Chapter Text
2024
Naqueles últimos doze minutos Roier só conseguia pensar:
“¿Era realmente tan mala la cárcel por ser arrestado por asesinato?”
Mas também alterava entre: “Mi padre es policía, tal vez me ayude en el tribunal...” e ” ¿Tan difícil es esconder un cadáver? ”
Porque Roier claramente planejava matar um certo mexicano chamado Quackity por esta doze minutos atrasados do seu turno na taquearia.
Sua sorte era pode esta na cozinha, onde poderia fazer todas as caras e bocas sem ninguém se importar. O que surpreendeu é como fazia pedidos mais rápidos, realmente o ódio era um bom ingrediente.
Ele tinha um teste importante naquela noite, mas não conseguir chegar a tempo em casa e se apronta se Quackity não chegasem nos próximos cinco minutos. Uma boate tinha aberto audições para cantar nos finais de semana e seria uma boa grana para Roier.
— Qual música você vai apresentar?-perguntou Jaiden do seu lado tirando dos pensamentos.
Jaiden era sua melhor amiga, claro que ela sabia da apresentação. E também era uma estudante de veterinária que precisava de dinheiro.
“Será que ela tinha algum remédio para poder drogar o mexicano e ser mais fácil de matar o Quackity?”
— Lábios de Carmim- e como esperado Jaiden revirou os olhos
— Essa música não é muito velha não? Anos 80 Roier? É uma boate. E outra, não da pra escolher uma música que não seja desse cantor? Por favor, eu sei que você gosta dele, mas…
— En primer lugar, esta canción es un clásico. Y segundo, esta canción es la razón por la que elegí a Melissa.
Tristan era um dos melhores cantores do mundo! Um clássico que frequentemente voltava a moda, ainda mais agora com o TikTok. Suas músicas eram envolventes e românticas. Roier podeira ouvir para sempre aquelas músicas sem enjoar, fora todo o significado pessoal que elas tinham com o compositor. Era uma pena que o mundo tinha perdido um talento desse ha quatro anos atrás.
— Pera, Roier, toda sua persona se baseia em uma letra de uma música?-O ventilador jogava o cabelo azul de Jaiden para seu rosto, que tinha virado para a cozinha para conversar melhor com Roier. O restaurante estava vazio nessa hora, poucas pessoas entravam pelas portas de vidro.
— Talvez?
— Roier! Eu sabia que você gostava da música, mas não desse jeito.
Talvez seja um pouco mais pessoal que isso…
Roier lembra de ser uma criança ainda quando estava tocando Lábios de Carmim pela primeira vez. Um antigo cd do seu pai tocava.
Ele não entedia o que estava acontecendo e porque tinha muitas pessoas na sua casa rodeando seu pai. Mais ainda era o motivo seus tio e tias não estarem o bajulando como sempre faziam? O que tinha de tal interessante ali afinal?
Foi aí que ele viu um seu pai segurando um ser humano minudo e muito feio. Era gordo e seus membros desproporcionais. Fora que era careca. Serio que as pessoas tinham trocado Roier por aquilo bicho feio? Pensou.
—Vem Roier, quer segura sua irmã?- perguntou seu pai.
Aquilo era sua irmã, aquele bicho feio? Quando Roier pediu uma irmã, não era isso que ele queria. Talvez ela tivessem vindo quebrada, será que aceitavam devoluções?…
Seu pai o colocou no sofá antigo que era coberto por uma manta de flores. Ele ouvia algumas pessoas dizer que era muito novo para isso e que ele machucaria sua irmã, mas seu pai a colocou no seu colo assim mesmo. E quando ela sorriu para ele, Roier sabia que iria proteger aquele bicho feio para vida toda.
Não importava se era estranha e não conseguia ficar em pé sozinha.
E tudo isso ao som de Lábios de Carmim. Todos seus momentos importante de vida foram marcados pelas letras de Tristan…
Em festas de aniversário e almoços de família.
Quando finalmente percebeu que gostava de meninos, estava tocando Eclipse.
Quando conseguiu seu primeiro bico como cantora.
— Jaiden, você é viciada em livro de romance, chiches e histórias de mistério. Como não gosta dessas músicas?
Jaiden fez uma careta confusa.
— Você não sabe?-o sorriso de Roier voltou, era uma desculpa perfeita de falar sobre seu cantor favorito- Jaiden, não são só letras aleatórias, é uma história de amor. Com direito a chichês e reviravoltas trágicas. Tristan, escreveu todas as músicas para uma pessoa só , sua alma gêmea como ele dizia.
— O quê? Ele não escreveu por quase 40 anos?-Roier balançava a cabeça.
— Exato, e o pior de tudo, é que eles nunca ficaram juntos. Se você perceber, tem músicas que ele diz que tá sozinho. Apesar de amar ela, eles nunca ficam juntos de fato.
— Por quê? Se ele amava tanto ela…
O mexicano deu os ombros. Ninguém sabia que tinha acontecido de fato. As entrevistas só dizia de como eles se amavam, mas por alguma comédia do destino foram separados anos atrás. Não é como se Roier estivesse em vários grupos na internet que analisavam as letras das músicas e a vida do cantor para tentar descobrir algo.
— Ninguém sabe, a gente não sabe nem se Melissa é o verdadeiro nome dela. Ele nunca falou em público, apenas nessa música cita uma mulher.
— Então o cara faz literalmente um império para ela dedicando todas suas músicas por 40 anos e ninguém sabe nada sobre ela?
Roier coloca seus óculos imaginários e completa.
—De hecho, sabemos una cosa más sobre ella. Nadie está seguro, pero los rumores dicen que antes de ser famoso trabajó con un cantante mexicano. No fue nada muy grande, sólo presentaciones ocasionales.
Os olhos de Jaiden foram para o chão.
— Será que ela não o amava de volta? Isso é um pouco triste se pensar direito. Não ser correspondido e não conseguir superar depois… Um pouco problemático, mas triste.
Roier nunca tinha pensado desse jeito, se Melissa tivesse simplesmente abandonado ele? Ele se recusava a pensar nisso naquele momento. Não quando ele se baseava todo seus relacionamentos naquelas músicas… Desde pequeno ele queria alguém que o amasse daquele jeito, de poder confiar e se entregar.
Ele queria ser capaz de encontrar uma pessoa que não precisasse se esconder atrás de sorrisos brilhantes e piadas sem graça. Roier queria conseguir chorar no ombro de alguém e ser abraçado de volta.
Seu último relacionamento não foi o melhor… Roier poderia ter levado seu gosto por vermelho a sério de mais e ignorando vários sinais. Ele tinha várias cicatrizes a mostras que ardiam com a simples batida do vento. Feridas que ele mesmo tinha ajudado seu ex a abrir.
Mas nos momentos mais difíceis tinham aquelas músicas e ele sentia como se elas dissessem que ia ficar tudo bem e que alguém amaria ele de verdade, que se importaria e o abraçaria. Um desejo até infantil admitia, mas se seu ideal de amor não fosse verdade, o que sobraria para ele?
Porem a voz de Quackity ofegante entrando na taquearia o interrompeu.
— O ônibus atrasou… A culpa não foi minha-ele se apoia nos joelhos recuperando o folego.
— ¡Me debes! 15 minutos pendejo! ¡15 minutos!- Roier tirava o uniforme correndo para pegar suas coias– é melhor eu consegui pegar o ônibus se não o Uber vai pra sua conta.
— A culpa não foi minha! A culpa foi minha se o ônibus estragou?
Roier mostrou o dedo do meio saindo do estabelecimento torcendo para pegar o ônibus. Ainda dava tempo para conseguir pegar a audição se ele não comesse nada e pegasse um Uber para o boate. Teria a semana um pouco mais puxada com a falta do dinheiro, porem valeria a pena. Era uma grande oportunidade.
Por um milagre Roier conseguiria chegar tempo percebeu quando tinha pessoas ainda esperando no ponto, o destinho estava tao bom com ele que até pegou um acento no ônibus. Com seus fones antigos ele repassava a música que ia cantar observando a janela.
No bar
sem jeito e sem medo
me marcando com seu carmim,
Lábios de pecador
Deusa escarlate
em baixo de tantos segredos,
em baixo de tantas mentiras
me promete o mundo
Oh Melissa,
eramos muito jovens pra saber,
não tinhamos todo o tempo do mundo, meu amor
estamos distantes
seus lábios marcam minha pele,
sua boca explora a minha
o mundo grita contra nosso amor
mas eu não temor
estou em seus braços
marcado com seu carmim
Roier era simplesmente fascinado com aquela música, era tão expressiva e cheia de camadas.
Em um primeiro momento remetia a um caso com uma mulher qualquer extremamente linda. Mas ela tinha um ar melancólico. Porque nos próximos versos da para ver que eles se amavam. Porém, algo foi mais forte e os separou.
Muitas pessoas usavam aquela música em um contexto LGBTQIA+, incluindo o próprio Roier. Não era só essa música que tinha essa leitura, era até uma das séries de vídeos mais visto de Melissa, sua persona. Uma análise com todas as músicas do Tristan com muita “ lacração ”.
Roier correu para o chuveiro, tinha que se rápido, mas estava todo suado pelo dia trabalhando. Ele gastou preciosos minutos encarando o registro do chuveiro, não queria tomar choque, mas esqueceu o chinelo. Essa era uma das vantagens de morar em um prédio antigo. E quem dera esse fosse o único problema…
O vestido vermelho estava estendido sobre sua cama de solteiro. Era seu favorito e o mais caro, ele comprou em uma promoção de uma loja falindo. Mas tinha pedido para a costureira perto da sua casa, Elisângela, ajustar ele e colocar algumas pedras. A fenda na perna era um charme pessoal.
A cor cai bem em Roier.
Arrumar a roupa e o cabelo nem foi o mais demorado. A prática tinha o ajudado, no entanto, fazer a maquiagem seria um desafio. Não tinha tempo para nada emperiquitado, se contentando com algo simples. Destacando sua boca com um batom carmim.
Na presa deixou aos pincéis jogados correndo para pegar sua mochila com as coisas que iria precisar e o salto. O Uber já estava esperando e ele não tinha o luxo de ter que pedir outro. Precisava dá certo.
Las Casualonas Nightclub era uma boate nova que iria abrir na parte nobre da cidade aberta por Max e Ademiro Severino, um DJ famoso e um dos amigos do Tristan, tinha o ajudo muito durante sua carreira. Eles queriam criar seu próprio espaço, sabiam como era ser excluído e negado as oportunidades antes de tentar. Entao criaram aquela boate.
O lugar era grande. A entrada do prédio contava com uma entrada grandiosa, com flores na calçada e uma porta de vidro reforçado. Melissa suspirou admirada a recepção principal. A boate era dividida em duas, uma entrada para o público fechada ainda e a da ala administrativa. O piano no teto dava um charme especial, e na parede era pendurado várias fotos de artistas.
— Bom dia, como posso ajudar?- ouviu a secretaria o trazendo para realidade.
Era uma mulher de pelo menos 40 anos parda com os cabelos tingidos nas pontas de laranja-claro. Ela tinha um sorriso contido e um crachá expondo seu nome: Empanada.
— Bom dia, pode me dizer onde são as audições?
— Pra cantora? Segunda porta a direita lá em cima.
Melissa agradeceu e fui andando. O barulho dos saltos ecoava pelo corredor, ela se sentia naqueles filmes antigos de pessoas poderosas. No caminho ainda revestidos com aquelas fotos antigas e atuais. Era um próprio museu com a história da arte de artistas que mudaram um pouco a história do mundo, mesmo que a mídia quisesse esconder eles.
Artistas geniais demais para serem esquecidos completamente, mas ao menos tempo fugiam demais do padrão do aceitável.
Melissa e as outras cinco pessoas esperavam na sala para se apresentar. Os intervalos duravam em torno de dez minutos antes de chamarem o próximo. Tentando matar aquela pequena ansiedade começou a conversar com Jaiden pelo celular sobre o prédio, estava admirada tinha que admitir.
Era bom conversar com Jaiden, era sua melhor amiga desde o ensino médio. Elas se amavam para ser mais exato, Roier sempre abria um sorriso quando recebia uma mensagem sua. Jaiden estaria nos momentos mais difíceis para apoiar e se precisar esconder um corpo ou assassinar alguém. Talvez essa fosse a vantagem de manter uma amizade com a estudante de veterinária.
— Melissa?- ouviu ser chamada.
Ela era a última pessoa na sala. A cantora foi conduzida até o salão principal da boate ainda inacabado. Mesas estavam empilhadas em um campo e o bar principal vazio. Caixas formavam um labirinto até o palco principal, onde uma única mesa de plástico estava montada com um computador na frente. Bem na em frente do palco um triple foi montado.
Max e uma criança de pelo menos 12 anos estavam sentados, devia ser o filho dele. O DJ diferente das festas e shows estavam com um sobretudo simples e seus óculos vermelhos, enquanto a criança estava concentrada demais no celular jogando alguma coisa.
— Melissa? Igual à música– Max comentou com um sorriso–Meu sócio não tá aqui hoje, mas preciso mandar as apresentações para ele. Então to te gravando, mas como você já assinou antes o material só vai ser usado pra isso e tá tudo no acordo que você assinou… Me dá um segundo?
O telefone de Max começou a tocar tirando o DJ da mesa. No fundo da sala ainda era possível vê-lo gesticulando irritado, o que quer que tenha sido tinha tirado ele do sério. Bufando e com passos pesados, Max voltou para a mesa, seu sorriso deu lugar a uma cara cansada.
— Desculpa… Podemos continuar?
Aquela pequena ansiedade que estava no peito da cantora se dispensou conforme a música ia se iniciando. Os acordes do violão eram uma marca registrada das composições, como dito em uma entrevista há muito tempo era tudo que o compositor tinha: Um sonho e um velho violão.
A voz de Melissa transportava no palco. Havia algo mágico em cantar, uma sensação indescritível, algo que transcendia os olhares que caiassem sobre ela. Não que não fosse bom ser o centro das atenções, ela era admirada em cima dos palcos porque era incrível e ela sabia disso.
Sabia que poderia levar as pessoas às lágrimas dependendo da sua interpretação. Jaiden brincava que sua voz parecia com uma sereia. Sedutora e hipnotizante. E a dança? A cereja no topo. Era o complemento da música perfeito.
Melissa terminou sorrindo, sentia saudades de ficar em cima do palco e canta o que ela queria.
— Isso foi incrível- Max se aproximou do palco– Fazia tempo que não via alguém tão talentosa assim. Você tem jeito com a coisa, provavelmente a melhor cambitada.
Melissa não conseguiu aceitar os elogios, seu “sentido aranha” apitava em sua cabeça.
— Pero…?
— Pero acabo de descubrir que no puedo contratarte– o sorriso feliz deu lugar a um cansado–No puedo contratar a nadie porque el Casualonas cerrará mucho antes de abrir.
O DJ sentou na borda do palco. Sem saber o que fazer, Melissa se juntou a ele para tentar consolar.
— Parece que hubo un problema con el permiso y no es fácil de resolver. Si podemos abrirlo, tomará mucho tiempo y ni siquiera cuánto... Perdón por hacerle perder el tiempo.
— Esto no es tu culpa.
— É só que…–a voz de Max morreu nos seus lábios antes de volta com aquele sorriso contido– Isso não é problema seu, desculpa novamente por perder seu tempo. Mas de verdade, eu amei a apresentação e meu sócio pareceu muito interessado em você antes. Lembra uma antiga amiga dele, eu acho. Espero te encontrar novamente, tenho certeza que ainda vou ouvir muito de você, Melissa.
Max beijou sua mão em uma reverência saboreando cada sílaba do nome antes de se despedir com seu filho.
Quando a ficha finalmente caiu, Roier percebeu que apesar de tudo tinha perdido o emprego. E não só isso, como tinha gastado um bom dinheiro para conseguir chegar la. Ele teria que se virar bem no próximo mês.
Anestesiado, Roier foi para o ponto de ônibus sem mesmo trocar de roupa. Ele não tinha forças para tirar o vestido e a peruca, ficou até mesmo com os saltos que agora insistiam em machucar ele. Não só isso como a brisa gelada que atingia suas pernas nuas o incomodavam.
As bolhas nos seus pés seriam inevitáveis mais tarde. Além de caminhar para o ponto, teria que pegar dois ônibus para chegar em casa e depois uma caminhado por conta do horário.
Outra péssima escolha , aqueles saltos altos sem ter trago um tênis.
A mente de Roier conseguia captar mais um milhão de erros de cometeu até chegar naquele momento. Ele estava exausto e com fome, mas principalmente exausto de tudo.
Fazia tempo que não conseguia bicos para as apresentações. E quando conseguia era nos piores lugares.
Juntando com o estresse do restante da mudança. Roier dividia um apartamento com seu ex namorado ha seis mês antes. Porem quando terminaram Roier teve dificuldade em achar um lugar barato para morar, e mesmo agora tinha muitas coisas suas na casa de seu pai. Fora que o lugar que tinha achado era cheio de problemas, sendo a única vantagem ficar perto do trabalho e o preço.
Uma série de decisões erradas. Erros acumulados que voltagem em sua mente. Repassando como um filme da sessão da tarde, todo mundo já tinha visto um milhão de vezes e provavelmente nunca colocaria para assistir em plena escolha, mas já estava passando na TV na metade, então você terminava de assistir até o fim.
Conseguir aquele emprego era mais que um pouco mais do que mais dinheiro no fim do mês, seria a primeira vitória em muito tempo. Roier precisava de uma vitória, por mais mínima que fosse.
Sentiu seu rosto molhado, não sabia quando tinha começado a chorar. Roier odiava chorar em público, nem Jaiden tinha visto daquele jeito. Normalmente ele só ignorava seus sentimentos empurrando para o fundo e começava a contar uma piada para distrair as lágrimas. Se distraindo tanto que sua cabeça era impossível de processar os sentimentos.
Engolindo tudo que fiava presos no seu estomago, às vezes sentia vontade de vomitar quando o enjôo era muito forte. Talvez isso aliviasse, mas só engolia tudo de novo.
Porém, parado naquele ponto deserto Roier não tinha mais forças de segurar as lagrimas. Ele queria que o ônibus chegasse logo e ele pudesse tomar mais uma série de decisões erras e comer a pior coia que estivessem na sua geladeira e depois cair na cama, acordando tarde demais para o trabalho amanha e tendo que correr para chegar na hora.
— Dia difícil?- um estranho se sentou do seu lado.
— Año difícil para ser más exactos.–Roier limpou o rosto sem olhar para o estranho.
As poucas lojas fechavam as postas pelo entardecer enquanto os bares abriam e um pouco de pessoas começavam a circular na região para sextar. Isso dava uma sensação de segurança a Roier, junto da viatura que estava estacionada rua a frente.
— Te entendo, alguém do meu trabalho cometeu um grande erro e como eu sou o superior a culpa caiu em mim. E agora eu tenho que resolver–Roier ficou desconcertado, queria que o ônibus chegasse logo, não tinha forças para ouvir os problemas de outras pessoas.
— Sinto muito…?- Tentou dizer. Apesar disso, seu pai ainda tinha o criado com educação.
— Isso que dá ver o namorado escondido no trabalho… Jovens–disse, mesmo parecendo ter a mesma idade. O homem estendeu a mão para Roier –Rubios a proposito.
Rubios tinha cabelos perfeitamente alinhados, junto com roupas extremamente brancas. Ate os detalhes do terno parecia perfeitos e alinhado. Devia ser algum modelo ou politico.
— Ah… Prazer–Roier apertou sua mão hesitante. Ele não estava gostando do rumo da conversa ao mesmo tempo que não tinha energia de acabar com ela.
— Não precisa se tímido, Roier, eu sei tudo sobre você–seus ombros tencionaram e sua respiração parou– Eu não ficaria assim, eu não sou um stalker ou algo do tipo.
Roier queria gritar ou correr, qualquer coisa estava bom para ele. Mas algo o mantinha naquele banco frio de metal.
— ¿Qué?
— Podemos ir direto ao assunto? Eu não sou um agente de campo, desculpa, mas não sou fã do mundo mortal, sem ofensas.
Não só as pernas de Roier estavam pesadas como seu sua língua. Ele era incapaz de fazer algo além de ouvir.
— Resumindo, o Febatista cometeu um erro e separou todo mundo como pode ver. Muitas pessoas foram para épocas diferentes, o que atrapalhou toda uma organização de milênios– Rubius revirou os olhos analisando o tablete que apareceu na sua mão– E meus superiores souberam. O que significa, como eu disse que eu sou o responsável por essa bagunça. E normalmente o procedimento padrão e deixar a situação como estar para não bagunçar a linha temporal.
Isso devia ser alguma punição pensavam o cantor. Ser obrigado a ouvir aquele homem delirando. Roier só queria que ônibus chegassem logo e poder ir para casa. Incapaz de falar ou fazer outra coisa, Roier ouviu ele estender o seu monólogo.
— Mas …– apontou ele– A situação afetou vocês. Entenda Roier, por algum motivo meus superiores gostam muito de vocês, eu não entendo direito. Por isso eu to aqui, vim te oferecer um acordo … Na verdade, você não tem escolha, para falar a verdade.
Rubios deu os ombros antes de tirar os olhos tablete e encarar-lo.
— Sua família precisa de você Roier … Não era para você ta aqui. Mas eu não posso simplesmente tirar você dessa época e enviar para a certa. Qual a palavra que vocês mortais usam mesmo para essa situação? Ah… Sim, gambiarra. Então fizemos uma gambiarra.
Um vaso de flores apareceu entre eles. Uma planta singela até simples, muitos poderiam considerar um mato bonitinho com as vermelhas para cima.
— Não sei se você sabe, não que mortais sejam tão inteligentes, as raízes das plantas podem transcender o tecido do tempo e espaço. Uma simples flor pode conectar dois tempos distintos e consertar essa bagunça. A única condição é que esteja viva, você não pode deixá-la morrer Roier . A morte não é do meu departamento.
Rubius levando limpando a calça branco do banco.
— Creio que aquele é seu ônibus Roier. E sua memória vai se apagada aproposito. Sua mente humana seria incapaz de sustentar com minha presença por muito tempo sem enlouquecer.
E da mesmo forma que Rubis apareceu, ele sumiu deixando um Roier com dor de cabeça entrando no ônibus sem saber muito tempo o que tinha acontecido nos últimos quinze minutos.
