entrou para A Marinha de Liyue.

Arlecchino nunca foi um "pai" tão carinhoso, mas cuidou bem de suas crianças. Antigamente, quando voltava de Snezhnaya, costumava trazer milhares de presentes para seus filhos. Inclusive, alguns dos brinquedos de Lyney, Lynette e Freminet ainda estavam em seus quartos, nenhum deles foi jogado fora. Algumas crianças demoraram pra serem adotadas pois as pessoas não queriam adotar crianças ligadas à uma instituição Fatui, mas surpreendentemente todas arranjaram famílias.

"Por que voltou tão tarde?" Furina perguntou com a voz sonolenta enquanto se aproximava e esfregava os olhos. "Lembrando das crianças de novo?" Ela perguntou abraçando Arlecchino por trás. "Sim. Ainda me parece estranho olhar para os cômodos vazios." Arlecchino disse colocando as mãos nos braços de Furina que rodeavam sua cintura.

"Freminet está indo pra Inazuma também, certo? Ele poderia aproveitar para ver Lyney e Lynette." Arlecchino disse se referindo à uma carta que Freminet havia enviado há alguns dias atrás, informando que iria para Inazuma à trabalho por algumas semanas. "Espero que sim, fazem três anos que eles não se veem. Espero que eles tenham pelo menos alguns dias para descansarem." Furina disse abraçando Arlecchino.

"Nos casamos quando dois anos antes deles irem embora, você não teve tempo de aproveitar tanto tempo com eles, não acha triste?" Arlecchino perguntou. Furina passou a conviver mais com os gêmeos e com Freminet quando se casou com Arlecchino, inclusive, seu sobrenome também foi adicionado aos nomes dos filhos de Arlecchino quando se casaram. Os gêmeos e Freminet tinham uma boa relação com Furina, mas não era uma relação tão amorosa justamente por não terem tido tempo de se conhecerem bem.

"Sim, eu acho muito triste por não ter visto eles crescerem, mas acho que era pra ser assim. Um dia, as crianças saem de casa, certo?" Furina disse apoiando a cabeça e uma mão no peito de Arlecchino. A Fatui colocou a mão na cabeça da mulhet mais baixa e deu um beijo sutil em seu cabelo.

"Venha pra cama, vamos dormir." Furina olhou para cima fazendo beicinho. Arlecchino deu uma última olhada no quarto cheio de memórias e depois fechou a porta. "Vamos, você precisa dormir, precisamos trabalhar cedo amanhã." A mulher alta disse passando pelos corredores com o braço em volta do pescoço de Furina.

"Sobre o trabalho, eu estava pensando em me demitir..." Furina disse se sentando na cama enquanto Arlecchino trocava de roupa. "O que? Por que? O que houve? Lhe desrespeitaram de novo? Eu já falei pra você sair desse trabalho outras vezes. O seu chefe é um----" Arlecchino foi interrompida por Furina. "Não! Não é nada disso. Eu só estava pensando em ficar apenas em casa em alguns meses..." Furina disse encostando as costas na cabeceira da cama.

"Hm? Ficar apenas em casa daqui há alguns meses? Não quer mais escrever roteiros de peças?" Arlecchino perguntou e se sentou na cama ao lado de Furina. Ambas as duas com roupas leves, Furina vestia uma camisola preta com alguns babados na ponta e um lacinho na gola. Já Arlecchino, vestia uma calça de uma seda feita especialmente em Fontaine e uma camisa de mangas longas.

"Eu gosto de escrever, mas há algo que eu queria fazer daqui pra frente." Furina disse se deitando no peito de Arlecchino. "E o que seria?" A mulher perguntou imaginando que Furina iria começar à trabalhar em casa ou dar aulas particulares, como fez algumas vezes com algumas crianças do bairro que não podiam ir à escola. "Querida, eu estava pensando em termos um filho." Furina disse fazendo os olhos de Arlecchino arregalarem. "Um filho? Achei que você não quisesse ser mãe? Imaginei que o contato que teve com as últimas crianças da casa tivesse sido suficiente quando casamos." Arlecchino disse passando a franja de Furina para trás das orelhas. "Eu adorei ficar com as últimas crianças, e de fato, eu não queria ser mãe, mas agora eu acho que poderíamos dar um pouco mais de amor à esta casa... Ou você não quer mais crianças?" Furina perguntou se cobrindo com o lençol.

"Bem, eu quero, mas tem certeza que gostaria de se demitir e virar dona de casa? Você nunca gostou de ficar em casa sozinha." Arlecchino disse finalmente se deitando enquanto mexia no cabelo de Furina. "Eu não estaria sozinha, eu estaria com o bebê! Mesmo que você chegasse tarde, ainda iria valer a pena, imagino que cada um faria sua parte e ficaríamos felizes." Furina disse animada.

"Hm... parece uma boa ideia, mas minha preocupação maior seria lhe deixar cuidar sozinha da criança enquanto eu estiver em Snezhnaya! Seria triste passar uma gravidez sozinha e sem apoio por semanas ou até meses. Imagine se você se machuca e eu não estiver aqui pra lhe ajudar?"

"Eu sei me cuidar bem! Mesmo que fosse solitário, seria por um bem maior, certo? No final de tudo, você sempre vai voltar pra casa para me ver, não me importo de passar meses ou anos longe de você se no final eu puder lhe ver, mesmo que apenas por um dia."

"Gotinha, você é adorável." Arlecchino disse pegando o nariz de Furina e chacoalhando ele para o lado e para o outro.

"Mas agora, vamos dormir, ainda precisamos trabalhar amanhã."

"Se dependesse de mim, eu me demitiria hoje apenas para não ter que olhar para o rosto daquele velho." Furina disse arrancando uma risada de Arlecchino.

"Então saia hoje mesmo, ele iria encher seu saco mesmo que continuasse lá por mil anos."

Aquela noite terminou com o casal esmagando um ao outro na cama enquanto a chuva batia fortemente no telhado. Arlecchino se perguntou por um momento se ela merecia esta vida tão boa que estava tendo agora.

Notes:

Eu imaginei este cenário há alguns dias e não pude deixar de escrevê-lo. Arlecchino trabalha até tarde, enquanto Furina não se dá bem com seu chefe. Eu realmente amo elas.

Acho que após 500 anos fingindo ser Arconte, Furina nunca iria querer passar a vida presa à crianças, mas por que não abrir uma exceção?

 

Este texto não foi corrigido e não tenho tanta experiência com gramática, além de que escrevi isso quase morrendo de tanto sono, então provavelmente estará cheio de erros.